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20/07/19

 

Você sabia que uso do laser pode aliviar as dores articulares?

 

Artigos Científicos publicados internacionalmente e Teses de Mestrado e Doutorado brasileiras desenvolvidos na USP e na UNESP demonstraram que os tratamentos com laser de baixa potência intra-articulares foram capazes de inibir o processo inflamatório e modular a proliferação de condrócitos em articulações acometidas por osteoartrite.

 

Esse tipo de tratamento pode representar uma nova alternativa para beneficiar aqueles que não podem utilizar determinados medicamentos e não desejam ser submetidos a cirurgias.

 

Os efeitos do laser foram estudados tanto de maneira isolada quanto também associados com aplicação de plasma rico em plaquetas (PRP), nos quais os resultados se mostraram ainda mais vantajosos.

 

Fontes : Pallotta, 2009 / Oliveira, 2013 / Rosseto, 2016 / Chadwick, 2018 / Prodromos, 2019

 

 

 

22/04/19

 

 

Doenças reumáticas atingem mais de 10% da população brasileira

Qualidade de vida do paciente é o mais afetado por tais transtornos.

 

A luta contra doenças reumáticas está cada vez mais presente no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, mais de 12 milhões de brasileiros sofrem com tais transtornos.

 

De acordo com médico ortopedista, Otávio Melo, especialista em tratamento da dor, as doenças crônicas, como artrose, fibromialgia e outras, não tem cura. ?Porém, com o diagnóstico precoce e o uso de medicamentos adequados e tratamentos para a dor é possível evitar a evolução dos problemas e manter a qualidade de vida do paciente?, disse.

 

Por isso, quanto antes um especialista descobrir a doença, mais fácil é o tratamento para o paciente. ?Qualquer tipo de medicamento tem efeito melhor quando utilizados mais cedo. Uma das coisas que mais atrapalham o bem-estar do indivíduo é a demora em procurar ajuda. Portanto, diante de qualquer sinal, é importante ir atrás de avaliação profissional?, ressaltou o especialista.

 

Ainda segundo o ortopedista, logo após o diagnóstico manter o tratamento com uma equipe completa também é fundamental. ?Quando afetado com uma doença crônica, geralmente toda a vida e todo sistema do paciente é comprometido. Portanto, tanto a saúde física, quanto a mental precisam de atenção?, garantiu Melo.

 

 

03/04/19

 

 

 

Artrose: cirurgia pode ser solução para manter qualidade de vida

Doença, quando não tratada, pode ter consequências graves.

 

Para quem sofre com a osteoartrite, ou artrose, as dores podem ser sinônimo de muito sofrimento. Em alguns casos mais graves, o paciente pode ficar debilitado e precisar de ajuda para se locomover. Infelizmente, a má notícia é que a doença não tem cura, mas, o ponto positivo, é que através de tratamentos adequados o paciente pode recuperar a qualidade de vida.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas sofrem com a doença. Além disso, a artrose é o terceiro maior motivo de afastamentos no trabalho. O ortopedista e especialista em traumatologia, Otávio Melo, explica que por ser um problema degenerativo nas articulações, o paciente é acometido por fortes dores crônicas que o impossibilita de fazer atividades normais do dia-a-dia. ?Basicamente, essa doença causa inflamações que atingem ossos e cartilagens, geralmente, nos joelhos, coluna e mãos?.

 

O médico ainda comenta que a doença aparece com mais frequência em pessoas acima dos 45 anos, principalmente mulheres. Para o especialista, o principal erro que envolve o tratamento está relacionado à demora em procurar ajuda. ?Infelizmente, as dores iniciais podem ser confundidas com outros problemas, como consequências da idade ou outras características. É importante lembrar que nenhuma dor deve ser considerada normal, portanto, ao senti-las, deve-se procurar um profissional imediatamente?, ressaltou.

 

Tratamento

 

Quando o paciente é diagnosticado com artrose é muito comum haver certo pessimismo. Afinal, a doença é crônica e pode causar diversos danos. ?Em casos mais graves, o paciente pode, até mesmo, precisar de uma cadeira de rodas para se locomover?, alertou Otávio Melo.

 

Porém, ele afirma que quanto mais cedo o individuo obtiver o diagnóstico, melhor as chances de tratamento adequado. O principal entre eles é feito com medicamentos, uso de terapias com ondas de choque, radiofrequência e fisioterapia. Mas, quando o quadro evolui, a cirurgia torna-se a melhor opção. ?Geralmente, os resultados pós cirúrgicos são imediatos e o paciente volta a fazer as atividades normais. Mas, é importante continuar com a fisioterapia para manter os bons resultados após a cirurgia?, garantiu o especialista.

 

 

 

 

20/03/19

 

 

Entenda a importância da relação médico-paciente

Especialista comenta os benefícios dessa prática para ambas as partes.

 

A tecnologia trouxe diversos benefícios para humanidade, isto é um fato. Principalmente na medicina, a modernidade auxilia em diversos aspectos. Seja nos diagnósticos, tratamentos, entre outras necessidades do paciente, tudo se tornou mais rápido. Porém, ao mesmo tempo, um velho costume pode ser deixado de lado as vezes. A figura do médico como ?parte da família? deixou de ser tão comum. Mas, mesmo que as máquinas façam o trabalho de maneira excelente, a relação entre o profissional e paciente é fundamental para o sucesso de qualquer resultado.

 

O médico ortopedista, Otávio Melo, especialista em traumatologia e pesquisador, relata que, em muitos casos, entender o que se passa na cabeça de um paciente pode ser a chave para descobrir de onde surgiu um problema. ?Na minha área, por exemplo, algumas dores podem ter a ver com problemas psicológicos também. Além disso, uma máquina, mesmo que seja a mais moderna, não consegue dizer o histórico de vida de uma pessoa e, possivelmente, as situações que desencadearam determinada doença. Por isso, a sinceridade e confiança entre ambas as partes é decisivo para obter o melhor tratamento e resultado?.

 

Tratamento humanizado

 

Otávio explica que estabelecer uma relação de confiança com o paciente o torna mais aberto para realmente dizer o que sente, sem achismos ou moderação. ?O paciente percebe a diferença quando olhamos no olho, demonstramos interesse, ou, simplesmente, agimos com bom-humor. Manter a confiança no profissional que o atende também gera consequências no tratamento. Afinal, se o paciente estiver seguro, os resultados surgem com mais rapidez e eficácia?, garantiu.

 

Saiba reconhecer o paciente

 

O especialista ainda comenta que a relação médico-paciente pode ser muito mais complexa do que se imagina. Por isso, é necessário cautela em alguns aspectos. ?Precisamos entender os sentimentos do paciente e sua personalidade para melhor atendê-lo. Não adianta, por exemplo, fazer piadas com alguém que é mais sério por natureza. Ele pode achar que estamos forçando alguma situação ou, até mesmo, que o trabalho não está sendo feito direito. O ideal é sempre tratar com respeito e, enquanto for adquirindo conhecimento, fazer o que o paciente acha realmente interessante?, afirmou Melo.

 

 

20/02/19

 

 

 

Dores nos pés atingem mais da metade da população brasileira

Especialista comenta as principais causas e formas de evitar o incômodo.

 

Para algumas pessoas, andar pode ser mais difícil do que parece. Os pés são uma das partes mais importantes do corpo e que pode influenciar consideravelmente na qualidade de vida de um indivíduo. Não é à toa que ao sentir um incômodo nessa região, diversos outros pontos são afetados.

 

Segundo um levantamento da pesquisa ?Os Pés Brasileiros?, mais de 80% da população nacional já sofreu ou sofre com alguma dor na região dos pés. De acordo com o ortopedista, Otávio Melo, alguns dos principais motivos para esse índice estão relacionados aos hábitos dos brasileiros. ?Geralmente, as dores têm a ver com a postura incorreta, uso de calçados inadequados, e, até mesmo, doenças que demoram a serem diagnosticadas?.

 

Melo comenta que no Brasil algumas pessoas ainda tem o costume de se automedicarem e, em muitos casos, deixam de procurar ajuda médica. ?Infelizmente, para alguns, as dores nos pés podem ser consideradas ?normais?. Dessa maneira, procurar ajuda médica torna-se a última opção. Esse pensamento deve ser mudado. O ideal é procurar atendimento o quanto antes para avaliar a dor e receber o tratamento adequado?, afirmou.

 

O especialista também esclarece que as dores crônicas podem começar devagar. Por esse motivo, frequentar um profissional regularmente é o mais recomendado. ?Além disso, não existe faixa-etária ideal para procurar um ortopedista. Qualquer pessoa deve se consultar e fazer exames para saber se está tudo certo e evitar transtornos?, completou Otávio.

 

Principais doenças

 

A pesquisa ?Os Pés Brasileiros? também identificou as principais causas de dores nos pés no país. Entre elas, estão o hábito de ficar muito tempo em pé, as dores causadas por impacto, sedentarismo e doenças crônicas. Além disso, as dores nos pés também podem ser sintomas ou consequências de outros problemas, como a diabetes, por exemplo.

 

Pesquisa completa:

https://www.pessemdor.com.br/wp-content/uploads/2015/01/PESQUISA-Os-Pes-Brasileiros-PDF.pdf

 

 

 

 

05/02/19

 

Volta às aulas: você sabe qual o peso ideal da mochila do seu filho?

Materiais pesados podem trazer diversos transtornos ortopédicos

 

No momento de volta às aulas os pais possuem muitas preocupações. Entre elas, o peso ideal da mochila também merece atenção. Levar muito peso ou posicionar objetos de maneira incorreta pode acarretar em diversos problemas no presente e futuro da criança.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, o recomendado é que a quantidade de materiais escolares nunca ultrapasse 10% do peso da criança. Segundo o ortopedista, Otávio Melo, o principal motivo para essa indicação é que muito peso na mochila pode ocasionar dores na coluna e, até mesmo, alterações mais sérias com consequências por toda vida.

 

O especialista explica que, além disso, ao posicionar incorretamente a mochila, também é possível aparecer problemas relacionados à postura, entre outros. ?Muitos adultos se queixam de dores na coluna e não entendem de onde surgiu tal problema. Em alguns casos, percebemos após avaliação que o individuo utilizava mochilas muito pesadas na infância?, contou.

 

Dicas

 

Otávio Melo recomenda que para evitar transtornos, o principal é seguir a recomendação do Ministério da Saúde. ?O ideal é conhecer o peso do seu filho e nunca ultrapassar 10% do peso dele na preparação do material. Além disso, sempre se deve usar as duas alças da mochila para evitar desvios e mau posicionamento?.

 

Porém, caso não tenha como diminuir o material que será levado nas costas, os pais podem optar pelo uso dos armários na escola, quando for possível ou as mochilas com rodinhas mochila. ?Infelizmente, em alguns momentos não tem como fugir do peso. Mas, os pais devem ficar atentos também a postura. A mochila deve ficar ao alcance do punho para que a criança não precise andar abaixada?, ressaltou o especialista.

 

 

07/11/18

 

 

Dores crônicas: é possível ficar longe delas nas férias?

Especialista explica que através de alguns procedimentos é possível manter a diversão sem preocupações

 

 

 

As festas de fim de ano e as férias estão chegando. Muita gente já tem planos definidos e viagens marcadas para essas datas que se aproximam. Porém, é nesta fase também que quem sofre com dores crônicas começa a se preocupar. Será que é possível aproveitar? As dores poderão interferir e/ou piorarem em determinadas situações? Essas são algumas perguntas que rondam a cabeça e, em diversos casos, fazem o indivíduo adiar a diversão.

 

A boa notícia é que, atualmente, estão disponíveis diversos métodos que auxiliam no alívio da dor crônica e podem proporcionar a sensação de bem-estar e alívio. De acordo com o médico ortopedista, Otávio Melo, existem vários tratamentos seguros e eficazes que permitem fugir das limitações provocadas pelas dores.

 

O especialista esclarece que a indicação de cada procedimento varia de acordo com o caso de cada paciente. Por esse motivo, obter acompanhamento médico é essencial para encontrar o tratamento mais seguro e eficaz.

 

Conheça os principais tratamentos

 

Melo explica que os tratamentos podem variar entre aqueles não invasivos e minimamente invasivos. Confira os mais indicados atualmente:

 

Infiltração ? o procedimento é realizado com através da aplicação, anestésicos ou ácido hialurônico por meio de uma injeção.  O objetivo é tratar a inflamação em seu local de origem. O fato de ser utilizada uma agulha no tratamento pode assustar alguns pacientes, porém, o método é minimamente invasivo e muito eficaz.

 

Bloqueios ? Com o local devidamente anestesiado, o procedimento é feito com uma agulha. Dessa maneira, é possível colocar o medicamento no local afetado pela dor. Assim como na infiltração, o método é minimamente invasivo e não causa riscos para o paciente sob orientação médica.

 

Radiofrequência ? Um dos tratamentos mais utilizados atualmente, é conhecido por obter excelentes resultados. O procedimento tem como objetivo interromper a mensagem de dor enviada ao cérebro. Através de uma agulha, uma corrente elétrica de alta frequência é enviada até o local da inflamação, dessa maneira, é possível queimar o nervo responsável pela dor.

 

Ondas de Choque - As ondas são aplicadas no local da inflamação e produzem a melhora da circulação com reparação do tecido inflamado. Utiliza-se sobre os músculos e também na localização exata do processo inflamatório produzindo a regeneração e cicatrização. O procedimento não é invasivo.

 

Medicamentos ? As dores crônicas podem ser tratadas também através de medicamentos. Cada um pode ser indicado dependendo do grau de intensidade da dor e dos remédios indicados para cada paciente. Podem ser utilizados medicamentos opioides, antidepressivos, anticonvulsivantes, esteroides, entre outros.

 

Fonte: Otávio Melo, médico ortopedista, especialista em traumatologia e medicina esportiva.

 

 

03/10/18

 

 

Dieta anti-inflamatória age no controle e prevenção de diversas doenças

Pesquisa comprova que alimentação adequada inibe a ação de nutrientes ruins

 

Manter hábitos alimentares saudáveis é essencial para conseguir uma boa qualidade de vida. Essa é uma frase que a maioria das pessoas estão cansadas de ouvir. Porém, mesmo assim, muitos ainda sofrem com problemas de saúde devido à má alimentação. Tal costume pode causar diversos transtornos. Ingerir certas substâncias, por exemplo, provoca desde problemas cardiovasculares a doenças nas articulações, entre outras. Mas, para tratar tais complicações, uma das melhores opções é a dieta anti-inflamatória, que além de equilibrar o organismo, ajuda a eliminar os nutrientes ruins do corpo.

 

Um dos principais objetivos da dieta anti-inflamatória é exatamente combater, de forma natural, a inflamação causada por alguns alimentos. Além disso, um dos pontos positivos também está relacionada à prevenção para diversas doenças autoimunes, doenças virais como gripe e resfriados e no controle de peso. O médico ortopedista, Otávio Melo, destaca a relevância da dieta também para ajudar no controle de doenças crônicas, como artrite reumatoide, e males consequentes do tabagismo, como câncer, por exemplo.

 

Em um estudo realizado por pesquisadores com mais de 16 mil homens e mulheres suecos, comprovou-se que a taxa de mortalidade em pacientes diagnosticados com doenças cardiovasculares, câncer ou doenças relacionadas ao consumo excessivo de nicotina, e que aderiram a dieta, caiu em mais de 30%.

 

Os vilões e mocinhos da dieta

 

Para aderir a uma dieta anti-inflamatória, deve-se ficar atento ao consumo de alguns alimentos. Muitos provocam a inflamação e em excesso trazem danos à saúde. Já outros são aqueles responsáveis por inibir a ação de substâncias ruins. O consumo de alimentos industrializados, ricos em glúten, como pão e biscoitos, ou Ômega-6, como óleo de soja, deve ser moderado. Já alimentos com muito Ômega-3, como peixes e frutos do mar, sementes e grãos, chás de ervas, azeite de oliva, com ação antioxidante, vitamina C, ferro, entre outros, são os mais indicados e devem estar presentes na dieta anti-inflamatória.  

 

 

Fonte: Otávio Melo, médico ortopedista, especialista em traumatologia (www.otaviomelo.com.br).

 

 

 

 

 

27/08/18

 

 

Além de alterar a sua rotina, correr afetará também (de maneira muito positiva) o seu organismo. Mantendo a regularidade nos treinos, após quatro semanas você já sentirá bons resultados nos seguintes setores:

 

  1. Capacidade Física: o treino fica mais fácil e terminá-lo não parecerá mais um ?bicho de sete cabeças?.
  2. Bem Estar: se você trabalhar na frequência correta, seu corpo libera mais endorfinas, responsáveis pela sensação de prazer.
  3. Ânimo: sua disposição aumenta e até as tarefas do dia a dia começam a ficar simples.
  4. Pulmão: melhora da capacidade de inspirar, acumulando um volume de ar maior e vias aéreas mais condicionadas.
  5. Coração:como é um músculo, o trabalho aeróbico torna-o mais eficiente.
  6. Osteoporose:auxilia no aumento da densidade óssea e na absorção de cálcio, desde que realizada em intensidade moderada.
  7. Colesterol:ajuda a controlar o nível de colesterol bom (HDL) e diminui o ruim (LDL).
  8. Circulação: aumenta o fluxo de sangue pelo corpo, melhorando o funcionamento dos órgãos.
  9. Muscular: além de aumentar a força nos membros inferiores, os músculos da perna, especialmente os quadríceps e panturrilhas, ficam mais torneados.
  10. Balança: se praticada dentro da zona-alvo, a corrida é um dos esportes que mais contribuem com a queima de gordura.
  11. Sono: a qualidade do descanso melhora e é nesse período que há a absorção dos ganhos fisiológicos frutos da corrida.

 

Fonte: Corpo a Corpo

 

08/08/18

 

 

Osteofitose é uma patologia que se caracteriza pelo crescimento anormal de tecido ósseo em torno de uma articulação das vértebras cujo disco intervertebral, que deveria funcionar como amortecedor entre os ossos, está comprometida.

 

Essas alterações, os osteófitos ou bicos-de-papagaio, surgem como consequência da desidratação do disco intervertebral, o que favorece a aproximação das vértebras e torna possível a compressão das raízes nervosas. Na verdade, os osteófitos podem ser considerados um tipo de defesa do organismo para absorver a sobrecarga exercida sobre as articulações e estabilizar a coluna vertebral.

 

O nome bico-de-papagaio pelo qual a doença se tornou popularmente conhecida deve-se à semelhança dessa expansão óssea com o bico recurvado da ave.

 

A deformação afeta especialmente as pessoas depois dos 50 anos, mas pode manifestar-se também em pessoas mais jovens expostas aos fatores de risco.

 

Causas

 

Além do desgaste natural dos discos intervertebrais próprio da idade e da predisposição genética, estão entre as causas mais frequentes do aparecimento do bico-de-papagaio (osteófito) a má postura, a obesidade e o sedentarismo. No entanto, traumas na coluna sofridos anteriormente e doenças reumáticas podem estar associados ao aparecimento da lesão.

 

Sintomas

 

Os principais sintomas são dor forte, limitação dos movimentos, perda da força muscular, da sensibilidade e dos reflexos. Em algumas situações, formigamento pode ser outro sinal da doença.

 

Diagnóstico

 

A avaliação clinica e o levantamento da história de vida do paciente são elementos básicos para estabelecer o diagnóstico de bico-de-papagaio. No entanto, exames de imagem como raios X, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis para analisar a extensão e gravidade do problema.

 

Prevenção

 

Alguns cuidados são essenciais para prevenir a formação de bicos-de-papagaio. Como a postura incorreta pode ser considerada uma das principais causas da doença, é preciso redobrar a atenção nas atividades do dia a dia que possam favorecer a ocorrência de pequenos traumas e/ou o aumento da sobrecarga na coluna vertebral.

 

A manutenção do peso corpóreo nos níveis adequados e a prática regular da atividade física são consideradas também medidas preventivas indispensáveis para evitar o desenvolvimento da osteofitose. Os exercícios mais recomendados são os de baixo impacto, como hidroginástica, bicicleta, natação e alongamento, pois não forçam as articulações e aqueles que possam favorecer o fortalecimento da musculatura abdominal e da coluna.

 

Tratamento

 

Não existe tratamento para recuperar o disco intervetebral. O desgaste que sofreu é irreversível. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser úteis para aliviar a dor, mas o fundamental é desenvolver hábitos que facilitem corrigir os problemas de postura. Fisioterapia e a prática de prática regular de exercícios físicos são recursos benéficos para controle da doença.

Casos mais graves indicativos de desalinhamento progressivo da coluna ou de distúrbio neurológico podem exigir intervenção cirúrgica.

 

Recomendações

 

* Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir ou evitar a formação de bicos-de-papagaio, uma doença encarada como banal, mas que pode provocar dor, desconforto e restrição de movimentos;

* A prática mal orientada de exercícios físicos, em vez de ajudar, pode ser responsável por traumas contínuos na coluna que facilitarão o aparecimento das expansões ósseas características da osteofitose;

* Os bicos-de-papagaio constituem um processo que leva muito tempo para estabelecer-se. Quando se instala, porém, exige cuidados pela vida toda;

* Os primeiros sintomas sugestivos da osteofitose são razão suficiente para procurar um ortopedista para controle e tratamento da enfermidade.

 

Fonte: Drauzio

 

 

30/07/18

 

 

 

Do ponto de vista ortopédico os exercícios regulares trazem benefícios muito importantes como:

 

 

A quantidade mínima de tempo necessários para esses benefícios é de aproximadamente 30 minutos de atividade moderada diariamente. Porém, isso não é uma regra. A prática esportiva pode ser realizada de 3 até 6 vezes na semana, dependendo da modalidade, intensidade e objetivo dos treinos. Normalmente, devemos ter no mínimo 1 dia de repouso para a recuperação muscular.

 

Além disso, a orientação adequada de um profissional é muito importante para a prevenção das lesões e para alcançarmos os objetivos desejados.

 

 

 

27/07/18

 

 

Muito provavelmente você já ouviu o termo "atleta de fim de semana", ele costuma ser usado para caracterizar uma pessoa que se exercita intensamente no fim de semana, mas no restante dos dias não pratica atividade física. Conforme o Ministério da Saúde, este hábito ?além de não produzir o efeito esperado, pode ser um problema para a saúde?. A orientação é que os exercícios físicos sejam feitos diariamente, mas, caso não seja possível, devem ser praticados pelo menos três vezes na semana em dias alternados. 

 

Perigos para o atleta de fim de semana 
 

Problemas cardiológicos: a carga excessiva de exercício pode expor o praticante a vários problemas cardiológicos, como infarto, arritmias e complicações que podem até mesmo levar à morte súbita. 

Lesões musculares: praticar atividade física apenas um dia na semana aumenta o risco de lesões musculares e ligamentares, como torção no joelho, por exemplo, e artrose. 

Há quem alegue não ter tempo para praticar exercícios físicos ao longo da semana. A boa notícia é que existem alternativas para permanecer praticando um esporte, como corrida ou futebol, apenas aos finais de semana e de forma segura. O segredo é incluir alguns hábitos simples na rotina. Veja: 
 

- Use as escadas, em vez do elevador.

 

- Dance sempre que puder, inclusive em casa.

 

- Caminhe algumas quadras até o seu trabalho.

 

- Pule corda em casa.

 

- Opte por videogames com sensores de movimento.

 

 

Fonte: Unimed

 

26/07/18

 

 

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial sofre com  dor nas costas . Por aqui, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) estima que cerca de 27 milhões de brasileiros com mais de 18 anos têm problemas no local.

 

E a explicação para tanta gente com dor na coluna não é simples. De acordo com os especialistas, além de traumas físicos, osteoporose, tumores e artrite, outro fator pode resultar no problema, a obesidade. 

 

O excesso de peso pode afetar as costas em cheio. A coluna vertebral, parte do corpo responsável pela sustentação do esqueleto, fica sobrecarregada pelos quilos extras e, como consequência, ?reclama? em forma de dor. Calcular o Índice de Massa Corporal (IMC) permite identificar se o peso está saudável.

 

O cálculo é simples: basta dividir o peso por (altura X altura). Uma pessoa, por exemplo, que pesa 70 kg e tem 1,60m de altura está com IMC em 27,34 ? o que corresponde a sobrepeso/pré-obesidade. É importante ficar atento ao resultado para procurar um profissional que irá indicar os melhores tratamentos para as dores que venha a sentir.

 

Conheça os níveis:

 

 

Para prevenir esta condição, a dieta balanceada é a melhor forma. Conforme explica a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), incluir verduras, legumes e frutas na alimentação é essencial. Ao mesmo tempo, é importante reduzir o consumo de alimentos com sal, açúcar e gordura em excesso.

 

Praticar exercício físico também é necessário. Pequenas atitudes no dia a dia, como trocar o elevador por escada e subir a pé, já ajudam o corpo a se movimentar. A caminhada é uma boa opção para deixar o sedentarismo de lado e começar uma atividade. Além disso, é indicado sempre manter uma garrafa de água por perto para não esquecer de se hidratar.

 

Fonte: Saúde IG 

 

 

05/07/18

 

 

Novos tratamentos para as lesões ortopédicas

 

Especialista explica quais são as novas técnicas da medicina regenerativa aplicadas na ortopedia.

 

A utilização de células-tronco ou de fatores de crescimento são formas de tratamento de medicina regenerativa que utilizam um mecanismo de cura natural do próprio corpo para tratar várias doenças. Diversos países já regulamentaram seu uso clínico em medicina, e no Brasil ainda há limitações para sua aplicação, sendo no momento atual considerada como um "tratamento experimental" pelo Conselho Federal de Medicina.

 

As células-tronco estão presentes em todos nós, atuando como um sistema de reparo para o corpo. No entanto, com o aumento da idade a quantidade e a qualidade de células tronco não são entregues na área lesada naturalmente. Segundo o médico Ortopedista Otávio Melo, o objetivo da terapia com células-tronco é amplificar o sistema de reparo natural do corpo do paciente. ?A terapia com células-tronco é usada para tratar várias condições degenerativas como artrose do ombro, joelhos, quadris e coluna vertebral. Elas também estão sendo usadas no tratamento de lesões de vários tecidos moles (como músculo, ligamentos e tendões), bem como lesões relacionadas aos ossos?.

 

Além disso, outros tratamentos fazem parte da medicina regenerativa, como: fitoterápicos (Arnica), ácido hialurônico, plasma rico em plaquetas (fatores de crescimento autologos), aspirado de medula óssea, ondas de choque, bloqueios de nervos periféricos, ablação dos nervos por radiofrequência e procedimentos guiados por Ultrassonografia Musculoesquelética.

 

Confira a funcionalidade de alguns tratamentos:

 

Fitoterápicos (Arnica) - Da mesma família do girassol, a arnica é uma planta que tem efeito analgésico e anti-inflamatório, contribui para alivio de dores, inchaço e redução de hematomas. A comprovação dos benefícios da arnica veio segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná. ?A arnica tem substâncias anti-inflamatórias, portanto, é indicada para auxiliar na cicatrização de feridas, combater hemorragias de ferimentos superficiais, lesões musculares, rompimento de ligamentos, distensões musculares, contusões e até reumatismo?, explicou o especialista.

 

Ácido Hialurônico (AH) ? Otávio conta que o AH está ligado a: redução da ativação de células inflamatórias responsáveis pelo desencadeamento da cascata inflamatória que causa destruição articular da artrose; estímulo da produção do próprio ácido hialurônico (endógeno), com melhoria da viscosidade do líquido sinovial; estabilização da degradação da matriz cartilaginosa; estímulo da produção de células cartilaginosas e do colágeno tipo II; ação direta e receptores de dor articular causando analgesia prolongada.

Ondas de Choque - Desenvolvida para tratamento de lesões musculoesqueléticas, essa técnica permite aliviar os sintomas sem a necessidade de utilizar medicamentos anti-inflamatórios.

 

Plasma rico em plaquetas (fatores de crescimento autologos) - Consiste em aplicar as próprias proteínas de crescimento celular do paciente em diferentes áreas do corpo para favorecer seu rejuvenescimento. ?No nosso sangue, além das células vermelhas e brancas, possuímos as plaquetas e dentro delas os fatores de crescimento. Todas estas proteínas estimulam de maneira potente a regeneração e reprodução celular?.

 

Ablação dos nervos por radiofrequência ? É uma técnica de tratamento minimamente invasiva, que permite ao médico inativar os nervos responsáveis pela sensação de dor nas articulações. É realizada sem a necessidade de cortes nem internação e o paciente pode receber alta até no mesmo dia do procedimento. ?Pode ser aplicada em coluna, joelho, quadril, pé, ombro, cotovelo de maneira isolada ou combinada. O tratamento está indicado para pacientes com dores devido a doenças crônicas (como inflamação, artrose, reumatismos, traumas, etc) e que estejam refratários ao tratamento conservador com medicamentos e fisioterapia?, disse Otávio.

 

 

20/06/18

 

 

O colesterol é oficialmente removido da Lista Negra

O governo dos EUA finalmente aceitou que o * Colesterol * não é mais um nutriente preocupante. Numa mudança radical em seus avisos para se evitar alimentos ricos em Colesterol desde a década de 1970 ( para se prevenir de doenças cardíacas e artérias obstruídas ).

 

Isto significa que os ovos, a manteiga, os produtos lácteos integrais, as nozes, o óleo de côco e a carne foram agora classificados como * seguros * e foram oficialmente removidos dos nutrientes da "lista de preocupação".

 

O Departamento de Agricultura dos EUA, que é responsável pela atualização das diretrizes a cada cinco anos, declarou em suas conclusões para 2015: "Anteriormente, as Diretrizes Alimentares para os americanos recomendavam que a ingestão de colesterol fosse limitada a não mais de 300 mg / dia.

 

"A DGAC de 2017 não apresentará esta recomendação porque as evidências disponíveis não mostram uma relação apreciável entre o consumo de colesterol dietético e o colesterol sérico ( no sangue), consistente com o AHA / ACC (American Heart Association / American College of Cardiology)

 

O Comitê Consultivo das Diretrizes Dietéticas, em resposta, não mais advertirá as pessoas contra o consumo de alimentos ricos em Colesterol e, em vez disso, se concentrará "NO AÇÚCAR" como a principal substância preocupante na dieta.

 

O cardiologista norte-americano Dr. Steven Nissen disse: "É a decisão certa. Temos as orientações dietéticas erradas. Eles estão errados há décadas".

 

"Quando comemos mais alimentos ricos neste composto, nosso organismo acaba compensando e produzindo menos. Se nos privamos de alimentos ricos em colesterol - como ovos, manteiga e fígado - o nosso corpo faz um "revs up".

 

A maior parte do colesterol circulante é produzido pelo fígado. Seu cérebro e até seus hormônios são compostos principalmente de colesterol. É essencial que as células nervosas funcionem. O colesterol é a base para a criação de todos os hormônios esteróides, incluindo estrogênio, testosterona e corticosteróides. Colesterol elevado no corpo é uma indicação clara de que o fígado do indivíduo está saudável.

 

Dr. George V. Mann M.D. diretor associado do estudo de Framingham para a incidência e prevalência de doenças cardiovasculares (CVD) e seus fatores de risco afirma: gorduras saturadas e colesterol na dieta não são a causa da doença cardíaca coronária. "Esse mito é o maior engano do século".

 

*O colesterol é o maior golpe médico de todos os tempos*

 

Então "a não ser q ele esteja em níveis extremamente altos" vc pode parar de se preocupar tanto com o seu nível de colesterol! Os estudos definitivamente provam: o colesterol não é a causa da doença coronariana. A maioria das pessoas que têm ataques cardíacos têm níveis normais de colesterol.

 

NOSSO CORPO PRECISA 950 mg DE COLESTEROL PARA O METABOLISMO DIÁRIO E O FÍGADO É O PRINCIPAL PRODUTOR.

 

SOMENTE 15% DE COLESTEROL é oriundo da nossa alimentação. Se o teor de gordura for menor em nossos alimentos o nosso fígado terá que trabalhar mais para manter o nível de 950 mg. Se o nível de colesterol é elevado em nosso corpo, ele mostra é que o fígado está trabalhando corretamente.

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Http://www.telegraph.co.uk/science/2016/06/12/high-cholesterol-does-not-cause-heart-disease-new-research-finds/



13/06/18

 

 

O jejum pode sobrecarregar suas células-tronco?

 

(Traduzido por Otávio Melo, do original publicado por Centenno)

 

 

Você pode melhorar suas células-tronco com o jejum de curto prazo? Fico frequentemente perguntado pelos pacientes sobre o que eles podem fazer para ajudar suas células-tronco antes de um procedimento. Nós desenvolvemos um suplemento há alguns anos com base em intensa pesquisa in vitro. No entanto, há algo mais?

 

A resposta das células-tronco ao envelhecimento

 

O envelhecimento afeta nossas células de várias maneiras. Para começar, a homeostase (equilíbrio), uma função primária da célula, é interrompida. Isso ocorre quando o retículo endoplasmático, devido à perda do poder oxidativo, torna-se menos capaz de se comunicar fora da célula. Isso afeta a secreção de proteínas e resulta em desnaturação de proteínas, levando a doenças como Alzheimer e Parkinson.

 

Outra forma de o envelhecimento impactar nossas células é através de nossas mitocôndrias (fonte de energia de nossas células). Assim como uma bateria que está morrendo no seu smartphone pode causar problemas, o mesmo acontece com as baterias que estão morrendo em nossas células. Um estudo descobriu que as células-tronco podem recarregar células moribundas transferindo energia mitocondrial para a célula que está morrendo. Então, à medida que envelhecemos e nossas células-tronco perdem a função, elas também perdem a capacidade de se regenerar.

 

Possíveis soluções para retardar o envelhecimento e rejuvenescimento das células tronco incluem a suplementação de CoQ10. Agora, um novo estudo sugere que uma outra solução para a perda da função das células-tronco à medida que envelhecemos pode estar no jejum.

 

Em um novo estudo , os pesquisadores analisaram especificamente as células-tronco no trato intestinal e como elas respondem ao jejum.Eles descobriram que as células-tronco intestinais eram mais capazes de se regenerar após apenas 24 horas de jejum - a capacidade das células-tronco de se regenerar em jejum foi duplicada. A razão pela qual isso ocorre, segundo os pesquisadores, é porque, em vez de metabolizar a glicose (açúcar no sangue) para obter energia, começaram a metabolizar os ácidos graxos. Em outras palavras, ao invés de queimar carboidratos, eles estão queimando gordura, e essa alteração metabólica incita a regeneração de células-tronco intestinais.

 

Um outro estudo sobre jejum encontrou um aumento na função de células-tronco não apenas nos intestinos, mas também nas células-tronco musculares e nervosas, bem como nas células-tronco hematopoiéticas, ou produtoras de sangue .

 

Jejum: não é apenas para células-tronco

 

Saber que o jejum poderia ser o gatilho para aumentar a capacidade das células-tronco de regenerar-se e recuperar a função é apenas mais um dos muitos benefícios associados ao jejum.

 

Outro estudo descobriu que um programa de jejum reprograma as células do pâncreas, restaurando a secreção de insulina no diabetes. Esse estudo levou os pesquisadores a sugerir que os sintomas do diabetes podem ser revertidos com a dieta adequada e, como quase um milhão e meio de americanos serão diagnosticados com diabetes somente este ano, é bom saber que algo tão simples quanto a dieta pode ser uma solução.

 

Sabemos também que o jejum por apenas 24 horas reduz os níveis de leptina. A leptina é um hormônio que nos diz que estamos cheios, então sabemos parar de comer. Quanto mais comemos, mais nossos corpos secretam leptina para tentar domar nosso apetite. Um estudo descobriu que o excesso de leptina, que é um hormônio inflamatório, em nosso sistema pode aumentar nosso risco de artrite . O jejum, portanto, pode indiretamente diminuir esse risco à medida que reduz a leptina.

 

O resultado? Se você estiver considerando a possibilidade de realizar algum procedimento com aplicação de terapia biológica, considere fortemente a realização de 24 horas de jejum antes da colheita do material. Se isso é muito difícil, você pode considerar alguns dias de um dos jejuns de baixa caloria. De qualquer forma, agora há algo a considerar para sobrecarregar a bateria de suas células!

 

Original publicado em : https://www.regenexx.com/is-fasting-good-for-stem-cells/

 

 

08/06/18

 

 

 

 

Benefícios para a saúde de nozes: um dos verdadeiros alimentos  energéticos da natureza

 

(Traduzido por Otávio Melo, do original publicado por Centenno)

 

Se você é um amante da dieta paleo, nozes são a comida perfeita. Altas taxas de proteína e gordura, com poucos carboidratos. 

Mas eles têm outros benefícios fora da proporção certa de proteínas, gorduras e carboidratos?Vamos falar de nozes esta manhã ...

 

Por que as nozes são tão saudáveis, e o que as torna um verdadeiro alimento energético?As nozes são naturais, ricas em nutrientes, uma boa fonte de proteína e rica em ácidos graxos ômega-3, benéficos e antioxidantes.Na verdade, asnozes contêm essa proporção ômega-6: ômega-3 ideal de 4 para 1, que um estudo sugere ser crítico para manter a dor da artrose sob controle.Além disso, para aqueles que são focados em keto ou paleo, as nozes são pobres em carboidratos, então pegar um punhado para um lanche no fim da tarde ou misturar um pouco no liquidificador com seu smoothie de iogurte matinal vai ajudar a enchê-lo sem exceder os limites de carboidratos .

 

Além de ser um alimento natural, asnozes ajudam a manter a saúde, reduzindo o apetite.Curiosamente, o método de ação pelo qual as nozes ajudam a controlar o apetite é através da parte do cérebro - aínsula -responsável não apenas pela fome, mas também pelos desejos. 

Como é que isso funciona?As nozes ativam a ínsula, o que sinaliza que estamos cheios e apaziguam nossos desejos.Em outras palavras, você deve for capaz de sufocar aquele desejo de Snickers de fim de noite com um punhado de nozes e aproveitará uma longa lista dos benefícios das nozes para a saúde ao fazê-lo.

 

Além disso, asnozes têm sido associadas a um menor risco de morte por todas as causas, bem como benefícios na saúde do cérebro e menor risco de certos tipos de câncer, como câncer colorretal e doença cardíaca.

 

O que dizer das nozes e do microbioma intestinal?

 

O microbioma intestinal é a comunidade de microrganismos nos intestinos.A saúde intestinal é um componente crítico, não apenas no sistema digestivo, mas em todo o corpo.O que acontece em Vegas pode ficar em Vegas, mas o que acontece no intestinonãofica só no intestino!Estudos ligaram a condição do intestino a todos os sistemas do corpo humano.Então cuidar do seu intestino é imperativo para uma boa saúde, e a ingestão regular de nozes na dieta tem demonstrado, ajudar essas saudáveis âÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂ?ÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂ?âÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂ?ÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂ?bactérias intestinais.

 

Nozes alimentam os ?mocinhos? em nosso intestino

 

O objetivo de umrecente estudofoi investigar como as nozes afetavam o microbioma intestinal de seres humanos em um estudo controlado randomizado.Os indivíduos foram randomizados em um grupo de nozes (42 gramas de nozes por dia) e um grupo controle (0 gramas de nozes).Depois de três semanas, todos os indivíduos cruzaram para o grupo oposto por mais três semanas, e os resultados foram comparados entre os períodos.

 

Os resultados? Em comparação com os períodos de controle (sem nozes), os pesquisadores encontraram quantidades significativamente maiores (49-160%) de bactérias saudáveis âÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂ?ÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂ?âÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂ?ÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂ?de Clostridium e Roseburia no intestino de quem alimentou-se com nozes, que ajudaram a manter a função intestinal adequada e prevenir a disbiose (desequilíbrio de micróbios no intestino) . Outros achados incluíram uma redução em certos ácidos biliares pró-inflamatórios nos períodos de consumo de noz, bem como menor colesterol LDL, comumente referido como "colesterol ruim" (7% menor quando comparado aos períodos de controle), o que poderia explicar a ligação entre nozes e menor risco de doença cardíaca.

 

 

 

 

23/05/18

 

 

Ligamento cruzado anterior

Saiba sobre a lesão que tirou Daniel Alves da Copa

 

A praticamente um mês da Copa do Mundo, o lateral-direito titular da seleção brasileira, Daniel Alves, sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior (LCA), na partida entre Les Herbiers e Paris Saint-Germain, válida pela final da Copa da França. A confirmação de que o jogador do PSG ficaria fora do mundial veio após o diagnóstico médico.

 

De acordo com o ortopedista Otávio Melo, lesões nesse ligamento são comuns tanto em jogadores profissionais, quanto em atletas amadores. ?O ligamento cruzado anterior (LCA) é um dos responsáveis por dar estabilidade ao joelho, garantir que a articulação possa realizar os movimentos de rotação. É como se fosse um cordão que fica dentro do joelho e faz a conexão entre o fêmur, o osso da coxa, e a tíbia, o osso da canela?.

 

Ele lembra que a lesão pode acontecer durante a prática de atividade física. ?Geralmente ocorre quando a pessoa realiza um movimento de torção do joelho, durante uma mudança brusca de direção, ou seja, quando o pé fica preso ao chão, mas o corpo gira, e o ligamento não consegue acompanhar o movimento?, disse.

 

Otávio conta que a maior parte dos pacientes tem a sensação de dor e inchaço, podendo haver falseio e insegurança especialmente quando tentam mudar de direção. O joelho pode dar a impressão de deslizar.  ?A dor e o inchaço moderado do trauma inicial geralmente desaparecem de duas a quatro semanas, mas o joelho permanece instável. Por isso, a decisão sobre os tratamentos disponíveis escolher é feita em conjunto com o médico?, afirmou.

 

Tratamento

 

Recentemente, diversos estudos têm mostrado que estímulos biológicos por técnicas de medicina regenerativa, com aplicação de fatores de crescimento derivados do sangue do próprio paciente ou até mesmo a utilização de injeções com células de medula óssea, permitem que ocorra uma cicatrização mais rápida. Dessa forma, o tempo de recuperação seja encurtado, permitindo o retorno do paciente ao esporte em cerca de 3 meses. ?Independente da opção de tratamento realizada, seja cirúrgica ou por meio de infiltrações, o paciente deve manter-se em um protocolo de reabilitação adequado, por meio de exercícios recomendados pelo médico e fisioterapeuta, afim de que não ocorra perda de massa muscular e atraso no retorno ao esporte?, ressaltou Melo.

 

Mas, devido a variações individuais, o médico declara que é muito difícil desenvolver um protocolo padrão de tratamento. Entretanto, esse tipo de lesão pode ser abordado tanto de forma conservadora (reabilitação), como de forma cirúrgica. ?Alguns fatores como a idade do paciente, o nível de atividade física, presença de outras lesões e de falseio são de extrema importância para a tomada de decisão sobre indicar ou não a cirúrgica de reconstrução do ligamento cruzado anterior?, explicou Otávio.

 

Em casos em que o tratamento de escolha é a cirurgia, o especialista garante que a artroscopia é uma boa opção de tratamento, mas não a única. ?Antigamente se realizava a cirurgia para, praticamente, todas as lesões do LCA, até nas lesões parciais - tendo em vista o risco que essa viesse a se tornar uma lesão completa com a prática de esportes?.

 

 

21/05/18

 

 

Maio Amarelo: Conheça os traumas ortopédicos que mais ocorrem nos acidentes de trânsito

 

A principal causa desses acidentes é a imprudência dos motoristas

 

 

 

 

 

Levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde sobre internações hospitalares e gastos com tratamento mostram que o Brasil enfrenta ?uma epidemia? de acidentes de trânsito. Em 2011, ano do último levantamento, foram internadas em hospitais da rede pública 153.565 vítimas de acidentes de trânsito, o que gerou um gasto de R$ 200 milhões aos cofres públicos. O agravante é que, do total das internações, praticamente a metade ? 48% ? envolveu motociclistas.

 

Para diminuir o número de acidentes e investir na educação de trânsito, nesse mês é realizado o ?Maio Amarelo?, movimento internacional que tem como proposta chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. ?Deve-se levar em consideração que para cada tipo de via há uma velocidade máxima permitida; o uso de cinto de segurança, capacete e de outros equipamentos são fundamentais; evitar associar álcool e direção; além de evitar o uso do celular?, garantiu o ortopedista Otávio Melo.  

 

Ao contrário do que se imagina, a maioria dos acidentes acontece de dia e com a pista seca. A principal causa é a imprudência dos motoristas. ?Esse tipo de acidente tem levado a fraturas cada vez mais complexas, que atingem principalmente a região dos ossos longos dos membros inferiores (fêmur e a tíbia). Entre os casos mais graves, as fraturas de bacia e os traumas abdominais e torácicos têm grande relevância?, disse o médico.

 

Além dos traumas gerarem transtornos e sofrimentos por longos períodos às vítimas, eles podem deixar sequelas para toda a vida. Dados dos Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), apontam que 66% das pessoas que se acidentam ficam inválidas.

 

Novos tratamentos

 

De acordo com o especialista, as maiores novidades na área para o tratamento desses ferimentos complexos são hastes intramedulares, placas para tratamento minimamente invasivo e parafusos com alta ?pega? ao osso. ?São novas tecnologias que permitem o restabelecimento mais rápido dos pacientes politraumatizados e a consolidação mais eficiente da fratura?, explicou.

 

 

 

 

 

 

 

21/05/18

 

 

As aplicações de corticóides para o tratamento da artrose.

 

(Adaptado por Otávio Melo do original publicado por Centeno Schultz Clinic | 17 de maio de 2018)

 

Vamos encarar os fatos ! Nenhum portador de artrite fica muito feliz com a idéia de se submeter a injeções de corticóides. Os corticóides são responsáveis por muitos efeitos colaterais bem conhecidos, como ganho de peso, mudanças no comportamento ou humor, dores de cabeça e assim por diante. Enquanto a dor da artrose pode ser difícil de suportar, às vezes, nenhum de nós quer o desconforto adicional de lidar com os efeitos colaterais dos corticóides. Infelizmente, há também muitos riscos que você assume ao se submeter ao uso de corticóides para tratamento da artrose, que não são imediatamente visíveis, como danos aos tendões, ossos e articulações, por exemplo.

 

De fato, mesmo tomar corticóides por via oral por um curto período de tempo pode causar danos no corpo, aumentando o risco de embolia, fraturas, osteonecrose, coágulos sanguíneos e até sepse .Portanto, não é difícil entender por que estudo após estudo tem sido demonstrado tanto o dano que pode ser causado injetando-se os corticóides tanto diretamente nas articulações quanto nos tecidos adjacentes.

 

Continuando em nossa série de artrite, para o mês nacional de artrite, vamos explorar por que infiltrações de corticóides para artrose não são uma boa estratégia.

 

 

Do ponto de vista do paciente portador de artrose, as injeções de corticóides tem como objetivo o alívio da dor. Os medicamentos dessa classe são poderosos anti-inflamatórios e diminuem, portanto, os sintomas causados pela a inflamação, e a curto prazo podem aliviar alguma dor. No entanto, isso nem sempre é o caso, e quanto mais aplicações de corticóides um paciente recebe, menor é o alívio da dor a cada injeção repetida . Então, essa primeira injeção de corticóides pode fazer você pensar que recebeu um milagre para aliviar a dor da artrose no joelho, mas o que realmente está acontecendo nos bastidores?

 

Essa primeira injeção pode realmente reduzir a inflamação, proporcionando alívio nos sintomas de dor. No entanto essas injeções, como mostram os estudos, também estão matando uma porcentagem das células-tronco curativas locais . A segunda aplicação ainda pode estar fornecendo alívio inflamatório, mas já é realizada com menos células-tronco para ajudar a reparar o tecido, e irá matar ainda mais células-tronco. Portanto, provavelmente haverá menos alívio da dor também. Na terceira aplicação de corticóide já restam poucas células-tronco, e o alívio da dor diminui ainda mais. Na verdade, o efeito da dor mencionado aqui é o melhor cenário possível, já que vimos estudos mostrando que as injeções de corticóides na verdade não aliviam a dor melhor do que um placebo.

 

Mas não vamos parar por aqui. Vamos olhar ainda mais de perto, especificamente quando os corticóides são injetados dentro e ao redor das estruturas das articulações.

 

Aplicações de corticóides são tóxicas para cartilagem articular

Em um estudo, pacientes com artrose no joelho receberam doses de corticóides e foram comparados a um grupo de placebo com artrose que não receberam corticóides. Os que usaram a medicação tiveram duas vezes mais perda de cartilagem em um período de dois anos, levando os pesquisadores a concluir que, apesar de aliviar os sintomas a curto prazo, as injeções de corticóides não foram efetivas para o tratamento da artrose do joelho no longo prazo.

 

Além disso, também sabemos que os corticóides tanbém enfraquecem os tendões , estruturas que fazem parte do sistema musculoesquelético e que funcionam lado a lado com ossos e articulações, e além disso, podem levar à osteonecrose (infarto, ou morte óssea).

 

Sabendo que a perda de cartilagem é um fator determinante para a progressão da artrose, por que iríamos injetar em uma articulação artrósica justamente uma substância que devorará sua cartilagem, piorando assim a artrose? Reduzir a inflamação com injeções de corticóides às custas de piorar a artrose não está ajudando ninguém. Então o que você pode fazer?

 

Suplementos naturais, como cúrcuma, pimenta, colágenos, oléos de peixe, entre outros quando utilizados nas doses corretas e fabricados com matérias-primas de alta qualidade, não apenas ajuda na inflamação, mas também permitem a estabilização da artrose.

Se os suplementos não forem eficazes, tratamentos ortobiológicos, como aplicações de ácido hialurônico, fatores de crescimento autólogos e aspirados de medula óssea podem aliviar os sintomas e reduzir a progressão da doença.

 

As aplicações de corticóides são frequentemente usadas pelos médicos porque elas estão cobertas pelos planos de saúde, mas a longo prazo destroem a cartilagem, matam as células do tendão, são letais para as células-tronco locais na articulação e atacam o osso, todas as estruturas que formam ou trabalham com a articulação e são importantes para a manutenção e reparo de um sistema musculoesquelético saudável.

 

 

Fonte : https://centenoschultz.com/steroid-shots-for-arthritis/

 

 

 

 

28/02/18

 

 

A dor no calcanhar é um dos motivos mais frequentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais frequentes a fascite plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar e o esporão do calcaneo.

 

A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos ela ajuda a manter o arco plantar. Já o esporão do calcâneo pode fazer parte do quadro de fascite plantar mas se caracteriza principalmente por um crescimento ósseo no calcâneo (osteofito), o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causado pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.

 

Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fascite tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão nesse caso, ocorre devido a processos degenerativos.

 

Sinais e sintomas 

 

O paciente com fascite apresenta dor na parte posterior que irradia para a planta do pé, o esporão a dor é localizada no calcanhar. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos ao levantar-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

 

No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir com o passer do dia ou pratica de esporte. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em consequência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

 

Causas e diagnóstico 

 

- Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, pé cavo);

- Alterações na marcha (pisada errada)

- Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

 

A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

 

Tratamento

 

- Inicialmente é sempre conservador:

- Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;

- Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;

- Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas para diminuir o impacto sobre a região.

- Perder qualquer peso excessivo;

- Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

 

Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

 

- Injeções de corticóide na fáscia plantar;

- Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;

- Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

 

A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

 

 

Fonte: EuAtleta

 

 

16/02/18

 

 

A decisão de se submeter ou não a uma cirurgia para o tratamento de dor deve ser sempre a última das opções de tratamento considerada. É uma escolha muito difícil e envolve diversos riscos tanto para o médico quanto para o paciente. Já estão disponíveis muitas formas de tratamento não-invasivas que amenizam e até mesmo eliminam as dores, como por exemplo: ondas de choque, infiltrações, bloqueios de nervos, viscossuplementação, rizotomias, uso de fitoterápicos e da medicina regenerativa. Por isso, se você está em dúvida quanto a fazer ou não uma cirurgia, conheça todas as possibilidades de tratamento para dor antes de tomar a decisão.

 

07/02/18

 

 

 

 

Da mesma família do girassol, a arnica é uma planta que tem efeito analgésico e anti-inflamatório, contribui para alivio de dores, inchaço e redução de hematomas. A comprovação dos benefícios da arnica veio segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná. As substâncias responsáveis por tantos bens são a inolina e a quercitina.

 

Certamente os mais antigos já ouviram dizer que a arnica é um santo remédio. A planta medicinal é usada há centenas de anos e realmente é muito eficaz para o tratamento de algumas lesões e doenças.

 

 

Benefícios da arnica

 

A arnica tem substâncias anti-inflamatórias, portanto, é indicada para auxiliar na cicatrização de feridas, combater hemorragias de ferimentos superficiais, lesões musculares, rompimento de ligamentos, distensões musculares, contusões e até reumatismo.

 

A planta ainda pode ser usada para clarear manchas roxas, como edemas e hematomas, para repelir insetos e amenizar coceiras causadas por eles, tratar verminoses, irritações de pele, cicatrizar furúnculos e até como desinfetante de ambientes. Além disso, tratamentos para oleosidade e queda de cabelo também usam a arnica.

 

É importante que antes de ingerir o chá de arnica, buscar orientações de um profissional. Para o uso externo só é preciso tomar cuidado com o sol. Sempre que fizer compressas de arnica ou passar o gel, tenha certeza de que não há nenhum resquício da planta na pele antes de se expor ao sol, pois há risco de irritação e reação alérgica.

 

Há diversas formas de utilização, desde os tradicionais chás e imersões com álcool até as apresentações em gotas, cápsulas, pomadas e até mesmo ampolas injetáveis.

 

 

 

Fonte: Vix

 

 

05/02/18

 

 

 

A mochila escolar é um item que faz parte da rotina de crianças e adolescentes e a forma com que eles gostam de usar vai mudando ao longo do tempo. Por isso é importante que os pais fiquem atentos para evitar peso em excesso e ajuste incorreto, já que isso pode causar lesões e dores. Dados mostram que muitas crianças levam mais de cinco quilos em material escolar, bem acima do recomendado por especialistas, que é de até 10% do peso do aluno. 

 

Dicas

 

 

 - A altura correta da mochila


A mochila nunca deve ser maior do que as costas da criança, mas sempre ficar na altura do bumbum. Portanto, nada de afrouxar demais as alças!

 

 - Use sempre as duas alças


Muita gente, principalmente os adolescentes, tem mania de carregar as bolsas em um ombro só, por uma alça apenas. Está errado. A mochila tem que ter três pontos de apoio: duas alças e uma tira que amarre na cintura. Isso ajuda a distribuir o peso.

 

- Compre mochilas sem muitos bolsos


A regra é fácil: quanto menos bolsos tiver a mochila do seu filho, melhor. Até porque, quando ela tem vários compartimentos, fica muito tentador para a garotada carregar ali dentro mais material do que o necessário! As crianças podem querer colocar algum brinquedo só para exibir para os amigos, lápis dos mais variados, além de outros objetos.

 

- Opte por rodinhas quando a mochila for pesada


Caso seu filho tenha que carregar um monte de materiais, o ideal é optar pelas mochilas de rodinha (as preferidas das crianças e o ?terror? dos adolescentes). Mas atenção com a alça de puxar das bolsas desse modelo! Seu filho não deve se abaixar enquanto puxa a mochila. Ela deve ficar na altura do punho da criança.

 

- Leve o lanche separadamente


Nada de enfiar a lancheira na mochila, junto com os cadernos. Além de abafar o lanche, isso vai fazer ainda mais peso. Opte por comprar uma lancheirinha para os pequenos, e peça para levarem separadamente.

 

- Pais devem vistoriar a mochila


Peça para o seu filho verificar as aulas que terá no dia seguinte. Livros e cadernos que ele não for usar devem ficar em casa. Os pais devem checar posteriormente! A criança acha mais ?fácil? deixar todo o material na bolsa logo de uma vez?

 

- Se necessário, procure a escola


Se não tiver jeito mesmo e o material for realmente pesado, com livros grossos e cadernos de diversas matérias, vale a pena conversar com a escola. Fale com a  diretora e veja se o estudante pode deixar o mais pesado no colégio e levar para casa o que precisa para estudar.

 

-  Só carregue o que realmente importa

 

Se a criança é pequena, dê uma olhada se não está levando nada a mais. Se colocou o giz de cera na mala, por que incluir o lápis de cor e a canetinha? Tire o que é desnecessário: coloque apenas o que ela precisa mesmo

 

- Fichário é alternativa para adolescentes


Para os adolescentes, o fichário é uma opção. Assim, ele não tem que carregar os cadernos, mas tudo unificado. Ajude-o no começo a organizar as folhas por matérias.

 

 

Fonte: MdeMulher

 

 

 

02/02/18

 

Os acidentes de trânsito aumentam, em média, 40% durante o carnaval e, em consequência, as cirurgias ou serviços de trauma em todo o Brasil crescem de 40% a 60%, informou o diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Em todos os estados, a entidade vai distribuir, neste período, o folheto Carnaval Sem Traumas, cujo foco  são as pessoas que dirigem depois de beber.

 

?Quando se fala em acidentes automobilísticos, é que aumenta o número de politraumatismos nos serviços de urgência. São pacientes que têm múltiplas fraturas ou traumas de crânio ou de bacia, locais de grande perda de sangue, e é preciso equilibrar hemodinamicamente esse paciente o mais rápido possível?. Na época de carnaval, os serviços de urgência precisam ser reforçados, com o aumento do número de ortopedistas para atendimento desses casos.

 

No carnaval de 2016, por causa do bafômetro e da lei mais rigorosa, caiu de modo significativo o número de mortes nas rodovias federais. Foram 1.704 acidentes, com 1.643 feridos e 106 mortos ? em 2015, esses números atingiram, respectivamente, 2.824, 1.849 e 116. Vassalo disse que, em Belo Horizonte, a média de cirurgias de urgência no carnaval sobe de 15 pacientes/dia para 22/dia.

 

Pedestres

 

Os ortopedistas filiados à Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia são 13 mil em todo o país, com maior concentração nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. A Região Norte tem participação reduzida, em torno de 2% a 3%.

 

Aumentam também, significativamente, os traumas de mão, por queda de pedestres portando garrafas que se quebram, ou por brigas, comuns nesta época, com risco de cortar um tendão ou nervo. Muitas vezes, alertou o médico, esse trauma gera afastamento do trabalho e, eventualmente, sequelas para o resto da vida. ?Ou seja, em um período curto de festa, um único acidente pode trazer problemas para o resto da vida. No carnaval, o álcool influencia tanto o pedestre quanto o motorista?.

 

Ele destacou que é muito comum também o folião, depois de beber, cair em bueiros destampados e sofrer fraturas que expõem os ossos, as chamadas fraturas expostas, que são potencialmente mais infectadas, porque a pele fica exposta à ação de bactérias. Isso gera maiores dificuldades no tratamento e na cicatrização. As quedas podem provocar ainda entorses graves de tornozelo e de joelho, com lesões nos ligamentos ou mesmo fraturas, que exigem tratamento cirúrgico.

 

Vassalo derrubou alguns mitos referentes à combinação de álcool e direção, segundo os quais basta lavar o rosto ou tomar um café para que a pessoa alcoolizada apresente melhoras. ?Não. Realmente, o álcool só depende do metabolismo do corpo. São as horas que passam depois de beber é que fazem recuperar a condição.?

 

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o maior número de acidentes de trânsito durante festas prolongadas ocorre em Minas Gerais, seguindo-se Santa Catarina, o Rio de Janeiro, São Paulo e o Paraná.

 

 

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

31/01/18

 

 

O carnaval está chegando e se está nos seus planos curtir a festa com muito samba no pé, é importante tomar alguns cuidados para evitar possíveis lesões, principalmente nos pés e tornozelos. A dica é válida principalmente para quem vai dançar em salões, atrás do trio, em blocos de rua ou na avenida.

 

Pular o carnaval é uma atividade física com alto gasto calórico e energético e por isso a pessoa que não pratica exercícios regularmente, pode se expor a riscos cardiovasculares se não estiver devidamente adaptada a este esforço. Exagerar no samba sem tomar os devidos cuidados, além de causar desgaste físico pode provocar lesões, em especial na região de tornozelos (entorses auriculares e tendinites), joelhos (tendinites) e coluna lombar (tensões musculares) muito por conta do longo tempo em pé, e pelo risco de pisar no de alguém ou em algum desnível do solo.

 

Por isso é importante usar calçados confortáveis e sem salto como por exemplo o tênis, de preferência com sistema de amortecimento. O salto alto aumenta o risco de lesões nos pés e tornozelos, além de provocar dores e tensões na região dos pés.

 

Mas, e se no meio da folia acontecer alguma lesão, o que devemos fazer?

 

No caso de uma virada de pé, que chamamos de entorse articular, habitualmente há reações inflamatória agudas locais. Assim sendo, o gelo por ser um excelente anti-inflamatório natural passa ser o recurso indicado seguido de repouso da articulação.

 

A perda de sais minerais pelo suor é grande neste período, por isso é muito importante aumentar a ingestão de líquidos de preferência água, isotônicos e sucos. A falta de água no organismo pode causar câimbras, perda de coordenação e redução da performance. O líquido ajuda a manter o equilíbrio dos ácidos, regula a pressão sanguínea e controla a temperatura do corpo.

 

Respeitar as horas de sono e tempo necessário para o seu descanso também é importante para não abusar dos limites do corpo e evitar o desgaste físico. A falta de descanso pode causar dores no corpo, cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade e alterações repentinas de humor. Por se tratar de uma atividade de caráter continuo e moderado o aquecimento ou alongamento não se fazem necessários, no entanto pode ser feito para relaxamento após a folia.

 

A melhor dica para curtir a folia com segurança é respeitar os limites do corpo e se divertir com responsabilidade, sempre priorizando a saúde e o bem-estar. O importante é ter a consciência sobre o próprio condicionamento físico para que não ocorram abusos e, consequentemente, dores ou lesões mais sérias.

 

 

Fonte: Exame.com

 

 

 

30/01/18

 

 

 

29/01/18

 

Rizotomia percutânea por radiofrequência

 

 

A rizotomia percutânea por radiofrequência é uma nova técnica de tratamento minimamente invasiva, que permite ao médico inativar os nervos responsáveis pela sensação de dor nas articulações, e já está disponível em Belo Horizonte. O Dr. Otávio Melo, médico ortopedista trouxe a técnica  para a cidade após realizar cursos com os maiores especialistas na área.  

 

É realizada sem a necessidade de cortes nem internação e o paciente pode receber alta até no mesmo dia do procedimento.  Pode ser aplicada em coluna, joelho, quadril, pé, ombro, cotovelo de maneira isolada ou combinada. 

 

Ele orienta que tratamento está indicado para pacientes com dores devido a doenças crônicas (como inflamação, artrose, reumatismos, traumas, etc ) e que estejam refratários ao tratamento conservador com medicamentos e fisioterapia. 

 

Segundo o médico, o tratamento também pode ser utilizada em pacientes com artrose avançada e que não queiram realizar tratamento com cirurgia, ou que possuam limitações clínicas, como doenças orgânicas, uso de medicamentos anticoagulantes, ou risco cirúrgico elevado.

 

"Outro grupo que pode se beneficiar com o procedimento é o dos pacientes que se submeteram a cirurgia de prótese (artroplastia) total, e que permanecem com dor após o procedimento", diz o especialista.

 

O Dr. Otávio explica ainda que a dor crônica leva a perda funcional progressiva e causa atrofia muscular, encurtamento dos tendões, ligamentos e cápsulas articulares, o que piora a sensação da dor a longo prazo. Esse mecanismo retroalimenta a dor em um ciclo vicioso.


O efeito da inativação seletiva dos ramos nervosos sensitivos do joelho é prolongado, reduz a dor e permite ao paciente incrementar seu protocolo de reabilitação, com ganho de força e de movimento. 


Após o procedimento, o paciente é estimulado a iniciar atividades físicas precocemente, de maneira que consiga mudar seus hábitos de vida e estimular as fibras musculares e demais estruturas peri-articulares atrofiadas devido sensação de dor. 

 

Para maiores informações, www.otaviomelo.com.br

As avaliações podem ser agendadas pelo (31) 97554-0000 ou 2510-5499

 

 

  

 25/11/17

 

Células Tronco no Tratamento do Diabetes

 

 

 

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, a doença afeta atualmente 7% da população mundial - cerca de 250 milhões de pessoas em todo o mundo. Espera-se que este total eleve-se para 380 milhões até 2025 como resultado do envelhecimento da população, mudança de estilos de vida e um recente aumento mundial da obesidade. Embora as projeções de aumento da prevalência de diabetes sugiram que os maiores ganhos percentuais ocorrerão na Ásia e na América do Sul, todas as nações irão experimentar uma ascensão da doença.

 

O Diabetes é uma doença causada pela incapacidade do organismo para regular a concentração de açúcar (glicose) no sangue, por meio da insulina, um hormônio produzido por células beta do pâncreas.

 

Em indivíduos saudáveis, as células beta neutralizam aumentos acentuados na glicemia, como os causados por uma refeição, ao liberar um "pico" inicial de insulina dentro de alguns minutos do aumento da glicose. 

 

Esta liberação aguda é seguida por uma liberação mais sustentada que pode durar várias horas, dependendo da persistência da concentração elevada de glicose no sangue. A liberação de insulina diminui gradualmente à medida que a concentração de glicose é restabelecida

 

Quando as células beta não produzem insulina suficiente para atender às necessidades, a concentração de glicose no sangue aumenta. Esta concentração elevada impõe uma carga metabólica a numerosos sistemas corporais, aumentando dramaticamente o risco de doença cardiovascular prematura, acidente vascular cerebral e insuficiência renal. Além disso, o risco de certas complicações relacionadas ao diabetes aumenta mesmo em concentrações de glicose no sangue abaixo do limiar para diagnosticar diabetes.

 

No momento, não há cura para a insuficiência de células beta, que é progressiva ; uma vez que a condição se manifesta, a função completa do pâncreas não pode ser restaurada. Pacientes com diabetes tipo 1 requerem administração diária de insulina para sobreviver. As pessoas com diabetes tipo 2 devem controlar seus níveis elevados de glicose no sangue por vários meios, incluindo dieta e exercício, medicamentos anti-hiperglicêmicos orais (redução de glicose no sangue) e / ou doses diárias de insulina. Algumas pessoas que vivem com diabetes tipo 2 exigirão também utilização de insulina injetável para sobreviver.

 

Existe um grande interesse em desenvolver estratégias para expandir a população de células beta funcionais. As formas possíveis de conseguir isso incluem a substituição fisica da massa da célula beta através do transplante, o aumento da replicação das células beta, a diminuição da morte das células B e a derivação de novas células beta de células progenitoras apropriadas. 

 

Em 1990, os médicos do Centro Médico da Universidade de Washington, em St. Louis, relataram o primeiro transplante bem sucedido de tecido de ilhotas pancreáticas (que incluem as células beta) em humanos com diabetes tipo 1.  No final da década, muitos outros transplantes foram relatados usando vários protocolos, incluindo o amplamente conhecido "protocolo de Edmonton" (Universidade de Alberta).  

 

Este protocolo envolve isolar ilhotas do tecido pancreático cadavérico de múltiplos doadores e infundi-los na veia porta do receptor. No entanto, a falta de tecido doador apropriado disponível e o regime extenuante de drogas imunossupressoras necessárias para evitar que o corpo rejeite o tecido transplantado impede o uso generalizado desta abordagem. Além disso, o processo de isolamento para ilhotas prejudica o tecido transplantável, por isso 2-3 doadores são necessários para obter uma quantidade suficiente de células beta suficiente para transplante para um único receptor.  

 

Embora essas estratégias continuem a ser melhoradas, a função das ilhotas diminui relativamente rapidamente após o transplante. Por exemplo, um estudo de acompanhamento a longo prazo de pacientes com transplante de Edmonton indicou que menos de 10% dos receptores permanecem independentes da insulina cinco anos após o transplante.

 

 

Esses desafios levaram os pesquisadores a explorar o uso de células-tronco como uma possível opção terapêutica. A diabetes tipo 1 é uma doença candidata apropriada para a terapia com células-tronco, pois o dano causal é localizado em um tipo de célula particular. Em teoria, as células-tronco podem se diferenciar em células beta em resposta a sinais moleculares no ambiente pancreático. Podem ser introduzidas no corpo, onde migrarão para o tecido danificado e se diferenciarão, se necessário, para manter a massa apropriada de células beta. 

 

O desafio atual é "dirigir" as células-tronco pelo caminho que queremos que elas possam seguir na diferenciação e emergir como células que detectam a glicose e secretam insulina. Para conseguir isso, os cientistas estão trabalhando com uma variedade de células-tronco adultas.  

 

Alternativamente, métodos poderiam ser desenvolvidos para que células-tronco cultivadas no laboratório se diferenciem em células beta produtoras de insulina. Uma vez isoladas de outras células, essas células diferenciadas podem ser transplantadas para um paciente. Como tal, a terapia com células-tronco beneficiaria diretamente as pessoas com diabetes tipo 1, reabastecendo as células beta que são destruídas por processos auto-imunes, embora ainda seja necessário mitigar a destruição auto-imune das células beta. 

 

A estratégia também beneficiaria as pessoas com diabetes tipo 2, em menor grau, substituindo as células B com falhas, embora a resistência à insulina nos tecidos periféricos permaneça presente. Conforme discutido nas seções a seguir, no entanto, o debate continua sobre a (s) fonte (ões) potencial (es) de células-tronco pancreáticas.

 

Se as células progenitoras de células beta estão presentes no pâncreas adulto ainda é um tema controverso na pesquisa do diabetes. Vários estudos recentes em roedores indicaram que o pâncreas adulto contém algum tipo de células progenitoras endócrinas que podem se diferenciar em relação às células beta.

 

Além disso, vários relatórios também descreveram células tronco no fígado, baço, sistema nervoso central e medula óssea que podem se diferenciar em células produtoras de insulina.  Embora seja possível que tais caminhos possam existir, esses resultados estão atualmente em debate dentro da comunidade de pesquisa. Em outra área de pesquisa, os cientistas relataram recentemente que as células diferenciadas, incluindo as células adultas da pele humana, podem ser reprogramadas geneticamente para reverter para um estado pluripotente, semelhante ao das células do tronco embrionário.  Os pesquisadores referem-se a essas células como células pluripotentes induzidas (iPS). O método envolveu a introdução de um conjunto definido de genes nas células diferenciadas. Esta abordagem pode facilitar o estabelecimento de linhas celulares humanas de pacientes com doenças específicas que podem ser usadas como ferramentas de pesquisa. Essa técnica, ou suas variações, também podem permitir um dia para que as células-tronco específicas do paciente sejam geradas para uso em terapias baseadas em células-tronco. No entanto, os genes utilizados para a reprogramação foram introduzidos nas células usando um método baseado em vírus, o que poderia ter efeitos clínicos adversos. No entanto, métodos alternativos seguros com base nesta pesquisa podem ser desenvolvidos para reprogramar células, e as células iPS podem levar a novas terapias personalizadas.

 

Os desafios associados à identificação e isolamento de células-tronco pancreáticas adultas levaram alguns pesquisadores a explorar o uso de células embrionárias como fonte de células produtoras de insulina. Vários fatores tornam as células embrionárias atraentes para esta aplicação. Em primeiro lugar, dada a complexidade do tecido pancreático, os precursores de células beta provavelmente seriam difíceis de isolar do pâncreas adulto. Ainda que estivessem isoladas, as células precisariam ser replicadas ex vivo  mantendo-se direcionados para uma linhagem de células beta. Em segundo lugar, os protocolos expandir células beta maduras em cultura encontraram desafios técnicos. As células embionárias, que são linhas celulares pluripotentes podem ser induzidas a se desenvolver em várias linhagens com base em condições de cultura, podem, portanto, representar uma opção futura para a regeneração de células beta.

 

É possível reprogramar uma célula como as da pele em uma célula que se assemelha a uma célula-tronco embrionária. Essas novas células tronco (ou pluripotentes) induzidas (células iPS), têm a capacidade de dar origem a qualquer tipo de célula no corpo humano. Além disso, as células iPS são geneticamente idênticas às do paciente, então todas as mutações que predispuseram um indivíduo diabético estarão presentes. Um número praticamente ilimitado de células doentes pode ser produzido usando este método.  

 

O transplante de células produtoras de insulina (IPCs) já foi considerado como sendo a estratégia mais promissora para o tratamento de diabetes, mas a transição do laboratório para a aplicação clínica foi limitada por suas desvantagens. 

 

As células-tronco mesenquimais (MSCs) possuem potencial de diferenciação, propriedades imunossupressoras e efeitos anti-inflamatórios, e são considerados um tipo de célula candidata ideal para o tratamento do diabetes. A pesquisa relacionada o MSC demonstrou efeitos terapêuticos encorajadores no controle glicêmico in vivo e in vitro, e esses resultados agora foram traduzidos na prática clínica. No entanto, alguns problemas críticos emergiram dos ensaios clínicos atuais. São necessários estudos multicêntricos, em larga escala, duplo cegos e controlados por placebo com supervisão rigorosa antes do transplante de MSC se tornar uma abordagem terapêutica de rotina para diabetes tipo 2. 

 

Experimentos com animais demonstraram que as MSCs aliviam a hiperglicemia diferenciando-se em iPCs, melhorando a regeneração pancreática, promovendo a conversão de células alfa em células beta e melhorando a resistência à insulina.

 

Uma área que despertou especial  interesse foi a recente descoberta de   células-tronco na árvore biliar (uma rede de ductos de drenagem  que conectam o fígado  e  o pâncreas ao intestino).  Um benefício fundamental é que estas são células "precursoras" pancreáticas - isto é, células que já começaram a seguir o caminho para se tornar células pancreáticas. Isso poderia tornar mais fácil para os cientistas produzir um rendimento maior e mais eficiente de células beta.  

O método de seleção dos pacientes apropriados para este tratamento precisa ser bem definido. Além disso, deve ser identificada a via ideal de administração de células-tronco, se direcionadas ou periféricas. Na abordagem direcionada, a determinação do método de administração ideal, seja através da artéria pancreática dorsal, artéria pancreaticoduodenal superior ou artéria esplênica, também é importante, pois a abordagem direcionada pode estar associada a um melhor resultado do que a administração periférica simples de células-tronco.

 

Os pesquisadores agora estão aperfeiçoando o último passo do processo - tornando as células endócrinas pancreáticas em células beta. Este último passo de maturação ocorreu no mouse ao vivo, mas isso ainda não foi realizado na configuração de laboratório. Uma vez que o processo pode ser controlado, assegurará que os pacientes recebam o número certo e o tipo certo de células.

 

Uma segunda abordagem é transformar outros tipos de células pancreáticas em células beta. Isso poderia ser feito convertendo células acinares pancreáticas (digestivas) em células beta produtoras de insulina. Com o auxílio de um vírus, pode-se programar geneticamente o núcleo da célula para fazer essas modificações. Os experimentos demonstraram que esse tipo de "diferenciação direta" era conceitualmente viável. Os cientistas agora estão trabalhando com a mesma estratégia em outros tipos de células intimamente relacionadas, como as células do fígado. Em 2004, a Universidade de Pittsburgh cultivou células beta produtoras de insulina introduzindo dois genes 'cdk' e 'cyclin d' via vírus. Os pesquisadores foram capazes de desativar o vírus e também evitar que as células tronco crescecem ainda mais. A pesquisa poderia levar a uma melhor disponibilidade de células beta para futuros objetivos de pesquisa.

 

Uma terceira abordagem é coletar células de pacientes com diabetes, usando métodos de reprogramação para criar células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS) e, em seguida, diferenciá-las em células beta. A transformação de celulas iPS de diabéticos com diferentes origens seria um último passo para criação de células beta, mas ainda não está pronto para humanos.

 

Uma quarta abordagem é  fazer com que as células beta se reproduzam.  Sabe-se que as células beta no pâncreas são capazes de replicarem-se formando mais de si mesmas, embora muito lentamente e a uma taxa baixa. Essa replicação diminui ainda mais com a idade.

 

Paralelamente. os pesquisadores estão agora concentrando a atenção no desenvolvimento e em teste de dispositivos para a implantação das células em seres humanos, e impedir que as células beta funcionais sejam atacados pelo sistema imunológico.

 

Tais dispositivos serviriam como envelopes para células beta que seriam transplantadas para as pessoas, permitindo que as células identifiquem os níveis de glicose e secretem insulina, ao mesmo tempo que impedem o acesso físico por células imunes (células T). Isso é possível porque a glicose e a insulina são moléculas relativamente pequenas, em comparação com o tamanho das células T.

 

A mais longo prazo, os pesquisadores pretendem criar células beta que são invisíveis para o ataque imune, de modo que não seria necessário protege-as com um dispositivo de envelopamento. Mas fazer uma célula beta invisível ao sistema imune é um desafio complexo - que é improvável que seja cumprido nos próximos anos.

As células mesenquimais têm potencial para a transformação maligna devido às suas características multipotentes ou pluripotentes; portanto, os pacientes submetidos a este tipo de tratamento devem ser monitorados de perto para o desenvolvimento de qualquer neoplasia. Deste modo, são necessários estudos multicêntricos, em larga escala, duplo cegos e controlados por placebo com supervisão rigorosa antes do transplante de MSC se tornar uma abordagem terapêutica de rotina para diabetes.

 

Os resultados recentes mostraram que os requisitos de insulina diminuíram em 50% e o GIR melhorou significativamente em 6  meses após múltiplas injeções intravenosas de células de cordão umbilical (UC-MSCs) em pacientes com diabetes tipo 2 com controle glicêmico fraco. Este resultado confirmou que as UC-MSCs reduzem a hiperglicemia em pacientes com DM2 em parte, melhorando a resistência à insulina do tecido periférico.

 

Como os experimentos indicaram que as células tronco tinham o potencial de melhorar a resistência à insulina, e isso poderia contribuir para o controle glicêmico de longo prazo do diabetes in vivo e in vitro, os exames que avaliam a resistência à insulina devem ser realizados em futuros ensaios clínicos para elucidar o mecanismo fundamental de os efeitos das células tronco.

 

 

Fontes  

https://hsci.harvard.edu/diabetes-0

http://www.diabetes.co.uk/Diabetes-And-Stem-Cell-Research.html

https://www.diabetesresearch.org/stem-cells

https://stemcells.nih.gov/info/Regenerative_Medicine/2006Chapter7.htm

https://dmsjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13098-017-0233-1

 

 

 

03/11/17

 

Rizotomia Genicular Percutânea Refrigerada

Uma nova opção de tratamento para alívio das dores articulares do joelho, sem cirurgia

 

A osteoartrose  (ou osteoartrite do joelho) é uma das doenças mais comuns nas idades avançadas. Em todo mundo milhares de pacientes são submetidos a cirurgia de prótese total de joelho, como alternativa para amenizar as dores ocasionadas por essa doença. Felizmente a ciência nos traz a opção de uso da radiofrequência resfriada, na qual por meio de um procedimento minimamente invasivo, e sem cortes. é possível realizar a neurotomia dos nervos geniculares, uma alternativa viável no tratamento das dores articulares crônicas do joelho.

 

A rizotomia percutânea por radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo na qual não são feitos cortes, apenas introduzidas agulhas para realizar o procedimento. Está indicado para pessoas de qualquer idade com doenças articulares nas quais o paciente se queixa de dor crônica. 

 

O procedimento consiste na colocação da ponta da agulha em cima dos nervos responsáveis pela sensibilidade da articulação, o que é feito com o auxílio de um aparelho de radiografia no intraoperatório. Depois de posicionada a agulha, é introduzido um eletrodo que irá aplicar a radiofrequência. Dessa forma, ocorre uma alteração térmica na região desejada, que elimina a terminação nervosa responsável pela sensação dolorosa originada naquele ponto.

 

 

 

Todo o procedimento é realizado em sistema de hospital-dia, com o paciente acordado; não há necessidade de internação, reserva de sangue para transfusão, incisões pontos ou anestesia geral.  

 

Após o término procedimento o paciente retorna para casa e está apto ao retorno ao trabalho, no dia seguinte, na maior parte das vezes com redução das dores. Na maioria das pessoas, esse procedimento é resolutivo e duradouro, porém em algumas pessoas, a dor pode voltar após período de cerca de 6 meses e, nesses casos, o  procedimento pode ser repetido, considerada outra alternativa de tratamento.

 

A neurotomia genicular é um procedimento minimamente invasivo, ideal para pacientes idosos, com comorbidades graves (que contra-idiquem a cirurgia) e até mesmo para aqueles pacientes que apresentam dores crônicas, mas que não desejam ser submetidos a tratamentos cirúrgicos mais agressivos, como a colocação de uma prótese total de joelho. Esse tratamento pode trazer alívio quase imediato da dor crônica, evitando os riscos associados a cirurgias de maior porte, como a prótese total de joelho, tais como infeção, trombose, sangramentos, etc.

 

 

 

De acordo com estudos científicos, a neurotomia dos nervos geniculares por radiofrequência levou a uma redução significativa da dor e melhoras funcionais em um grupo de pacientes com dor causada pela osteoartrite. Woo-Jong Choi, MD ? International Association for the Study of Pain (IASP), 2010

 

As principais vantagens da rizotomia genicular são : 

  - Funções físicas são aumentadas significativamente

  - Dor e limitação física são reduzidas

  - Utilização de medicamentos é reduzida ou eliminada

 -  Mais de 20 meses de alívio da dor e melhora das funções físicas (em média)

 

 

Referências : 

www.CDC.gov/arthritis/osteoarthritis.htm
2 MedTech Insights: mercado dos EUA para substituição e reconstrução articular, junho de 2011.
3 Stelzer W. MD, Uso de neurotomia de ramificação lateral por radiofrequência para o tratamento da articulação sacroilíaca - lombalgia moderada: uma série de diversos casos. Tratamento Medicine, janeiro de 2013 (1)29-35.
4 Masahiko Ikeuchi, MD, PhD, et al. Tratamento por radiofrequência percutânea para dor refratária ântero-medial de joelhos com osteoartrite. Pain Medicine, 2011; 12:
546?551.

 

 

 

 

23/10/17

 

 

Lesões do Ligamento Patelar (ou Tendão Patelar)

 

Atletas como Ronaldo Fenômeno e Berrio podem ter sofrido essa lesão devido a sobrecarga de esforços 

 

 

O ligamento patelar, que já foi muito conhecido popularmente como "tendão patelar" é local relativamente comum de lesões em atletas. Por ser uma estrutura que liga dois ossos, deve ser chamado de "ligamento da patela" por quem deseja utilizar as normas corretas de anatomia.

 

Ligamento ou tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo quadríceps, seu tendão e a própria patela. Durante a contração do quadríceps, havendo integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna. Ele é extremamente forte, suportando cerca de 7 a 8 vezes o peso do corpo. Ou seja, para haver qualquer tipo de lesão nele, é preciso superar essa força exercida sobre o local. As lesões nesse tendão são potencializadas quando há pré-disposição para tal situação.

 

Uma tendinite prolongada, por exemplo, pode causar danos e até ruptura do tendão patelar.A tendinopatia é outro fator que pode causar ruptura total ou parcial. O desgaste do local é vagaroso, por isso quem apresenta essas condições, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.

 

Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que geralmente envolvem saltos, como voleibol, basquetebol e algumas modalidades do atletismo. Devido à isso, a lesão do tendão patelar por trauma repetitivo recebeu o nome genérico de ?joelho do saltador? (ou jumper?s knee, em inglês). Mas essas lesões não são exclusividade desses esportes e ocorrem também em outras atividades, como corrida, futebol e tênis. Durante a adolescência, é comum que atletas juvenis apresentem uma inflamação na inserção do ligamento patelar na tíbia, denominada Síndrome de Osgood-Schlatter. Essa síndrome é responsável pelo enfraquecimento e atrito sobre o ligamento patelar na idade adulta. 

 

O diagnóstico é clínico e pode ser realizado com um exame físico bem direcionado, com testes especiais. As lesões do tendão patelar são as tendinopatias (?tendinites?), com fases diferentes de gravidade, as rupturas parciais e as rupturas totais.

 

Tendinopatias leves, ou iniciais, podem causar um discreto espessamento do tendão e alteração de sua textura. Na medida em que a doença progride, o espessamento e a alteração da substância do tendão aumentam, e surgem alterações degenerativas (tendinose) acompanhadas ou não de calcificações. As lesões podem ocorrer na porção proximal do tendão, próximo da sua origem na patela; na substância do tecido; ou ainda na sua inserção na tíbia (principalmente nas pessoas que sofreram com a doença de Osgood-Schlatter).

 

Nas fases mais avançadas dessa doença, surgem rupturas parciais no interior do tendão, que juntamente com as alterações teciduais, enfraquecem-no. Nesta fase o tendão lesionado já não possui a mesma resistência física (mecânica) que um tendão saudável. A maior complicação que pode ocorrer nesta lesão é a ruptura completa do tendão. Nesta situação há descontinuidade total das fibras e a ligação entre a patela e a tíbia se perde e o mecanismo extensor perde a sua função.

 

Em caso de lesão parcial, a dor no local é o sintoma percebido mais intensamente. Além disso, haverá problemas para dobrar ou estender o joelho, uma vez que a função deste tendão é dar mobilidade à articulação. Quando há ruptura total, além da dor intensa, a patela é puxada para parte de cima da região dos músculos que compõem o quadríceps. Isso ocorre por causa do desligamento do tendão da região da tíbia. Haverá inchaço e vermelhidão e o local ficará bastante quente.

 

Os exames de imagem são métodos auxiliares para os médicos realizarem diagnóstico diferencial da dor anterior do joelho, especialmente as lesões do tendão patelar. Radiografias podem ter alguma utilidade no diagnóstico nas lesões do tendão patelar se demonstrarem calcificações ou espessamento na sua região e, nos casos de ruptura completa, se demonstrarem a patela deslocada superiormente, com ou sem fratura do seu pólo inferior.

 

O tratamento das lesões mais leves é feito por meio de medicamentos e fisioterapia. Nas lesões mais graves pode ser necessária a realização de cirurgias para prevenir ou tratar as rupturas completas, que são responsáveis por afastamentos prolongados da atividade física. 

 

 

 

23/10/17

 

Síndrome de Tietze : a dor no peito que preocupa os praticantes de atividades física

 

síndrome de Tietze é uma inflamação benigna de uma ou mais cartilagens costais.

Foi descrita pela primeira vez em 1921 pelo cirurgião alemão Alexander Tietze (1864 - 1927)

 

Embora alguns pacientes frequentemente confundam a dor da síndrome de Tietze com o infarto do miocárdio (ataque cardíaco), a síndrome não progride para causar dano a nenhum órgão. Esta síndrome também pode ser referida como dor mamária, não cíclica, classificada como pseudomamária, pois é uma dor referida na mama, sem no entanto, ter alteração orgânica ou funcional na mesma. O exame clínico de mastologia descarta a etiologia mamária.

 

A síndrome de Tietze é uma condição bastante semelhante, mas muito mais rara que a costocondrite. Aqui há inchaço, dor espontânea e dor à palpação das mesmas articulações cartilaginosas da parede torácica anterior. Tietze pode ser distinguida da costocondrite por uma série de fatores: menor idade de início, predileção pela 2ª e 3ª articulação costo-condral, lesão unilateral ou única em mais de 70% dos pacientes e, principalmente, pela presença de edema (inchaço) local. Quando há mais de uma articulação acometida, elas tendem a ser vizinhas em um mesmo lado do tórax. O edema, a menor idade dos pacientes e o acúmulo anormal de contraste nas articulações à cintilografia sugerem uma natureza mais inflamatória na S. de Tietze em comparação à costocondrite, mas aqui também as causas não estão bem estabelecidadas.

 

O diagnóstico de Tietze é clínico; não há nenhum exame laboratorial ou radiológico característico. A exclusão sistemática de outras condições que podem mimetizar estas síndromes é fundamental. Doença das coronárias está presente em 3 a 6% de todos os adultos com dor torácica. História e exame físico são geralmente suficientes para diagnosticas Tietz ou costocondrite em crianças e adolescentes, mas em indivíduos acima dos 35 anos, principalmente naqueles com história que sugira risco coronariano, ou com sintomas cardiopulmonares, mais testes se fazem necessários. Estas articulações podem também ser acometidas em doenças sistêmicas, como artrite reumatóide, artrite psoriática, espondiloartropatias, entre outras.

 

Tanto costocondrite quanto síndrome de Tietze são condições benignas e autolimitadas, mas recorrências são freqüentes. O conforto de um diagnóstico preciso, cursos breves de antinflamatórios, a aplicação local de calor são suficientes para a maioria dos pacientes. Infiltração local com corticóides e lidocaína (anestésico) ou bloqueio de nervo intercostal são indicados em alguns casos refratários. Pacientes com síndrome de Tietze com dor persistente pode se beneficiar de cursos curtos de pequenas doses de corticóides orais. Definir e evitar traumas ou exercícios repetitivos que possam estar provocando a situação é lógico. Em um estudo preliminar, exercícios de alongamento pareceram ajudar a evolução da costocondrite.

 

 

Referências:

 

  1. Rheumatology by Klippel and Dieppe 5.15.2 CHEST WALL PAIN Adel G Fam.
  2. Joseph J. Biundo Jr. Primer on the Rheumatic Diseases, 13th edition, Disorders of the anterior chest wall. pg 84.
  3. Clin Exp Rheumatol. 1990 Jul-Aug;8(4):407-12.Tietze?s syndrome: a critical review.
  4. Am Fam Physician. 2009 Sep 15;80(6):617-20.Costochondritis: diagnosis and treatment.
  5. G Ital Med Lav Ergon. 2009 Apr-Jun;31(2):169-71.Stretching exercises for costochondritis pain.

 

 

 

15/03/17

 

Dor no calcanhar: fascite plantar e esporão são causas mais comuns

 

Descubra quais são os sinais, sintomas e tratamentos para os seus pés

 

 

A dor no calcanhar é um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a fascite plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar e o esporão do calcaneo.

A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos ela ajuda a manter o arco plantar. Já o esporão do calcâneo pode fazer parte do quadro de fascite plantar mas se caracteriza principalmente por um crescimento ósseo no calcâneo (osteofito), o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causado pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.

 

Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fascite tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão nesse caso, ocorre devido a processos degenerativos.

Sinais e sintomas 

O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior que irradia para a planta do pé, o eposrão a dor é localizada no calcanhar. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos ao levantar-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir com o passer do dia ou pratica de esporte. Por outro lado, um esporão indolor pode


transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

 

Causas e diagnóstico 

 

- Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, pé cavo);
- Alterações na marcha (pisada errada)
- Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

 

A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

 

Tratamento

 

- Inicialmente é sempre conservador:
- Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;
- Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;
- Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas para diminuir o impacto sobre a região.
- Perder qualquer peso excessivo;
- Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto
- Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:
- Injeções de corticóide na fáscia plantar;
- Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;
- Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que émenos invasivo.

 

A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

 

Fonte: EU ATLETA

 

 

13/03/17

 

Pé chato ou pé plano: será que o meu é assim?

 

O que é pé chato?

O pé é uma estrutura complexa destinada a suportar o peso do corpo. Em condições normais, a planta do pé é curva, tendo a forma de uma hemicúpula aberta internamente, de modo a permitir a repartição do peso do corpo pelos vários pontos de apoio. Assim, a sola do pé não se apoia integralmente no solo.

 

ortopedia usa o termo pé chato (ou pé plano) para designar uma deformidade oriunda do achatamento de um ou mais arcos do pé. Este achatamento faz com que quase toda a sola dos pés entre em contato com o chão. O arco do pé desaparece quando o pé apoia no chão e reaparece quando a criança levanta os artelhos ou fica na ponta dos pés. É uma condição que normalmente acomete a maioria das crianças até os 3 ou 4 anos de idade, quando começa a ocorrer o desenvolvimento normal do arco do pé, mas que geralmente não ocasiona sintomas.

 

Muitos adultos com pé chato desde a infância nunca se deram conta disso.

 

Quais são as causas do pé chato?

O pé da criança não é apenas uma miniatura do pé do adulto, mas é diferente dele, tanto estrutural como funcionalmente. Os recém-nascidos geralmente têm a sola do pé plana, resultante do acúmulo de gordura nesta região. Seus joelhos normalmente são arqueados para fora e, posteriormente, para dentro, sob a forma de X. Com a idade, o pé vai sofrendo modificações que o tornam semelhante ao pé adulto, tendo nisso uma forte influência genética. As crianças das quais se diz terem pés chatos demoram mais a fazer essas modificações ou nem chegam a fazê-las.

 

Quais são os sinais e sintomas do pé chato?

Na maioria das vezes o pé chato não gera sintomas e, portanto, a criança não apresenta queixas. Quando ocorre dor, ela não tem uma localização específica. Como o arco plantar é o primeiro a absorver o impacto do pé com o solo, sua deformidade prejudica essa função e transmite vibrações anormais aos joelhos, quadris e coluna vertebral, podendo gerar sintomas nessas estruturas. Podem aparecer dores nos pés após longas caminhadas.

 

Outras manifestações clínicas mais sutis do pé plano podem ser: atraso para começar a engatinhar e a andar; quedas frequentes; deformidades ostensivas; claudicações; cansaço físico; dores lombares; etc.

 

Como o médico diagnostica o pé chato?

diagnóstico é feito através da observação direta e de sinais clínicos específicos, durante certas manobras. Um ortopedista deve ser consultado em caso de dúvidas.

 

Como o médico trata o pé chato?

Antigamente achava-se que a correção devia ser feita precocemente por meio de palmilhas e botas ortopédicas. Atualmente sabe-se que a maioria dos casos de pés chatos corrige-se espontaneamente, com o tempo, e não exige tratamento, embora três situações mereçam atenção especial:

A conduta atual consiste em um monitoramento constante da evolução do problema. Deve-se estimular a criança a caminhar descalça na areia ou na grama para assim desenvolver a musculatura do pé e a formação normal do arco. Nos pés planos graves, dolorosos ou de início tardio, a necessidade de cirurgia deve ser considerada.

 

Como prevenir o pé chato?

Como evolui o pé chato?

Os pés chatos levam a uma estática e a um caminhar instável, o que resulta em movimentos excessivos e anormais das articulações que podem causar fadiga, tensão e mesmo dores. Ao longo da vida, as consequências dos pés chatos podem ser: artrites, joanetesjoelhos valgosesporões de calcâneo e deformidades da coluna vertebral.

 

Fonte: ABC.Med 

 

07/03/17

 

Dor articular: como agem as infiltrações articulares?

 

O que são infiltrações articulares?

As infiltrações articulares são procedimentos realizados em reumatologia ou em ortopedia para diagnóstico e/ou tratamento de artropatias inflamatórias, com a retirada de líquido intra-articular e a aplicação de substâncias terapêuticas, tais como corticoides e ácido hialurônico, por exemplo. Os radioisótopos são pouco utilizados. As infiltrações articulares são utilizadas desde 1951, mas ainda hoje muitas pessoas têm dúvidas quanto à utilização delas.

 

Como se realizam as infiltrações articulares?

Diversas são as técnicas utilizadas para cada local de infiltração, além de variações nos medicamentos utilizados. A técnica usualmente utilizada consiste na adequada limpeza e antissepsia da pele e na aplicação de uma anestesia local. Em seguida, faz-se a introdução na articulação da substância com ação anti-inflamatória e analgésica pela mesma agulha da anestesia.

 

O paciente deve permanecer em repouso por 24 a 48 horas para prolongar ao máximo a difusão do fármaco injetado e potencializar a sua eficácia. Com uma agulha, podem ser retirados e analisados líquidos intra-articulares e remédios podem ser colocados diretamente no local, com uma ação mais rápida e efetiva do que teriam por via oral.

Como atuam as infiltrações articulares?

As medicações injetadas através das infiltrações articulares ajudam na destruição parcial ou total da membrana inflamada e proliferada, responsável pela invasão das demais estruturas articulares, diminuindo com isso a inflamação, a dor e o edema locais, colaborando para a melhora funcional da articulação infiltrada. Essas aplicações, contudo, não devem ser frequentes, nem regulares, sob risco de produzirem consequências graves.

 

Em quais articulações se podem fazer infiltrações articulares?

As infiltrações articulares podem ser realizadas nas articulações periféricas, como ombros, joelhos, punhos e tornozelos, entre outras, ou axiais, como as sacroilíacas e interapofisárias de coluna, por exemplo. Em articulações periféricas, a intervenção pode ser feita em ambulatório, podendo ser realizada às cegas ou guiadas por métodos de imagem como a ultrassonografia.

 

Algumas estruturas e articulações periféricas de mais difícil acesso devem necessariamente ser guiadas por imagens, como a articulação do ombro, coxofemoral e algumas articulações do pé. Nas infiltrações axiais é sempre necessário o auxílio de radioscopia para guiar o acesso, pois se tratam de articulações mais profundas e de mais difícil acesso.

Em quais condições clínicas se devem fazer infiltrações articulares?

As infiltrações intrarticulares são utilizadas para o tratamento de casos de artrites, sinovites, bursites, derrames articulares, gota e dor articular inflamatória refratária às medicações convencionais. As infiltrações também são usadas em casos de osteoartrite, com uso do ácido hialurônico intrarticular. O ácido hialurônico para tratamento da osteoartritemelhora a viscosidade do líquido das articulações e tem também efeito anti-inflamatório, melhorando a dor e a função articular.

 

A duração dos efeitos benéficos de uma infiltração articular é variável de noventa dias a mais de um ano, na dependência da doença, da articulação infiltrada, da medicação utilizada e do repouso articular após o procedimento. As infiltrações articulares podem ser utilizadas, ainda, em pacientes com contraindicações a algumas medicações orais.

 

Quais são as complicações possíveis das infiltrações articulares?

Se bem indicadas e aplicadas com a técnica correta, as infiltrações são um procedimento seguro. Infelizmente, por vezes são mal utilizadas no meio esportivo, em que se deseja resultados imediatos em lesões traumáticas agudas, o que pode causar danos articulares irreparáveis. Os atletas podem não sentir dores, mas muitas vezes a lesão piora ainda mais. Em alguns casos, o uso excessivo da técnica pode até romper o tecido lesionado, além de gerar efeitos colaterais perigosos.

 

Além disso, a indicação inadequada da infiltração articular pode ser responsável por resultados terapêuticos insatisfatórios.

 

Fonte: ABC.Med

 

 

06/03/17

 

Meu joelho estala - o que pode ser?

O que é o estalo do joelho?

Tecnicamente falando, o estalido no joelho se deve a uma crepitação (ruído) provocada pelo atrito da patela (antigamente conhecida como rótula) contra outros ossos da articulação do joelho. Na observação, o estalo corresponde a um som característico, ouvido pelo próprio paciente e pelas pessoas próximas e sentido como um encaixe de uma engrenagem defeituosa.

Quais são as causas do estalo do joelho?

estalido no joelho pode não ser nada sério, mas também pode denunciar uma situação médica importante. Por isso, é preciso que um médico especialista em ortopedia investigue a situação dos ossos, tendões e ligamentos envolvidos nessa articulação. O joelho é a articulação do corpo que suporta a maior carga, seja pelo peso normal do corpo (imagine se o indivíduo é obeso!), seja quando o indivíduo tem que carregar muito peso.

 

Por isso, problemas nos joelhos são comuns e só conseguem melhorar se o indivíduo deixar de ser obeso ou parar de carregar peso. Com o passar do tempo, a sobrecarga sofrida agrava a situação da articulação e quase certamente surgirão doenças articulares mais graves.

 

O estalo do joelho pode ter sua causa também em doenças reumáticas e degenerativas, como a artrose, ou ser devido a uma pancada forte que cause inflamação. Além disso, com a idade, a cartilagem que se encontra na superfície da articulação pode sofrer um processo de desgaste e causar uma doença conhecida como condromalácia patelar. Outras causas podem ser a presença de um pedaço de cartilagem solto na articulação (geralmente um pedaço do menisco) e outras alterações na cartilagem.

 

Qual é o mecanismo fisiológico do estalo do joelho?

 

Uma das causas mais comuns dos estalos nos joelhos é a perda da cartilagem que envolve a patela. A função desse revestimento é permitir o deslizamento da patela no fêmur durante o movimento de flexão e extensão do joelho. Com o aparecimento de lesões na cartilagem, os ossos se atritam uns contra os outros.

 

A condromalácia patelar atinge em média 15 a 33% da população adulta e 21 a 45% dos adolescentes. No entanto, o tecido cartilaginoso é desprovido de terminações nervosas e a dor que acompanha os estalidos no joelho normalmente é causada pela sobrecarga ou lesão do osso subcondral. Isso pode acontecer sempre que os joelhos sejam submetidos a uma carga superior à que deveriam aguentar.

 

Na artrose, há um desgaste da articulação, que pode acontecer devido a uma pancada, traumatismo ou idade avançada. Um desalinhamento do corpo, mesmo que microscopicamente, também pode deixar os joelhos estalando, por um mecanismo de compensação.

Quais são as principais características clínicas do joelho que estala?

O estalo no joelho pode ser indicativo de algo simples ou de algo que inspire cuidados. É uma condição comum em atletas, mas também pode surgir nas pessoas em geral. Na maioria das vezes, não é indicativo de problemas graves, mas é necessário observar o surgimento de outros sintomas que podem indicar problemas mais sérios.

 

Na maioria das vezes, os estalos acontecem quando o indivíduo flexiona os joelhos: agacha, sobe escadas, corre ou simplesmente caminha. Se o joelho estala em virtude de uma condição mais grave, o paciente pode sentir dor ao flexionar os joelhos, edema leve na região e travamento do movimento.

Alguns sinais de gravidade são dor intensa ao apoiar o pé no chão, grande inchaço, dor intensa ao flexionar ou estender os joelhos, surgimento de deformidades nos membros inferiores, como fraturas, por exemplo, diminuição ou perda de sensibilidade na perna, sinais de inflamação ou infecção (vermelhidão, calor e sensibilidade ao toque).

Como o médico diagnostica a causa dos estalos no joelho?

Para diagnosticar as causas dos estalidos nos joelhos, o médico pode valer-se de manobras semióticas ortopédicas durante o exame físico e de exames de imagens como radiografia, ultrassonografiatomografia computadorizada e ressonância magnética e, eventualmente, artroscopia. Em casos de infecções, o exame de sangue e a cultura do líquido sinovial podem ajudar a determinar o agente patógeno.

Como tratar o joelho que estala?

Se você sofreu uma queda, bateu os joelhos, sofreu uma entorse ou travou os joelhos, deve mantê-los em repouso, evitando qualquer movimento que cause dor. É importante que você deixe de pegar peso e aplique gelo para controlar o inchaço. Além disso, o gelo funciona como anti-inflamatório e é um analgésico natural. Após a aplicação do gelo, use uma joelheira ou uma faixa de compressão e mantenha os joelhos elevados para reduzir o inchaço. Caso os sintomasnão melhorem, procure um médico que provavelmente vai receitar-lhe analgésicos e anti-inflamatórios orais.

Quais são as complicações possíveis do joelho que estala?

Embora seja aparentemente comum, o estalar dos joelhos pode ser indicativo de complicações na área dessa articulação. Por isso, o médico deve sempre ser consultado.

 

Fonte: ABC.Med

 

 

02/03/17 

 

Fique atento com os tornozelos e evite lesões

 

Saiba como minimizar o risco de se contundir na região

 

Uma das áreas mais suscetíveis a lesões nos corredores sem dúvida é o tornozelo, chegando a representar de 16% a 21% de todas as lesões esportivas. Por isso é necessário estar ciente dos riscos e se preparar para minimizar os perigos que o treino traz a eles.

 

Essas lesões acontecem com maior frequência durante as competições onde, o corredor está em terrenos desconhecidos. O atleta muitas vezes não sabe o que vem pela frente, por isso as contusões são mais comuns no ?dia D? do que durante os treinamentos.

 

Os ferimentos mais comuns causados a partir dos tornozelos são: os entorses com suas lesões ligamentares, fascite plantar e fraturas por stress nos ossos do calcanhar e nos metatarsos.

 

O primeiro passo para quem desejar diminuir o risco de problemas na região é fortalecer os músculos. ?Dar maior atenção a musculatura da região do tornozelo, pode sim minimizar os riscos do desenvolvimento de lesões. Pelo simples fato que, músculos mais preparados e fortes podem proteger uma articulação que necessita de proteção e suporte muscular?, explica o ortopedista José Marques Neto, especializado em medicina esportiva.

 

Por funcionar em conjunto com os ligamentos, que sofrem com as famosas torções, os músculos responsaveis pela estabilidade dos tornozelos devem receber programação independente e específica.

 

A estratégia para quem amarga constantemente esses problemas é fazer exercícios voltados para esta parte do corpo. Neto recomenda fortalecer a panturrilha e o músculo tibial anterior (canela). "Até treinar os músculos intrínsecos do pé podem ajudar".

 

Prestar atenção na sua intensidade também pode poupar seus tornozelos. Correr além do volume de treino que o atleta está acostumado pode acarretar em lesões na região, por isso é recomendável procurar um profissional da área, que indique treinos adaptados a cada pessoa com sua devida progressão.

 

 

Além disso, alguns fatores externos são essenciais para a prevenção. O corredor pode utilizar bandagens, tensores e o tênis deve ser observado, já que calçados com solado alto podem ser propícios a provocar lesões.

 

FONTE: WEBRUN

 

 

 

24/02/17

 

Fortaleça suas pernas e previna-se da tendinite no calcâneo

 

A tendinite no calcâneo, também conhecida como tendinite de Aquiles, é uma inflamação no tendão que liga o músculo da panturrilha ao osso do calcâneo. Esse tipo de lesão é bastante comum entre atletas que exigem muito da musculatura da perna.

 

?No caso de corredores a lesão se dá por uma fraqueza muscular, fazendo com que esse músculo faça mais força do que ele aguenta, ou por um desalinhamento do pé que pode gerar uma torção no tendão?, explica a fisioterapeuta Fernanda Lemucchui.

 

Causa

 

A Dra. Ana Paula Simões, mestre em Ortopedia e Traumatologia do Esporte, ressalta que a tendinite do calcâneo é uma lesão causada por esforço repetitivo e não tem relação direta com impacto sofrido durante a atividade física. Assim como outras lesões, ela pode ser causada tanto por aspectos internos quanto externos.

 

?Os fatores intrínsecos que resultam nessa lesão do calcanhar têm a ver com o peso da pessoa e a fraqueza muscular do tendão, que é o principal motivo. Já os extrínsecos podem ser desde treinos apenas em superfícies muito rígidas até o aumenta da planilha e da carga sem o planejamento adequado?, afirma.

 

Além dessas causas, a pessoa que pisa errado e que ao correr aterrissa com a parte posterior do pé, com o tempo pode acabar com uma tendinite no calcâneo, pois o impacto na pisada deve ser dividido por toda a sola do pé para não sobrecarregar o calcanhar e o tendão .

 

Sintomas

 

?O primeiro sintoma é a dor localizada na parte de trás da perna. Mas ela pode se expandir ao longo de todo o tendão. A região mais comum é o terço médio que é uma parte que possui menor vascularização, isso costuma causar muita dor e torná-la mais frágill?.

 

Em alguns casos, a pessoa pode ter uma tendinite insercional, que ocorre quando o tendão se insere no calcanhar e por conta dessa tensão, a dor passa a ser no osso também. ?Apesar de ser no osso, ela é chamada de tendinite porque é um avanço do estágio inicial da lesão e dependo do caso pode até formar um esporão e caracterizar a Síndrome de Haglund. Por isso é tão importante tratá-la logo no início e impedir que evolua.?

 

Prevenção

 

Uma vez diagnosticada a lesão não pode ser ignorada e os treinos devem ser interrompidos. Segundo a Dra. Ana Paula há algumas medidas que o atleta deve tomar a fim de evitar a tendinite no calcâneo.

 

?Os corredores devem fortalecer não só o tendão de Aquiles e sim os quatro grupos musculares da perna: extensores, inversores, reversores e o posterior, do qual o tendão faz parte. Toda a musculatura da perna, inclusive a coxa, deve ser fortalecida, pois trabalhar apenas uma parte gera um desequilíbrio e deixa a pessoa mais propícia às lesões. Fazer um treinamento progressivo, evitar aumentos súbitos, seja de intensidade ou volume, e usar sempre o calçado adequado com um bom sistema de amortecimento são essenciais?, recomenda.

 

Já para quem pisa colocando muita força no calcanhar é indicado que use um tênis com uma elevação na parte de trás, para o tendão de Aquiles ficar um pouco mais relaxado.

 

Tratamento

 

Qualquer incômodo deve ser observado, se a dor persistir é necessário procurar um médico para fazer exames complementares e tratar a lesão com medicamentos anti-inflamatórios e até fisioterapia em alguns casos.

 

A dor pode ter diferentes níveis, um deles é a por apalpação, que só é sentida quando se aperta o lugar. Para a Dra. Ana Paula é importante não ignorar nenhum dos tipos e não esperar que seu desempenho caia para buscar um especialista.

 

?Além da dor, há alguns sinais que são visíveis, como por exemplo o local da lesão ficar um pouco inchado e vermelho e formar nódulos. Mas todos os outros sinais também devem ser observados. A tendinite pode fazer o corredor diminuir a performance".

 

A fisioterapeuta Fernanda Lemucchi explica como funciona o tratamento da tendinite de Aquiles. ?A sequência começa com medidas anti-inflamatórias, passa para o fortalecimento muscular e é finalizada com a correção do padrão adotado na corrida. Não existe um tempo certo para o tratamento, pois as pessoas se recuperam de lesões em velocidades diferentes. O retorno ao esporte só é indicado quando o atleta estiver com a musculatura fortalecida e treinada para correr, o mais importante é realizar o gesto esportivo sem sentir dor?.

 

Fonte: WEBRUM

 

 

22/02/17

 

Veja os sintomas do menisco discoide e saiba tratar a lesão típica dos jovens

 

O menisco é uma estrutura fibrocartilaginosa e tem basicamente a função de amortecer as forças aplicadas ao joelho em todo o arco de movimento. Chama a atenção o que chamamos de ?anatomia vascular do menisco?. Estudos demonstraram que sua periferia é bem irrigada, por isso chamada de ?zona vermelha?, e sua região central não, recebendo nutrientes por embebição, por isso chamada de ?zona branca?.

O menisco discoide é uma variante anatômica humana relativamente rara que afeta geralmente o menisco lateral do joelho. Normalmente uma pessoa com esta anomalia não tem queixas até iniciar determinada prática esportiva, principalmente esportes que envolvem giro e flexão profunda do joelho. Sintomas comuns são dores na região lateral do joelho, inchaço recorrente e, principalmente estalos audíveis. O problema é muito comum entre os adolescentes.

 

Por que ele ocorre?


O menisco discoide é uma anomalia congênita do joelho encontrada em 3% da população, principalmente entre orientais. Apesar de tipicamente afetar o menisco lateral, pode ser encontrado bilateralmente em 20% dos casos. A massa grossa forma um disco diferente de sua formação tradicional em ?C? ou semilunar. Fatores genéticos podem estar presentes. 

 

Por que é mais propenso a lesões?


Como o menisco discoide é uma estrutura mais ?grossa? do que o normal, existe a tendência de que fique aprisionado entre a tíbia e o fêmur. Além disso, seu fornecimento de sangue vascular é geralmente diminuído, dificultando sua cicatrização.

Outro fator anatômico importante é o fato de que sua ligação com a cápsula do joelho ser relativamente fraca. Isso se deve à ausência de um ligamento chamado Wrisbeg, que serve para estabilizá-lo durante os movimentos do joelho. Isso o torna mais propenso a ser pinçado e levando a rupturas em comparação com um menisco normal.

 

No entanto, o paciente pode apresentar dor, inchaço ou um estalo ouvido a partir do joelho afetado. As lesões meniscais causam sintomas característicos, como dor bem localizada com períodos de alívio e agravo a determinados movimentos. Agachar e cruzar as pernas, inchaço, e bloqueio (travamento) são alguns deles.

O exame padrão para avaliar a presença de um menisco discoide é a ressonância magnética. O diâmetro transversal de um menisco normal é de cerca de 10 a 11 milímetros. Pelos cortes de imagens que o exame proporciona, consegue-se visualizar a estrutura aumentada e, muitas vezes, também lesionadas.

Quando não se tem acesso a este exame, as radiografias também podem mostrar alargamento do espaço articular lateral, sugerindo a presença de um menisco discoide.

 

O tratamento é muito semelhante ao das lesões meniscais em geral. Os casos de diagnóstico casual, sem sintoma, não devem evidentemente ser tratados cirurgicamente. Estes pacientes devem ser acompanhados, pois a chance de futuramente apresentarem problemas é relativamente maior. Costumo realizar avaliações biomecânicas e testes de equilíbrio de força, como a dinamometria, para que se reduza o risco de contusões.

Quando existe um menisco discoide com lesão, devemos abordar de maneira semelhante às outras lesões meniscais. Apesar de que, muitas vezes, por muitos destes pacientes serem adolescentes, inicio o tratamento pela fisioterapia e correção de fatores que ocasionam a lesão.

Nos casos que não evoluem bem, apesar do tratamento conservador, optamos pelo tratamento por videoartroscópia, onde é realizado um procedimento denominado meniscoplastia. Ou seja, é retirada somente a parte lesada do menisco, sendo que o resultado final do procedimento pode nos gerar um menisco do tamanho que originalmente deveria ter. Evidentemente, o tratamento varia conforme o tipo de lesão e a brevidade do tratamento.

 

Fonte: EU ATLETA

 

 

 

 

17/02/17

 

 

Evolução da medicina ajuda no combate às lesões nos joelhos

 

Principal articulação do corpo humano, o joelho pode ser um aliado ou um inimigo para vida dos campeões. Não são raros casos de atletas que tiveram a carreira interrompida ou prejudicada por lesões nesta articulação durante os últimos anos. No basquete, no vôlei, no salto em distância, no judô, no taekwondo e, é claro, no futebol. Na história do esporte sobram exemplos de atletas que sofreram com os joelhos 

 

Craque do Flamengo e da Seleção Brasileira, Zico, por pouco, não teve que abandonar a carreira de jogador de futebol. Em 1985, o meia sofreu uma entrada dura do zagueiro Márcio Nunes, do Bangu, e passou um longo período parado para tratar do joelho. Após três cirurgias, ele teve a carreira prejudicada pela dor e correu o risco de perder a Copa do Mundo de 86. Ainda assim, o meia conseguiu voltar a jogar, foi para o Japão e encerrou uma carreira brilhante.

 

Joaquim Grava, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, relembra a difícil recuperação do Galinho de Quintino.

 

- O Zico teve uma lesão de ligamento cruzado anterior e ligamento colateral . Na época em que o Zico foi operado, ainda não tínhamos desenvolvido a cirurgia da reconstrução do ligamento cruzado anterior. Era muito difícil , você ficava três meses de gesso, aí você tirava o gesso, fazia uma recuperação lenta, era tempo de um ano e meio, dois anos - disse em entrevista ao "SporTV Repórter".

 

Hoje, são inúmeros os casos de ex-atletas que sofrem por causa de abusos com o corpo no passado. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) com 20 ex-jogadores de futebol revelou um resultado preocupante. Os atletas analisados têm entre 34 e 53 anos e jogaram no mínimo 17 anos como profissionais. Mais da metade se aposentou com dores no joelho e passou por, pelo menos, uma cirurgia nesta articulação, 70% tomaram infiltrações no joelho, 80% ainda sentem dores no local e 65% já apresentam artrose (um processo degenerativo de desgaste da cartilagem).

 

- Temos atletas com 50 e poucos anos usando prótese, então isso realmente é uma coisa preocupante, é um sinal da sobrecarga. Comparando com um estudo publicado no futebol americano, com a população normal, no futebol americano (que não é um esporte de dondocas, é um esporte pesado) o joelho é acometido de três a cinco vezes mais do que uma população normal. No nosso futebol, eu diria que esses números estão entre seis e sete vezes a mais do que a população normal ? afirma Moisés Cohen, ortopedista presidente da Sociedade Mundial de Artroscopia.

 

Com o avanço da medicina, os médicos acreditam que os números serão minimizados no futuro. As novidades na prevenção, na cirurgia e na recuperação de pacientes deixam os especialistas otimistas.

 

- Eu acho que a cirurgia do joelho, assim como toda a medicina, evoluiu muito nos últimos anos. Cirurgias que eram feitas às custas de uma incisão muito grande, cicatrizes enormes, hoje são feitas de forma minimamente invasiva, por furinhos, com resultados não só semelhantes, mas até muito melhores- afirma o médico Moisés Cohen.

 

- Em relação à recuperação é que nós temos mais coisas novas. Hoje nós temos métodos e protocolos de recuperação pós-cirúrgicos que são extremamente importantes. Você consegue desde o momento do início da fisioterapia até o final de recuperação fazer com que esse atleta faça conjuntamente não só a recuperação da cirurgia, mas também da sua condição física - acredita Joaquim Grava.

 

A preocupação dos atletas

 

E não são só os hospitais e médicos que estão se modernizando e preocupando com os joelhos. Aos 34 anos, o campeão olímpico Giba esbanja saúde. Como jogador de vôlei, seus joelhos são submetidos ao esforço de inúmeros saltos a cada partida e nunca passaram por cirurgia. Como prevenção, o atleta toma, há nove anos, um remédio pra evitar o desgaste precoce da cartilagem.

- Foi desenvolvido há pouco tempo no esporte, a gente começou a tomar um remédio. A gente traz até de fora o remédio, feito de dois compostos para cartilagem do joelho, isso se usa em senhores, em pessoas da boa idade e os atletas já estão tomando esse remédio para não deixar ter esse desgaste da cartilagem, isso é algo a mais da medicina que foi criado para ajudar a gente.

 

Pessoas comuns

 

Não são só atletas que sofrem com os joelhos, pessoas comuns também são frequentemente vítimas desta articulação. Na corrida do final de semana, no futebol de domingo ou na pedalada na ciclovia, todos estão sujeitos à lesões. Para evitá-las, Marcos Paulo, professor de educação física, dá uma dica fundamental: para as articulações em geral, fortalecimento é a palavra chave.

 

- Se você vai fazer atividade física , tem a seguinte equação: trabalho aeróbico requer trabalho muscular. Então, se você corre, pedala ou nada, você precisa de um trabalho de musculação para te assessorar e fazer um trabalho para fortalecer a sua musculatura específica e ter um risco de lesão muito menor. Se a pessoa quer correr menos risco, procura a hidroginástica, a natação, a caminhada ou o ciclismo. Com certeza o nível de impacto é muito menor e você corre muito menos risco.

 

 

Fonte: SporTV

 

 

 15/02/17

 

Tem dor de cotovelo? Conheça lesão que afeta tenistas e mais profissionais

 

Parece brincadeira mas as lesões mais comuns entre os praticantes de tênis são no cotovelo, a chamada epicondilite lateral, também conhecida como "cotovelo do tenista?. É uma condição dolorosa que ocorre quando os tendões desta parte do corpo estão sobrecarregados, geralmente por movimentos repetitivos do punho e do braço.


Apesar do nome, os atletas não são as únicas pessoas que desenvolvem o cotovelo de tenista. As pessoas cujos empregos apresentam os tipos de movimentos com esforço repetitivo, como por exemplo encanadores, digitadores, pintores, carpinteiros e açougueiros podem também desenvolver a doença.

Sinais e sintomas

A dor de cotovelo de tenista ocorre principalmente onde os tendões dos músculos do antebraço se originam, na parte óssea externa do cotovelo. A dor também pode se espalhar no antebraço e no punho. Pode ser acompanhado de fraqueza podendo se tornar difícil apertar as mãos ou agarrar um objeto, virar uma maçaneta, manter um copo de café e digitar ou escrever.

Causas

Cotovelo de tenista é uma lesão por esforço excessivo e muscular. A causa é a repetida contração dos músculos do antebraço que você usa para endireitar e levantar a mão e punho. Os movimentos repetidos e o estresse para o tecido podem resultar em uma série de pequenas lesões nos tendões que ligam os músculos do antebraço na proeminência óssea na parte externa do cotovelo.

Como o nome sugere, jogar tênis - especialmente com uso repetido do backhand - é uma das principais causas de cotovelo de tenista. No entanto, muitos outros movimentos de braço e antebraço com repetição (por exemplo, digitação e uso do mouse) também geram a mesma dor.

Fatores de risco

Os fatores que podem aumentar o risco de cotovelo de tenista incluem:

Idade - afeta pessoas de todas as idades, mas é mais comum em adultos entre 30 e 50 anos.
Ocupação - as pessoas que têm trabalhos que envolvem movimentos repetitivos do punho e braço são mais propensos a desenvolver o cotovelo de tenista. Exemplos incluem encanadores, pintores, carpinteiros, açougueiros e cozinheiros.
Determinados esportes - participação em desportos de raquete aumenta o risco de cotovelo de tenista, especialmente se você empregar a técnica errada.



Diagnóstico

Durante o exame físico, o médico pode aplicar pressão para a área afetada ou pedir que você mova seu cotovelo, punho e dedos de várias maneiras. Em muitos casos, a sua história clínica e o exame físico fornecem informações suficientes para seu médico fazer um diagnóstico de cotovelo de tenista. Mas se o seu médico suspeitar de que algo a mais pode estar causando os sintomas, ele pode sugerir raio-X ou outros tipos de exames de imagem.

Tratamento

Repouso e gelo são bem-vindos. Muitas vezes melhora apenas diminuindo ou parando de fazer o esforço por determinado período. Mas se a dor persistir, medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a parar a dor, além de outras medidas como fisioterapia. Casos graves de cotovelo de tenista podem exigir cirurgia.

 

Se os seus sintomas estão relacionados ao tênis, o seu médico pode sugerir que técnicos especialistas avaliem sua técnica de tênis ou os movimentos envolvidos com suas tarefas de trabalho para determinar as melhores medidas para reduzir o estresse em seu tecido lesionado.

Um fisioterapeuta pode lhe ensinar exercícios para alongar gradualmente e fortalecer os músculos, especialmente os de seu antebraço. Exercícios excêntricos são particularmente úteis. Uma cinta de antebraço ou de cotovelo conhecidos como braces podem reduzir o estresse sobre o tecido lesado.



Novidades

 

Injeções - seu médico pode sugerir a injeção de plasma rico em plaquetas, botox ou alguma infiltração de proloterapia, atá mesmo cortisona na região dolorosa.

Agulhamento seco - em que uma agulha perfura a tendão danificado em muitos lugares, também pode ser útil. Assim como acupuntura.

Ultrasonic tenotomia (processo tenex) - neste procedimento, sob a orientação do ultrassom, o médico insere uma agulha especial através de sua pele e para a parte danificada do tendão. Com a energia ultrassônica a agulha vibra tão rapidamente que liquefaz o tecido danificado podendo ser aspirada e removida.

Ondas de choque - tratamento com ótimos níveis de evidência e bons resultados que promete estimular a vascularização e circulação local, cicatrizando e aliviando as dores.

Cirurgia - se os sintomas não melhoraram após seis a 12 meses de tratamento não-cirúrgico intenso, você pode ser um candidato para a cirurgia para remover o tecido danificado. Estes tipos de procedimentos podem ser realizados através de uma grande incisão ou através de várias pequenas incisões (artroscopia). Exercícios de reabilitação são cruciais para a recuperação pós operatória.

 

Fonte: EU ATLETA

 

 

13/02/17

 

Tendinite ou lesão no ligamento: você sabe distinguir um problema do outro?

 

 

Também conhecida como tendinite da pata de ganso, a tendinopatia anserina causa dores quando as articulações internas do joelho são sobrecarregadas. Saiba identificar

 

 

A tendinopatia  anserina - também conhecida como tendinite da pata de ganso, porque o local onde o tendão se insere  lembra o pé de um  pato - acontece quando há uma  inflamação de um tendão no lado medial (interno) do joelho. A bursa ou pequeno saco fluido também pode se tornar inflamado, causando dor, dando o nome de bursite anserina.

Sintomas 

 

É difícil distinguir a tendinite anserina de uma lesão do ligamento medial, porque os sintomas são semelhantes, e ambas são suscetíveis a dor quando sobrecarregamos o interior das articulações do joelho e da perna. Os sintomas incluem dor ao longo do interior do joelho, em especial na parte inferior com irradiação para a perna. A dor pode ser sentida ao subir escadas ou quando contraímos os músculos isquiotibiais contra a resistência. Alongar os músculos isquiotibiais também pode causar dor. 

 

Causas

 

A tendinite da perna é uma inflamação combinada do músculo semitendinoso (um dos tendões), do sartorius  (o músculo que atravessa a frente da coxa) e  do gracilis ( grácil) muscular, que é um dos músculos adutores. Todos eles se anexam em  conjunto na tíbia ou no osso da canela sobre a parte interna.

 

Nesta área, há também a bolsa anserina, que se encontra entre o tendão e o osso da tíbia. Esta bursa pode se tornar inflamada devido à fricção repetitiva em esportes como ciclismo, corrida e natação, especialmente nado peito. Isso resulta em bursite e/ou tendinopatia (às vezes chamada de tendinite).

 

Tratamento

 

Inicialmente, é preciso tratar os sintomas e depois trabalhar na  causa da inflamação do tendão ou da bursa. O tratamento dos sintomas inclui descanso de quaisquer atividades agravantes e aplicação de gelo ou terapia fria para reduzir a dor e inflamação. 

 

O gelo pode ser aplicado durante 10 minutos a cada hora ao longo dos dois primeiros dias. Depois, de três a quatro vezes por dia, conforme necessário. Medicamentos anti-inflamatórios, podem ser usados, ajudando a reduzir dor e inflamação. Alongar os músculos que rodeiam, como o quadríceps, isquiotibiais e adutores, pode ajudar. 

 

Um terapeuta/fisioterapeuta pode aplicar métodos analgésicos e cicatrizantes. Se o tratamento não for bem sucedido, injeções de corticosteroides têm se mostrado eficazes. Ondas de choque e acupuntura também estão no protocolo de tratamento. 

 

 

A segunda fase do tratamento deve considerar a causa da lesão, corrigindo o problema. Tudo isso sob avaliação e prescrição médicas. 

 

Fonte: EU ATLETA

 

10/02/17

 

Contusão, queda, entorse... lesões da cartilagem ganham tratamento

 

Subcondroplastia preenche a lesão óssea para gerar cicatrização do leito ósseo abaixo do defeito cartilaginoso. Procedimento pode facilitar o retorno ao esporte

 

As lesões cartilaginosas são o grande desafio da medicina esportiva moderna e, infelizmente, afastam provisória ou definitivamente indivíduos da prática esportiva. A lesão da cartilagem (ou lesão condral) pode ocorrer por um trauma, como contusão, queda de altura ou entorse. Uma vez lesada, há deterioração deste tecido, que perde a sua regularidade e plasticidade.

 

Estes estágios de alteração da integridade da cartilagem vão desde o simples amolecimento, passando pela fissuração e fibrilação, até ao seu descolamento completo do osso subjacente, com desenvolvimento de verdadeiras crateras de dimensões variáveis. Por vezes com alguns centímetros quadrados de superfície. 

E o resultado disso é a dor, que pode ser desencadeada durante o esporte ou progredir para atividades diárias. Além da dor, as lesões cartilaginosas trazem inchaço. Uma característica importante da cartilagem é que, ao contrário de tecidos bem vascularizados, tem baixíssimo poder de cicatrização por ser um tecido avascular (sem vasos sanguíneos). Uma vez lesado, degenera e causa sintomas, muitas vezes afastando definitivamente o individuo do esporte.

 

Historicamente, inúmeros procedimentos cirúrgicos foram desenvolvidos visando a regeneração da área lesada, sendo a micro-fratura a mais popular, realizada por vídeo-artroscopia. Apesar da maioria dos procedimentos estarem ligados a taxas razoavelmente boas de sucesso, os resultados insatisfatórios levaram ao aumento de estudos sobre a lesão cartilaginosa, levando-se à conclusão de que, muitas vezes, a dor vem não somente da lesão cartilaginosa em si, mas também do osso logo abaixo dela, denominado ?osso subcondral?.

Ou seja, o tecido ósseo torna-se sobrecarregado e incha, resultando no que os ortopedistas chamam de edema ósseo. Esta lesão é facilmente vista em imagens de ressonância magnética e é mais frequente em mulheres devido à baixa massa óssea, se comparado ao sexo masculino.

Tendo este conceito em mente, o procedimento denominado subcondroplastia foi recentemente desenvolvido para preencher esta lesão óssea e gerar a cicatrização do leito ósseo logo abaixo do defeito cartilaginoso. O procedimento é realizado com o paciente anestesiado, instrumental próprio e sob auxilio de radioscopia dinâmica. Apesar de ser relativamente novo, resultados de estudos são encorajadores, entrando no arsenal do tratamento das lesões cartilaginosas e facilitando o retorno ao esporte.

 

Fonte: EuAtleta

 

 

 

08/02/17

 

Terapia por ondas de choque é opção menos invasiva no tratamento de lesão

 

 

Grande parte das lesões ocasionadas nos esportes são geradas por microtraumas de repetição e enquadram-se na categoria denominada ?lesões por overuse?. Quando o indivíduo treina, existe sempre certo grau de destruição tecidual que, logo em seguida, durante o período regenerativo, é compensado por produção de matriz extracelular. Em outras palavras, durante o repouso, o organismo refaz os tecidos de maneira que se tornem mais fortes, preparando o corpo para o esporte que o atleta pratica. 

 

Para que este ciclo de destruição/reconstrução seja convertido em ganho de performance, deve haver um equilíbrio, o chamado em medicina esportiva de supercompensação. Porém, quando existe desequilíbrio, a destruição é maior e aumenta o risco de lesões. Sabe-se alguns tecidos do aparelho locomotor apresentam certa dificuldade de cicatrização, gerando lesões muitas vezes avasculares (com pouca circulação) e, portanto, com pouca resposta ao uso de anti-inflamatórios e recursos da fisioterapia.  

 

Historicamente, existiu sempre um esforço muito grande da ciência em cicatrizar estas lesões para acelerar o retorno do indivíduo ao esporte. Podem ser usados procedimentos invasivos, como a tradicional infiltração com corticoides, e procedimentos cirúrgicos, alguns com excelentes resultados, outros discutidos pela literatura.

 

A partir da década de 90, o avanço tecnológico representado pelo tratamento por ondas de choque chegou à ortopedia. A ideia é estimular o processo de cura biológica em tendões, tecidos circunvizinhos e ossos. Apesar dos resultados extremamente favoráveis para a cura das lesões, existem controvérsias quanto ao mecanismo exato de seu funcionamento. 

 

Há duas teorias básicas que explicam seu efeito benéfico no sistema musculoesquelético. Uma baseia-se em microlesões que as ondas provocam no tecido-alvo sem danificar os tecidos adjacentes. Estas microlesões seriam o estímulo inicial para o processo de reparação. A segunda teoria baseia-se na produção de óxido nítrico na área atingida pelas ondas de choque. Este óxido nítrico desencadeia uma reação enzimática que estimula o crescimento vascular na área atingida. 

 

Na última década, sua utilização na medicina esportiva se popularizou por beneficiar os atletas que não melhoraram pela reabilitação tradicional, mas não querem se submeter a procedimentos invasivos ou possuem contra- indicação.  

 

No Brasil, procedimento possui registro na ANVISA e tem indicação para fasceíte plantar com ou sem esporão, pseudoartrose (fraturas não consolidadas) ou retardo da consolidação, calcificações periarticulares dos ombros (tendinite calcária e epicondilite lateral e epicondilite medial umeral (cotovelo de tenista e golfista). As contraindicações incluem anormalidades na coagulação sanguínea (coagulopatias), gravidez, infecção aguda de tecido mole ou osso, arritmias cardíacas ou uso de marca-passo e epilepsia. 

 

Os estudos publicados na última década apontam um índice de eficácia de 70% a 85% dos casos, incluindo alguns atletas que tiveram indicação prévia de tratamento cirúrgico. A terapia de ondas de choque, além de auxiliar na cura destas lesões crônicas por overuse, trouxe à comunidade cientifica mais conhecimento dos mecanismos biológicos de reparo tecidual e, sem dúvida, será sempre alvo de pesquisas.

 

Fonte: Eu Atleta

 

 

03/02/17

 

Descubra qual é o seu tipo de pisada e evite lesões futuras

 

Em linhas gerais, a maioria da população apresenta três tipos de pisadas: pronada (peso do corpo depositado na parte interna dos pés), supinada (peso na parte de fora) e neutra (a mais neutra). Para descobrir como você pisa, um jeito simples é observar em que lado um calçado antigo está mais gasto. Saber qual é a sua pisada exata é necessário para evitar problemas biomecânicos no futuro.

 

Algumas pessoas podem confundir a pisada neutra como o ?pé chato?, conhecido como pé plano. Quem acostuma apresentar esse tipo de pé, na verdade, são os com pisada pronada. O pé plano torna possível tocar todo o solo e distribuir o peso do corpo, porém ele não possui arco plantar. Com isso, podem ocorrer diversas compensações posturais e lesões ao longo da vida se o problema não for tratado.

 

É que pisadas irregulares são capazes de provocar certas patologias causadas pelo desgaste. Por exemplo, quem tem o pé pronado possui a musculatura interna do membro inferior mais alongada e enfraquecida. Isso pode causar desvios de patela (um osso da parte frontal do joelho) e instabilidades no tornozelo. Essas pessoas tendem a sentir dor na parte interna do joelho, que pode estar desviado para dentro.

 

Já que possui a pisada supinada apresenta outros problemas, como lesões constantes no tornozelo, frequente tensão dos músculos que ficam logo abaixo do joelho e também uma retração na fáscia plantar. Isso tudo pode provocar dor, inflamação e desenvolver o esporão de calcâneo.

 

 

A primeira coisa a fazer para corrigir o seu tipo de pisada e evitar futuras lesões é procurar um ortopedista. Ele vai dar o diagnostico exato e passar o tratamento adequado. As principais medidas receitadas pelo especialista devem ser a indicação de fisioterapia, a confecção de palmilhas especificas e o uso de calçados ortopédicos que ajudarão a reduzir os desvios posturais causados pela forma do pé.

 

Fonte: JC

 

 

01/02/17

 

Infiltração no joelho combate a dor e melhora a artrose

 

A infiltração consiste em aplicar uma injeção com medicamentos corticoides, anestésicos ou ácido hialurônico dentro da articulação como joelho, coluna, quadril, ombro ou pé.

 

Embora a injeção possa ser aplicada em qualquer articulação do corpo estas são comummente mais afetadas pelo desgaste provocado pela artrose e diminuição do líquido sinovial, o que gera ruídos e estalos ao movimenta-las.

 

Para que serve

 

As infiltrações dentro das articulações servem para aumentar a quantidade de líquido sinovial, que funcionam como uma espécie de graxa dentro das juntas e por isso são úteis para combater a dor, os ruídos e diminuir a progressão do desgaste articular, em caso de artrose, condromalacia ou após uma cirurgia no menisco, por exemplo.

1. Anestésicos

Os anestésicos geralmente são aplicados em conjunto com os corticoides para alivio da dor logo após sua aplicação e por isso são mais usados em caso de dor aguda, podendo ser realizado antes da realização de um exame, por exemplo.

2. Corticoides

Os corticoides são potentes anti-inflamatórios e podem ser aplicados sozinho ou em conjunto com um anestésico, sendo muito indicados para combater a dor e a inflamação dentro de uma articulação. Uma infiltração com corticoide pode ser realizada a cada 2 meses, mas não é recomendado fazer mais de 2 seguidas porque em excesso pode ser prejudicial.

3. Ácido hialurônico

O ácido hialurônico é o lubrificante natural que existe dentro das articulações e quando existe uma diminuição desse líquido que cientificamente é chamado de líquido sinovial o médico pode injetar esse ácido dentro da articulação, numa técnica chamada de viscosuplementação. Estas tem um efeito mais prolongado e podem ser aplicadas a cada 6 meses ou 1 ano, sendo necessária 1 aplicação por semana durante 3 a 5 semanas.

 

Veja os efeitos, as contraindicações das injeções de ácido hialurônico.

Como é feita

 

O procedimento de uma infiltração é relativamente simples mas só deve ser realizado pelo médico no consultório médico. Basta

aplicar uma anestesia local e logo a seguir aplicar a injeção diretamente no interior da articulação que será tratada.

 

O procedimento completo de uma infiltração articular dura de 1 a 2 minutos e embora provoque alguma dor, esta é ligeira e suportável.

Efeitos colaterais

 

Após a aplicação na injeção dentro da articulação é comum haver um pouco de inchaço e dor e por isso é recomendado ficar de repouso para deixar o medicamento atuar. Quem pratica atividade física não deve voltar aos treinos na primeira semana e se for difícil caminhar sem mancar o médico pode sugerir o uso de muletas para não prejudicar a coluna, nem o outro joelho.

 

A recuperação completa deve surgir em 15 dias, quando pode-se perceber os efeitos da injeção. Após a infiltração a pessoa pode e deve continuar realizando fisioterapia para fortalecer os músculos, melhorar a movimentação das articulações afetadas, diminuir a dor, aumentar a elasticidade e diminuir a progressão da artrose evitando assim a colocação de uma prótese.

 

Fonte: Tua saúde

 

 

30/01/17

 

Como tratar os principais tipos de Luxação

 

O tratamento para luxação deve ser iniciado o mais depressa possível no hospital e, por isso, quando acontece é recomendado ir imediatamente ao pronto-socorro ou chamar uma ambulância, ligando para o 192.

 

A luxação pode acontecer em qualquer articulação, no entanto, é mais comum nos tornozelos, cotovelos, ombros, quadril e dedos, especialmente durante a prática de esportes de contato, como futebol ou handebol, por exemplo.

 

Geralmente, o tratamento varia de acordo com a articulação e o grau da lesão, sendo que as principais formas de tratamento incluem:

Após estes tratamentos, o ortopedista, normalmente, recomenda fazer sessões de fisioterapia para fortalecer os músculos, diminuir a inflamação, facilitar a cicatrização e promover a estabilidade da articulação por meio de aparelhos de fisioterapia e exercícios.

 

Como acelerar a recuperação da luxação

 

Para acelerar a recuperação da luxação e evitar agravamento da lesão é importante ter alguns cuidados como:

Estes cuidados devem ser adaptados de acordo com a articulação afetada. Assim, no caso de luxação do ombro, por exemplo, é importante evitar pegar em objetos pesados nos primeiros 2 meses.

Como recuperar os movimentos depois de tirar a imobilização

 

Depois da retirada da imobilização é normal os movimentos ficarem um pouco mais presos e haver menor força muscular. Geralmente quando a pessoa fica imobilizada por até 20 dias em apenas 1 semana já é possível voltar à mobilidade normal, mas quando a imobilização é necessária por mais de 12 semanas a rigidez muscular pode ser grande sendo preciso fazer fisioterapia.

 

Em casa, para recuperar a mobilidade articular você pode deixar a articulação de 'molho' em água quente durante cerca de 20 a 30 minutos. Tentar esticar aos poucos o braço ou a perna também ajuda, mas não se deve insistir se houver dor.

 

Fonte: Tua Saúde

 

 

27/01/17

 

O que fazer no caso de uma torção de pé? Saiba como é o tratamento

A mais comum ocorre na parte lateral ou externa do tornozelo. Esta é uma lesão bem que afeta muitas pessoas em vários esportes, como futebol, vôlei e corrida

 

Muitos atletas já viraram o pé durante uma prova, treino ou jogo de futebol com os amigos. Uma entorse do tornozelo refere-se à lesão que acomete os ligamentos do tornozelo. A mais comum ocorre na parte lateral ou externa. É extremamente comum e afeta muitas pessoas durante vários tipos de atividade. Pode acontecer concomitante à uma fratura do tornozelo (ou seja, quando os ossos do tornozelo também quebram).


Quais são os sintomas de uma entorse de tornozelo?

 

Os pacientes relatam muita dor após a torção de tornozelo. Isso geralmente ocorre por causa de uma lesão em inversão, o que significa que o pé torceu sobre o tornozelo. Ela acontece durante a prática desportiva, devido às mudanças bruscas de direção ou quando o pé fica preso e o corpo gira. Os pacientes se queixam de dor na parte externa do tornozelo com vários graus de inchaço e sangramento sob a pele (isto é, hematomas). 

Tecnicamente, este ferimento é referido como equimoses. Dependendo da gravidade da entorse, uma pessoa pode ou não ser capaz de colocar peso sobre o pé.

Quais são os fatores de risco para uma entorse de tornozelo?


Estas lesões ocorrem quando o tornozelo é torcido por baixo da perna, chamado inversão. Os fatores de risco são aquelas atividades, tais como basquete, vôlei, futebol e esportes com salto, em que um atleta pode descer e virar o tornozelo ou o passo no pé de um adversário.

Algumas pessoas estão predispostas a entorse de tornozelo. Em pessoas com um varo do retropé, o que significa que a natureza geral ou a postura dos saltos é ligeiramente voltada para fora, estas lesões são mais comuns também nas pessoas que tendem a ter instabilidade lateral ou frouxidão ligamentar.

Atletas que tiveram uma entorse grave no passado ou mal cicatrizada também têm maior chance de causar uma nova entorse. Portanto, um dos fatores de risco de torcer o tornozelo está em ter instabilidade crônica. 

Aqueles que têm músculos fracos, especialmente os chamados de supinadores, que correm ao longo do lado de fora do tornozelo, pode ser mais predispostos. Entorse pode causar uma lesão grave, estiramento ou laceração de tecidos moles como cápsula articular, ligamentos, tendões ou músculos. Porém, esse termo (entorse) é freqüentemente usado em referência específica à lesão de um ligamento.

 

Prevenção e tratamento conservador


As pessoas cujos tornozelos torcem com facilidade podem evitar as lesões subsequentes utilizando aparelhos ortopédicos, meias elásticas para os tornozelos e colocando dispositivos no calçado para estabilizar o pé e o tornozelo, como os estabilizadores com velcro ou tapes. Além disso, devem fazer fisioterapia para restabelecer o movimento, fortalecer os músculos que agem no tornozelo e melhorar o equilíbrio através de exercícios de propriocepção, treinos em terrenos irregulares (com supervisão de um profissional da área )

Qual o prazo de recuperação? 


Depende da gravidade da entorse. Os ligamentos têm a vascularização regular e cicatrizam lentamente. O reparo é feito por tecido fibroso e colágeno. O prazo é:

Grau I ? uma a duas semanas de crioterapia (gelo), mais compressão, elevação, mais fortalecimento muscular e propriocepção (fisioterapia).
Grau II - imobilização de três a quatro semanas. Após faz-se: crioterapia, mais fortalecimento muscular e propriocepção.
Grau III ? cirúrgico com recuperação de oito a 12 semanas

Quais são as opções de tratamento?

 

A cirurgia não é necessária na maioria dos casos. Mesmo em entorses graves, esses ligamentos vão curar sem cirurgia. O grau da lesão é que irá ditar o tratamento. Talvez, mais importante é a capacidade do paciente para suportar o peso. Aqueles que podem suportar o peso mesmo após a lesão são susceptíveis de voltar muito rapidamente para jogar e praticar esportes, desde que fiquem estáveis. Aqueles que não podem andar necessitam de imobilização e provavelmente fortalecimento através de fisioterapia.

Em geral, o tratamento nas primeiras 48 a 72h consiste em descansar o tornozelo, gelo de 20 minutos a cada duas a três horas, compressão, imobilização e elevação. O que significa que o posicionamento da perna e do tornozelo para que os dedos estão acima do nível do nariz do paciente. Aqueles pacientes que não podem suportar o peso são melhor tratados em uma bota removível até que eles possam pisar confortavelmente.

A fisioterapia é um dos pilares. Os pacientes devem aprender a fortalecer os músculos ao redor do tornozelo, particularmente os fibulares. A cirurgia é raramente indicada, mas podem ser necessária num paciente que tenha danos na cartilagem ou outras lesões relacionadas. Ligamentos só são reparados ou reforçados em casos de instabilidade crônica na qual os ligamentos não cicatrizaram e/ou permanece a dor após tentativa de tratamento conservador.

 

 

Fonte: Eu Atleta

 

 

25/01/17

 

Cuidar do glúteo médio diminui riscos de lesão no quadril, joelho e tornozelo

Ele se encontra na lateral da bacia e age para alinhar e estabilizar toda perna. Manter esse músculo trabalhando bem é um dos segredos para uma corrida mais saudável

 

 

O músculo glúteo médio não é o mais forte e nem o maior do corpo, mas com certeza é um dos mais importantes para os corredores. Ele se encontra na lateral da bacia e exerce um papel no alinhamento e estabilidade de toda a perna. Sua fraqueza pode gerar desde lesões no quadril e joelho, até problemas no tornozelo. Por isso, manter esse músculo trabalhando bem é um dos segredos para uma boa biomecânica e uma corrida saudável.

 

Nós temos três músculos chamados de glúteo: o mínimo, o médio e o máximo. O mais conhecido e visível é glúteo máximo, que dá formato às nádegas. Um pouco abaixo dele, indo para a lateral da pelve, está o médio e, mais profundamente nas camadas musculares, se encontra o mínimo.

 

Esses três músculos trabalham durante a corrida e são importantes, porém o glúteo médio costuma ganhar mais atenção pois ele é o responsável por manter o alinhamento do joelho a cada passada. Quando estamos com o peso do corpo em cima do joelho, é o glúteo médio que manter a perna no lugar. Sem a sua ação o joelho "cai" para dentro, o que é chamado de valgo dinâmico, fenômeno relacionado à várias lesões, como a síndrome da banda iliotibial e a condromalácia.

Além do joelho, um estudo interessante mostrou que a falha na ação do glúteo médio pode influenciar até o tornozelo. Quando esse músculo está muito fadigado o pé fica mais instável, e com maior tendência a torção. A fraqueza desse músculo também pode gerar lesões nele mesmo, pelo déficit de força de em si e pela piora da postura na corrida que acontece como consequência. A tendinite em seu tendão e inflamação na bursa que existe entre ele e o osso do fêmur são as lesões mais comuns (chamada de bursite trocantérica). 

 


Nesses casos é importante dar um tempo de descanso para o corpo se recuperar e após a diminuição da inflamação investir em fortalecimento e melhora da postura na corrida. O tempo para o retorno normal aos treinos depende da intensidade da lesão, e pode varias de 2 semanas a alguns meses. O exercícios chamado clam shell é uma alternativa de fortalecimento do glúteo médio, e já foi descrito em uma coluna anterior.

Para melhorar a postura na corrida, especificamente relacionada à glúteo médio, uma dica de exercício é dar um salto para frente, com uma perna só, em frente a um espelho, tentando manter a pelve e o joelho o mais alinhado possível.

Nosso corpo funciona como uma cadeia totalmente interligada. Cuidar do músculo do glúteo médio é importante para manter uma boa biomecânica e diminuir os riscos de lesão na corrida. Então aproveite nossas dicas e bons treinos!

 

FONTE: EU ATLETA

 

 

20/01/17

 

Ácido hialurônico: um tratamento complementar para artrose do joelho

 

 

A doença cartilaginosa, tanto a traumática aguda, quanto a degenerativa, conhecida aqui no Brasil como artrose é uma doença de origem multifatorial que leva à degeneração da cartilagem articular, afetando todos os componentes da articulação. É um processo lento, progressivo e desabilitante, com alta prevalência na população adulta ativa, ligada a práticas esportivas. Estima-se que cerca de 40% dos indivíduos com mais de 65 anos sofrem de sintomas associados com artrose dos joelhos ou dos quadris. 

As principais opções de tratamento não cirúrgico incluem analgésicos, anti-inflamatórios não hormonais (AINH) corticosteroides orais, drogas modificadoras da doença destacando-se a glicosamina, a condroitina, extrato insaponificável de soja e de abacate e as injeções intra- articulares de corticosteroides e de ácido hialurônico (visco suplementação).

O que é o acido hialurônico?

O acido hialurônico é produzido naturalmente por células da membrana sinovial e, junto a outras moléculas, compõe o  ?liquido sinovial ?, responsável pela lubrificação e nutrição do tecido cartilaginoso.
A criação do acido hialurônico exógeno (sintético) para a infiltração articular começou nos anos 90. Inicialmente, acreditava-se que seu efeito seria puramente por mecanismo hidráulico. Ou seja, aumentando a superfície de contato cartilaginosa e assim reduzindo se a pressão articular.

 

Quais seus efeitos na articulação?

Os bons resultados iniciais encorajaram a comunidade científica a estudar melhor o efeito biológico dos produtos e pesquisas publicadas em revistas científicas médicas nos últimos cinco anos mostraram efeito surpreendentes quem incluem: 
- Redução da ativação de células inflamatórias responsáveis pelo desencadeamento da cascata inflamatória que causa destruição articular da artrose. 
- Estímulo da produção do próprio  acido hialurônico (endógeno), com melhoria da viscosidade do líquido sinovial.
- Estabilização da degradação da matriz cartilaginosa. 
- Estímulo da produção de células cartilaginosas e do colágeno tipo II. 
- Ação direta e receptores de dor articular causando analgesia prolongada .

O resultado destes estudos levou a indústria farmacêutica a focar cada vez mais suas linhas de pesquisa na criação de produtos que pudessem melhorar esses efeitos e permanecerem mais tempo na articulação. Recentemente, produtos com concentração aumentada por cm3 e alguns contendo produtos como o manitol .

 

Quem deve ser submetido à visco-suplementação?

A indicação da visco-suplementação varia de paciente para paciente e a composição do produto, pelo grau da lesão cartilaginosa. É importante que além dos exames de imagem, seja feito um teste biomecânico direcionado ao esporte para avaliar a função muscular afetada pela doença pré-existente. 

A visco-suplementação nunca deve ser instituída como terapia única e sim sempre associada a uma boa reabilitação, seguida de fortalecimento e reequilíbrio muscular. Pessoalmente, considero o procedimento como adjuvante à reabilitação tradicional e NUNCA como mono terapia.

Apesar de controverso, alguns médicos do esporte nos EUA, baseados no conceito de que ?quem pratica mais esporte, degrada mais cartilagem" realizam o procedimento em atletas profissionais sem queixas no joelho, visando a possível prevenção da artrose.

É importantíssimo que o médico explique muito bem os efeitos desejados da infiltração, possíveis efeitos colaterais e que o paciente tenha sempre em mãos o nome do produto utilizado na infiltração. Infelizmente, é muito comum atender pessoas que não sabem que produto foi utilizado em seu joelho. 

Nos próximos anos, pesquisas futuras sobre os efeitos articulares deverão ser publicadas. Provavelmente, novos produtos deverão ser lançados no mercado, visando cada vez mais, benefícios biológicos e mecânicos à cartilagem, bloqueando a evolução da doença. 

 

Fonte: EUATLETA

 

 

18/01/17

 

Quando usar gelo ou compressa de água quente?

Saber o momento certo para utilizar cada um é fundamental para o tratamento

 

 

O uso de compressas de gelo ou quentes em lesões é muito comum. Normalmente, quando uma pessoa sofre um trauma, como uma batida ou torção, recorre a um desses métodos para amenizar a dor e evitar inchaços e inflamações. 

?Embora sejam ótimos analgésicos locais, muita gente não sabe qual das duas formas é a ideal para cada tipo de lesão. E fazer a escolha certa é fundamental para a eficácia do tratamento?, afirma o Coordenador do Núcleo de Ortopedia do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. Luiz Fernando Cocco. 

Quando usar o gelo?

  

O gelo é um anti-inflamatório natural por isso, é indicado para amenizar inflamações ou imediatamente após um trauma local. ?Acidentes que possam causar edemas ou hematomas, como pancadas e torções devem ser tratados com gelo. A temperatura fria contrai e diminui o fluxo de fluidos?, explica o ortopedista. O gelo também age como analgésico, por isso, é bastante utilizado em esportes de impacto.

?A compressa fria deve ser utilizada, preferencialmente, três vezes ao dia durante, aproximadamente, 20 minutos. É importante também não deixá-la parada no mesmo local por mais de um minuto para não causar queimaduras locais?, ensina o Dr. Cocco. 

Além disso, ele lembra que o gelo deve ser usado com moderação nas extremidades, como dedos, nariz ou próximos a trajetos nervosos superficiais, como face interna do cotovelo ou externa dos joelhos, pois a temperatura baixa pode agredir as estruturas nervosas do local.

 

Quando usar compressa quente?

A compressa quente age no corpo como um relaxante muscular, por isso, é indicada quando a pessoa tem tensões musculares esporádicas como, por exemplo, torcicolos de causa não traumática ou fadiga muscular na região da lombar.

?O calor é um potente vasodilatador, o que causa o aumento da vascularização e oxigenação da musculatura?, orienta o especialista. É importante lembrar que a compressa não pode ser usada por um tempo excessivo, para que não ocorram queimaduras, ou em regiões do corpo que são menos aquecidas, como o rosto, ou o dorso das mãos e pés.

 

 

O ortopedista também alerta que para hemorragias e hematomas a compressão também deve ser evitada, pois a vasodilatação pode até aumentar o risco de sangramento.

 

Fonte: WEBRUN

 

16/01/17

 

 

Lesões por contato ou excesso são maiores no verão; veja os cuidados

 

É a estação em que mais pessoas estão longe de um ambiente já conhecido e se tornam ativas. Muitas vezes fazem esportes com mais intensidade e fora de forma

 

 

O verão é a estação de maior índices de traumas e acidentes, especialmente no litoral. É um momento em que mais pessoas estão fora do seu ambiente já conhecido e se tornam mais ativos. Como resultado, muitas vezes fazem esportes com mais intensidade e, geralmente, estão fora de forma, o que pode causar algumas lesões devido à empolgação do verão.

As lesões não são causadas apenas por contato, acontecem também por excesso, como a fascite plantar, tendinite, fraturas por estresse e músculos estirados, que ocorrem em maior frequência porque as pessoas começam a treinar com seriedade durante os meses mais quentes e acabam exagerando. No verão, as lesões por uso excessivo crônico e lesões traumáticas agudas são as mais comuns. Como podemos evitar essas lesões?

 

Mantenha-se hidratado


Boa nutrição e hidratação é a melhor maneira de manter os músculos trabalhando eficientemente e evitar problemas secundários. Os músculos desidratados não funcionarão tão eficientemente, então é mais provável que você tenha cãibra ou estiramento caso não cuide bem deles.

Para as atividades que duram 45 minutos a uma hora, sugerimos uma bebida esportiva com eletrólitos ou substituição de carboidratos, além de água, mas cuidado pois essas bebidas tendem a ter alta taxa de açúcar.

 

Faça uma aula de experimental


Se é a primeira vez que você faz um esporte ou que não tenha praticado nos últimos anos, seria interessante aprender as regras e realizar testes antes. Contratar um profissional treinado que vai pegar esses maus hábitos e corrigi-los é interessante. Seja golfe, futebol, vôlei, corrida, ou natação, uma técnica ruim, com golpes e gestos errados, pode gerar sérios problemas. 

 

Se você não pode pagar uma sessão privada, sugerimos encontrar um amigo experiente ou alguém que está familiarizado com o esporte. Maus hábitos esportivos podem resultar em lesões agudas e crônicas, como a tendinite.

Encontre um parceiro de treino


Ter um amigo com você, em primeiro lugar, torna o esporte ou atividade mais divertida. Mas, segundo, e talvez mais importante, você terá alguém para te corrigir e apoiar. É importante durante estes esportes de verão prestar atenção uns aos outros e ter alguém que pode solucionar problemas de má técnica e ter certeza de que você está sendo seguro. 

 

Obter o equipamento adequado


Uma das maneiras mais eficazes para evitar lesões é usar os calçados e equipamentos de segurança adequados. Tenha certeza de que está usando um tênis específico destinado para a superfície que está praticando. Certifique-se de que você tem tênis com bom apoio de arco e firme no calcanhar. Não use nada que aperte ou prenda seus movimentos. Tênis minimalistas de corrida são bons para algumas pessoas, mas cuidado se você não for praticante e não conhecer sua pisada. Especialmente se você tem pés planos ou pronados, os tênis e palmilhas fazem uma enorme diferença na prevenção de lesões.

Esteja atento aos seus movimentos


Esteja atento às suas posições e também é importante mudar a superfície. Portanto, nem sempre corra numa direção só, corra na calçada, trilha ou grama, saibro, treine em diferentes superfícies. Com a mudança, além de absorver melhor o impacto não sobrecarrega apenas uma região. Encontre caminhos diferentes também com curvas ou colinas para sair da rotina e respirar ar puro!

 

 

Prepare os músculos


Uma das melhores maneiras de evitar lesões é fortalecer os músculos alvo para o esporte ou atividade que você está querendo praticar. Exercícios de treinamento de força podem ajudar a melhorar o desempenho e evitar lesões.

Bicicleta: Uma vez que envolve movimentos cíclicos constantes nas pernas, você precisa focar nos exercícios de membros inferiores, principalmente a panturrilha

Surfe: Uma atividade de corpo inteiro, um núcleo forte (coluna) é fundamental para o manuseio da prancha e manobras através de ondas instáveis.

Golfe: Um núcleo (coluna) sólido e parte inferior das costas (lombar) é o que realmente lhe dará o poder de conduzir uma bola 300 metros. Exercícios para equilíbrio também são importantes

Tênis: Concentre-se em tonificar os braços e ombros; fortaleça principalmente os extensores do punho.

Alongamento e aquecimento: Parece clichê, mas esse é o grande segredo. Alongue e aqueça antes. Após a atividade, alongue novamente. Assim você terá um verão feliz e saudável! Ah, não esqueça de se proteger do sol, e bons treinos!

 

FONTE: EUATLETA

 

 

12/01/17

 

Lesão no joelho afeta o cérebro

 

Problemas no ligamento cruzado anterior alteram o processamento cerebral dos movimentos, indica estudo de universidade norte-americana. Testes com pacientes mostram que a condição pode comprometer as técnicas de reabilitação

 

Lesões no joelho  - comuns em esportes de alto impacto, como o futebol - costumam levar um longo tempo para curar-se. O paciente fica com o movimento comprometido e precisa ser submetido a sessões de fisioterapia para retomar o funcionamento normal da articulação. Uma das causas para a demora na recuperação é a complexidade da estrutura do joelho, além do uso constante dele. Porém, pesquisadores da Ohio State University, nos Estados Unidos, descobriram um novo fator que deve ser levado em conta no tratamento dessas lesões: elas causam mudanças na atividade cerebral.

O estudo foi publicado neste mês, na revista Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, por pesquisadores do Centro Médico Wexner, integrado à Ohio State. Eles demonstraram que partes do cérebro associadas ao movimento da perna estavam debilitadas em pacientes com lesões no ligamento cruzado anterior (LCA). Por meio de exames de imagem, a equipe detectou diferenças na atividade cerebral entre adultos saudáveis e em recuperação enquanto moviam o joelho.

 

?O cérebro muda fundamentalmente o modo como processa informações de um joelho lesionado?, disse Dustin Grooms, um dos pesquisadores que conduziram o estudo. ?Achamos que essas mudanças têm um papel fundamental no porquê de as pessoas em recuperação de ferimentos não confiarem inteiramente em seus joelhos e tenderem a movê-los de maneira diferente?, complementou.

Exames de varredura no cérebro mostraram que, ao se locomover, em vez de confiar no movimento ou na sua noção espacial, os voluntários lesionados apostavam mais na visão, gerando um movimento menos natural e instintivo do que o feito por aqueles que não tinham sofrido lesões no joelho. ?É como andar no escuro. Você não faz tão rápido ou com tanta confiança?, ilustrou Jimmy Onate, pesquisador em saúde e reabilitação no Centro Médico Wexner. ?Esses indivíduos podem estar fazendo a mesma coisa. Não se movem com muita confiança e usam constantemente informações visuais do mundo ao redor, quando na verdade eles não precisam disso.?

Novos tratamentos


A dependência constante da visão para se mover pode causar complicações, principalmente em esportes complexos. Indivíduos que sofreram a lesão e tentam voltar à ativa têm de 30 a 40 vezes mais chance de lesionar pela segunda vez o ligamento, comparadas aos praticantes da mesma atividade que nunca feriram o joelho, alertam os pesquisadores. ?Um grande problema é que as pessoas voltam a jogar ou retornam as suas atividades habituais após uma concussão, mas não há uma boa medida para saber se o cérebro delas voltou ao normal. Estamos tentando desenvolver uma medida usando imagens cerebrais?, contou Grooms, em comunicado.

Para ajudar no tratamento, terapeutas têm usado óculos estroboscópicos, que incluem o aprendizado e compensações visual-motoras na reabilitação. As lentes causam uma sensação de descontinuidade nos movimentos observados, forçando o usuário a prestar atenção no que vê. ?A ideia dos óculos é distrair visualmente os pacientes a fim de que seu cérebro volte ao estado original?, disse Grooms. ?Isso permite que eles movam novamente o joelho com base no instinto natural, em vez de depender de pistas visuais.?

Outra linha de pesquisa é o uso de realidade virtual. Como um avatar, a tecnologia captura e registra o movimento de um paciente a fim de melhorar as habilidades de andar, correr e reduzir os riscos de lesões. ?Verificamos que é preciso muito pouco para alterar o sistema nervoso, e isso pode acontecer muito rapidamente. Nós sabemos como o cérebro muda com a lesão. Agora, a próxima fase é ver se podemos corrigi-lo com mais reação ou treinamento cognitivo?, adiantou Grooms.

Rotação protegida


Trata-se de uma das partes do joelho que mais sofrem lesões. Segundo a Sociedade Americana de Ortopedia, 150 mil lesões do ligamento cruzado anterior acontecem por ano nos Estados Unidos. Localizado no interior da articulação, o ligamento prende-se à tíbia e ao fêmur e protege o joelho durante movimentos de rotação. O método mais utilizado para tratar esse tipo de ferimento é a cirurgia, mas a estrutura não costuma cicatrizar de forma adequada, o que pode afetar o movimento do paciente.

 

Fonte: SAUDEPLENA

 

10/01/17

Artroscopia de joelho

 

A artroscopia de joelho é uma cirurgia para corrigir alguma alteração dentro dessa articulação, que também pode ser utilizada como meio de diagnóstico. Muitas vezes, a artroscopia no joelho serve para corrigir uma ruptura do menisco, uma estrutura importante do joelho, ou reparar ligamentos, como o LCA, que dão estabilidade ao joelho.

 

O preço de uma artroscopia de joelho para diagnóstico é de aproximadamente 200 reais e o preço da artroscopia cirúrgica de joelho é de aproximadamente 500 reais, dependendo da região.

 

Recuperação da artroscopia de joelho

 

A recuperação de uma artroscopia de joelho é relativamente rápida. No entanto, quando um indivíduo passa por uma cirurgia dessas, precisa de alguns meses defisioterapia para recuperar totalmente a força dos músculos da perna e a aumentar a capacidade de dobrar o joelho, que fica muito prejudicada com a cirurgia.

 

Algumas pessoas precisam tomar, durante 7 dias seguidos, anti-inflamatórios após a cirurgia e o tempo total de recuperação pode variar entre 4 a 6 meses, dependendo do tipo de atividade diária que a pessoa tenha.

 

Fonte: TUASAUDE

 

09/01/17

5 lesões mais comuns em corredores

 

Praticar atividade física é importante e já foi cientificamente comprovado que uma rotina em movimento reduz o risco de diagnósticos graves. O que nem todo mundo sabe é que o excesso de esportes de impacto podem causar lesões sérias. A corrida, por exemplo, é um das atividades mais praticadas por ser bastante acessível ao público. O fisioterapeuta Karllyson Freitas explica, porém, que a má técnica (má execução da biomecânica da corrida) e a sobrecarga de treinamento podem causar sérias lesões em atletas.

 

?A combinação perfeita para a prática saudável de exercícios físicos é treino de biomecânica da corrida, físico e nutrição. A evolução deve ser progressiva, com provas de 5km,10km, até que se chegue aos 42km. O não respeito a essas etapas, o atleta irá acelerar o risco do surgimento de lesões. Cada etapa deve ser respeitada, se o treino seria leve e você ultrapassa esse limite, você com certeza comprometerá seu próximo treino e atrapalhará sua evolução?, esclareceu o profissional.

 

PRINCIPAIS LESÕES EM CORREDORES

 

CANELITE ? É uma inflamação no osso da canela, conhecido por tíbia, nos tendões ou músculos que protegem essa região da perna. É bastante comum em atletas que sofrem desgaste físico por conta do excesso e volume de treino. A canelite merece bastante atenção e cuidado. Afinal, se não houver repouso e tratamento adequado ela pode se transformar em uma lesão mais séria como fratura por estresse

 

FASCITE PLANTAR ? Também bastante comum em corredores de longa distância, a fascite plantar é uma inflamação no tecido chamado fáscia plantar, na sola do pé. A dor mais frequente é no calcanhar, que liga o calcâneo aos dedos. A fascite é caracterizada pela forte dor durante os primeiros passos do dia, dificultando a caminhada

 

TENDINITE DO TENDÃO DE AQUILES ? Esse tendão conecta o músculo da panturrilha ao osso do calcanhar e configura o mais potente do corpo. A dor é localizada na parte de trás da perna e merece muita atenção para que a tendinite não fragilize o tendão e evite uma ruptura. A identificação da dor é feita a partir de teste de força para fazer os movimentos de flexão plantar

 

LESÃO DO TRATO ILIOTIBIAL ? A dor pode surgir no quadril e na também na lateral externa do joelho. Se tratada quando descoberta, a lesão desaparece e os treinos podem ser inseridos novamente na rotina. Para evitar machucar o trato iliotibial é necessário fortalecer o músculo do glúteo médio do quadril, que é responsável pela rotação externa e abdução da região

 

CONDROMALACIA PATELAR ? É o desgaste da cartilagem da patela e é bastante comum em corredores, tanto que seu nome popular é ?joelho de corredor?. Sabe­se que a lesão está relacionada à anatomia e fisiologia do atleta e, principalmente, à sobrecarga no joelho durante a atividade. Também pode ser resultado de uma lesão da cartilagem femoropatelar e traumatismo crônico por conta dos impactos e fricções entre a patela e o sulco patelar do fêmur.

 

Fonte: JC

 

04/01/17

 

Dor no quadril e nos joelhos pode ser 'ressaca da evolução', indica estudo

 

Cientistas da Universidade de Oxford dizem que uma "ressaca da evolução" poderia ajudar a explicar por que seres humanos sofrem tanto com dores nos ombros, nos quadris e no joelho.

 

Eles prevêem que, mantidas as tendências atuais, os humanos do futuro devem sofrer ainda mais com problemas do tipo.

 

O estudo analisou 300 espécimes de diferentes espécies da linha da evolução humana abrangendo 400 milhões de anos para observar como os ossos mudaram sutilmente através dos milênios.

 

Puderam, assim, acompanhar as alterações nos ossos conforme o homem foi evoluindo até conseguir ficar de pé sobre as duas pernas.

 

Outros pesquisadores já tinham notado particularidades da evolução na formação óssea das pessoas. Algumas pessoas tem uma coluna vertebral mais encurvada, mais semelhante à de nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, e que, por isso, são mais propensas a ter dores nas costas.

 

Paul Monk, que liderou a pesquisa do Departamento de Ortopedia, Reumatologia e Ciências Músculo-esqueléticas, quis saber por que tantos pacientes de sua clínica tinham problemas ortopédicos semelhantes.

 

"Nós vemos alguns problemas muito comuns na clínica. Dor nos ombros quando se levanta o braço para cima da cabeça, dor na frente dos joelhos, artrite no quadril e, em algumas pessoas mais novas, articulações com tendência a estalar", explicou.

 

"Nós ficávamos imaginando como nós pudemos chegar a esse arranjo bizarro de ossos e articulações que faz com que as pessoas vivam cheias de dores e com esses problemas."

 

"Aí percebemos que a chave estava no estudo da evolução."

 

A equipe analisou tomografias detalhadas de 300 espécimes pré-históricos guardados no Museu Natural de História em Londres, e no Smithsonian Institution, em Washington.

 

Reunindo os arquivos, eles conseguiram criar uma biblioteca de modelos 3D e conseguiram visualizar as formas de ossos separadamente ao longo de milhões de anos.

 

Conforme as espécies evoluíam - de quando andavam de quatro até poder se levantar e andar de forma ereta -, pesquisadores notaram mudanças como um aumento no colo do fêmur para suportar o peso extra.

 

E estudos mostram que, quanto mais grosso for o colo do fêmur, mais propensão a pessoa terá para desenvolver artrite.

 

Cientistas dizem que essa é uma possível razão para humanos estarem suscetíveis a tantas dores no quadril.

 

A equipe, então, usou seus dados para arriscar um palpite sobre a forma dos ossos humanos daqui a 4 mil anos.

 

No ombro, os cientistas descobriram que uma lacuna natural - onde os tendões e os vasos sanguíneos normalmente passam - ficou mais estreita ao longo do tempo.

Esse espaço menor, segundo os cientistas, faz com que seja mais difícil para os tendões se movimentarem e pode ser a explicação para por que tantas pessoas sentem dor quando levantam os braços para cima da cabeça.

 

Usando essas previsões, os pesquisadores sugerem que as próteses de articulações do futuro terão de ser redesenhadas para acomodar as formas dos ossos evoluídos.

 

Mas eles garantem que nem tudo é má notícia: a correta psicoterapia e exercícios para manter uma boa postura podem ajudar a acabar com algumas desvantagens do nosso "corpo evoluído".

 

Fonte: BBC

 

22/12/16

Lesão no joelho afeta o cérebro

 

Problemas no ligamento cruzado anterior alteram o processamento cerebral dos movimentos, indica estudo de universidade norte-americana. Testes com pacientes mostram que a condição pode comprometer as técnicas de reabilitação

 

Lesões no joelho  - comuns em esportes de alto impacto, como o futebol - costumam levar um longo tempo para curar-se. O paciente fica com o movimento comprometido e precisa ser submetido a sessões de fisioterapia para retomar o funcionamento normal da articulação. Uma das causas para a demora na recuperação é a complexidade da estrutura do joelho, além do uso constante dele. Porém, pesquisadores da Ohio State University, nos Estados Unidos, descobriram um novo fator que deve ser levado em conta no tratamento dessas lesões: elas causam mudanças na atividade cerebral.

O estudo foi publicado neste mês, na revista Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, por pesquisadores do Centro Médico Wexner, integrado à Ohio State. Eles demonstraram que partes do cérebro associadas ao movimento da perna estavam debilitadas em pacientes com lesões no ligamento cruzado anterior (LCA). Por meio de exames de imagem, a equipe detectou diferenças na atividade cerebral entre adultos saudáveis e em recuperação enquanto moviam o joelho.

 

?O cérebro muda fundamentalmente o modo como processa informações de um joelho lesionado?, disse Dustin Grooms, um dos pesquisadores que conduziram o estudo. ?Achamos que essas mudanças têm um papel fundamental no porquê de as pessoas em recuperação de ferimentos não confiarem inteiramente em seus joelhos e tenderem a movê-los de maneira diferente?, complementou.

Exames de varredura no cérebro mostraram que, ao se locomover, em vez de confiar no movimento ou na sua noção espacial, os voluntários lesionados apostavam mais na visão, gerando um movimento menos natural e instintivo do que o feito por aqueles que não tinham sofrido lesões no joelho. ?É como andar no escuro. Você não faz tão rápido ou com tanta confiança?, ilustrou Jimmy Onate, pesquisador em saúde e reabilitação no Centro Médico Wexner. ?Esses indivíduos podem estar fazendo a mesma coisa. Não se movem com muita confiança e usam constantemente informações visuais do mundo ao redor, quando na verdade eles não precisam disso.?

Novos tratamentos


A dependência constante da visão para se mover pode causar complicações, principalmente em esportes complexos. Indivíduos que sofreram a lesão e tentam voltar à ativa têm de 30 a 40 vezes mais chance de lesionar pela segunda vez o ligamento, comparadas aos praticantes da mesma atividade que nunca feriram o joelho, alertam os pesquisadores. ?Um grande problema é que as pessoas voltam a jogar ou retornam as suas atividades habituais após uma concussão, mas não há uma boa medida para saber se o cérebro delas voltou ao normal. Estamos tentando desenvolver uma medida usando imagens cerebrais?, contou Grooms, em comunicado.

Para ajudar no tratamento, terapeutas têm usado óculos estroboscópicos, que incluem o aprendizado e compensações visual-motoras na reabilitação. As lentes causam uma sensação de descontinuidade nos movimentos observados, forçando o usuário a prestar atenção no que vê. ?A ideia dos óculos é distrair visualmente os pacientes a fim de que seu cérebro volte ao estado original?, disse Grooms. ?Isso permite que eles movam novamente o joelho com base no instinto natural, em vez de depender de pistas visuais.?

Outra linha de pesquisa é o uso de realidade virtual. Como um avatar, a tecnologia captura e registra o movimento de um paciente a fim de melhorar as habilidades de andar, correr e reduzir os riscos de lesões. ?Verificamos que é preciso muito pouco para alterar o sistema nervoso, e isso pode acontecer muito rapidamente. Nós sabemos como o cérebro muda com a lesão. Agora, a próxima fase é ver se podemos corrigi-lo com mais reação ou treinamento cognitivo?, adiantou Grooms.

Rotação protegida


Trata-se de uma das partes do joelho que mais sofrem lesões. Segundo a Sociedade Americana de Ortopedia, 150 mil lesões do ligamento cruzado anterior acontecem por ano nos Estados Unidos. Localizado no interior da articulação, o ligamento prende-se à tíbia e ao fêmur e protege o joelho durante movimentos de rotação. O método mais utilizado para tratar esse tipo de ferimento é a cirurgia, mas a estrutura não costuma cicatrizar de forma adequada, o que pode afetar o movimento do paciente.

 

Fonte: SAUDEPLENA

 

20/12/16

 

Artroscopia: entenda o método pouco invasivo muito usado para tratar atletas

 

A medicina esportiva lida com a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de lesões sofridas durante a atividade atlética. O objetivo do tratamento é curar e reabilitar a lesão para que os pacientes possam retornar às suas atividades favoritas rapidamente. Mas devido ao uso frequente, desgaste e risco de quedas ou acidentes associados com as atividades esportivas, os atletas são muitas vezes suscetíveis a lesões ortopédicas (como fraturas, lesões musculares, tendinosas e ligamentares) e precisam se recuperar logo para retornar à sua prática. Aí a medicina entra com o desenvolvimento de técnicas modernas como a artroscopia.

 

Atividades distintas colocam áreas diferentes do corpo em maior risco de danos ou lesões, por isso é importante tomar as precauções necessárias para se proteger durante a prática de esportes. O tratamento para estas condições pode envolver cirurgia, imobilizações, fisioterapia e repouso. Dentre as cirurgias, a artroscopia pode entrar como método de diagnóstico ou de tratamento.

 

Tal como acontece com uma equipe de esportes, existem muitos médicos que trabalham juntos para ajudar o paciente a recuperar o máximo de uso do membro ferido ou articulação afetada. Os membros da equipe de saúde são tipicamente médico clínico, cirurgião ortopédico (que pratica a artroscopia), nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e o educador/preparador físico.

Os médicos que têm título de especialista do esporte têm treinamento especializado no diagnóstico, tratamento e prevenção de lesões esportivas e podem ajudar os atletas a retornar às suas atividades favoritas o mais rápido possível através dos tratamentos mais avançados e minimamente invasivos disponíveis. É aí que entra a artroscopia.

A artroscopia

Artroscopia é um procedimento minimamente invasivo que permite aos médicos diagnosticarem e tratarem lesões articulares e doenças através de pequenas incisões na pele. Muitas vezes é realizado para confirmar um diagnóstico feito após um exame físico e outros testes de imagem, como ressonância magnética, tomografia computadorizada ou raios-X. Durante um procedimento artroscópico, uma fina luz de fibra óptica, lente de aumento e câmera de televisão minúscula são inseridos na área do problema, permitindo que o médico examine a articulação em grande detalhe.

Para alguns pacientes é então possível tratar o problema utilizando esta abordagem ou com uma combinação de cirurgia artroscópica. Lesões esportivas são muitas vezes reparáveis com artroscopia. As lesões ligamentares no joelho são frequentemente reparadas desta maneira, pois os mesmos são intra-articulares.

 

Outras lesões potencialmente tratáveis incluem degenerações e lesões condrais de cartilagem ou ligamentos, revestimento das articulações inflamadas, síndrome do túnel do carpo, ruptura do manguito rotador e osso solto / corpo livre ou cartilagem. Existem também as cirurgias endoscópicas que pela mesma técnica ajudam de forma minimalista de tratar lesões e problemas que não são articulares.

Por ser minimamente invasiva, a artroscopia oferece muitos benefícios ao paciente em relação à cirurgia tradicional:

- Menos sangramento durante a cirurgia
- Menos cicatrizes
- Incisões menores
- Recuperação mais rápida e retorno às atividades regulares
- Reabilitação mais rápida e confortável

A artroscopia deve ser indicada individualmente para cada paciente. Seu médico irá discutir as opções de diagnóstico e tratamento que são melhores para você. Cada caso é um caso.

 

Fonte: EUATLETA

 

16/12/16

 

Menisco do joelho

 

O que é o menisco do joelho?

 

O menisco é uma estrutura fibrocartilaginea, de formato triangular, que se localiza no interior da articulação do joelho cobrindo a periferia dos pratos tibiais. A sua anatomia é especialmente adaptada para a função que desempenha: amortecer choques e transmitir cargas.

 

Meniscos

 

Os meniscos existem em diversos tipos de articulações. Especialmente nas de carga, ajudam a proteger a cartilagem articular do desgaste. Devido ao formato relativamente plano dos pratos tibiais e curvo dos côndilos femurais, os meniscos do joelho também contribuem para aumentar a congruência e estabilidade articular.

Menisco interno ou menisco medial

O menisco interno ou menisco medial é uma estrutura que se encontra bem fixa aos pratos tibiais. Por esse motivo, o corno posterior do menisco medial (ou interno) é o mais frequentemente lesado, especialmente em movimentos de rotação ou flexão forçada do joelho.

Menisco externo ou menisco lateral

O menisco externo ou menisco lateral, por seu lado, apresenta bastante mobilidade devido á inserção dos ligamentos menisco-femurais que retraem o corno posterior do menisco em caso de flexão, evitando assim a sua rotura.

Menisco discóide

O menisco discóide é uma variante anatómica do menisco. Este apresenta uma forma de disco cobrindo, por vezes, a totalidade do prato tibial. O menisco lateral discóide é o que surge mais frequentemente sendo por vezes diagnosticado logo na infância pois pode provocar sensação de ressalto ou bloqueio do joelho, obrigando o médico especialista de joelho a realizar uma artroscopia do joelho para o seu tratamento.

 

Rotura do menisco

 

A rotura do menisco ocorre muito frequentemente durante a prática desportiva, devido a entorses do joelho que originam movimentos de torção e consequente lesão meniscal. Como referido anteriormente a rotura do menisco medial é a mais frequente, pela menor mobilidade que esta estrutura apresenta quando comparado com o lateral.

 

Quer a rotura do menisco interno quer a do externo, podem assumir diversos padrões: radial, ?flap meniscal?, complexa, horizontal degenerativa, longitudinal ou mesmo ?menisco em asa de cesto?.


Todas estas formas de rotura meniscal têm a sua forma própria de tratamento.

 

Lesão meniscal

 

A lesão do menisco ou lesão meniscal no desportista origina redução da performance e, em determinados desportos como o futebol, a paragens mais ou menos prolongadas da sua prática. É de salientar, por isso, a importância do atempado diagnóstico e tratamento de todas as lesões meniscais.

Rotura, lesão de menisco - sintomas

 

Na rotura ou lesão do menisco, os sinais e sintomas principais são a presença de dor no joelho, geralmente localizada na interlinha articular, acompanhada de derrame de instalação progressiva por inflamação da sinovial adjacente ao menisco. Na lesão do menisco interno ou externo em asa de cesto, os sintomas são por vezes muito incapacitantes, originando défice de extensão passiva do joelho, o chamado bloqueio do joelho.

 

Saiba, de seguida, como tratar a rotura do menisco.

 

Menisco do joelho - tratamento

 

Na lesão ou rotura do menisco, o tratamento deve ser orientado no sentido da preservação do mesmo. A meniscetomia por cirurgia aberta foi abandonada há anos, por ser muito radical na resseção e originar invariavelmente artrose do joelho após alguns anos.

 

Nas roturas do menisco da criança, existe a possibilidade de ocorrer cicatrização espontânea pelo que habitualmente se coloca uma ortótese do joelho imobilizadora e se aguarda algum tempo para reavaliação.


O tratamento da rotura do menisco do joelho no adulto passa pela realização de uma artroscopia.

 

Cirurgia do menisco

 

A cirurgia do menisco faz-se com recurso a artroscopia, o que permite uma correta avaliação da lesão meniscal e decisão quanto à opção de tratamento a instituir.

 

A cirurgia do menisco pode ser feita através da remoção da zona danificada (meniscetomia) ou através da sua reparação (sutura meniscal). A operação ao menisco mais frequentemente efetuada é a meniscetomia parcial, pois ao contrário da meniscetomia total, esta permite preservar uma grande parte do menisco.

 

No entanto, quando se trata de uma lesão meniscal localizada na zona mais periférica do menisco, zona vermelha ou vascularizada - ?red tear?, existe potencial de cicatrização, pelo que geralmente optamos por efetuar a reparação ou sutura meniscal.

 

Meniscetomia vs sutura meniscal

As lesões da zona branca do menisco são tratadas por meniscetomia parcial. Esta é tecnicamente mais simples de efetuar e permite uma rápida recuperação. Em contrapartida, a sutura meniscal para o tratamento das lesões da zona vermelha é de mais difícil execução, obrigando depois a respeitar um tempo de cicatrização mais prolongado.

 

Em cirurgia do joelho, para tratamento de lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) e menisco simultaneamente, existe também toda a vantagem em fazer a reparação meniscal no mesmo tempo, pois as taxas de cicatrização meniscal são mais altas do que quando efetuada isoladamente (pela libertação intra-operatória de grandes quantidades de factores de crescimento).

Cirurgia do menisco - pós operatório

Os riscos de complicações no pós operatório da cirurgia do menisco são geralmente pequenos e pouco frequentes quando esta é efetuada por via artroscópica. No entanto, mesmo em cirurgia mini-invasiva, podem ocorrer casos de infeção, derrame ou trombose venosa profunda, em taxas muito baixas e minimizadas pelas medidas profiláticas habitualmente instituídas pelo seu médico ortopedista.

Cirurgia do menisco - recuperação

Na cirurgia do menisco a recuperação é habitualmente rápida. A meniscetomia parcial artroscópica pode ser efetuada em regime ambulatório e permite ao doente deambular imediatamente sem necessidade de apoios externos da marcha. A retoma desportiva ocorre geralmente às 3-4 semanas.

 

Quando na cirurgia do menisco é efetuada sutura meniscal, o tempo de recuperação alonga-se um pouco mais. Habitualmente é autorizado apoio parcial com 2 canadianas durante as primeiras 4 semanas. Durante este período aconselhamos a não fazer uma flexão do joelho operado, superior a 90º. Agachamentos devem ser evitados até aos 3 meses, data em que previsivelmente poderá voltar à prática desportiva.

Cirurgia do menisco - fisioterapia

A fisioterapia após a realização da artroscopia permite uma recuperação mais rápida e retoma da atividade desportiva habitualmente sem grandes limitações. Baseia-se em terapêuticas anti-inflamatórias na fase inicial, seguidas de reforço muscular e treino propriocetivo obrigatórios. A fase de atletização deverá incluir exercícios específicos para melhoria da performance adaptados a cada modalidade desportiva.

 

Cirurgia de menisco - preço

 

Na cirurgia de menisco, o preço da artroscopia pode variar de acordo com o tipo de intervenção efetuada, ou seja, se é realizada meniscetomia e esta é total ou parcial, se é realizada sutura meniscal, etc. O valor pode também variar se o doente possui algum acordo ou convenção e condições associadas.

 

Só o médico ortopedista poderá determinar quanto custa a operação, mediante uma análise minuciosa na consulta.

 

Fonte: SAUDEBEMESTAR

 

14/12/16

 

Falta de cálcio pode levar organismo a atacar reservas do esqueleto e causar fraturas

 

A preocupação com a saúde, o bem-estar e a aparência já levou milhões de brasileiros a mudarem radicalmente o seu modo de vida, incluindo na rotina uma alimentação mais saudável e exercícios físicos. Estão na mira dessas pessoas as dietas saudáveis, os exercícios aeróbicos, a musculação e as inúmeras variações sobre o mesmo tema. A ideia principal é fortalecer os músculos e o coração e, com isso, viver mais, melhor e de preferência sair cada vez mais mais bonito na foto. O que a maioria das pessoas esquece, porém, é que a saúde dos ossos é fundamental para alcançar esses objetivos.

Com base no crescimento demográfico, a International Osteoporosis Foundation (OIF) estima que, no Brasil, o número de fraturas por osteoporose ? doença que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e pelo aumento da fragilidade dos ossos ? seja multiplicado em mais de cinco vezes, saltando de 124 mil no Brasil para 639 mil ao ano até 2050. ?Até 25% dos fraturados morrem no primeiro ano em que sofreram a fratura. Além disso, de cada 100 pessoas que tiveram o fêmur fraturado, 25 vão enfrentar problemas como embolia, pneumonia e infecções decorrentes da própria fratura?, informa Bruno Muzzi Camargos, ginecologista e especialista em densitometria óssea e osteometabolismo. De acordo com ele, entre os que sobrevivem, 50% passam a depender de um cuidador de forma permanente e apenas 20% voltam às atividades normais.

Para evitar esse problema, o melhor caminho é a prevenção. O ortopedista Ildeu Almeida, presidente da regional mineira da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, explica que é importante fazer uma ?reserva óssea? desde a infância. ?A prática de esportes, aliada a uma vida saudável e à boa alimentação vão determinar a formação de um bom estoque ósseo?, explica. Aqueles que acreditam que não possuem essa ?poupança?, devem adotar uma dieta mais rica em cálcio e fazer exercícios físicos porque, do contrário, as perdas de massa óssea serão maiores, o que muito cedo pode levar à osteoporose.


Além dessa mudança de hábitos, o sol ocupa um papel fundamental na prevenção da doença. ?As pessoas só se lembram da saúde óssea quando começam a perdê-la. Mas a osteoporose é um mal geriátrico que tem prevenção pediátrica?, explica Camargos. Segundo o especialista, a criança que cresce em frente ao videogame, comendo fast-food e tomando refrigerante é uma forte candidata a sofrer de osteoporose depois da idade adulta. ?Exercício físico, cálcio e vitamina D são as coisas mais importantes para a manutenção da saúde óssea?, define. Para garantir o estoque de vitamina D no corpo por uma semana, basta tomar sol em cerca de um terço do corpo (as duas pernas ou os dois braços, por exemplo) por 20 minutos, sem protetor solar. No caso de contra-indicações, como risco de câncer de pele, é possível ingerir a vitamina em gotas.

Junto com o cálcio e os exercícios físicos, a vitamina D forma o tripé essencial para que se possa ter ossos saudáveis. ?Não adianta cálcio sem vitamina D. É um casamento. O cálcio é o ator principal e a vitamina D possibilita a entrada dele na corrente sanguínea?, explica Bruno Camargos. Com a vitamina D, o intestino aproveita melhor o cálcio ingerido por uma pessoa. Além de fortalecer os ossos, o cálcio também é responsável pelo bom funcionamento dos músculos, inclusive o coração e o diafragma, e até pelos impulsos nervosos do cérebro. Na falta dele, o organismo tira o cálcio das reservas que se encontram no esqueleto. ?O esqueleto é a nossa poupança de cálcio e a alimentação é a nossa conta corrente?, compara o médico.

A necessidade de ingestão diária de cálcio é de 1.000 miligramas ao dia, mas conseguir atingir a meta não é nada fácil. Um copo de leite contém 250 miligramas (mg) de cálcio, meio prato de couve 80 mg e uma fatia de queijo Minas do tamanho de uma caixa de fósforos 250 mg. Ou seja: não é simples suprir nas necessidades diárias desse elemento num só dia. Para facilitar a vida de quem precisa ingerir mais cálcio, a indústria de laticínios já lançou produtos fortificados como iogurtes, que concentram 500 mg de cálcio numa só porção. ?Nenhum preparador físico ou nutricionista recomenda uma dieta pobre em cálcio porque a falta dele dificulta a queima da gordura. O cálcio é importante para todas as funções bioquímicas do corpo?, resume.

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2008 e 2013 houve um aumento de quase 30% nas fraturas de fragilidade em idosos. Foram 67.664 em 2008 e 85.939 em 2013. Hoje, o Brasil possui cerca de 14,9 milhões de pessoas idosas, o equivalente a 7,4% do total da população. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de idosos no país deve atingir a marca de 58,4 milhões em 2060. Neste período, a expectativa de vida também deve aumentar dos atuais 75 anos para 81 anos.

Dependendo do grau de saúde do osso, é importante a avaliação médica especializada. ?De acordo com o grau de perda óssea, existem medicamentos de uso oral, nasal, venoso ou subcutâneo. As medicações avançaram muito. Antes o paciente tinha que tomar um comprimido diário, hoje pode ser um por semana, um por mês ou uma dose venosa anual?, diz. Na questão ortopédica, o avanço do tratamento das fraturas conta com instrumentais específicos para ossos frágeis, como é o caso da placa de ângulo fixo desenvolvida especificamente para ossos osteoporóticos. ?Trata-se de uma placa com parafuso, que envolve não só o osso, mas a própria placa?, explica Ildeu Almeida.

O que é
Importante mineral que o organismo precisa para realizar grande número de funções

Para que serve
- Formação e manutenção de ossos e dentes
- Coagulação do sangue
- Transmissão de impulsos nervosos
- Regulação do ritmo cardíaco

Como acontece a absorção pelo organismo
- Cerca de 99% do cálcio presente no corpo humano está armazenado nos ossos e dentes, enquanto apenas 1% circula pelo sangue e em outros tecidos. O organismo realiza suas funções vitais obtendo cálcio de duas maneiras: pela alimentação ou retirando-o dos ossos
- Diariamente, ocorre pequena perda de cálcio pela urina. É importante repor essa perda por meio da alimentação
- O cálcio presente em diversos alimentos é absorvido pela parede do intestino delgado
- Para que ocorra uma adequada absorção, é necessária a presença da vitamina D3, que só se faz presente no organismo com a exposição do indivíduo aos raios solares ou com a adoção de uma alimentação rica em fontes dessa vitamina

Os campeões
Amêndoas: 1/3 de xícara contém 50 miligramas
Melado escuro: 1 colher de sopa contém 137 miligramas
Alga hijiki seca: 1/4 de xícara contém 162 miligramas
Hummus (pasta árabe de grão de bico): 1/2 xícara contém 81 miligramas
Quinoa (cereal andino): 1 xícara contém 50 miligramas
Tahine (pasta de gergelim): 2 colheres de sopa contêm 128 miligramas
Tofu: 1/4 de xícara contém 430 miligramas
Alga wakame seca: 1/4 de xícara contém 104 miligramas

 

Fonte: SAUDEPLENA

 

12/12/16

 

Por que meu joelho estala? Esforço repetitivo pode ser uma das causas

 

Os estalidos no joelhos são muito comuns com os exercícios de perna que envolvem movimentos de flexão ou rotação. Os ossos do corpo são revestidos de cartilagem, que permitem mover suavemente uns contra os outros. Se você é fisicamente ativo e possui fatores predisponentes a uma lesão cartilaginosa, como desalinhamentos, patela alta, descoordenação motora ou treina com aumento abrupto de volume e intensidade, ao longo dos anos pode causar defeitos na cartilagem. E isso leva a um deslizamento irregular de seus ossos, o que cria este som.

Outro fator comum de estalidos no joelho é causado pela reação inflamatória crônica da membrana que o envolve, denominada sinóvia. Esta condição pode ser causada tanto por doenças reumatológicas, quanto por sobrecarga por esforço repetitivo por esportes praticados sem o devido preparo físico prévio, como, por exemplo, na corrida.


Quando devo me preocupar?


Apesar do estalo ser uma frequente causa de visitas ao ortopedista, na grande maioria das vezes trata-se de uma condição benigna e de fácil resolução com medidas como redução de carga e volume, e recursos antiinflamatórios, como medicação oral e fisioterapia.

No entanto, quando vem acompanhado de dor ou inchaço (popular água no joelho), está ligado a uma reação inflamatória mais severa, cuja consequência imediata é a perda da massa muscular da coxa anterior, que chamamos na medicina esportiva de inibição ?quadricipital?. Em geral, essa condição está ligada a mau prognóstico por perpetuar o ciclo de dor - atrofia muscular.

 

 

Doutor, meu joelho estala, o que devo fazer?

 


- Reduza a intensidade do treino imediatamente.
- Jamais treino sozinho. Se você começou um treino por conta própria, procure um treinador especializado na área.
- Mantenha-se em forma: o excesso de peso corporal exige uma maior dissipação de energia cinética pelo joelho, predispondo a sobrecarga articular. Procure o auxílio de um nutricionista.
- Faça uma consulta pré-participativa com um ortopedista esportivo para avaliação biomecânica, detecção e correção de fatores que possam predispor a sobrecarga no joelho.

 

Fonte: EUATLETA

 

07/12/16

 

Artroscopia: cirurgia é indicada para tratar lesões nas articulações

 

O que é?

A artroscopia é um procedimento cirúrgico que permite olhar para o interior de uma articulação em seu corpo usando um equipamento chamado "artroscópio". Este equipamento é uma haste do tamanho aproximado de um canudo com uma câmera na ponta. A artroscopia permite ao médico olhar diretamente para as estruturas de dentro da articulação, como os ligamentos (tecido resistente que liga um osso ao outro), a cartilagem (tecido liso que cobre as extremidades dos ossos nas articulações) e outras estruturas. Este procedimento pode ser usado tanto para diagnosticar, quanto para realizar o reparo de um problema articular. A artroscopia é mais comumente realizada no joelho e ombro. Também pode ser feita no quadril, tornozelo, cotovelo e punho.

Durante a artroscopia, o artroscópio é inserido na articulação por meio de um pequeno corte (incisão) na pele chamado de portal. O equipamento é munido de uma fonte de luz e uma câmara de vídeo em sua ponta. As imagens geradas da câmera são vistas em um monitor de vídeo. Os outros instrumentos cirúrgicos são inseridos na articulação por meio de novos portais. O procedimento é todo realizado com o cirurgião olhando para o monitor.

Ao contrário das cirurgias abertas, em que o médico precisa fazer um corte maior, a artroscopia geralmente é menos dolorosa e permite um tempo de recuperação mais rápido.

 

 

Indicações

A artroscopia é usada principalmente como método cirúrgico para reparar lesões intra-articulares. Dentre as indicações mais comuns estão os tratamentos: 

A artroscopia também, embora mais raramente, pode ser utilizada como método diagnóstico, uma vez que a articulação pode ser "explorada" por meio do uso do artroscópio na tentativa de se localizar uma lesão que não completamente elucidada ou que não foi diagnosticada após o exame físico e outros métodos diagnósticos como raios X, tomografia e ressonância magnética. 

 

Contraindicações

A artroscopia geralmente não será feita se:

 

- Houver infecção ou ferida na pele próxima da articulação a ser operada; Houver distúrbio de sangramento grave. No entanto, em alguns casos, a artroscopia pode ser feita utilizando medicamentos coagulantes.

 

Como se preparar

O médico deverá ser informado se:

O médico deverá saber de quaisquer preocupações acerca da necessidade do procedimento, dos seus riscos, de como será feito ou que resultados irá trazer. Exames pré-operatários serão realizados para a segurança do procedimento.

Se a artroscopia for no tornozelo, joelho ou quadril, o médico irá, provavelmente, recomendar o uso de muletas após o procedimento. Se for no ombro ou cotovelo, o uso de uma tipoia será receitado.

 

Qual médico realiza a cirurgia

A artroscopia é feita por um cirurgião ortopedista.

 

Como é feito

Será solicitada a remoção de qualquer joia e a necessidade de usar roupa hospitalar. Um sedativo deverá ser administrado pouco antes da artroscopia, para ajudar a relaxar o paciente. Os pelos da pele em torno da articulação a ser operada poderão ser raspados.

 

Um anestesista irá discutir a melhor abordagem anestésica para o procedimento. Mais frequentemente, a anestesia aplicada é a peridural ou raquidiana para o joelho e tornozelo ou a geral, para o ombro e quadril. Independentemente do tipo de anestesia, o paciente, geralmente, dorme durante o procedimento devido a administração de medicações sedativos na veia. A frequência cardíaca, pressão arterial e respiração serão monitoradas pelo anestesista durante todo o procedimento. 

 

Dependendo da articulação que será operada, um torniquete será usado para restringir temporariamente o fluxo sanguíneo, de forma que não haja sangramento atrapalhando a visualização de todas as estruturas. 

 

Durante a artroscopia uma solução de irrigação (geralmente soro fisiológico) será usada para expandir o espaço articular e fornecer uma visão melhor de todo o conjunto. Um baixo fluxo constante de solução é normalmente utilizado durante o procedimento para limpar todos os detritos ou sangue, para que o especialista possa avaliar a sua articulação.

 

Uma vez que o artroscópio é inserido, o médico será capaz de ver dentro da articulação por meio de um monitor de vídeo. A equipe cirúrgica poderá dobrar, estender e reposicionar a articulação para vê-la de diferentes ângulos. 


Outras pequenas incisões serão feitas e outros instrumentos serão inseridos dependendo do procedimento a ser realizado.

 

Duração do procedimento

A duração da artroscopia depende da articulação e do procedimento que é realizado. Pode demorar 15 minutos, como também pode levar mais de uma hora. 

 

Tempo de internação

A artroscopia pode ser feita ambulatorialmente, sem a necessidade de pernoitar no hospital, mas pode também pode necessitar de internação. Tudo depende da articulação que será operada, da anestesia que será usada e do procedimento que será realizado. 

 

Como é a recuperação do paciente

Após a artroscopia, podem ocorrer hematomas na pele ao redor da incisão. Isso é temporário e deve desaparecer dentro de duas semanas. O médico deverá saber sobre inchaços e possíveis sangramentos. 

 

Repouso da articulação pode ser necessário por alguns dias. Os pontos serão removidos entre sete e 14 dias. Gelo, elevação do órgão afetado e uma atadura de compressão podem ser usados para reduzir qualquer inchaço. Além disso, analgésicos serão prescritos para aliviar qualquer dor ou desconforto. Fisioterapia e exercícios serão recomendados dependendo do procedimento que foi realizado. O cirurgião deve informar o momento de retomar a atividade normal.

 

Complicações

As complicações após a artroscopia são infrequentes, porém sangramento dentro da articulação, rigidez, dor e infecção na articulação podem ocorrer, assim como a trombose venosa profunda, coágulos nas veias das pernas e coxas.

O médico deverá ser informado imediatamente se:

Gestantes podem fazer?

Não há contraindicação formal para a realização de artroscopia em gestantes, porém, normalmente, não existe urgência para o procedimento. Dessa forma, a cirurgia é postergada e realizada após a resolução da gravidez, na imensa maioria das vezes.

 

Regulamentação

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que constitui a referência básica para cobertura assistencial nos planos privados de assistência à saúde, adotou em 8 de janeiro de 2008 a resolução do artigo 10 da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, garantindo cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde privados para a artroscopia.

Além disso, o exame ou cirurgia de artroscopia também é um procedimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como conta na Tabela Unificada de Procedimentos, Medicamentos e Insumos Estratégicos do SUS referente ao grupo 4, disponível no site do Ministério da Saúde.

 

Fonte: MINHAVIDA

 

05/12/16

Sobrepeso o sedentarismo podem prejudicar os joelhos

 

Você nunca teve nenhum problema com o seu joelho mas de repente sente um incômodo, que chega a comprometer até mesmo o que antes parecia simples, como caminhar. Por ser bastante vulnerável, além do seu alto uso muitas vezes de maneira inadequada, o joelho é uma das áreas que mais sofrem lesões, e que podem afetar pessoas de qualquer idade.

 

De acordo com o ortopedista e especialista em joelho do Hospital Nossa Senhora das Graças, Doutor Elias Marcelo Batista da Silva, vários fatores podem desencadear este problema. O excesso de peso é um deles.

 

?Quanto mais você pesa, maior a pressão que você está colocando em seu joelho e mais impacto ele terá que absorver, por isso o ideal é sempre manter sempre o seu peso adequado para a sua altura?, destaca o médico.

 

Outro motivo que pode prejudicá-los é sedentarismo. ?Pode ocasionar fraqueza muscular, que pode proporcionar movimentos incorretos e diminuir a capacidade de absorção de impacto?, ressalta o ortopedista.

 

As dores nos joelhos também podem surgir como resultado do desgaste da articulação, ocasionadas por lesões esportivas. ?As lesões do ligamento cruzado anterior e dos meniscos são as mais frequentes?, destaca Dr. Elias. Por isso o ortopedista orienta: ?Pratique atividade física regular, sem exageros ou excessos, utilizando sempre calçados e vestimenta adequados?, indica.

 

Hábitos

 

O médico explica que movimentos de hiperflexão, como por exemplo, dobrar por completo o joelho, agachar e sentar sobre ele, usar escadas por períodos longos e repetidamente, assim como a atividade física sem a vestimenta adequada são algumas atitudes que podem prejudicá-los.

 

?Ouvir barulhos como estalos e crepitações, sentir dor, ou aumento de volume no local pode indicar algum problema?, enfatiza o médico.

O ortopedista destaca que movimentos de torção, associados com estalos, aumento de volume e dor são sintomas que ocorrem nas lesões ligamentares do joelho.

 

Dor após e ou durante atividade física, com limitação de movimento e bloqueio pode indicar lesão meniscal. Dor ao subir e ou descer escadas, ao ficar períodos longos sentados -como assistindo um filme no cinema, pode indicar lesões condrais no joelho, que são estruturas no joelho responsáveis de proteger os ossos e minimizar o atrito nos movimentos articulares.

 

Nos incômodos e nas dores frequentes deve-se sempre procurar a assistência médica de um ortopedista para uma avaliação e se necessário o tratamento ocorra o mais rápido possível.

 

Para aliviar a dor

 

A compressa de gelo pode ser empregada no alívio das dores do joelho.

 

?Deve-se fazer vinte minutos e esperar em média duas horas para retornar a temperatura natural do joelho para assim fazer uma nova compressa?, diz o ortopedista.

 

Diagnóstico e Tratamento

 

A avaliação clinica através de um correta anamnésia ? história do paciente que queixa-se de dor ou incômodo, e execução do exame físico adequado é responsável pela elaboração da maioria das hipóteses diagnósticas das lesões ao nível do joelho, que são confirmadas com exames complementares.

 

O raio x será o exame solicitado na maioria das hipóteses de fratura e ou degeneração articular como artrose. A ecografia ou ultrassonografia na hipótese de tendinites, bursites, lesões tendinosas e ou musculares. A ressonância nuclear magnética é o exame de escolha nas hipóteses de lesão ligamentar, meniscal e condrais (cartilaginosa).

 

Fonte: SRzd

 

01/12/16

 

Saúde dos meniscos ? Como evitar cirurgia

 

Os meniscos são duas estruturas cartilaginosas que ficam dentro do joelho, localizadas entre a tíbia e o fêmur. Têm formato triangular, superfície lisa e funcionam como um uma espécie de ?amortecedor?, evitando que o fêmur ?escorregue? para fora do joelho.

 

Além disso, absorver impactos, contribuir para estabilidade articular dos joelhos, auxiliar na lubrificação, proteger a cartilagem e melhorar o movimento são algumas das importantes funções dos meniscos.

 

Cada joelho possui dois meniscos, (medial e lateral) divididos em três partes: corno anterior, corpo e corno posterior. São resistentes e elásticos justamente para ajudar no amortecimento da articulação e mantê-la estável.

 

 

Por que dói?

 

Os meniscos não inflamam. Lesionados, eles ficam soltos dentro da articulação, batendo no osso ou nos músculo, o que causa forte dor. Os sintomas de lesão na região são: dor no joelho, edema, sensação de falseio, dificuldades para apoiar o pé no chão, limitação para flexo-extensão e, nas lesões mais graves, bloqueio da articulação e impedimento de se movimentar.

 

Tipos de lesão

 

O mecanismo de lesão mais comum nos meniscos se dá por meio de trauma indireto, entorse do joelho (sem contato direto), ou por traumatismo direto. O menisco também pode sofrer ao longo do tempo por sobrecarga, instabilidades não tratadas, artrose ou por outro processo degenerativo e romper-se sem causa aparente.

 

Cada caso deve ser analisado individualmente, pois existem lesões estáveis e instáveis. O ideal é o paciente ter sempre em mãos além da radiografia, a ressonância nuclear magnética e o mais importante: pedir para a clínica de radiologia gravar o exame em um CD, pois nesse assim o médico pode avaliar com muito mais precisão se a lesão necessita ou não de tratamento cirúrgico.

 

Tratamento


A fisioterapia é sempre a primeira opção na hora de escolher um tratamento para lesão nos meniscos, mas não pode tratar diretamente os meniscos, já que doem; e sim os sintomas, que causam a dor (pode não resolver totalmente o problema). Apenas após a melhora da dor, estabilizar o joelho é fundamental. Esse tratamento será focado na região do joelho e no fortalecimento de quadril e coxas, além de corrigir a mecânica do movimento.

 

Para quem sofre com o problema, mudar o tipo de movimento é fundamental. O ideal é que o corredor aprenda a usar mais os músculos do quadril (o quadríceps), pois ajudam a estabilizar o corpo durante as passadas. Segundo especialistas, se após 10 sessões de fisioterapia (em média) não houver melhora na dor e da lesão nos meniscos, recomenda-se a operação.

 

Fonte: ATIVO

 

30/11/16

Congresso de Ortopedia e Traumatologia 

 

O ortopedista Otávio Melo esteve presente na 48º edição do Congresso de Ortopedia e Traumatologia, que aconteceu no Expominas, na última semana, ao lado do presidente da Joint Rep Brasil, JerettCreed. Eles conversaram com a equipe do jornalista Paulo Navarro e o Jornal O Tempo. Confira!

 

OTempo.com

28/11/16

O que é artrose do joelho, quais as causas e tratamento

 

O que é artrose do joelho?

 

Artrose é uma doença degenerativa das articulações na qual as cartilagens que revestem a extremidade das junções dos ossos são corroídas parcial ou totalmente ao longo do tempo. Essa corrosão, se muito extensa ou total, permite um contato direto entre os ossos, gerando os sintomaspróprios da enfermidade.

 

Como o joelho é uma das principais articulações do corpo e a que habitualmente suporta maiores cargas (as outras são a coluna vertebral e os quadris), a artrose é uma condição muito comum nessa articulação.

 

Quais são as causas da artrose do joelho?

 

A artrose do joelho é causada por um desgaste progressivo das cartilagens que recobrem as extremidades dos ossos que se articulam nessa articulação, motivada pelo uso contínuo da mesma. Muitos fatores estão relacionados com o aparecimento da artrose do joelho. Entre eles o envelhecimento, o excesso de peso ou exercício excessivo da articulação, exercícios que exijam impactos repetitivos (como saltos, por exemplo), anomalia de eixo dos membros inferiores, doenças inflamatórias da articulação, sequelas de fraturas, lesões crônicas de meniscos e/ou ligamentos, história familiar e tabagismo.

 

Também interferem fatores como obesidade, fatores genéticos e desequilíbrios hormonais. Quando a artrose não é causada por uma patologia outra, é dita artrose primária. Quando há outra causa identificável, diz-se que é secundária.

 

Qual é o mecanismo fisiológico da artrose do joelho?

 

As cartilagens do joelho suportam uma grande tensão mecânica, oriunda do peso do próprio corpo e dos pesos que a ele são acrescentados. Além disso, o joelho está em constante movimento, durante toda a vida. Por esses motivos, suas cartilagens quase inevitavelmente sofrem um desgaste progressivo.

 

Se a cartilagem articular se desgasta num ritmo que excede o de reposição ou se há alguma doença que afeta o tecido cartilaginoso, a cartilagem será corroída. Enfraquecida, a cartilagem pode se romper em pedaços e fragmentos dela podem flutuar no espaço intra-articular.

 

Com o desgaste da cartilagem, o tecido ósseo fica sujeito ao mesmo desgaste, mas não tem a mesma capacidade regenerativa que ela, sendo destruído com o tempo. Desde que a cartilagem normal seja bem lubrificada com líquido sinovial, normalmente não há ruído na articulação. No entanto, com a ocorrência da artrose a suavidade dos movimentos deixa de existir e o movimento é dificultado, dando origem a um som áspero.

 

A artrose do joelho desenvolve-se com maior frequência em pessoas que executam trabalho físico pesado ou naquelas que exigem muito de suas articulações, como os atletas, por exemplo. A artrosetambém pode acontecer com mais probabilidade em pessoas que trabalham agachadas ou ajoelhadas. O desgaste das cartilagens diminui o espaço entre os ossos que se articulam e quando é completo pode mesmo permitir um contado direto entre eles.

 

Quais são as principais características clínicas da artrose do joelho?

 

As mulheres têm cerca do dobro de propensão em relação aos homens de sofrerem artrose do joelho e mulheres negras têm o dobro de propensão em comparação às mulheres brancas. Existem diferenças raciais tanto para a prevalência da artrose quanto para os tipos de articulações acometidas, mas ignora-se se essas diferenças são de natureza genética ou devido ao uso das juntas conforme o estilo de vida de cada grupo étnico.

 

A dor no joelho, de caráter progressivo, costuma ser o primeiro sintoma da artrose. Em geral, ela se acentua com a atividade física e o excesso de peso. No início, o repouso alivia os sintomas; depois, já não mais. Um segundo sintoma é a inchação do joelho, se houver um processo inflamatório da membrana sinovial. Esse edema cria pressão sobre a membrana sinovial e acentua as dores. Outro sintoma marcante é a perda progressiva do movimento.

 

Nas artroses avançadas, a deformidade do membro inferior em posição varo ou valgo é outro sintoma. Estes sintomas podem vir a impedir o doente de andar normalmente. A artrose fêmuro-patelar isolada é mais rara e acompanha-se de dores que incapacitam a subida e descida de escadas.

 

Como o médico diagnostica a artrose do joelho?

 

Não há um exame específico que comprove a presença de artrose. Os exames de laboratório que o médico em geral solicita visam afastar a possibilidade de outros tipos de doença articular. As radiografias simples permanecem sendo os melhores exames para diagnosticar e classificar as artroses. As radiografias permitem visualizar a diminuição do espaço entre os ossos e uma artrosefêmuro-tibial interna ou externa ou fêmuro-patelar.

 

Exames como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a ultrassonografia auxiliam no diagnóstico diferencial de lesões por outras doenças reumáticas, mas pouco informam sobre a artrose.

 

Como o médico trata a artrose do joelho?

 

O tratamento da artrose do joelho deve visar três objetivos: (1) aliviar a dor, o inchaço e a rigidez articular, (2) impedir ou delongar a piora da doença e (3) corrigir as deformidades que tiverem se instalado.

 

O alívio dos sintomas pode ser conseguido com analgésicos, anti-inflamatórios e fisioterapia. Atualmente, existem também medicamentos que contribuem para impedir a piora do desgaste das cartilagens. A infiltração da cavidade articular com um líquido desenvolvido em laboratório protege a cartilagem e melhora a dor e a mobilidade articular.

 

A rigidez articular total pode ser um sintoma mais tardio. Nos casos em que há dores incapacitantes, quando já há desgaste total da cartilagem ou quando já existe uma deformidade com desvio do joelho (?perna torta?), o tratamento pode ter de ser feito com cirurgia. Em alguns casos, a cartilagemdeteriorada do joelho tem de ser substituída por uma prótese total. A utilização de bengalas pode se tornar indispensável.

 

Como evolui a artrose do joelho?

 

A incidência da artrose aumenta com a idade. A maioria das pessoas acima dos 65 anos tem algum sinal de artrose. Mais de 80% das pessoas acima dos 75 anos são nitidamente acometidos pela artrose.

 

Como prevenir a artrose do joelho?

 

A artrose pode ser prevenida por meio de um controle adequado do peso, mudança frequente de postura, evitando aquelas que sobrecarregam as articulações e a prática de exercícios suaves tais como caminhar, nadar, pedalar e fazer ginástica a um ritmo moderado também contribuem para a prevenção.

 

Fonte: ONORTAO

 

23/11/16

 

Musculação pode lesionar o joelho? Ortopedista tira as dúvidas e explica

 

Hoje em dia é cada vez maior o número de adeptos às salas de musculação. Muitos procuram a academia de ginástica apenas para seu bem estar, outros para se preparar para os esportes ou por seguir orientações médicas. As máquinas utilizadas e as modalidades de treinamento têm sido alteradas no decorrer dos anos, mas nem sempre essas alterações são acompanhadas por estudos biomecânicos.

 

O que se tem visto cada vez mais em consultórios de medicina esportiva é que muitas pessoas que ingressam em academias, pricipalmente aquelas que começam a treinar sem orientação de um profissional de educação física, acabam desenvolvendo lesões por sobrecarga no joelho. Muitas vezes graves.

 

Mas porque uma pessoa que estava sadia e iniciou um treinamento desenvolveu lesão? Seria culpa das máquinas? Seria do excesso de treinamento? Conforme já descrevi em outros artigos, algumas pessoas tem uma tendência a desenvolver lesões por esforço repetitivo e isso está ligado a diversos fatores.

 

Entre eles, ao eixo dos membros ou seja se as pernas sao tortas, angulação dos ossos do quadril, do joelho e pisadas muito pronadas ou supinadas. Isso, somado a um mal funcionamento muscular, pode acarretar numa sobrecarga muito grande sobre a cartilagem, tendões e a cápsula articular. Passando os limites fisiológicos pode levar a  lesões irreversíveis.

 

Outro fator muito importante a ser levado em conta é a angulaçao em que o joelho é submetido durante o treino. Sabe-se que algumas máquinas de cadeia cinética fechada, nas quais trabalham-se o joelho, tornozelo e quadril ao mesmo tempo, como o leg-press, por exemplo, quando praticado em uma em angulaçao acima de 60° gera um vetor de reacão articular muito grande. Isso gera uma hiperpressão na cartilagem, podendo ocorrer lesão.

 

Já nas máquinas de cadeia cinética aberta, onde apenas o joelho trabalha durante a contração, como a cadeira extensora, esta hiperpressão ocorre quando o joelho está muito próximo de ficar completamente. Justamente esta máquina é a mais utilizada para que se realize isometeria (contraçao muscular mantendo o joelho esticado) para as pessoas que já possuem algum tipo de lesão.

 

Quando realizada em doenças como a condromalácia e tendinite patelar, a doença do aluno pode, sim, piorar. Mas como prevenir uma lesao na musculação? Para que uma pessoa que já pratica esporte, como a corrida de rua, por exemplo, e procura a academia para treinamento funcional ou para a pessoa que busca ganho de qualidade de vida, a prevenção de lesões inclui três passos:

 

1 - Realizar um check up esportivo incluindo avaliaçåo do aparelho locomotor, realizado por um traumatologista do esporte ou por um fisioterapeuta esportivo.

2 - criar um canal de comunicação entre equipe de saúde e o profissional de educação física.

3 - Dar ênfase para a responsabilidade do aluno ao se praticar musculação, não exagerando no volume e na intensidade do treino, respeitando-se as orientações dos profissionais envolvidos.

 

Fonte: EUATLETA

 

22/11/16

 

As lesões mais comuns na natação: veja como prevenir, identificar e tratar

 

A natação é um esporte fantástico que combina toda a força, flexibilidade e resistência do corpo. Os nadadores são infelizmente propensos a lesões de uso excessivo que afetam o ombro, pescoço, parte inferior das costas e joelhos.Você sabia que o nadador mediano executa de 1 a 2 milhões de braçadas anualmente com cada braço? Não é de se admirar que a partir de uma perspectiva ortopédica, as condições de uso excessivo predominam como o tipo de lesões que os nadadores encontrarão. Além disso, uma técnica incorreta também pode predispor o nadador a lesões em potencial.

O nado livre ou crawl, se mecanicamente for feito erroneamente, pode implicar no desenvolvimento de problemas de ombro. Da mesma forma, o braço no borboleta e o nado de costas pode causar síndromes de estresse no cotovelo e com o seu pontapé especializado no nado de peito, lesões no joelho podem ocorrer. Cerca de 90% das queixas por nadadores estão relacionados a problemas de ombro. O "ombro do nadador" é a lesão mais comum vista pelo médico do esporte.

 

Confira as características: 


- Inflamação do tendão do supraespinal e do bíceps dentro do espaço subacromial, levando a uma síndrome do impacto do ombro.

- O início dos sintomas é frequentemente associado com postura alterada, aumento da mobilidade articular glenoumeral (ombro), controle neuromuscular ou desempenho muscular deficitário.

- Erros de treinamento como overtraining, sobrecarga ou técnica deficiente também podem contribuir para esta condição.

Muitos nadadores têm laxidade (frouxidão) ligamentar inerente, e muitas vezes cursam com instabilidade multidirecional no ombro. No entanto, todos os nadadores desenvolvem desequilíbrios musculares onde os adutores e rotadores internos do braço se desenvolvem mais (devido à natureza da natação). Infelizmente, isso deixa uma fraqueza relativa dos rotadores externos e dos estabilizadores escapulares, simplesmente porque eles não são tão ativados quanto os opositores. Consequentemente, este excesso de desequilíbrio muscular e/ou má técnica resulta numa laxidade da cápsula anterior. Tudo isso culmina e permite que a cabeça do úmero se mova para frente e para cima, comprometendo o espaço subacromial (onde os tendões do supraespinhal e do bíceps passam) causando uma irritação/impacto no ombro do nadador.

Outras lesões comuns de natação:

- Joelho - são quase exclusivamente para os nadadores de peito:
Síndrome do estresse colateral medial, Síndrome Patelofemoral, Síndrome da plica sinovial medial.

Você sabia? Uma pesquisa com 36 nadadores competitivos descobriu que 86% deles relataram pelo menos um episódio de dor no joelho!

- Pé e Tornozelo
Tendinite dos tendões extensores

- Cotovelo:
Síndromes de estresse
Epicondilite lateral

- Pulso e mão:
Tenossinovite de de Quervain
Síndrome do desfiladeiro torácico

- Coluna:
Espondilólise
Espondilolistese
Cisfose de Scheuermann
Doença Degenerativa do Disco

O que causa lesões de natação?

- Sobrecarga no treinamento
- Má técnica
- Aumento repentino da carga de trabalho (não graduado)

Existem vários fatores que podem predispor um nadador a desenvolver uma lesão. O médico deve identificar e corrigi-los para reduzir o risco de desenvolver uma lesão. Alguns dos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de uma lesão incluem:

- Reabilitação deficiente após uma lesão anterior
- Rigidez articular ou inchaço
- contratura muscular
- Anomalias ósseas
- Fraqueza muscular
- Má controle motor e planejamento motor
- A amplitude articular inadequada
- Períodos de recuperação inadequados de treino e competição
- Pobre aquecimento e alongamento
- Má estabilidade do CORE
- Pobre propriocepção ou equilíbrio

Prevenção de lesões na natação

 

Pais e treinadores devem acompanhar as crianças para evitar lesões (Foto: Getty Images)

Evidências sugerem que a gestão de lesões deve concentrar-se na prevenção e tratamento precoce, abordando as deficiências associadas à condição e analisando métodos de treinamento e mecânica das braçadas (Tovin, 2006.)

Uma grande parte da gestão de uma lesão envolve a comunicação entre pais, treinadores e seu médico não só para melhorar a recuperação, mas evitar lesões. Isso se chama: treinamento do gesto esportivo.

Tratamento de lesões na natação

O mais importante é encontrar a causa lesão e modificar a técnica da braçada, corrigindo-a para evitar a ocorrência de recorrências. As modalidades de tratamento mais comuns incluem:

- Adote uma boa técnica de braçadas
- Misture! Evite o overtraining (sobrecarga de treinos), mudando os estilos
- Fortaleça o CORE, reforce o manguito rotador e faça exercícios de fortalecimento pré, pós e durante a temporada de natação.
- Massageie a musculatura
- Fisioterapia analgésica e motora
- Mobilizações e manipulações.
- Descanso, gelo, compressão,eElevação (PRICE)
- Acupuntura / agulhamento seco.

Fonte: EUATLETA

 

19/11/16

 

O Uso do Hidrogel no Tratamento de Lesões de Cartilagem

 

 

 

?É um produto que todos os ortopedistas sonham: pronto para ser usado a qualquer momento,muito simples de se preparar e altamente eficaz até mesmo para osteoartrite avançada"diz o Dr. Gennaro Pipino, professor de cirurgia ortopédica da Universidade de Lugano (Suíça) e Chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Villa Regina, Bolonha (Itália) que conduziu um estudo com 60 pacientes para avaliar a eficácia do tratamento de microfratura combinado com hidrogel para a reparação de lesões da cartilagem e redução dos sintomas clínicos dos pacientes.

 

 

O grupo de controle foi tratado somente com a microfratura, que é um dos métodos atualmento utilizados para o tratamento na reparação de cartilagem. O estudo foi realizado em pacientes com lesões na cartilagem de grau III-IV nas articulações do joelho. No grupo de teste foi realizada a aplicação do hidrogel através de um procedimento de artroscopia após a estimulação da medula por microfratura.

 

Os pacientes receberam alta no mesmo dia e foram autorizados a realizar extensões isométricas, assim como deambulação com carga auxiliada de muleta contralateral durante os primeiros cinco dias. Em seguida, os pacientes começaram o tratamento com fisioterapia (extensões de perna, natação e bicicleta estacionária). Os resultados clínicos de 6 meses mostraram que o grupo tratado com hidrogel associado a microfratura teve uma redução significativa dos sintomas clínicos, atingindo significância estatística em todas as categorias em relação ao grupo de controle com tratamento de microfratura.

 

Do ponto de vista científico, estes resultados clínicos sugerem que o hidrogel proporciona um ambiente muito fértil para condrogênese. Acredita-se que os lipócitos, as plaquetas e os fatores de crescimento migram pelo hidrogel para melhorar a diferenciação de células-tronco liberadas durante o procedimento de microfraturas.

 

 

 

Resultados publicados recentemente sobre um ensaio clínico europeu revelaram que o hidrogel é capaz de restaurar a cartilagem perdida e reduzir substancialmente a dor nas articulações em até 91% dos pacientes 12 meses após sua aplicação, através de um procedimento minimamente invasivo.

 

O tratamento produziu resultados favoráveis em ensaios clínicos com pacientes com idade entre 18 a 75 anos na Europa que sofrem de osteoartrite moderada-severa, reduzindo substancialmente o tempo de reabilitação destes pacientes de 8 semanas para até 2 semanas.

 

 

Desenvolvido no Canadá, o hidrogel teve seu pré-lançamento no Brasil durante o 48o Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, que ocorreu em Belo Horizonte entre os dias 17 e 19 de Novembro de 2.016. O produto está aguardando a aprovação da ANVISA, e estará disponível em nosso serviço assim que liberado pela autoridade sanitária brasileira.

 

 

Referências : 

http://stm.sciencemag.org/content/5/167/167ra6.full.pdf

http://www.prnewswire.com/news-releases/jointrep-a-ce-mark-injectable-cartilage-void-filler-defect-repair-for-osteoarthritis-or-trauma-injuries-will-launch-in-europe-at-the-51st-national-congress-scim-on-october-3rd-2013-in-rimini-italy-224245211.html

http://oligomedic.com/

Reconstruction of extensive cartilage damage of the knee  joint applying the microfracture technique combined with filling the damage using ?Joint Rep? implant, carbon pins technique and concurrent deformation osteotomy. Piotr Jancewicz, Krzysztof Hermanowicz, Konstanty Kuma. AITOG  - ottobre/novembre 2015 

 

 

 

 

18/11/16

Previna-se da lesão do menisco seguindo essas dicas

 

A lesão do menisco é uma das mais comuns nos joelhos, principalmente em quem os exige tanto, como os corredores. Webrun conversou com dois especialistas para esclarecer como ela ocorre e quais cuidados você pode tomar para manter seus joelhos saudáveis.

 

Para começar é preciso entender a função do menisco. O professor da Faculdade Santa Marcelina (FASM), ortopedista e especialista em coluna vertebral, Dr. Luiz Claudio Lacerda, explica que o menisco é uma estrutura fibrocartilaginosa com formato em ?C?, que cobre mais da metade da superfície articular do joelho. Eles são responsáveis por dar estabilidade e amortecer o impacto.

 

Causa

 

A maior incidência de lesões no menisco é decorrente de traumas sofridos durante a realização de atividades físicas e, por isso, não há uma faixa etária específica com mais tendência a sofrer o problema.

 

As principais causas são: excesso de impacto ? causado pela sobrecarga de treinos, uso de um tênis sem o sistema de amortecimento correto, falta de força na musculatura, uma torção repentina (quando o pé fica fixo e no mesmo lugar e o joelho torce) ou até mesmo um movimento em falso.

 

Para a fisioterapeuta Kamyla Costa, esse tipo de lesão também está bastante relacionada a falta de preparo físico. ?Apesar do menisco ser uma estrutura com capacidade de suportar altas cargas, sua resistência pode ser prejudicada em um atleta que não mantém um bom condicionamento físico global?.

 

Sintomas

 

Os primeiros sintomas da lesão no menisco são: dor, inchaço ou rigidez no local, dificuldades para dobrar ou manter a perna em posição reta, ter a sensação de ?joelho travado? ou fraqueza. Em alguns casos é sentida até uma leve atrofia da musculatura da coxa.

 

Para se ter certeza do diagnóstico é preciso consultar um especialista e realizar um exame raio-x ou uma ressonância magnética, a ser definido pelo médico.

 

Prevenção

 

De acordo com o ortopedista, apesar do grande avanço na medicina do esporte, as lesões do menisco ainda são um grande desafio. A retirada parcial dessa cartilagem é uma cirurgia que tende a acelerar o processo degenerativo dos joelhos e, por isso, é tão importante ficar atento.

 

Nem todas as causas dessa lesão são evitáveis. Entretanto, a maioria só depende de do corredor, como: ter a orientação de um profissional para elaborar uma planilha de treino que mais se adapte a você, ter um tênis bom que seja capaz de amortecer o impacto, fazer exercícios de fortalecimento da musculatura, corrigir sua postura na hora da corrida e dar ao seu corpo um de descanso de vez em quando.

 

A fisioterapeuta acredita que a principal medida preventiva para manter o joelho saudável são treinamentos periódicos de força muscular, potência, resistência, equilíbrio e alongamentos.

 

Tratamento

 

Após a lesão ser diagnosticada, o médico decide se o tratamento será conservador ou cirúrgico, de acordo com a gravidade da ruptura. ?Na maioria dos casos de lesões de meniscos em atletas de corrida, por tratar-se de lesões crônicas, o tratamento é conservador. O médico receita anti-inflamatórios específicos para diminuição da inflamação e alívio da dor. Outro procedimento muito utilizado por médicos do esporte é a infiltração (viscossuplementação) de ácido hialurônico, que contribui para lubrificação da articulação?, explica Kamyla.

 

A fisioterapia é também ferramenta fundamental no tratamento da lesão do menisco. Segundo a especialista, na fase inicial são utilizados recursos de eletroterapia e terapias manuais para reduzir os sintomas de edema e dor. Com a melhora do quadro, inicia-se o fortalecimento muscular e aumento gradual da intensidade e cargas, melhora na amplitude de movimento e estabilização da articulação. Por fim, é feito um treinamento específico para o retorno seguro às atividades esportivas.

 

A cirurgia de menisco (meniscectomia) é uma das últimas opções: só ocorre quando as alterações degenerativas da articulação do joelho afetado já estão bem avançadas. Portanto, se você não quer arriscar, previna-se!

 

Fonte: WEBRUN

 

16/11/16

O que causa inchaço ou a famosa água no joelho?

 

Você volta do treino de corrida e nota que o joelho está um pouco mais duro, com um certo desconforto para dobrar e que seu volume aumentou consideravelmente. Logo pensa: será que exagerei no treino? Será que me lesionei? O inchaço do joelho - ou tumefação -, conhecido no meio médico como ?derrame articular? e popularmente como "água no joelho? é uma situação relativamente frequente nos esportes e desencadeada nem sempre por apenas uma, mas muitas causas associadas.

Normalmente o inchaço depende diretamente da presença dentro da cavidade articular de uma coleção líquida, que pode ser de líquido sinovial, sangue ou pus. O seu aparecimento pode acontecer de modo muito rápido (uma a duas horas após a prática esportiva), rápido (até seis horas) ou lento (dois ou mais dias). Dependendo de uma quantidade menor ou maior da colecção líquida intra-articular, o joelho apresenta a tumefação com menor ou maior tensão, condicionando-o, por isso, a uma perda menor ou maior da mobilidade.

Habitualmente o aumento da tensão intra-articular associa-se ao aparecimento de desconforto ou mesmo dor, que em situações extremas é bastante insuportável.

 

Mas quais seriam as causas desta condição? Abaixo vou listar as 10 principais causas. Confira:

1. Inchaço após entorse:
Uma contusão direta ou entorse do joelho durante o esporte tensiona e pode romper estruturas internas do joelho como ligamentos, tendões, bursas, menisco ou cartilagem articular. Uma vez lesionadas, pode haver sangramento. Por isso chamamos também de ?hemartrose". Estatisticamente, sabe-se que um inchaço repentino após o entrose do joelho está ligado a 75-85% de chance de uma ruptura do ligamento cruzado anterior. Por isso a investigação da lesão com manobras deve ser realizada imediatamente.

2. Artrose do joelho:
Esta é a principal causa de inchaço crônico com períodos de melhora ou piora. A degeneração da cartilagem da articulação do joelho pode resultar em uma superprodução de fluido articular, fazendo com que o joelho volte a inchar. Um joelho inchado devido à artrose do joelho é tipicamente acompanhado por dor. Classicamente, o indivíduo percebe agravos de sintomas logo após o treino e percebe alívio pelo uso de anti-inflamatórios e gelo.

3. Bursite:
Em todo o corpo, as bursas são ?bolsinhas cheias de líquido que reduzem o atrito entre músculos, tendões e pele. Uma bursa inflamada do joelho pode encher-se com excesso de fluido, causando inchaço ou água fora do joelho. As bursas mais afetadas no joelho são a pré-patelar, com aumento do volume logo acima da patela e da ?pata de ganso?, abaixo e na região interna do joelho.

4. Gota:
O quadro clássico é o inchaço do joelho e pode ocorrer rapidamente e ser acompanhado por dor, vermelhidão e calor. É causada por um acúmulo de cristais de ácido úrico microscópico na articulação. Isso define um ataque de gota. Homens são mais propensos a esta condição, especialmente dias após a ingestão de álcool, frutos do mar e carnes vermelha.

5. Pseudo-gota:
Menos comum, mas semelhante à gota, pseudo-gota é um acúmulo de cristais de pirofosfato de cálcio em uma articulação. O acúmulo de cristais normalmente causa dor súbita e intensa e inchaço. Ocorre mais frequentemente no joelho.

6. Artrite reumatoide:
É uma doença autoimune na qual o organismo fabrica anticorpos contra o tecido sinovial que reveste a articulação. Pode causar, além do inchaço, rigidez, dor, sensibilidade e vermelhidão. Os sintomas ocorrem frequentemente em ambos os lados do corpo. Embora os joelhos possam apresentar sintomas, as mãos, punhos e pés são mais frequentemente afetados por esta doença.

7. Cisto de Baker:
Trata-se de uma bolsa localizada na região posterior do joelho. Pode não ter outros sintomas ou pode ser acompanhado de dor e rigidez. Quase sempre está associado a outras lesões como a artrose e lesão de meniscos. Por este motivo não deve ser tratado isoladamente.

8. Artrite reumatoide juvenil:
Dor e inchaço nas articulações em crianças e adolescentes pode também ter causa autoimune. Pode causar febre ou erupções cutâneas.

9. Artrite séptica:
Bactérias ou outros micro-organismos podem penetrar o revestimento delicado que envolve a articulação do joelho, infectando a articulação e potencialmente fazendo com que ele se encha de pus. Inchaço repentino do joelho, dor intensa no joelho e febre são sinais de artrite séptica.

10. Síndrome da plica sinovial do joelho:
Em geral ocorre quando uma estrutura denominada plica sinovial medial, uma invaginação normal da membrana que envolve o joelho presente em 50 a 70% das pessoas interpõe-se entre a patela e o femur, ficando inflamada, causando incomodo, dores, estalidos e inchaço, com acúmulo de líquido dentro da articulação.

 


Meu joelho inchou. O que faço agora?


O recomendado é iniciar uma terapia composta por repouso, gelo, compressão e elevação. 

- Descanse o joelho: não faça qualquer atividade que cause dor. Evite ficar em pé muito tempo.

- Gelo: aplique o gelo ou uma compressa fria para reduzir a dor aguda e o inchaço no joelho por 15 minutos a uma hora, três ou quatro vezes por dia. Não aplique nada congelado (gelo, bloco de vegetais congelados ou qualquer outra coisa) diretamente sobre a pele. Proteja sua pele envolvendo a bolsa de gelo em um pano. Remova o gelo se a área começar a ficar dormente. Não use gelo se você tiver diabetes ou problemas em seus nervos ou vasos sanguíneos.

- Compressão: use uma faixa de compressão para reduzir o inchaço. A faixa elástica funciona bem.

- Eleve o joelho acima do nível do coração para reduzir o inchaço e evitar o acúmulo de líquidos. Tente apoiar seu joelho em travesseiros enquanto está deitado na cama ou sentado em uma cadeira.

- Consulte imediatamente um médico! Dependendo do aspecto do inchaço, a retirada do líquido associada ou não à administração de medicamentos intra-articulares pode estar indicada.

 

Fonte: EUATLETA 

 

10/11/16

 

Como praticar esportes sem sofrer lesão no joelho

 

A prática regular de atividades físicas é algo essencial para manter a saúde em dia. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados na hora da prática do exercício escolhido, para evitar diversos problemas. Entre o desgaste mais comum que um praticante pode sofrer é a lesão no joelho.

 

Como evitar lesão no joelho?

Segundo o ortopedista diretor clínico da SO.U Ortopedia, Dr. Pedro Baches, o joelho está propenso a sofrer mais lesões pelo fato de ser a parte que sustenta todo o peso do corpo. ?Quando ele é lesionado, isso é resultado de um exercício mal executado ou até mesmo de uma sobrecarga?, explica.

 

O especialista dá cinco dicas que o praticante de atividades físicas deve tomar:

  1. Seguir as instruções de um profissional capacitado no esporte escolhido.
    2. Escolhe um calçado confortável e com amortecedor.
    3. Controlar o peso, a fim de reduzir o risco de problemas como a artrose.
    4. Manter um treinamento específico e distribuir a carga nas diferentes articulações. Isso auxilia no fortalecimento dos membros inferiores;
    5. Fortalecer o joelho e o quadril para não dissipar a sobrecarga do peso.

 

Joelhos femininos estão mais sujeitos a lesões

Você sabia que os joelhos femininos são mais vulneráveis às lesões? Estudos revelam que a mulher chegar a sofrer até sete vezes mais do que os homens com problemas nesta região do corpo.

 

Segundo o fisioterapeuta Igor Montenegro, isso se dá pela anatomia feminina. ?Por ter um quadril mais largo, as mulheres estão mais sujeitas a ter um joelho valgo, ligeiramente virado para dentro. Essa postura tende a prejudicar o funcionamento do joelho?, explica. O resultado disso pode ser problemas graves, como o desenvolvimento de desgaste da cartilagem, artrose e traumas de menisco.

 

Para que a prática de esportes não prejudique os joelhos, o especialista alerta para a importância das mulheres preparem a região para receber a carga de exercícios. Confira suas recomendações:

 

Para quem já sofre com dores, o especialista alerta que a fisioterapia pode ser um grande aliado para fortalecer alguns músculos e melhorar a qualidade de movimento articular. ?Músculos fortes permitem que o joelho tenha boa estabilidade, além de tornar atividades muito exigente para o joelho, relativamente, mais leve. O treinamento de força também fortalece a cartilagem, deixando-a mais resistente aos possíveis desgastes?, finaliza.

 

Fonte: ONORTÃO

 

09/11/16

Entrevista TV Câmara 

 

O ortopedista Otávio Melo falou, em entrevista para a TV Câmara sobre a primeira cirurgia de substituição de cartilagem por membrana de colágeno que foi realizada no último mês, no Hospital Vila da Serra, em Belo Horizonte.

 

Confira a entrevista completa: www.youtube.com

 

07/11/16

 

Dor no joelho?

 

Você nunca teve nenhum problema com o seu joelho mas de repente sente um incômodo, que chega a comprometer até mesmo o que antes parecia simples, como caminhar. Por ser bastante vulnerável, além do seu alto uso muitas vezes de maneira inadequada, o joelho é uma das áreas que mais sofrem lesões, e que podem afetar pessoas de qualquer idade.

De acordo com o ortopedista e especialista em joelho do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Elias Marcelo Batista da Silva, vários fatores podem desencadear este problema. O excesso de peso é um deles. ?Quanto mais você pesa, maior a pressão que você está colocando em seu joelho e mais impacto ele terá que absorver, por isso o ideal é sempre manter sempre o seu peso adequado para a sua altura?, destaca o médico. Outro motivo que pode prejudicá-los é sedentarismo. ?Pode ocasionar fraqueza muscular, que pode proporcionar movimentos incorretos e diminuir a capacidade de absorção de impacto?, ressalta o ortopedista.

As dores nos joelhos também podem surgir como resultado do desgaste da articulação, ocasionadas por lesões esportivas. ?As lesões do ligamento cruzado anterior e dos meniscos são as mais frequentes?, destaca Dr. Elias. Por isso o ortopedista orienta: ?Pratique atividade física regular, sem exageros ou excessos, utilizando sempre calçados e vestimenta adequados?, indica.

Hábitos

O médico explica que movimentos de hiperflexão, como por exemplo, dobrar por completo o joelho, agachar e sentar sobre ele, usar escadas por períodos longos e repetidamente, assim como a atividade física sem a vestimenta adequada são algumas atitudes que podem prejudicá-los. ?Ouvir barulhos como estalos e crepitações, sentir dor, ou aumento de volume no local pode indicar algum problema?, enfatiza o médico.

O ortopedista destaca que movimentos de torção, associados com estalos, aumento de volume e dor são sintomas que ocorrem nas lesões ligamentares do joelho. Dor após e ou durante atividade física, com limitação de movimento e bloqueio pode indicar lesão meniscal. Dor ao subir e ou descer escadas, ao ficar períodos longos sentados -como assistindo um filme no cinema, pode indicar lesões condrais no joelho, que são estruturas no joelho responsáveis de proteger os ossos e minimizar o atrito nos movimentos articulares. Nos incômodos e nas dores frequentes deve-se sempre procurar a assistência médica de um ortopedista para uma avaliação e se necessário o tratamento ocorra o mais rápido possível.

Para aliviar a dor

A compressa de gelo pode ser empregada no alívio das dores do joelho. ?Deve-se fazer vinte minutos e esperar em média duas horas para retornar a temperatura natural do joelho para assim fazer uma nova compressa?, diz o ortopedista.

Diagnóstico e Tratamento

A avaliação clinica através de um correta anamnésia - história do paciente que queixa-se de dor ou incômodo, e execução do exame físico adequado é responsável pela elaboração da maioria das hipóteses diagnósticas das lesões ao nível do joelho, que são confirmadas com exames complementares.

O raio x será o exame solicitado na maioria das hipóteses de fratura e ou degeneração articular como artrose. A ecografia ou ultrassonografia na hipótese de tendinites, bursites, lesões tendinosas e ou musculares. A ressonância nuclear magnética é o exame de escolha nas hipóteses de lesão ligamentar, meniscal e condrais (cartilaginosa).

 

Fonte: ODEBATE

 

03/11/16

 

Lesão parcial do ligamento cruzado anterior: operar ou não?

 

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é muito frequente nos esportes, principalmente nos de contato físico e mudança brusca de direção e desaceleração. Uma das funções do ligamento é a de estabilizar o joelho evitando a "anteriorização" e a rotação interna da tíbia em relação ao fêmur, principalmente estando o joelho entre 30 a 40 graus de flexão.

Evidências científicas indicam que há forte relação entre a falta de condicionamento físico e o preparo neuromotor com especificidade para determinado esporte e a lesão desta estrutura. Isso explica o índice maior desta lesão em atletas amadores em relação aos profissionais.

 

Estatisticamente, mulheres têm maior chance de sofrer a lesão em relação aos homens, e a isso estariam ligados fatores hormonais, anatômicos e neuromusculares. As lesões completas do LCA em pacientes jovens e ativos são, por consenso, de tratamento cirúrgico, pois, uma vez rompido, o ligamento tem potencial pobre de cicatrização. A cirurgia de escolha clássica é a reconstrução do LCA, cuja técnica vem sofrendo alterações ao longo dos anos.

A lesões parciais do LCA, no entanto, vêm gerando dúvidas e, muitas vezes, acabam sendo tratadas de maneira inadequada. 

 

Por que lesões parciais do LCA ocorrem? 


O LCA é uma estrutura composta por duas bandas: a anteromedial e a posterolateral. Lesões de baixa energia cinética com entorses leves ou quando o joelho é esticado além de seus limites fisiológicos. Por exemplo, quando um lutador cai sobre o joelho esticado do adversário, uma das bandas pode ser comprometida ou ambas, mas sem a ruptura completa. Em outras palavras: o LCA estica, mas não chega a se romper completamente.

Diagnóstico


Assim como em outras lesões, o diagnóstico depende muito da qualidade do examinador. Durante o exame físico, é importante que as manobras ligamentares sejam realizadas e sempre comparadas com o lado contra-lateral, pois algumas pessoas podem ter a hiperfrouxidão ligamentar, condição na qual as articulações são mais flexíveis do que as da maioria da população, especialmente em mulheres, levando a possíveis falsos positivos. Tipicamente, uma manobra com o ?end-point? abrupto traduz uma possível lesão parcial do LCA.

Os exames de imagem, principalmente a ressonância magnética devem ser analisados com cuidado. Imagens de qualidade ruim podem trazer um falso positivo. Por isso, assim como para qualquer lesão ortopédica, a correlação clínico-radiográfica é de suma importância.

Tratamento: operar ou não?


Depende do paciente e dos sintomas. Hoje em dia, o consenso mundial é de se indicar a cirurgia de reconstrução para as seguintes situações:

Atletas: estudos demonstram que o tempo de reabilitação e retorno ao esporte pode se prolongar e, ao retornar, o atleta pode ter queixas de instabilidade com consequente comprometimento no rendimento. Um tempo prolongado de afastamento ao esporte pode comprometer ou encerrar sua carreira no esporte.

Pessoas ativas sintomáticas: esportistas que sentem falseio ou que perderam a confiança na estabilidade do joelho durante o esporte ou atividades rotineiras do dia a dia.

Outras lesões associadas: uma lesão completa do menisco medial, cujas queixas cursam com dor e travamento do joelho, ao ser tratada, pode aumentar a instabilidade de uma lesão parcial do LCA. Portanto, segundo alguns autores, para este grupo de pacientes, assim como pacientes que sofreram lesões de outros ligamentos, o tratamento cirúrgico estaria indicado.

Como é feita a cirurgia?

 

Uma vez indicada a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior, o cirurgião de joelho vai optar pela melhor escolha do enxerto a ser usada. Sua escolha envolve fatores como propriedades biomecânicas, resposta à cicatrização, morbidade da área doadora, resistência de sua fixação inicial e incorporação biológica. Fatores como o grau de deslocamento, instabilidade, lesões ligamentares associadas e prática esportiva com saltos ou agachamento devem ser levados em conta, porém, o fator decisivo e de maior segurança ao paciente é a experiência do cirurgião.

Para que haja cicatrização do enxerto nos túneis confeccionados, o enxerto necessita ser fixado de uma maneira mais rígida possível. Estudos demonstram que o afrouxamento e a perda do enxerto têm, entre outras causas, uma fixação insuficiente. Para que haja fixação forte o suficiente, utilizamos uma ampla variedade de dispositivos, popularmente conhecidos como ?pinos?, dentre os quais os parafusos metálicos e absorvíveis amplamente utilizados. A técnica optada pela fixação, assim como a escolha do enxerto, dependerá principalmente da experiência do cirurgião.

 

De maneira diferente da ruptura completa do LCA, na lesão parcial, pode-se optar pela reconstrução de apenas uma banda do ligamento. A grande vantagem em se fazer isso é o fato de se preservar a inervação nativa desta estrutura. Estas são responsáveis pelo feedback neurosensorial durante a prática esportiva, considerado hoje como um dos fatores primordiais na prevenção da recidiva da lesão.

 

Fonte: EUATLETA

 

31/10/16

 

Ortopedista fala sobre uso de salto alto

 

Muitas vezes os sapatos são utilizados em ocasiões especiais e requerem um toque de charme, mais feminino. O que não se discute é que muitas vezes o salto sobrecarrega os joelhos e causa alguns problemas a longo prazo.

 

O uso frequente pode alterar a maneira de andar, provocar alteração postural, prejudicar a articulação, torções, fraturas, deformidades nos dedos, joanete e até tendinite. ?Salto alto pode ocasionar em uma lesão patelar, além de alterações no quadril e na coluna se usado em excesso?, alerta o Dr. Pedro Baches, ortopedista e diretor clínico da SO.U Ortopedia.

 

De acordo com o ortopedista, as mulheres têm uma tendência natural a ter os joelhos voltados para dentro, o que contribui para a inclinação da patela ? osso que protege a articulação do joelho, favorecendo o desgaste. Nas mulheres, os problemas nos pés são até quatro vezes mais frequentes e estima-se que mais de 3% da população acima de 55 anos pode sofrer com artrite no joelho.

 

Vale lembrar que o peso também é um fator muito importante na hora de utilizar o salto. ?Quando estamos descalços, o peso do corpo está distribuído por toda estrutura, ao calçar os sapatos com salto, há um sobrepeso nos dedos do pé e, consequentemente, no joelho?, alerta Dr. Pedro Baches.

 

O ?vilão dos joelhos? também provoca o encurtamento da musculatura posterior das coxas, e se for usado em excesso poderá desenvolver uma tendinite do tendão de Aquiles. A dica para quem não quer abandonar o salto é optar por modelos mais confortáveis e largos, para distribuir o peso do corpo e estabilizar a planta do pé. Evitar o uso de salto no dia a dia também é essencial.

 

Pode ou não pode?

 

Salto alto e fino ? Favorece o desgaste da cartilagem da patela, pois as mulheres optam por flexionar os joelhos para manter o equilíbrio e pode ocasionar tendinite.

Salto Anabela e plataforma ? São considerados mais ?confortáveis? e distribuem melhor o peso do corpo, prevenindo danos aos joelhos.

Salto bico fino ? Propício a desenvolver lesões nos pés, joelhos e coluna, além da deformidade nos dedos.

Modelos com saltos largos e bico quadrado podem estabilizar o tornozelo e evita a deformidade nos dedos.

 

Fonte: JORNALDOBRASIL

 

27/10/16

 

Artrite reumatoide não prejudica somente a destreza física e pode levar à depressão

 

Para os portadores da doença crônica e degenerativa, as atividades corriqueiras podem se tornar um martírio. Não à toa, estudos indicam que a qualidade de vida de pessoas com artrite reumatoide é inferior à da população em geral, mesmo nos estágios mais precoces da enfermidade. Há dois anos, pesquisadores do Instituto de Ciências de Saúde da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) compararam questões como percepção de dor, vitalidade, saúde mental e aspectos emocionais entre indivíduos saudáveis e aqueles que têm a enfermidade. O resultado apontou diferenças significativas em todos os parâmetros investigados.

Enquanto 40% dos pacientes disseram que seu estado de saúde em geral era ?um pouco pior? ou ?muito pior? que no ano anterior, esse percentual foi de apenas 3,3% entre os demais participantes do estudo. A pesquisa detectou um índice alto de depressão nas pessoas diagnosticadas com artrite reumatoide: 63,33% delas apresentavam algum grau do problema, comparado a 13,34% do grupo de controle. ?Os sintomas depressivos podem aparecer em decorrência das limitações físicas ocasionadas pelas deformidades ou do estresse de viver com uma doença crônica, devido à sua natureza potencialmente debilitante?, observa Cristiane Vitaliano Graminha, professora do Departamento de Fisioterapia Aplicada da UFTM e principal autora do estudo, publicado na revista Fisioterapia e Pesquisa.

Foi o que ocorreu com Priscila, hoje com 34 anos. À época do diagnóstico, ela tinha uma rotina intensa: trabalhava, cursava faculdade de enfermagem e cuidava do filho Tiago, que tinha 4 anos. ?É um peso muito grande. Você sente que seu destino foi ameaçado, que está predestinada a sofrer e que não terá mais possibilidade de trabalhar, ser feliz, participar da vida. É a mensagem que chega com esse diagnóstico?, diz Priscila. ?Achava que ia morrer. Fiquei muito depressiva, olhava para o meu filho e imaginava que, dali a 10 anos, ele estaria me empurrando em uma cadeira de rodas?, recorda a auxiliar de enfermagem.

Cristiane Vitalino Graminha afirma que, além do componente emocional, é possível que a depressão esteja associada à etiologia da doença. ?Há evidências que apontam para influências biológicas na causa da depressão nesses indivíduos?, diz. De acordo com ela, alguns autores sugerem que a depressão é uma manifestação da própria disfunção imunológica característica da artrite reumatoide. Essa é uma enfermidade autoimune, quando as células de defesa acreditam que estruturas do corpo são agentes externos e passam a combatê-las. ?A literatura aponta ainda que o uso de corticoides, um dos medicamentos administrados no tratamento, pode desencadear distúrbios psiquiátricos, entre eles, a depressão?, diz. 

Diagnóstico estratégico 


Em uma avaliação com 99 pacientes, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Marília e do Hospital das Clínicas da instituição detectaram que a dor e o comprometimento funcional são as principais queixas dessas pessoas em relação ao impacto na qualidade de vida. ?Os pacientes com artrite reumatoide apresentam deficiência funcional importante, e aproximadamente 50% deles ficam impossibilitados de trabalhar por volta de 10 anos a partir do início da doença?, aponta a enfermeira Suzana Roma, autora do artigo publicado na Revista Brasileira de Reumatologia. Quanto mais avançada a enfermidade, mais baixa a qualidade de vida observada. Contudo, a pesquisadora lembra que o tratamento precoce e adequado reduz as consequências negativas. ?A doença pode ser bem controlada e ter seus sintomas minimizados quando se atinge a remissão. Com isso, os pacientes experimentam uma melhora significativa da qualidade de vida?, afirma.


Passada quase uma década desde o diagnóstico da artrite reumatoide, a auxiliar de enfermagem Priscila Torres diz que, ?se soubesse como seria de verdade, teria chorado menos?. Hoje, ela tem uma vida normal. A identificação da doença logo no início e a facilidade de acesso ao tratamento evitou que a moradora de São Paulo sofresse algum tipo de sequela. O pior pesadelo da jovem ? ser empurrada pelo filho em uma cadeira de rodas ? não se concretizou. Sua experiência é compartilhada com outros pacientes no blog AR (www.artritereumatoide.blog.br) e no grupo EncontrAR, que oferece apoio aos pacientes de artrite reumatoide. ?É uma doença séria, mas você pode trabalhar, estudar, viver normalmente. São essas experiências que queremos compartilhar?, diz.

Não se vitimizar e superar os limites é a receita que a psicóloga Juliana Cavalin De Amo Freitas, de 31, segue à risca para enfrentar a doença. ?No começo, é muito difícil. Mas, quando você aceita e entende as limitações, vai se adaptando. Se estou com dor na mão e preciso pegar alguma coisa, pego com o pé. Meu cotovelo não estica, tenho deformidade em um dedo? Mas corro atrás de tudo que posso fazer. Quando não dá, paciência. Temos que ter humildade para reconhecer e pedir ajuda quando precisar?, diz ela, que possui duas próteses nos joelhos.

Juliana foi diagnosticada aos 10 anos com artrite idiopática juvenil (AIJ) poliarticular, quando mais de quatro articulações são afetadas. A enfermidade não entrou em remissão e ainda hoje ela faz tratamento. Na idade adulta, a AIJ comporta-se da mesma forma que a artrite reumatoide inicial, tanto do ponto de vista clínico quanto imunológico. O metotrexato, medicamento modificador da evolução da doença mais utilizado pelos pacientes, provoca efeitos colaterais fortes em Juliana, que eventualmente recorre ao corticoide para diminuir as dores. Contudo, ela não se deixa abalar. Trabalha normalmente e, ainda este ano, pretende engravidar do primeiro filho. ?Estou me preparando física e psicologicamente?, garante. A artrite reumatoide não tem impacto negativo sobre a fertilidade, mas, como alguns medicamentos podem prejudicar o feto, o reumatologista precisa estar ciente dos planos de gestação.

Vida sexual comprometida


Assunto pouco abordado pelos médicos, a artrite reumatoide também pode ter um impacto negativo na vida sexual dos pacientes. ?Assim como nas outras atividades do dia a dia, a doença causa dificuldades para a realização de atividades sexuais, seja pela dor articular, seja pela redução da mobilidade. Isso é um problema que comumente não é investigado pela equipe, pois geralmente é desconfortável para o paciente abordar as questões de sua sexualidade?, observa Pedro Henrique de Almeida, professor-assistente do curso de terapia ocupacional da Universidade de Brasília (UnB).

A reumatologista Licia Mota, responsável pelo Ambulatório de Artrite Reumatoide Inicial do Hospital Universitário de Brasília (HUB), conta que, certa vez, três pacientes comentaram que estavam com a vida sexual muito comprometida e questionaram se isso poderia estar relacionado à doença. ?Nas reuniões com eles, esse tema é tabu. Ficam envergonhados, e os médicos, mais ainda. Os profissionais não têm preparo sobre um domínio importantíssimo da vida?, constata. Essa percepção motivou pesquisadores vinculados ao ambulatório a desenvolver alguns estudos sobre o assunto. Uma das pesquisas contou com a participação de 68 pacientes. A prevalência de disfunção sexual foi de 79,6%, bastante superior à relatada na literatura em mulheres saudáveis, que é de até 40%.

No ano passado, os pesquisadores fizeram outra investigação com os pacientes e profissionais do ambulatório. ?Queríamos justamente iniciar a conversa: o profissional de saúde precisa estar atento e disposto a abordar questões relacionadas a atividades sexuais dos pacientes com artrite reumatoide, e o paciente também deve entender que muitas das dificuldades encontradas podem ser superadas com pequenas modificações?, conta Pedro Henrique de Almeida. Ele diz que alguns medicamentos, por exemplo, podem diminuir a lubrificação vaginal ou levar à falta de libido. Além disso, a dor e a rigidez articulares causadas pela artrite reumatoide dificultam ou até impedem o ato sexual.

Nesses casos, conversar com o médico sobre a possibilidade de troca da medicação ou de alteração do horário de ingestão do remédio são formas de facilitar a atividade sexual. ?O paciente pode usar várias outras estratégias: reservar mais tempo para a atividade sexual; tomar um banho morno antes do sexo para aliviar a dor e aumentar a mobilidade articular; usar lubrificantes à base de água; modificar posições sexuais adotadas, evitando permanecer em uma postura que cause dor nas articulações, procurando apoios para distribuir o peso do corpo (utilizando a cama, almofadas, travesseiros) e evitar fadiga durante o ato?, ensina o terapeuta. O resultado dessa pesquisa está no artigo ?Como o reumatologista pode orientar o paciente com artrite reumatoide sobre função sexual?, publicado na Revista Brasileira de Reumatologia.

 

Fonte: SAÚDEPLENA

 

24/10/16

O que é artrose do joelho?

 

O que é artrose do joelho?

Artrose é uma doença degenerativa das articulações na qual as cartilagens que revestem a extremidade das junções dos ossos são corroídas parcial ou totalmente ao longo do tempo. Essa corrosão, se muito extensa ou total, permite um contato direto entre os ossos, gerando os sintomaspróprios da enfermidade.

 

Como o joelho é uma das principais articulações do corpo e a que habitualmente suporta maiores cargas (as outras são a coluna vertebral e os quadris), a artrose é uma condição muito comum nessaarticulação.

 

Quais são as causas da artrose do joelho?

A artrose do joelho é causada por um desgaste progressivo das cartilagens que recobrem as extremidades dos ossos que se articulam nessa articulação, motivada pelo uso contínuo da mesma. Muitos fatores estão relacionados com o aparecimento da artrose do joelho. Entre eles o envelhecimento, o excesso de peso ou exercício excessivo da articulação, exercícios que exijam impactos repetitivos (como saltos, por exemplo), anomalia de eixo dos membros inferiores, doenças inflamatórias da articulação, sequelas de fraturas, lesões crônicas de meniscos e/ou ligamentos, história familiar e tabagismo.

 

Também interferem fatores como obesidade, fatores genéticos e desequilíbrios hormonais. Quando aartrose não é causada por uma patologia outra, é dita artrose primária. Quando há outra causa identificável, diz-se que é secundária.

Qual é o mecanismo fisiológico da artrose do joelho?

As cartilagens do joelho suportam uma grande tensão mecânica, oriunda do peso do próprio corpo e dos pesos que a ele são acrescentados. Além disso, o joelho está em constante movimento, durante toda a vida. Por esses motivos, suas cartilagens quase inevitavelmente sofrem um desgaste progressivo.

 

Se a cartilagem articular se desgasta num ritmo que excede o de reposição ou se há alguma doença que afeta o tecido cartilaginoso, a cartilagem será corroída. Enfraquecida, a cartilagem pode se romper em pedaços e fragmentos dela podem flutuar no espaço intra-articular.

 

Com o desgaste da cartilagem, o tecido ósseo fica sujeito ao mesmo desgaste, mas não tem a mesma capacidade regenerativa que ela, sendo destruído com o tempo. Desde que a cartilagem normal seja bem lubrificada com líquido sinovial, normalmente não há ruído na articulação. No entanto, com a ocorrência da artrose a suavidade dos movimentos deixa de existir e o movimento é dificultado, dando origem a um som áspero.

 

A artrose do joelho desenvolve-se com maior frequência em pessoas que executam trabalho físico pesado ou naquelas que exigem muito de suas articulações, como os atletas, por exemplo. A artrosetambém pode acontecer com mais probabilidade em pessoas que trabalham agachadas ou ajoelhadas. O desgaste das cartilagens diminui o espaço entre os ossos que se articulam e quando é completo pode mesmo permitir um contado direto entre eles.

Quais são as principais características clínicas da artrose do joelho?

As mulheres têm cerca do dobro de propensão em relação aos homens de sofrerem artrose do joelho e mulheres negras têm o dobro de propensão em comparação às mulheres brancas. Existem diferenças raciais tanto para a prevalência da artrose quanto para os tipos de articulações acometidas, mas ignora-se se essas diferenças são de natureza genética ou devido ao uso das juntas conforme o estilo de vida de cada grupo étnico.

 

A dor no joelho, de caráter progressivo, costuma ser o primeiro sintoma da artrose. Em geral, ela se acentua com a atividade física e o excesso de peso. No início, o repouso alivia os sintomas; depois, já não mais. Um segundo sintoma é a inchação do joelho, se houver um processo inflamatório damembrana sinovial. Esse edema cria pressão sobre a membrana sinovial e acentua as dores. Outrosintoma marcante é a perda progressiva do movimento.

 

Nas artroses avançadas, a deformidade do membro inferior em posição varo ou valgo é outro sintoma. Estes sintomas podem vir a impedir o doente de andar normalmente. A artrose fêmuro-patelar isolada é mais rara e acompanha-se de dores que incapacitam a subida e descida de escadas.

Como o médico diagnostica a artrose do joelho?

Não há um exame específico que comprove a presença de artrose. Os exames de laboratório que omédico em geral solicita visam afastar a possibilidade de outros tipos de doença articular. Asradiografias simples permanecem sendo os melhores exames para diagnosticar e classificar as artroses. As radiografias permitem visualizar a diminuição do espaço entre os ossos e uma artrosefêmuro-tibial interna ou externa ou fêmuro-patelar.

 

Exames como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a ultrassonografia auxiliam no diagnóstico diferencial de lesões por outras doenças reumáticas, mas pouco informam sobre aartrose.

 

Como o médico trata a artrose do joelho?

O tratamento da artrose do joelho deve visar três objetivos: (1) aliviar a dor, o inchaço e a rigidez articular, (2) impedir ou delongar a piora da doença e (3) corrigir as deformidades que tiverem se instalado.

 

O alívio dos sintomas pode ser conseguido com analgésicos, anti-inflamatórios e fisioterapia. Atualmente, existem também medicamentos que contribuem para impedir a piora do desgaste dascartilagens. A infiltração da cavidade articular com um líquido desenvolvido em laboratório protege acartilagem e melhora a dor e a mobilidade articular.

 

A rigidez articular total pode ser um sintoma mais tardio. Nos casos em que há dores incapacitantes, quando já há desgaste total da cartilagem ou quando já existe uma deformidade com desvio do joelho (?perna torta?), o tratamento pode ter de ser feito com cirurgia. Em alguns casos, a cartilagemdeteriorada do joelho tem de ser substituída por uma prótese total. A utilização de bengalas pode se tornar indispensável.

 

Como evolui a artrose do joelho?

A incidência da artrose aumenta com a idade. A maioria das pessoas acima dos 65 anos tem algumsinal de artrose. Mais de 80% das pessoas acima dos 75 anos são nitidamente acometidos pelaartrose.

 

Como prevenir a artrose do joelho?

A artrose pode ser prevenida por meio de um controle adequado do peso, mudança frequente de postura, evitando aquelas que sobrecarregam as articulações e a prática de exercícios suaves tais como caminhar, nadar, pedalar e fazer ginástica a um ritmo moderado também contribuem para a prevenção.

 

Fonte: ONORTAO

 

19/10/16

 

 

20 de Outubro ? Dia Mundial de Combate à Osteoporose

 

Manter hábitos saudáveis, desde a infância, é a melhor forma de prevenir da osteoporose, uma doença silenciosa.

 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Osteoporose, cerca de 10 milhões de brasileiros têm a doença, sendo a maioria mulheres acima de 50 anos e na menopausa. Estatísticas apontam que uma a cada três mulheres apresentarão uma fratura óssea por osteoporose, e um a cada cinco homens acima dos 50 anos de idade. De acordo com o Ministério da Saúde, de um milhão de fraturas ocorridas por ano no Brasil, 250 mil tem a osteoporose como causa. A doença é responsável por enfraquecer os ossos, deixando-os menos densos e consequentemente mais frágeis. Por não apresentar sintomas, estima-se que 80% das pessoas que sofreram uma fratura por osteoporose, nunca sequer foram diagnosticadas ou tratadas.

 

A data de 20 de outubro é dedicada ao Dia Mundial de Combate à Osteoporose, uma doença considerada silenciosa. O médico ortopedista Otávio Melo, explica que à medida que envelhecemos, ocorre uma perda natural e gradativa da massa óssea tanto nos homens como nas mulheres. ?Quando essa perda alcança um nível tão importante a ponto de desorganizar a estrutura dos ossos, aumentando a sua fragilidade e o risco de fraturas, temos então a osteoporose, que significa ossos porosos?.

 

A principal causa para as fraturas osteoporóticas no Brasil, ainda é a idade avançada, principalmente a partir dos 50 anos. ?Vale lembrar que a expectativa de vida no Brasil está aumentando. Estimamos que em 2050 o país terá cerca de 34,3 milhões de pessoas com mais de 70 anos, o que deve gerar um aumento considerável nos casos de fratura de quadril por causa da osteoporose?, disse o médico. 

 

Para reverter esta situação, o ortopedista lembra que é preciso iniciar um trabalho de prevenção o quanto antes entre os idosos. ?Deve-se adotar um estilo de vida saudável, praticar exercícios físicos, manter uma alimentação rica em cálcio e vitamina D, além de desenvolver o hábito de tomar sol de 15 a 20 minutos por dia, ao menos três vezes por semana, de preferência entre às 10h30 e às 15h. Manter hábitos saudáveis, desde a infância, também ajuda na prevenção da osteoporose. Isso porque a aquisição de massa óssea aumenta na infância, acelera na adolescência e estabiliza na faixa dos 30 anos de idade?, citou Otávio Melo. 

 

Por isso, ele separou algumas dicas de como deixar a residência mais segura para os idosos, cômodo a cômodo:

 

Sala

 

 

 

Quarto 

 

 

 

Corredor

 

 

Cozinha

 

 

 

Banheiro

 

 

 

06/10/16

 

Desgaste do joelho e queixa constante de dor levam idosos a optarem cada vez mais por prótese

 

O aumento da expectativa de vida do brasileiro e uma rotina mais ativa por várias décadas está levando o Brasil a um cenário bastante conhecido nos Estados Unidos. Um grande número de idosos sofre hoje com o desgaste da articulação do joelho, a artrite, popularmente chamada de artrose, e capaz de provocar dor, deformidade e dificuldade de locomoção. "O joelho é uma articulação de carga, lesões prévias ou a longevidade, aliada a uma vida bastante ativa, podem levar ao desgaste, que é não só irreversível, mas doloroso", explica Maurício Lebre Colombo, ortopedista especializado em joelho e membro da equipe de Cirurgia do Joelho do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Só neste centro especializado, atualmente, são realizadas várias cirurgias desse tipo a cada mês.

 

Além da expectativa de chegar aos 70, 80 ou 90 anos com qualidade de vida, outro fator que tem motivado muitos idosos a optarem pela prótese, segundo o Maurício Colombo, é a evolução das próteses. Se antes, nos anos 1970 e 1980, elas tinham vida útil menor, hoje podem durar até 15 anos e há pacientes com a mesma prótese há 20 anos, sem substituição. "Paralelamente, a cirurgia tornou-se mais eficaz, menos agressiva, com corte menor e maior facilidade de recuperação."

 

Nos Estados Unidos, nunca esperam um paciente ficar incapacitado. "A política lá é manter a qualidade de vida, aqui no Brasil ainda há muita desinformação e as pessoas terminam por se conformar com a dor e o desconforto." A operação é recomendada normalmente a partir dos 60 anos e pode ser feita até os 80 ou 90 anos, se o paciente tiver boa saúde.

O diagnóstico da artrose de joelho é feito no consultório, com exame clínico, e um raio X ajuda a verificar o grau do desgaste. Pacientes com artrite reumatóide e outras doenças reumáticas têm chance maior de desenvolver o quadro e precisar de uma prótese.

 

Fonte: UOL

 

04/10/16

 

Tratamento inédito para lesões no joelho chega ao Brasil

 

Primeira cirurgia de substituição de cartilagem por membrana de colágeno foi realizada em setembro, pelo Dr. Otávio Melo, no Hospital Vila da Serra, em Belo Horizonte.

 

A substituição de cartilagem por uma membrana de colágeno é um procedimento realizado há vários anos na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, o lançamento do produto Chondro-Gide, importado da Suíça foi no ano passado. Em setembro deste ano, a primeira cirurgia em Belo Horizonte foi realizada pelo ortopedista Otávio Melo, especialista em joelho.

 

Segundo o especialista, as lesões de cartilagem da patela são as causas mais comuns de dor nos joelhos e motivo de reclamação recorrente nos consultórios de ortopedia. Essas lesões podem ser causadas por encurtamento muscular, pré-disposição genética, traumas repetidos ou por atividades de alto impacto como, por exemplo, futebol, corridas, artes marciais.

 

De acordo com o médico, a Condropatia Patelar (lesão na patela) é classificada em quatro graus, sendo o grau 1 mais leve, onde apresenta apenas uma inflamação na região e o grau 4 a mais grave, na qual ocorre a perda completa da cartilagem com a exposição do osso. ?O tratamento mais conservador, para quem tem alguma lesão até o grau 3, segue uma linha protocolar de fisioterapia, medicamentos, condroprotetores e, em alguns casos, infiltração. Para os pacientes com lesão grau 4 não havia opção de tratamento até a recente chegada da membrana Chondro-Gide?.

 

Novo tratamento

 

O ortopedista explica que com este novo tratamento, é possível realizar a substituição da cartilagem lesada por uma membrana de colágeno. ?Em poucas semanas, a área anteriormente lesada fica totalmente coberta e consequentemente a dor causada pelo contato entre os ossos é reduzida. O objetivo é preservar ao máximo a articulação do paciente, além da redução da dor e evitar a progressão da lesão para uma artrose do joelho?.

 

O médico garante que o pós-operatório é tranquilo, sendo necessária uma breve imobilização do joelho para cicatrização e em seguida a reabilitação é feita por meio de fisioterapia. 

 

30/09/16

 

 

O joelho dói? Lesão de menisco afeta mais os corredores acima dos 40 anos

 

Os meniscos são essenciais para a biomecânica normal da articulação do joelho, agindo como lubrificadores, estabilizadores, amortecedores e distribuidores de carga dentro da articulação. As fibras de colágeno de tecido dissipam as forças de compressão na articulação, reduzindo assim a força direta sobre a cartilagem articular. A maior parte das lesões de meniscos nos esportes são causadas por entorse do joelho. 

 

Entre os exemplos estão o lutador de jiu-jítsu que joga muito torque no joelho em flexão máxima durante a passagem de guarda ou uma bailarina que acaba se desequilibrando durante a aterrissagem. Na corrida, no entanto, as lesões estão ligadas ao microtrauma de repetição. Em outras palavras, de tanto ser utilizado na dissipação de energia cinética, o nosso "amortecedor" acaba se lesionando.

 

Quem fez a cirurgia de prótese total de joelho pode voltar aos esportes?

Estatisticamente, a maior parte dos corredores que desenvolvem a lesão são acima dos 40 anos. Fatores ligados a isso são a desidratação progressiva dos tecidos corporais, a degradação do colágeno (ambos geneticamente determinados) e a perda da capacidade de absorção do choque do pé ao solo pela massa muscular, tanto por redução da força quanto pela queda.

As lesões meniscais causam sintomas característicos como dor bem localizada com períodos de alívio e agravo a determinados movimentos, como agachar e cruzar as pernas, inchaço, e bloqueio (travamento).

Por que doi?


A dor aguda é causada pelo menisco lesionado ("rasgado"), que puxa sobre a cápsula da articulação sinovial bem inervados. Inchaço resulta de inflamação da membrana sinovial e derrame (popular "água no joelho") por excesso de produção de líquido sinovial. Ao contrário das lesões ditas agudas (causadas por um trauma súbito), as lesões dos "quarentões" é enquadrada na categoria degenerativa. Estas ocorrem como parte do desgaste progressivo em todo o conjunto, mais frequentemente em pacientes acima de 40 anos. 

 

Suplementação alimentar pode ajudar na regeneração da cartilagem?

Tratamento


A literatura científica ainda é conflitante quanto ao tratamento desta categoria de lesão, principalmente entre corredores a partir da quinta década de vida. Alguns autores sugerem apenas o acompanhamento clínico, pois se trataria de um processo degenerativo do joelho (artrose), outros são mais radicais, indicando a meniscectomia (retirada de parte do menisco a todos) devido ao risco de uma complicação pós-operatória relativamente comum, principalmente nas mulheres, denominada "fratura por insuficiência". Nesse caso, o osso abaixo do menisco retirado acaba produzindo edema e causando muita dor. 

 

Saiba como prevenir, tratar e acelerar a recuperação de lesões musculares

Este procedimento, ao meu ver, deve ser sempre posto como o último recurso. Um fator importante a ser levado em conta nestas lesões é o quanto ela está causando queda na performance do corredor (a). Quando o comprometimento é pequeno, o ideal é apenas reabilitar. Recursos anti-inflamatórios e o reequilíbrio muscular de uma fisioterapia especializada em esporte são imprescindíveis.

Quanto há queda do rendimento e a dor esta ligada à perda de massa muscular, pode-se optar pela visco suplementação. Trata-se de um método de tratamento relativamente novo e que consiste nas injeções intra-articulares de ácido hialurônico, mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. Autores defendem seu uso por se tratar de um processo de envelhecimento da articulação. 

 

Fonte: EUATLETA

 

27/09/16

 

A função dos Meniscos

 

Antigamente não conhecia-se a função dessas estruturas, a não ser aquela de se romper e causar dor, dificultando a prática de atividades de vida diária e principalmente esportivas. Devido a essa falta de conhecimento quando o paciente possuía uma pequena lesão de um de seus meniscos, era submetido à retirada total deste, para não correr o risco de tal estrutura voltar a doer, abreviando carreiras devido ao desgaste que o joelho viria a sofrer.

 

Hoje entendemos perfeitamente a importância dos meniscos, e tenho o costume de enxerga-lo e chama-lo de ?a alma do joelho?.

 

Em cada joelho temos dois meniscos, o lateral ou externo e o medial ou interno. Ficam presos à tíbia, em sua parte superior, e sobre eles pousam os côndilos femorais. Ou seja, o fêmur apoia sobre os meniscos e não sobre a tíbia, evitando grande pressão entre os ossos.

Portanto podemos chamar os meniscos de amortecedores da articulação do joelho.

 

Eles têm a função de absorver impacto, aumentar a área de contato articular a ainda auxiliam na hidratação do sistema.

 

Portanto tem importância magistral para o bom funcionamento da articulação.

 

Fonte: SEGS

 

23/09/16

 

Transplante ósseo é melhor solução para cirurgia de prótese de joelho

 

Estudo do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), órgão do Ministério da Saúde, mostra que o uso de enxerto de osso nas cirurgias de troca de prótese de joelho, chamadas de artroplastias, é eficaz na reposição da perda de massa óssea apresentada pelos pacientes.

De acordo com o ortopedista Hugo Cobra, chefe do Centro de Cirurgia de Joelho do Into, ficou comprovado que o osso transplantado é incorporado ao paciente.

?A gente fez um levantamento sobre esses transplantes ósseos, para saber se isso incorporava, passava a ser uma estrutura viva ou era reabsorvido, e a grande maioria se integrou ao paciente. Então, isso cria a possibilidade de você repor o estoque ósseo do paciente, fazer a troca de prótese e fazer uma terceira prótese, se for o caso?.

Cobra explica que isso é importante para os pacientes mais jovens, que normalmente precisam substituir a prótese no futuro, já que a vida útil do componente fica entre 15 e 20 anos. ?O interessante é justamente essa incorporação, porque você pega um osso do doador, coloca no receptor, e esse osso a gente provou que entre 80% e 90% das vezes ele passa a ser uma estrutura viva para o receptor, ele passa a ser nutrido pelo receptor. Com isso, você pode fazer a cirurgia com mais segurança em pacientes mais jovens?.

A técnica já é usada no Rio de Janeiro, mas é pouco difundida por causa da necessidade de materiais novos e também de material doado, segundo o médico, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Joelho.

?Essa técnica não é muito difundida porque a gente tem dificuldade com o banco de ossos. No Brasil, acho que só temos três ou quatro bancos desses. Temos duas opções de doador: o vivo, se for uma prótese de quadril, você pode captar a cabeça do fêmur; ou o doador morto, com até seis horas após a morte. Há uma série de procedimentos e a captação é feita pelo Rio Transplantes?. No ano passado, o Into fez 1.525 cirurgias de joelho, sendo 737 artroplastias primárias e 62 de revisão com enxerto ósseo.

 

Fonte: CORREIOWEB

 

22/09/16

 

A dor desde cedo: saiba mais sobre a artrite idiopática juvenil

 

Doença é enfrentada desde a infância e o caminho pela frente demanda muita perseverança - por parte dos pequenos e dos pais

 

Erroneamente associada a idosos, a artrite é um dos motivos que podem fazer com que os pequenos vivam uma realidade permeada pela dor. A dor crônica infantil, efeito colateral de doenças como enxaqueca, fibromialgia ou artrite idiopática juvenil (AIJ), pode deixar marcas que persistirão pela vida inteira. Deformidade física, fragilidade psicológica e dificuldade de prosseguir com os estudos são algumas das consequências mais penosas.

O ano de 2016 representa um marco quando o assunto é dor articular. Em 11 de janeiro, a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), em parceria com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), lançou o Ano Mundial Contra a Dor nas Articulações. A inciativa pretende divulgar dados sobre a artrite reumatoide juvenil, também chamada de artrite crônica da infância. Além da dor, a doença caracteriza-se por inchaço e/ou aumento de temperatura de uma ou mais articulações. Margarida de Fátima Carvalho, presidente do Departamento de Reumatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), diz que ainda não há dados que confirmem a incidência da doença no Brasil, mas a estimativa é que 0,8% da população infantil tenha a doença. ?O diagnóstico é difícil e feito por exclusão. Deve-se analisar as possíveis causas da dor, como infecções ou tumores.?

É de cortar o coração que recém-nascidos possam apresentar as articulações enrijecidas. Mas acontece. Segundo Margarida Carvalho, um sinal claro que o bebê pode estar com artrite é o choro anormal e contínuo, especialmente durante a manipulação. ?Às vezes, a doença é visível, com edemas no joelho, por exemplo. E causa febre.? Contudo, o mecanismo do transtorno ainda não foi esclarecido. ?O que sabemos é que algumas infecções podem desencadeá-lo, bem como problemas emocionais?, aponta a médica Maria Teresa Terreri, presidente da Comissão de Reumatologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). A medicina também não sabe por que a enfermidade ataca os olhos. A uveíte, inflamação intraocular que compromete a úvea (conjunto da íris, corpo ciliar e coroide), por exemplo, é comum em pacientes infantis. 

Adaptações necessárias


Crianças com AIJ precisam de cuidados especiais. Veja algumas orientações:

* O ajuste da altura do travesseiro deve levar em conta a posição em que a criança dorme. Lembre-se que dormir de bruços sobrecarrega o pescoço e a coluna;
* Na hora de assistir à tevê: posicionar a criança em frente ao aparelho, para não ?torcer? o pescoço;
* Ambiente funcional: deixe as coisas que o seu filho usa com frequência em locais de fácil acesso;
* Substitua as maçanetas de bola pelas de cabo;
* Use engrossadores para facilitar a pegada em lápis, talheres e escovas de dente;
* Substitua a mochila de costas pela de rodinhas;
* Vista sempre o lado comprometido primeiro;
* Observe se a criança está usando a órtese corretamente;
* O banho deve ser sentado para poupar energia e evitar dor nas pernas;
* Estimule a criança a manter as pernas esticadas o máximo de tempo possível.

 

O desafio de amadurecer


A doença é complexa e pode ter consequências permanentes. O diagnóstico rápido é imprescindível para que a luta contra o tempo seja bem-sucedida. ?Bastam 15 dias mexendo pouco a articulação para ela ficar comprometida?, ressalta a médica Maria Teresa Terreri. Os músculos atrofiados por falta de movimentação comprometem não só o andar, mas o escrever, com consequências sérias para a vida escolar do paciente. ?Crianças com AIJ têm dificuldade de concluir os estudos na mesma idade que os demais?, completa Priscila Torres, 35 anos. A jornalista e técnica de enfermagem é uma das fundadoras da ONG Encontrar, focada em informação e empoderamento de pacientes com artrite.

Na página da ONG, Priscila conta que recebe todo o tipo de feedback, especialmente dos pais. ?A criança é muito sutil na internet, muitas usam o perfil dos pais. Já os adolescentes querem saber como vão namorar, se vão conseguir entrar na faculdade e no mercado de trabalho?, enumera. Na escola, os pequenos pacientes sofrem com a desinformação. ?Uma questão importante é a legislação do Ministério da Educação, que não permite que essas crianças tenham abono das faltas escolares?, exemplifica. ?A artrite é uma doença flutuante. Nos períodos de crise, não se consegue nem andar. Essas crianças podem ter que passar 40, 60 dias fora e a grade diz que tem que ter 75% de presença, senão o aluno é reprovado.?

A psicóloga Juliana Freitas, 32 anos, convive com a AIJ desde os 10 anos. A infância e a adolescência, marcadas pela dor, não a impediram de estudar. Os remédios autoimunes minaram as defesas naturais do organismo. Os efeitos colaterais a castigavam: os vômitos e os enjoos, segundo ela, eram ainda piores que a própria medicação. Mesmo assim, a resiliência infantil aprendeu a contornar os incômodos. ?Tinha dificuldade de amarrar os sapatos, de fechar o zíper. Em alguns dias, eu não conseguia segurar uma xícara, mas, em outros, conseguia brincar. Fui aprendendo a lidar com a doença.? Quando a adolescência chegou, porém, a situação ficou insustentável. O excesso de corticoides a deixava inchada. Aos 18, Juliana se revoltou e comunicou aos médicos que, a partir daquele momento, não tomaria mais o medicamento.

A autoimagem de Juliana ficou prejudicada. Nas aulas de educação física, ela era excluída. ?Entrei em depressão. Não sei se só por conta do corticoide ou pelo conjunto de fatores, mas foi uma fase de revolta?, relembra. ?Tive alguns namorados, mas tive que me reconstruir.? Na faculdade, Juliana precisou colocar próteses nos dois joelhos. Nem as grandes escadarias a impediram de terminar os estudos. ?Eu ia de bengala, descia as escadas ?de ladinho??, descreve. Colegas e professores ajudavam no que podiam: carregando livros, adaptando provas ou mesmo com palavras bacanas. ?Uma amiga até me disse que, quando estava sem vontade de ir para a aula, pensava em mim, levantava e ia. As pessoas veem a gente como guerreiros, mas, na verdade, não temos outra opção.?

A vida adulta trouxe maturidade. Por volta dos 20 anos, Juliana decidiu saber mais sobre a própria condição ? e como seria a vida dali para a frente. ?As pessoas não costumam chegar ao consultório informadas sobre medicação ou como olhar um exame de sangue. A partir do momento em que busquei informação, comecei a me entender?, reforça. Há quatro anos, Juliana fundou a comunidade BrincAR Artrite Reumatoide/idiopática Juvenil, na qual troca experiências e dá suporte a pais de crianças com o problema. ?Os pais costumam olhar imagens de pessoas deformadas no Google e se desesperam. Mas é tudo uma questão de adaptação. Não é preciso abandonar o que se gosta?, ensina.

Garra de mãe


A pequena Marina Leão Fideles, 6 anos, era uma criança como outra qualquer: aprendeu a andar sem grandes dificuldades, gostava de brincar, pular. Aos 2 anos, contudo, as caminhadas foram se tornando cada vez mais difíceis, sofridas. Um inchaço no pulso esquerdo surgiu de repente e deixou a mãe, Cibele Leão, 33 anos, preocupada. ?Até eu conseguir vaga em um reumatologista, os joelhos dela também começaram a inchar?, recorda a jornalista. ?Até que chegou ao ponto de ela não caminhar de manhã, por causa da rigidez matinal.?

Gesso, consulta no reumatologista, no ortopedista, no pediatra. Nada parecia dar uma resposta às dores que a menina sentia. Finalmente, Marina foi encaminhada a um reumatologista pediátrico, que identificou a AIJ. A primeira leva de comprimidos não fez efeito. Cibele continuou a peregrinação por profissionais até que conseguiu uma vaga no ambulatório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Lá, a menina passou a tomar medicamentos injetáveis e a dor, enfim, começou a ceder.

Atualmente, Marina está com 6 anos e estável. O problema é que o remédio causa diversos efeitos colaterais ? sobretudo durante o ?desmame?, período em que os médicos tentam reduzir gradualmente o uso do medicamento. ?Quando tentamos, as dores voltaram todas?, descreve Cibele. Marina foi convidada pela equipe da Unifesp para fazer parte de um estudo que envolve o desenvolvimento de uma medicação biológica e subcutânea. Graças ao novo remédio, a menina recuperou-se tanto que, além de brincar, consegue praticar ginástica rítmica, seu esporte favorito.

No começo, a notícia de que a filha tinha uma doença crônica entristeceu Cibele. Mesmo deprimida, contudo, a mãe conta que seu pensamento sempre esteve focado em garantir que a filha não sentisse mais dor. ?Vi que, quando a medicação não faz efeito, é tudo muito rápido?, completa. ?Se eu não batalhasse, ela poderia ter sequelas, o que hoje ela não tem. Fiquei assustada, mas corri atrás para que ela não ficasse inválida.? O desconhecimento dos próprios profissionais não ajudou a acalmar o coração da mãe. O primeiro médico a atender Marina, por exemplo, disse que a menina poderia morrer a qualquer momento. ?Ele falou que ela não poderia mais ir para a escola, que se pegasse catapora, estaria morta. A vontade que dá é de dizer para ele não repetir isso para nenhuma mãe. Eu fui atrás do tratamento, mas acho que muitas desistiriam.? 

Uma batalha em várias frentes 


A artrite reumatoide faz parte da vida de Cleuma dos Santos Alencar, 31 anos, desde 2009. No ano passado, foi a vez de a filha da professora,  

 

Caolynny Larhanne Alencar, 13, ser diagnosticada. Moradoras do município Novo Repartimento, no Pará, elas precisam viajar 560km para visitar o reumatologista pediátrico mais próximo, em Belém.

Tudo começou após uma aula de educação física. Ao chegar em casa, Caolynny reclamava de dores no corpo inteiro. Pensava-se ser um incômodo normal. ?Ela continuou reclamando, fiquei preocupada e a levei no clínico geral?, lembra Cleuma. Quatro consultas depois, as dores resistiam. Finalmente, Cleuma levou a adolescente ao reumatologista que a atende habitualmente e obteve o diagnóstico.

Mais exames foram solicitados, mas a doença é impaciente: quanto mais tempo se passava, mais os dedos da adolescente entortavam. Os remédios não faziam efeito. ?O olho dela começou a inflamar e, em setembro passado, ela teve uveíte?, lembra. Em novembro, foi a vez das cartilagens do nariz e do ouvido ficarem comprometidas. ?A mandíbula também foi muito afetada, então ela tinha muita dificuldade em mastigar e regurgitava a comida.?

Caolynny precisou ser acompanhada por diversos especialistas, como oftalmologistas e otorrinolaringologistas. Mesmo assim, a garota acabou perdendo parte da audição. Em dezembro, Caolynny precisou ser internada às pressas, com uma forte pressão no peito. ?Ela está com um aceleramento cardíaco. À noite, ela tem bradicardia (batimentos mais lentos que o normal) e, no restante do dia, taquicardia?. Por conta do problema, a jovem passa a maior parte do dia na cama. Hoje, toma remédios biológicos e tenta não se movimentar em excesso. ?Ela ficou com várias deformidades e sequelas. Os dedos das mãos e dos pés estão tortos?, descreve Cleuma. Por conta das dores, a garota não conseguiu terminar o ano letivo. ?Quero uma vida normal para ela.?

Enorme valentia 


As formas mais severas da artrite idiopática juvenil causam dor intensa, mas não no começo. Por ser crônica, a patologia se desenvolve lentamente. ?Existem muitos subtipos, mas entre todas as doenças reumáticas infantis, é a mais frequente. Só perdia para a febre reumática?, completa a reumatologista Maria Teresa Terreri. O diagnóstico é complicado. ?Fizemos um estudo há 15 anos que mostrava que as crianças passavam por 10 médicos até serem diagnosticadas?, conta Terreri. Segundo a médica, houve avanços consideráveis na área e, hoje, quase não há crianças em cadeiras de rodas por conta da artrite.

Soraya Silva dos Santos, 6, não teve a sorte de um diagnóstico precoce. Os sintomas da AIJ apareceram ainda no primeiro ano de vida. Os joelhos, de tão inchados, não aguentavam o peso. A avó da menina, a secretária Leila Silva dos Santos, 43 anos, a levou para o ortopedista da cidade, que a encaminhou para outro, que aconselhou um pediatra. ?Tivemos que ir para Goiânia. Até chegarmos em um reumatologista pediátrico, ela passou por sete médicos.? Soraya mora com Leila no município goiano de Itumbiara, a 204km da capital. A peregrinação demorou um mês e 15 dias.

Em Goiânia, Soraya vivia uma rotina de 13 remédios por dia. A intolerância a lactose piorava os efeitos colaterais dos medicamentos. Além de febre, as articulações da menina endureciam cada vez mais. ?Ela ficou um mês sem pisar o chão?, relembra a avó. O uso de corticoide também era alto. Desconfiada de tantos remédios que só pioravam a vida da neta, a avó preferiu procurar uma segunda opinião. Durante uma ressonância magnética, a menina teve uma parada cardíaca e precisou ser entubada. ?A médica disse que foi por conta dos efeitos do corticoide?, explica Leila.

Um terceiro reumatologista decidiu retirar todos os medicamentos da menina. Rapidamente, o corpo dela respondeu em forma de mãos atrofiadas, joelhos inchados e crises de dor noturnas. ?Ele disse que ela estava completamente curada e que eu só voltasse lá se ela estivesse arrastando as pernas?, relembra Leila. A partir daí, as coisas pioraram ainda mais. Soraya pegou catapora e a doença se alastrou com velocidade. Em apenas quatro dias, o corpo da menina estava completamente tomado por feridas. ?Ela foi para o hospital em crise gravíssima. No primeiro dia, ela já estava perdendo os movimentos das pernas. O médico disse que precisávamos ir para Goiânia, porque ela tinha que ir para a UTI.?

Às 22h, a menina urrava de dor: a catapora começava a atacar o cérebro.  A menina teve delírios. A vaga na UTI só apareceu às 15h. No dia seguinte, a menina estava com 40 graus de febre.  Naquela noite, foi desacreditada.?Nem os médicos souberam explicar como ela sobreviveu.? Soraya teve alta, mas a vida ficou um pouco mais complicada. Além da AIJ, a catapora manchou sua pele. Apesar de fazer natação semanalmente, a coluna de Soraya está enrijecendo. A cada consulta, avó e neta precisam viajar para Goiânia. ?Estou buscando ajuda, porque não está fácil?, desabafa.

Em busca de qualidade de vida


A complexidade da doença se reflete no tratamento. Margarida de Fátima Carvalho, presidente do Departamento de Reumatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), explica que tudo vai depender da idade da criança e da quantidade de articulações comprometidas. De modo geral, inclui de anti-inflamatórios (hormonais ou não) a modernas drogas biológicas, além de fisioterapia, nutrição adequada, acompanhamento psicológico e, claro, reumatológico. ?O tratamento medicamentoso teve um avanço imenso a partir da década de 1990, com a descoberta das drogas biológicas?, reforça a médica.

Por ser uma doença crônica, não se fala em cura para a artrite infantil. Mas há cada vez mais casos de pacientes que entram em remissão permanente, ou seja: a doença não se manifesta mais. ?Como não sabemos a etiologia da doença, o agente que a causa, não podemos dizer que a criança está curada. Mas existe o controle.? Lívia Chaud Albano, psicóloga da ONG Acredite e do Ambulatório de Reumatologia Pediatrica do Hospital São Paulo, trabalha há um ano e meio com crianças artríticas. O tratamento, ela enfatiza, é para a vida toda. ?Uma das principais dificuldades dos pais é ?cair a ficha? quanto a isso.?

Explicar para a criança ou para o adolescente o que está acontecendo e o que está por vir também é importantíssimo. O discurso, claro, vai depender da idade do paciente. ?Normalmente, para crianças mais novas, a dor e a rotina de consultas e remédios, especialmente os injetáveis, por causa da agulha, são as coisas que mais incomodam.? Os adolescentes preocupam-se com questões mais filosóficas. ?Por que comigo??, ?por que ninguém mais tem isso?? são perguntas frequentes, segundo Lívia Albano.

Lidar com o problema de frente, tanto para pais quanto para as crianças, é o começo da qualidade de vida. Além dos sintomas, remédios e adaptações, é importante dar atenção aos sentimentos dos pequenos pacientes. ?No geral, as crianças com artrite são fechadas, guardam os sentimentos para elas mesmas?, descreve a psicóloga. ?É muito comum elas terem passado por uma situação de mudança, como o divórcio dos pais.? A partir daí, o esforço dos responsáveis é em afastar medos e preconceitos com muita conversa. ?É preciso entender o mínimo sobre a doença, porque ela sempre estará presente.? 

 

Fonte: UAI

 

20/09/16

 

Para que serve e quando procurar o médico do esporte?

 

O médico do esporte atende tanto atletas de alto nível quanto iniciantes e indivíduos comuns, não atletas, saudáveis ou com alguma doença, de todas as faixas etárias. É uma espécie de clínico geral com um olhar voltado para a prática esportiva e para a qualidade de vida.

Ele exerce a função de orientador para a atividade física, analisando o histórico do paciente e seu estado atual, por meio de anamnese, exames clínicos e laboratoriais.

 

?Buscamos o melhor caminho para prevenção de lesões, tratamento e reabilitação . Também podemos indicar o esporte que seja mais adequado a cada pessoa e que contribua efetivamente para seu bem-estar?, diz o reumatologista e médico do esporte Páblius Staduto Braga, coordenador do Centro de Referência em Medicina do Esporte do Hospital 9 de Julho, de São Paulo.

 

Faça o teste : Qual atividade física é ideal para você?

 

Na consulta, é feita uma avaliação completa, procurando sinais que possam contraindicar determinada atividade. ?Às vezes o paciente quer fazer natação, mas tem uma bursite no ombro. Vamos tratar até que ele fique bom e possa nadar sem problema ou até sugerir outra atividade mais apropriada a seu perfil. Procuramos fazer uma prescrição individualizada do exercício?, completa o médico do esporte Jomar Souza, de Salvador, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME). 

 

 

Ele esclarece que o médico do esporte não substitui outros especialistas. ?O paciente hipertenso continua seu tratamento com o cardiologista, da mesma forma que o indivíduo que tem hérnia de disco permanece com acompanhamento de seu ortopedista. A função do médico do esporte é orientar sobre as atividades físicas mais apropriadas para cada caso. Não vamos substituir, mas agregar com informações que beneficiam o paciente?.

 

Do praticante de musculação ao maratonista, passando por todas as modalidades esportivas individuais ou coletivas, todos são tratados de modo diferenciado pelo médico do esporte. ?Mesmo que a pessoa tenha um orientador na hora da realização da atividade física, é importante verificar se a carga de exercício está compatível ao seu físico, se é necessário alguma suplementação, fortalecimento ou correção muscular?, diz Páblius Staduto.

 

Formação

 

Atualmente existe a possibilidade de o médico sair da faculdade já como médico do esporte, após período de residência na área. Porém, outros especialistas ? geralmente cardiologistas e ortopedistas ou ainda endocrinologistas e reumatologistas ? podem obter o título por meio de uma pós-graduação.

 

 

O diretor da SBME diz que ainda são poucos os médicos do esporte no Brasil. ?Somos de 700 a 800 especialistas. Mas estamos crescendo em número?.

 

Nabil Ghorayeb, chefe do departamento de cardiologia do esporte do Instituto Dante Pazzanese, de São Paulo, considera de extrema importância o praticante de atividade física procurar esse profissional diferenciado. ?Ao analisar um teste ergométrico, por exemplo, o cardiologista do esporte é capaz de identificar nuances importantes para o praticante de atividade física que talvez outro médico não valorizasse?.

 

Fonte: SAUDE

 

16/09/16

 

Falta de vitamina D também endurece os ossos

 

Pesquisadores descobriram que a carência do composto deixa as estruturas porosas por fora e mais mineralizadas por dentro. A combinação aumenta os riscos de fratura e pode causar a osteoporose

 

A falta de vitamina D no organismo é um fator que aumenta exponencialmente o risco de fraturas ósseas. A explicação mais conhecida para esse problema envolve o agravamento da porosidade dos ossos e a consequente diminuição da densidade deles, uma vez que, sem o composto, não há uma absorção correta do cálcio. Mas não é só isso. Essa camada de tecido ósseo não mineralizado leva a uma segunda condição de risco: a formação de ?ilhas? de tecido altamente mineralizado e envelhecido. A descoberta feita por pesquisadores da Alemanha surpreende os cientistas por mostrar que um processo exatamente oposto ao até então conhecido também coloca em risco a saúde de quem tem deficiência da chamada vitamina do sol.

A explicação para esse efeito está exatamente na densa superfície óssea não mineralizada formada a partir da deficiência. Segundo Michael Amling, um dos autores da pesquisa e professor do Departamento de Osteologia e Biomecânica do Centro Médico Universitário de Hamburg-Eppendorf, na Alemanha, os ossos são continuamente remodelados pela ação orquestrada do tecido ósseo. A remodelação funciona como a reforma das paredes envelhecidas de uma casa. Pedreiros especializados, no caso as células chamadas osteoclastos, utilizam enzimas e ácido clorídrico para remover a área desgastada. Outra equipe, os osteoblastos, deposita o material novo, recuperando a ?parede?. A remodelação dura de cinco a 10 dias e deixa o ambiente pronto para a mineralização óssea.


Por meio desse processo, um esqueleto humano está completamente renovado a cada sete anos. ?Assim, estamos protegidos de fraturas por insuficiência. No entanto, se o osso é coberto por osteoide, ele não pode ser removido, já que as únicas células capazes de destruí-lo, os osteoclastos, não conseguem fazer esse trabalho.? O impedimento acontece porque a camada de tecido ósseo não mineralizado está muito densa devido à falta de vitamina D, atrapalhando que as células de remoção se liguem à superfície. ?Assim, o osso abaixo do osteoide envelhece mais ao longo dos tempos e fica mais frágil.?

Barreira de colágeno


O estudo, divulgado hoje na revista Science Translational Medicine, contou com a participação de 30 indivíduos, sendo que metade deles tinha deficiência de vitamina D. Os resultados foram possíveis pelo uso de uma tecnologia capaz de medir o desenvolvimento de fissuras ósseas em tempo real e a resistência do tecido a essas fissuras. A avaliação também mostrou que as ?ilhas? de osso altamente mineralizado estavam cercadas por uma barreira de colágeno ? outro obstáculo para a remodelação óssea e para o suprimento de cálcio.

Segundo o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense Paulo Roberto Gonçalves de Souza, há algum tempo se sabe que a vitamina D é um fator importante para a mineralização do tecido osteoide ? a base colágena óssea. O tecido ósseo jovem é formado por tecido colágeno, que oferece a elasticidade, e tecido mineralizado, que confere a rigidez. ?A pesquisa mostra que a vitamina D é importante não só para a mineralização do osso, mas para a manutenção do tecido colágeno, cuidando da estrutura como um todo. Essa constatação é importante porque mostra que a vitamina D age para harmonizar mineral e colágeno?, descreve.

Ainda assim, Souza não acredita que a pesquisa alemã cause um impacto clínico imediato no tratamento de doenças como a osteoporose. O estudo viria como mais uma confirmação de quão imprescindível a vitamina D é ao organismo. ?Ela é indispensável para a formação do tecido ósseo na infância, pois previne o raquitismo; na juventude, para evitar a osteomalácea; e na idade avançada, tentando manter a estrutura óssea o mais próximo possível da normalidade.? O ortopedista alerta ainda que, embora as vitaminas sejam de uso popular, elas também são medicamentos e devem ser prescritas por médicos.

Segundo o professor, a saúde óssea não está dissociada do organismo como um todo, e o cálcio, as vitaminas, o fósforo, a fosfatase alcalina e os hormônios devem ser dosados. Ao especialista competiria analisar esses fatores e administrá-los conforme as necessidades fisiológicas de cada paciente. O pesquisador alemão Amling acrescenta ainda que normalizar a vitamina D é um importante marco para a mineralização e a renovação do osso. ?Assim, a vitamina D é um pré-requisito do osso saudável e, sem níveis normais de vitamina D, não há nenhum benefício provocado por qualquer medicação baseada em remodelação para os ossos.? Segundo os especialistas, a melhor fonte dessa vitamina ainda é a luz solar.

 

Fonte: UAI

 

13/09/16

 

Lesões do ligamento cruzado anterior: princípios e mudanças na prática

 

As lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) constituem a principal causa de instabilidade do joelho. O ligamento está localizado na porção central do joelho, sendo o principal responsável pela estabilização anteroposterior dessa articulação.

Segundo Túlio Vinícius de Oliveira Campos, professor assistente do Departamento de Aparelho Locomotor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e médico do corpo clínico do Biocor Instituto, as mulheres estão mais sujeitas a sofrer essa lesão. ?A explicação é encontrada em diferenças anatômicas e na ativação muscular que ocorre durante a prática esportiva. O número absoluto de homens que apresentam lesões do LCA é superior, pois a prática esportiva é mais comum neste gênero?, explica.

O mecanismo de trauma típico é uma entorse do joelho. De acordo com o especialista, é comum o relato de um estalido, seguido de inchaço e dor. Alguns pacientes referem sensação de ?joelho solto? e insegurança para prática esportiva. ?É fundamental uma avaliação ortopédica extensa que contemple a história do paciente e elementos do exame clínico, que permitam caracterizar bem a lesão principal (LCA) e a presença de lesões associadas.? A avaliação clínica é complementada por exames de imagem.

O médico explica que a técnica cirúrgica consiste na remoção de um tecido do próprio paciente (enxerto), confecção de um túnel no fêmur e na tíbia e passagem desse enxerto pelo túnel recém-confeccionado. ?Os enxertos mais utilizados são os tendões da região posterior da coxa (grácil e semitendíneo) e tendão patelar. Recentemente, foram incorporados novos conceitos na reconstrução do LCA: ?Houve mudança no posicionamento dos túneis por onde passa o enxerto. A tendência atual é de reconstruir a anatomia do ligamento original. Dessa maneira, foram obtidos melhores resultados em relação à estabilidade articular. Por outro lado, a taxa de reruptura do ligamento reconstruído por essa técnica é maior?, diz.

Segundo Dr. Túlio, o principal determinante do sucesso do procedimento é o correto posicionamento dos túneis. ?É importante atentar para uma abordagem cirúrgica precoce, que permite a identificação dos remanescentes do ligamento rompido.?

O paciente permanece internado por 24 horas, pode apoiar o membro com auxílio de muletas no dia seguinte ao procedimento e, normalmente, reassume a maior parte das atividades do cotidiano no prazo de duas semanas. ?Medidas simples como o treinamento muscular adequado protegem os ligamentos do joelho, entre eles, o LCA. Existe um hábito nocivo em nosso meio que é a prática de atividade esportiva apenas nos fins de semana. É fundamental esclarecer ao paciente que seu retorno à prática esportiva é esperado cerca de nove meses após o procedimento, desde que tenha recuperado o trofismo muscular adequado.

?É importante destacar que o desfecho somente será favorável se houver uma conjunção de técnica adequada, cooperação do paciente, reabilitação e mudança da rotina de treinos.

Etapas críticas da reconstrução do ligamento cruzado anterior

 

A - Instrumento ortopédico indica o remanescente 
do LCA em uma ruptura parcial
B - Fio cirúrgico passando por túnel no fêmur
C - Fio passando pelo túnel do fêmur e da tíbia
D - Linhas delimitam limites do enxerto

 

Fonte: ESTADÃO

 

11/09/2016 -  Esteira Antigravitacional

 

 

Em breve os praticantes de esporte amador e profissional passarão a contar em Belo Horizonte com as tecnologias mais modernas para o tratamento e reabilitação de lesões esportivas. Como é o caso por exemplo da esteira antigravitacional AlterG.

 

Com a tecnologia exclusiva de redução de peso da AlterG desenvolvida pela N.A.S.A., a esteira antigravidade possui inúmeros benefícios para quem trabalha com a Saúde, Fisioterapia e Fitness. Uma pessoa que sofre de Parkinson pode além de andar e correr, realizar muitos outros exercícios cinéticos junto à esteira, trabalhar equilíbrio e mais. A esteira é perfeita para quem está se recuperando de uma lesão, fratura ou cirurgia, pois ao reduzir o peso é possível aliviar ou eliminar a dor permitindo a atividade física, ganho muscular e melhora do metabolismo cardiorrespiratório. Uma pessoa obesa que não consegue realizar atividade com impacto pode correr na esteira com seu peso reduzido em até 80% mantendo toda a mobilidade normal do corpo.

 

Benefícios:

Indicações:

 

 

09/09/16

Como lidar com a lesão meniscal

 

Absorver impactos, melhorar a congruência entre a tíbia e o fêmur, que são os ossos que compõe (junto com a patela) a articulação do joelho. Essas são as funções dos meniscos, que juntamente com ligamentos e outras estruturas musculares, são responsáveis também por melhorar a estabilidade da articulação dos joelhos. Eles estão localizados internamente nos joelhos, ou seja, são intra-articulares e com estruturas de cartilagem fibrosa, com forma de meia-lua e certa maleabilidade.

 

Cicatrização

 

Devido ao seu teor predominantemente fibrocartilaginoso, os meniscos possuem um suprimento vascular periférico que alimenta suas células por difusão, fazendo com que a sua estrutura seja quase que totalmente avascularizada. Por isso quando existe uma lesão meniscal fora da área vascularizada (área periférica do menisco) é muito difícil que haja uma cicatrização espontânea.

 

Quantos são?

 

No joelho existem dois meniscos, um medial, ou mais interno, e outro lateral, ou mais externo.

O menisco medial é um pouco menor e por sua anatomia é mais fixo que o lateral. Durante a movimentação normal do joelho, o menisco lateral possui um deslocamento próprio de até um centímetro da sua posição de repouso, o que não ocorre com o menisco medial. Por isso, quando se fala em lesão meniscal há uma probabilidade maior de que o menisco lesado seja o medial.

 

Com qual idade pode acontecer?

 

As lesões dos meniscos podem ocorrer em qualquer faixa etária e são mais comuns em homens do que em mulheres, na proporção de três por um. Em pessoas mais jovens, a causa de lesão meniscal é geralmente traumática, sendo a entorse do joelho o mecanismo mais comum de trauma. Durante a nossa evolução natural, os meniscos sofrem uma espécie de alteração da sua estrutura inicial, o que os torna mais susceptíveis e frágeis às lesões por traumas, mesmo de menor intensidade ou sem trauma algum. A partir dos 40 anos de idade a maioria das lesões dos meniscos ocorrem neste padrão e chamamos estas lesões de degenerativas.

 

Lesões Degenerativas

 

As lesões degenerativas ocorrem dentro dos meniscos como parte do envelhecimento natural das pessoas, podendo haver rupturas associadas pela fragilidade maior destes meniscos ?envelhecidos?.

 

Principais queixas

 

Quando há uma lesão meniscal a principal queixa é a dor, observada após um trauma torsional. Já os casos de lesões degenerativas que podem ocorrer após uma flexão ou um agachamento, são seguidos por uma dor espontânea. Sintomas como falseios ou bloqueio do movimento articular podem ser comuns.

 

Tratamento

 

Existe uma ampla gama de tratamentos descritos para a lesão meniscal e, mesmo nas condutas cirúrgicas, o mais indicado é retirar o mínimo possível dos meniscos e suturar as lesões (se possível), para que não se perca a função destes meniscos. Em alguns casos ainda é possível que se faça o tratamento conservador, ou seja, não cirúrgico. Porém este tipo de tratamento se aplica mais às lesões degenerativas e pouco sintomáticas.

 

Um pouco mais sobre o menisco

 

Antigamente era muito comum á retirada total dos meniscos em casos de lesão, não levando em conta a importância para saúde da articulação do joelho.


Os transplantes de meniscos também vêm sendo estudados com bastante ênfase, porém ainda não se tornou uma realidade na rotina dos consultórios médicos. O importante é que o conhecimento sobre os meniscos e suas lesões se desenvolveu imensamente nas últimas décadas, fazendo com que os pacientes se beneficiem dos ótimos resultados, com recuperações aceleradas e rápido retorno às atividades esportivas.

 

Fonte: WEBRUN

 

06/09/16

 

Uso de ácido hialurônico pode acelerar recuperação de condromalacia patelar

 

Sobrecarga do joelho causada por movimentos cíclicos repetitivos é frequente entre corredores e pode levar à destruição total da cartilagem

 

A condromalacia patelar faz parte da lista de doenças desobrecarga do joelho causadas por movimentos cíclicos repetitivos, como a tendinite patelar, a tendinite quadricipital, hoffite,etc. Portanto, ela é muito frequente nacorrida de rua, corrida de montanha,corrida de aventura, enduro a pé etrekking. A lesão consiste em um amolecimento da cartilagem, que pode evoluir para sua total destruição. 

 

Sabe-se que a cartilagem articular lesada possui potencial de cicatrização muito limitado. Isso se deve às suas propriedades histológicas que, ao contrário da maioria dos tecidos do corpo, possui pouquíssimas células (hipocelularidade), não possui vasos sanguíneos (avascularidade), não possui terminações nervosas (aneural) e é riquíssimo em água. Consequentemente, uma vez lesada, a reação inflamatória é muito pequena, e a possibilidade de reparo é quase nula. 

 

As mulheres parecem estar especialmente em risco de desenvolvê-la. O uso de salto alto, que mantém o joelho em constante desaceleração, é um fator importante, mas estudos têm também indicado um funcionamento diferente do joelho em comparação ao masculino.

 

Devido ao fato de o amolecimento e as erosões na cartilagem patelar serem frequentemente encontrados na população após os 30 anos e nem sempre estarem ligados à dor, existe uma tendência a tratar as pessoas comdor no joelhooriginada na cartilagem patelar através dafisioterapia.

 

O fortalecimento da musculaturada coxa e do quadril é considerado a pedra angular do bom resultado. Havendo alivio das dores, "devolvemos" aos poucos o paciente ao esporte. Isso, obviamente, sob contato continuo entre o treinador e profissionais da saúde. 

E naquelas pessoas que não evoluem bem? Ossinais de alerta de má evolução de uma condromalacia incluem:

 

- aumento dador durante o treino;
- persistência da dor em atividades da vida diária;
- inchaço no joelho;
- dor muscular associada;
- atrofia do músculo anterior da coxa (quadríceps).

 

Nos casos em que areabilitação bem executada não surte o resultado desejado e o tratamento cirúrgico ainda não se enquadra, há a opção de realizar uma infiltração com acido hialurônico, conhecida no meio médico comoviscossuplementação. Existem diversas marcas e concentrações do produto por centímetro cúbico. A indicação dependerá sempre da experiência do médico e do tempo em que se espera a ação do produto. 

 

O procedimento é feito em consultório por um médico especialista em joelho. É importante ter em mente que, em se tratando de condromalacia, trata-se de uma ferramenta para alívio da dor e melhora da função, servindo apenas para ?acelerar? o processo de reabilitação.

 

Fonte: EUATLETA

 

02/09/16

Como tratar uma lesão no joelho em casa

 

Quando, por algum motivo, o joelho ou qualquer articulação sofre uma lesão, é aconselhado durante as primeiras 48 horas colocar compressas frias na zona lesionada para aliviar a dor e a inflamação.

 

Além disso, pode ser útil aplicar uma pomada de arnica para combater os sintomas, mas se a dor permanecer por mais de 5 dias ou for muito intensa é importante ir ao médico realizar exames como raio-x ou ressonância magnética para detectar e diagnosticar o grau do dano causado.

 

Na consulta o ortopedista poderá indicar o uso de medicamentos anti-inflamatórios em forma de pomada ou comprimidos, além de sessões de fisioterapia que serão muito úteis para combater a dor, devolver a força muscular e a amplitude dos movimentos, melhorando assim a qualidade de vida da pessoa.

 

Tratamento caseiro para lesões no joelho

 

Algumas formas de tratar pequenas lesões nos joelhos causadas por traumatismo num jogo de futebol ou queda são:

Para combater a dor e o inchaço no joelho

Para combater a dor o inchaço no joelho é importante descobrir a sua causa. Conheça algumas causas aqui. No entanto, o princípio PRICE sempre pode ser útil para diminuir os sintomas inflamatórios e melhorar os movimentos e consiste em: Proteção, repouso, uso de gelo, compressão e elevação.

 

O gelo deve ser aplicado de 3 a 4 vezes ao dia durante 15 a 20 minutos e deve estar enrolado numa folha de papel toalha ou uma fralda fina, por exemplo, para evitar uma queimadura na pele. Depois do gelo, pode-se enfaixar o joelho com uma faixa compressiva para diminuir os movimentos e conter o inchaço e manter a perna elevada, permanecendo deitado na cama com um travesseiro por baixo do joelho e do calcanhar.

Para facilitar os movimentos do joelho 

Após as primeiras 48 horas, aconselha-se, então, deixar o gelo e começar a aplicar compressas quentes, pois o calor faz relaxar a articulação ou o músculo lesionado, dando maior flexibilidade durante a fase de recuperação. 

 

Os movimentos devem ser realizados até o ponto de dor e pode ser preciso fazer sessões diárias de fisioterapia para recuperar o joelho e dependendo do tipo de lesão, a pessoa pode precisar de semanas ou meses de tratamento fisioterapêutico.

 

Você pode tentar ficar deitado de barriga para cima e dobrar a perna arrastando o calcanhar sobre a superfície até o ponto em que conseguir realizar o movimento sem dor, repetindo esse exercício 10 vezes seguidas. Um outro exercício que pode ser útil para melhorar os movimentos com esta articulação é permanecer sentado numa mesa com as pernas pendidas e então esticar a perna como mostra a imagem a seguir. Esse exercício também pode ser realizado 10 vezes seguidas, no entanto, um fisioterapeuta poderá indicar pessoalmente quais exercícios são mais indicados para cada necessidade.

Sinais de alerta para ir ao médico

Você deve ir ao médico ou fisioterapeuta se não conseguir movimentar o joelho para qualquer posição sem sentir alguma dor e também se:

Nesse caso é indicado ir ao ortopedista para realizar exames que possam identificar a causa da dor e da disfunção, através de testes específicos e exames de imagem como raio-X ou ressonância, por exemplo.

 

Fonte: TUASAÚDE

 

31/08/16

 

Lesão de menisco: trauma comum do joelho

 

Manter seus joelhos intactos é muito fácil, até que algum movimento em falso provoque uma lesão. Entre as lesões mais comuns de joelho estão a ruptura de menisco.

 

Os meniscos (plural de menisco) são cartilagens em forma de C em ambos os lados da articulação do joelho. Os meniscos são como amortecedores e mantêm o joelho estável.

 

Rupturas de menisco geralmente ocorrem quando uma pessoa de repente torce o joelho, enquanto o pé fica fixo no mesmo lugar. Este movimento é comum em esportes como basquete e tênis. Esta cartilagem enfraquece com a idade, por isso mesmo um simples movimento como ficar de cócoras pode causar uma lesão de menisco com o passar da idade.

 

Quais são os sintomas de uma ruptura de menisco?

 

Muitas pessoas ouvem ou sentem um 'pop' em seu joelho quando ocorre o desgaste.

 

Após a lesão inicial:

Como é diagnosticado?

 

O médico irá examinar o seu joelho e pedir para descrever o que aconteceu. Você pode precisar de um raio-x ou ressonância magnética para confirmar o diagnóstico. Às vezes, o médico irá usar um pequeno instrumento iluminado chamado artroscópio para examinar o interior do seu joelho.

 

Como a ruptura de menisco é tratada?

 

Pequenas rupturas, muitas vezes, podem se resolver por conta própria. Os médicos geralmente recomendam em primeiro lugar alguns cuidados:

Se não melhorar com esses cuidados, você pode precisar de uma cirurgia para reparar o menisco. Para a maioria das pessoas é possível fazer uma cirurgia artroscópica. Este é um procedimento minimamente invasivo que requer três pequenas incisões. Ele deixa muito pouca cicatriz e tem um tempo de recuperação curto.

 

Após a cirurgia, você vai precisar de algumas semanas de fisioterapia e exercícios em casa para reabilitar o joelho. A maioria das pessoas pode voltar ao seu nível normal de atividade cerca de um mês após a cirurgia.

 

Fonte: CUIDADOSMIL

 

29/08/16

 

Cuidados com os joelhos

 

 

A prática de exercícios e a escolha dos calçados certos podem evitar problemas na maior articulação do corpo

 

Os joelhos, a maior articulação do corpo humano e que une o fêmur à tíbia e à patela, são uma estrutura de absorção de carga e energia que aguenta todo o peso corporal quando andamos e corremos e por isso, devem ser tratados com cuidado para evitar lesões. Conheça as precauções que você deve ter para não ter problemas com os joelhos.

Mexa-se!

Segundo especialistas, o sedentarismo é uma das maiores causas de problemas nos joelhos. Ficar muito tempo sentado leva ao enfraquecimento da musculatura, a qual deve ser fortalecida para sustentar a maior articulação do corpo. Por isso, invista na prática de atividades físicas.

 

Por outro lado, exercícios mal feitos podem causar problemas e agravar as lesões já existentes, agachamentos realizados de maneira incorreta e exercícios que utilizam muita carga podem ser prejudiciais.

Logo, o melhor a ser feito é procurar a orientação de um profissional, geralmente um educador físico ou fisioterapeuta, o qual irá instruí-lo sobre a melhor maneira para executar o exercício.

 

Além disso, praticar exercícios é importante, pois ajuda a manter o corpo em forma, evitando o sobrepeso, outro fator que contribui para dores e lesões nos joelhos. Já no caso dos idosos, é importante praticar exercícios para treinar o equilíbrio e que utilizem pouca ou quase nenhuma carga, já que os mais velhos são mais suscetíveis à artrite, doença que leva à destruição das articulações.

Escolha o calçado certo

No caso das mulheres, o uso constante de salto alto pode ser prejudicial aos joelhos, uma vez que o salto alto demais altera o centro de gravidade do corpo e obriga a mulher a colocar o joelho para dentro, o que pode comprometer e causar problemas na articulação.

Por outro lado, calçados retos demais, como chinelos e sandálias rasteiras, também podem causar lesões, pois recebem todo o impacto do solo e, assim, predispõem a cartilagem, a qual, de acordo com especialistas trata-se da estrutura mais perfeita de absorção de impacto que existe, ao desgaste.

 

Portanto, o sapato ideal é aquele que possui um pequeno salto ou salto do tipo anabela. Outra opção, a mais adequada segundo os profissionais da área, é o tênis, já que esse tipo de calçado amortece e estabiliza os movimentos.

 

Mulheres, atenção!

Ainda de acordo com especialistas, o cuidado com os joelhos deve ser redobrado para as mulheres, pois, com o passar dos anos, elas tendem a perder fibra muscular, o que acarreta perda de força nos músculos, e massa óssea. Essas perdas acontecem com pessoas de ambos os sexos, mas são mais intensas no caso das mulheres. Por isso, o cuidado com os joelhos deve ser constante.

 

É importante lembrar que a prática de exercícios físicos e o uso de calçados adequados ajudam a prevenir problemas, mas ao sentir dores ou qualquer tipo de incômodo na maior articulação do corpo, um especialista deve ser procurado, para que o tratamento adequado seja desenvolvido. O diagnóstico de lesões, geralmente, é feito pelo histórico do paciente e por exames físicos e outros tipos de testes. A reabilitação pode envolver bolas, aparelhos de ginástica e outras atividades.

 

Fonte: DicasdeMulher

 

25/08/16

 

 

Artroscopia: cirurgia é indicada para tratar lesões nas articulações

Comumente realizada no joelho e ombro, procedimento diagnostica e trata doenças

 

O que é?

A artroscopia é um procedimento cirúrgico que permite olhar para o interior de uma articulação em seu corpo usando um equipamento chamado "artroscópio". Este equipamento é uma haste do tamanho aproximado de um canudo com uma câmera na ponta. A artroscopia permite ao médico olhar diretamente para as estruturas de dentro da articulação, como os ligamentos (tecido resistente que liga um osso ao outro), a cartilagem (tecido liso que cobre as extremidades dos ossos nas articulações) e outras estruturas. Este procedimento pode ser usado tanto para diagnosticar, quanto para realizar o reparo de um problema articular. A artroscopia é mais comumente realizada no joelho e ombro. Também pode ser feita no quadril, tornozelo, cotovelo e punho.

 

Durante a artroscopia, o artroscópio é inserido na articulação por meio de um pequeno corte (incisão) na pele chamado de portal. O equipamento é munido de uma fonte de luz e uma câmara de vídeo em sua ponta. As imagens geradas da câmera são vistas em um monitor de vídeo. Os outros instrumentos cirúrgicos são inseridos na articulação por meio de novos portais. O procedimento é todo realizado com o cirurgião olhando para o monitor.

Ao contrário das cirurgias abertas, em que o médico precisa fazer um corte maior, a artroscopia geralmente é menos dolorosa e permite um tempo de recuperação mais rápido.

 

Indicações

A artroscopia é usada principalmente como método cirúrgico para reparar lesões intra-articulares. Dentre as indicações mais comuns estão os tratamentos: 

A artroscopia também, embora mais raramente, pode ser utilizada como método diagnóstico, uma vez que a articulação pode ser "explorada" por meio do uso do artroscópio na tentativa de se localizar uma lesão que não completamente elucidada ou que não foi diagnosticada após o exame físico e outros métodos diagnósticos como raios X, tomografia e ressonância magnética. 

Contraindicações

A artroscopia geralmente não será feita se:

- Houver infecção ou ferida na pele próxima da articulação a ser operada; Houver distúrbio de sangramento grave. No entanto, em alguns casos, a artroscopia pode ser feita utilizando medicamentos coagulantes.

 

Como se preparar

O médico deverá ser informado se:

O médico deverá saber de quaisquer preocupações acerca da necessidade do procedimento, dos seus riscos, de como será feito ou que resultados irá trazer. Exames pré-operatórios serão realizados para a segurança do procedimento.

Se a artroscopia for no tornozelo, joelho ou quadril, o médico irá, provavelmente, recomendar o uso de muletas após o procedimento. Se for no ombro ou cotovelo, o uso de uma tipoia será receitado.

 

Qual médico realiza a cirurgia

A artroscopia é feita por um cirurgião ortopedista.

Como é feito

Será solicitada a remoção de qualquer joia e a necessidade de usar roupa hospitalar. Um sedativo deverá ser administrado pouco antes da artroscopia, para ajudar a relaxar o paciente. Os pelos da pele em torno da articulação a ser operada poderão ser raspados.

 

Um anestesista irá discutir a melhor abordagem anestésica para o procedimento. Mais frequentemente, a anestesia aplicada é a peridural ou raquidiana para o joelho e tornozelo ou a geral, para o ombro e quadril. Independentemente do tipo de anestesia, o paciente, geralmente, dorme durante o procedimento devido a administração de medicações sedativos na veia. A frequência cardíaca, pressão arterial e respiração serão monitoradas pelo anestesista durante todo o procedimento. 

Dependendo da articulação que será operada, um torniquete será usado para restringir temporariamente o fluxo sanguíneo, de forma que não haja sangramento atrapalhando a visualização de todas as estruturas. 

 

Durante a artroscopia uma solução de irrigação (geralmente soro fisiológico) será usada para expandir o espaço articular e fornecer uma visão melhor de todo o conjunto. Um baixo fluxo constante de solução é normalmente utilizado durante o procedimento para limpar todos os detritos ou sangue, para que o especialista possa avaliar a sua articulação.

 

Uma vez que o artroscópio é inserido, o médico será capaz de ver dentro da articulação por meio de um monitor de vídeo. A equipe cirúrgica poderá dobrar, estender e reposicionar a articulação para vê-la de diferentes ângulos. Outras pequenas incisões serão feitas e outros instrumentos serão inseridos dependendo do procedimento a ser realizado. 

Duração do procedimento

A duração da artroscopia depende da articulação e do procedimento que é realizado. Pode demorar 15 minutos, como também pode levar mais de uma hora. 

Tempo de internação

A artroscopia pode ser feita ambulatorialmente, sem a necessidade de pernoitar no hospital, mas pode também pode necessitar de internação. Tudo depende da articulação que será operada, da anestesia que será usada e do procedimento que será realizado. 

Como é a recuperação do paciente

Após a artroscopia, podem ocorrer hematomas na pele ao redor da incisão. Isso é temporário e deve desaparecer dentro de duas semanas. O médico deverá saber sobre inchaços e possíveis sangramentos. 

Repouso da articulação pode ser necessário por alguns dias. Os pontos serão removidos entre sete e 14 dias. Gelo, elevação do órgão afetado e uma atadura de compressão podem ser usados para reduzir qualquer inchaço. Além disso, analgésicos serão prescritos para aliviar qualquer dor ou desconforto. Fisioterapia e exercícios serão recomendados dependendo do procedimento que foi realizado. O cirurgião deve informar o momento de retomar a atividade normal.

Complicações

As complicações após a artroscopia são infrequentes, porém sangramento dentro da articulação, rigidez, dor e infecção na articulação podem ocorrer, assim como a trombose venosa profunda, coágulos nas veias das pernas e coxas.

O médico deverá ser informado imediatamente se:

Gestantes podem fazer?

Não há contraindicação formal para a realização de artroscopia em gestantes, porém, normalmente, não existe urgência para o procedimento. Dessa forma, a cirurgia é postergada e realizada após a resolução da gravidez, na imensa maioria das vezes.

Regulamentação

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que constitui a referência básica para cobertura assistencial nos planos privados de assistência à saúde, adotou em 8 de janeiro de 2008 a resolução do artigo 10 da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, garantindo cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde privados para a artroscopia.

Além disso, o exame ou cirurgia de artroscopia também é um procedimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como conta na Tabela Unificada de Procedimentos, Medicamentos e Insumos Estratégicos do SUS referente ao grupo 4, disponível no site do Ministério da Saúde.

 

Fonte: MINHAVIDA

 

23/08/16

 

 

As 10 dicas para quem tem "joelho de corredor" ou a condromalácia patelar

 

Comum em atletas, este problema se caracteriza por um amolecimento da cartilagem do joelho, que pode evoluir até sua destruição e lesão dos ossos, explica ortopedista

 

A condromalacia patelar é uma lesão muito frequente na população, especialmente entre as mulheres e pode comprometer tanto a performance esportiva, quanto a qualidade de vida de quem a possui. A palavra provém da aglutinação dos radicais chondros, cartilagem e malácea, amolecimento, traduzindo portanto um amolecimento da cartilagem da patela. A lesão é, portanto um amolecimento desta cartilagem, que pode evoluir para sua total destruição.

O que é condromalacia patelar, como é a cirurgia e a recuperação posterior

Sabe-se, desde a época de Hipócrates, que a cartilagem articular lesada tem potencial de cicatrização muito limitado. Isso se deve às propriedades histológicas do tecido cartilaginoso que, ao contrário da maioria dos tecidos do corpo, possui pouquíssimas células (hipocelularidade), não possui vasos sanguíneos (avascularidade), é aneural, ou seja, não possui terminações nervosas e é riquíssimo em água. Consequentemente, uma vez lesada, a reação inflamatória é muito pequena e a possibilidade de reparo, quase nula.

Seguem aqui 10 dicas para pessoas que possuem a lesão:

Procure um bom profissional
Hoje em dia, tanto a Sociedade Brasileira de ortopedia e traumatologia (SBOT), como Sociedade Brasileira de cirurgia do joelho (SBCJ) disponibilizam online o rol de profissionais especialistas aprovados, portanto capazes de abordar melhor as doenças do joelho. Verifique o currículo do médico selecionado. Profissionais envolvidos em pesquisas, pós graduados e que façam parte de grupos de especialidade (ex: grupo de traumatologia do esporte da Santa casa de São Paulo) costumam aliar a ciência com experiência.

A fonte da sua dor é realmente a condromalácia? 
Imagens da ressonância magnética compatíveis com algum grau de degeneração cartilaginosa são muito comuns na população, especialmente em pessoas acima dos 30 anos. A grande maioria delas tem sintomas cartilaginosos! Muitas vezes, a fonte da dor esta em outros focos como os tendões quadricipital, patelar, pata de ganso, trato iletibial, desequilíbrios musculares, etc. Novamente, um bom profissional é de suma importância para que o diagnóstico seja feito e o melhor tratamento seja instituído.

Reveja seu treino!
Estatisticamente, a doença está ligada a erros de treino, principalmente entre corredores de rua que treinam sem um treinador especializado no esporte. Também é comum o fato do esportista se entusiasmar e aumentar subitamente a frequência, intensidade e duração do treino.

Uso de ácido hialurônico pode acelerar recuperação de condromalacia patelar
O ácido hialurônico pode ajudar?

Nos últimos anos, com a melhor compreensão dos efeitos do ácido hialurônico na articulação, levou a ciência a pesquisa-lo melhor, principalmente entre atletas e esportistas com grande volume de treino. Hoje sabe-se que o ácido hialurônico esta ligado a:

As 10 dicas para quem teve lesão no ligamento cruzado anterior do joelho

Suplementação alimentar pode ajudar na regeneração da cartilagem?

Existe tratamento cirúrgico?
Apesar de ter indicação muito limitada, alguns pacientes, principalmente mulheres na 4.a década de vida com degeneração avançada da faceta patelar lateral da patela associada a hiperpressão lateral podem se beneficiar com o tratamento cirúrgico.

Saiba como prevenir, tratar e acelerar a recuperação de lesões musculares

Mantenha o peso controlado
Para se ter uma ideia, a cada passo a pessoa dá, duas a quatro vezes seu peso corporal é transmitida através da articulação do joelho. Assim, quanto mais você pesa, mais forte é o impacto em seu joelho. Estudos mostram que, ao se perder 10kg de peso, reduz-se em ate 20% da dor para joelhos com artrose.

Invista na reabilitação!
Os recursos de cicatrização e controle da dor da fisioterapia como a aplicação de laser e ultrassom são essenciais. Neste período, também se inicia a ativação muscular. Imprescindível, nesta fase a manutenção do arco de movimento das articulações e controle de edema. Importantíssima a manutenção da performance cardio-respiratória através da natação, deep-running, spinning ou cliclo-ergômetro de membros superiores para que a perda da capacidade aeróbica seja minimizada.

Previna a recidiva!
Depois da melhora, fatores que predispuseram o indivíduo a lesão são avaliados e corrigidos. Envolve teste de força e equilíbrio musculares, teste de avaliação de pisada (baropodometria) e testes funcionais biomecânicos. O fortalecimento muscular é intensificado e, se possível, acompanhado por um treinador, evitando-se sobrecargas. Inicia-se também o treino de agilidade motora, também chamado de pliometria baseado no gesto esportivo da atividade que o indivíduo pratica.

Programe o retorno ao esporte!
Aqui, todo cuidado é pouco. Existe sempre uma grande ansiedade em ganho rápido de performance, mas, como dito acima, as alterações estruturais e metabólicas devem lentamente ser trabalhadas para que não haja sobrecarga. Para avaliar a função cardio-respiratória, realiza-se o teste ergométrico ou ergo-espirométrico, realiza-se triagem metabólica e hormonal por testes laboratoriais, orientações nutricionais e a planilha de retorno ao treino é feita entre a equipe multidisciplinar e o treinador.

Ganho de performance
Aumento de volume e intensidade do treino são controlados e graduais. Idealmente, um profissional da equipe acompanha o treinamento e, com o passar do tempo, vai ocorrendo adequação nutricional ao gasto energético exames laboratoriais e cardiológicos regulares são realizados para se avaliar ganhos fisiológicos com o esporte na prevenção do overtraining.

Fonte: EUATLETA

 

19/08/16

 

 

Dor no joelho: tendinite ou rotura do tendão patelar?

 

O que são as lesões do ligamento patelar?

 

O joelho é composto por três ossos: o fêmur, a tíbia e a patela, os quais recebem a inserção de vários tendões e ligamentos que conferem estabilidade e mobilidade a esta estrutura. Oligamento patelar, ou tendão patelar, é a parte central do tendão do músculo quadríceps femoral, que continua até atíbia, fazendo parte do chamado mecanismo extensor do joelho, já que a contração desse músculo, estando íntegras todas as estruturas auxiliares, faz a extensão da perna.

 

ligamento patelar é sobrecarregado na prática de vários esportes, principalmente os de salto, como vôlei, basquete e certas modalidades de atletismo, mas também em outros, como futebol, corrida e tênis. As lesões desseligamento também são frequentes nos ?atletas de final de semana?, devido à falta de condicionamento físico adequado. A face posterior do ligamento patelar está separada da membrana sinovial por um coxim gorduroso e datíbia por uma bolsa sinovial. Esse coxim muitas vezes inflama-se e gera sintomas que frequentemente são confundidos com tendinite.

 

Quais são as lesões mais comuns do ligamento patelar?

 

As lesões mais frequentes do ligamento patelar são as tendinites e as roturas do tendão. Em geral, essas lesõesocorrem nas proximidades da inserção do tendão na patela.

Quais são as causas das lesões do ligamento patelar?

 

As causas mais comuns de lesões do ligamento patelar são os processos inflamatórios de natureza traumática, por submetê-lo a esforços excessivos ou intensamente repetitivos que, por vezes, podem ocasionar rupturas do tendão. As rupturas do tendão patelar são facilitadas pela associação com degenerações, microtraumas repetitivos e exagero das cargas impostas ao joelho. Algumas enfermidades sistêmicas como diabetes mellitusinsuficiência renal crônica,artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico favorecem essas rupturas, bem como podem acontecer também nas pessoas que tenham feito múltiplas infiltrações de corticosteroides, nos usuários de esteroides anabolizantes e corticosteroides.

 

Quais são os principais sinais e sintomas das lesões do ligamento patelar?

 

Os principais sinais e sintomas dependem da natureza das lesões do ligamento patelar. Assim, podemos ter:

 

Tendinite: dor intensa no joelho, dor ao andar, correr ou saltar, sensibilidade aumentada em torno do tendão,hematomas na região do joelho e dificuldades em dobrar e esticar a perna.

 

Rotura do ligamento: a ruptura completa é totalmente incapacitante. Os sintomas principais são aparecimento de dor súbita, incapacidade de extensão ativa, patela fora de sua posição anatômica, inchaçohematoma e limitação funcional.

 

Como o médico diagnostica as lesões do ligamento patelar?

 

diagnóstico da lesão do ligamento patelar deve começar pela história clínica do paciente que inclua os possíveis fatores causais e os sintomas. A seguir, o médico deve proceder ao exame físico do joelho e complementá-lo com exames de imagens. Nas tendinites surgirão os sintomas clássicos de dor intensa, sensibilidade em torno do tendão, presença de hematoma e dificuldades em dobrar e esticar a perna. Quando houver ruptura, o exame físico revelará as deformidades inerentes à situação e as radiografias contribuirão para avaliar a condição óssea da patela. Os exames de ultrassonografia e ressonância magnética permitem analisar as características da ruptura e das lesõesassociadas.

 

Como o médico trata as lesões do ligamento patelar?

 

tendinite é de evolução insidiosa e se cura completamente, quando tratada no início. Porém, se evolui para uma fase crônica, o tratamento pode levar meses, devendo a pessoa se afastar de suas atividades durante esse período, o que geralmente acarreta um grande prejuízo. O tratamento correto deve incluir o uso de anti-inflamatórios, a aplicação de compressas de gelo (três ou quatro vezes ao dia) e deve ser acompanhado de fisioterapia, para completa recuperação da função. Alguns casos mais graves e complicados podem terminar em intervenção cirúrgica e afastamento definitivo das atividades. Se a pessoa for um desportista, pode se ver obrigada a abandonar o seu esporte. As rupturas demandam sempre tratamento cirúrgico, mas se esse tratamento for precoce e feito adequadamente, costuma ter muito bons resultados.

 

Como evoluem as lesões do ligamento patelar?

 

Em geral as lesões do ligamento patelar curam-se completamente. No entanto, quando não tratadas de maneira adequada, podem ter uma cura difícil e lenta e podem evoluir para lesões mais graves, deixando sequelasirremediáveis.

 

Fonte: ABCMED

 

 

16/08/16

 

 

Lesão no joelho: problema comum e subestimado

 

Ortopedista do HCor explica que exercícios de baixo impacto, aumentando a intensidade e a carga gradativamente, são alternativas para fortalecer a musculatura e não sobrecarregar as articulações do joelho

 

Muitas pessoas começam a praticar atividades físicas para espantar o sedentarismo e ter mais qualidade de vida. No entanto, não imaginam que a cada passo dado podem estar se aproximando de um problema comum, muitas vezes subestimado: lesões no joelho. De certa forma, a superação e a dor fazem parte da cultura do esporte, mas do ponto de vida médico, isso não é bom. A dor é um alarme do corpo e, para evitá-la, é imprescindível buscar orientação e acompanhamento médico para fazer os exercícios da maneira correta.

 

Marcio Ferreira, ortopedista do HCor, em São Paulo, explica que as lesões no joelho são comuns não só pela anatomia da articulação, mas principalmente pelos hábitos de vida das pessoas. ?É o que chamo de ?tripé da consulta?: sobrepeso, falta de condicionamento físico e orientação. A articulação do joelho depende da musculatura fortalecida para não ser sobrecarregada?.

 

Antes de sair correndo por aí afim de ?vencer? o sedentarismo, sem estar preparado fisicamente, é imprescindível fazer um check-up clínico, cardiológico e ortopédico. ?É fundamental realizar avaliações periódicas e especializadas, de acordo com o tipo de atividade que quer praticar. Com orientação profissional, é possível começar com exercícios aeróbicos de baixo impacto, como caminhadas, bicicleta, hidroginástica e natação?, alerta Dr. Ferreira. A intensidade e a duração devem, de acordo com o ortopedista, ser aumentadas de 10% a 20% por semana, para que o corpo se adapte ao esforço e minimizem as chances lesões.

 

Lesionou o joelho? Veja como proceder

 

O segredo para deixar os joelhos livres de dores é manter hábitos de vida saudáveis e dedicar parte do treino, orienta o ortopedista, à prevenção. Para isso, vale a pena cumprir todas as etapas de adaptação aos treinos e evoluir gradativamente com os esforços. Afinal, quanto mais fortalecida estiver a musculatura, menos serão as chances de lesões. Confira algumas dicas:

 

Repouso: quanto menos movimento fizer, menor será a chance de o problema se agravar. Se possível, mantenha eleve as pernas para evitar acúmulo de sangue na área.

 

Compressas: coloque gelo por 20 minutos e, se possível, faça uma compressão leve no local. O frio tem efeito analgésico e comprime os vasos sanguíneos, evitando o inchaço da região.

 

Check-up:  procure um médico para uma avaliação clínica minuciosa e, assim, iniciar o tratamento mais adequado ao tipo de lesão apresentada.

 

Fonte: NOTÍCIASAOMINUTO

 

10/08/16

 

Lesão no ligamento, distensão, fratura por estresse... Saiba como se prevenir

 

O crescente número  de adeptos ao esporte nas ultimas décadas trouxe à tona um melhor conhecimento dos efeitos do exercício no corpo humano e deixou a medicina do esporte cada vez mais voltada para a prevenção de lesões. Hoje, o ?tripé? da prevenção de lesões inclui a análise da postura e biomecânica, onde o seu biotipo e como você se comporta ao praticar determinado esporte são analisados. O exame da avaliação dinâmica da pisada, também conhecida como baropodometria e o equilíbrio muscular através do teste isocinético também são considerados hoje indispensáveis na avaliação inicial do individuo. Outro fator é a preparação física para o esporte, ou seja, o condicionamento físico para determinado esporte, realizado por um preparador físico experiente e, se possível, observado por um fisioterapeuta. 

 

Para esportes que envolvem desaceleração repetitiva dos membros inferiores como a corrida de rua, o trekking, e o tênis, por exemplo, o treinador focará no fortalecimento excêntrico do quadríceps, ou seja, na capacidade do músculo anterior da coxa contrair contra a resistência, a fim de se absorver energia cinética, poupando as articulações. A melhoria da função do CORE lombar envolvendo técnicas de pilates também tem sido incluído no rol de exercícios preventivos. 

 

Finalmente, o ganho progressivo de rendimento serve, basicamente, para que o treinador e a equipe médica dosem o desempenho do atleta no esporte a fim de se evitar sobrecargas de volume ou intensidade no treino. É muito comum que um corredor de rua que treina sem supervisão por exemplo, corra 10 a 20 km em dias seguidos, e ao final de determinado tempo, desenvolva lesões. Importante lembrar que, além do esforço de repetição tipico do esporte, muitas pessoas são também submetidas a cargas cíclicas do dia a dia como subir escadas, andar, ficar muito tempo em pé, muito tempo sentados, muito tempo ajoelhados e isso, obviamente, possui efeito cumulativo.

Com estes conceitos em mente, seguem algumas lesões comuns e como se prevenir :

 

Condromalácia patelar


Em tese, qualquer pessoa pode vir a desenvolver esta condição, mas estudos recentes têm demonstrado que algumas características individuais do aparelho locomotor de cada pessoa pode predispor ao desenvolvimento da lesão. Isso incluiria pisada muito pronada ou supinada, joelhos em ?x? ou arqueados, angulação e rotação anormais entre os ossos do quadril, diferença de comprimento dos membros e, principalmente enfraquecimento e encurtamento de grupos musculares, gerando desequilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas. As mulheres parecem estar especialmente em risco de desenvolvê-la. O salto alto, que mantém o joelho em constante desaceleração é um fator determinante.

 

A prevenção envolve correção de pisadas muito pronadas, desequilíbrios musculares e aumento da capacidade do músculo anterior da coxa (quadríceps) em desacelerar e o fortalecimento da musculatura do quadril. 

 

Fratura por estresse


As fraturas de estresse ocorrem por um aumento muito rápido da intensidade, volume ou mesmo de uma mudança no tipo de treino em pessoas saudáveis ou pela falência óssea em pessoas com ossos enfraquecidos por doenças como a osteoporose, osteomalacia e osteopenia secundaria. Pode ocorrer também em pessoas com desequilíbrios hormonais como a tríade da mulher atleta e queda de testosterona em homens, por exemplo. 

 

Como se prevenir 


- Faça um check up para detectar erros de alimentação 
- Utilize calçado adequado com bom amortecimento 
- Realize preparo físico direcionado ao esporte que pratica 
- Nunca faça ?picos de treino? (aumento súbito e exagerado do volume e intensidade). Recomenda-se um acréscimo de até 10% semanal, isto permite que os ossos se adaptem podendo suportar no futuro quantidades maiores de estresse. 

 

Lesão no ligamento cruzado anterior (LCA)


No futebol, esporte muito popular no Brasil, o trauma ocorre com o pé fixo ao solo, ou preso à perna do adversário, ocorrendo rotação anormal interna ou externa do fêmur em relação à tíbia. Em esportes que envolvem desaceleração súbita como o vôlei, a lesão ocorre na aterrissagem com os joelhos flexionados e ?caindo para dentro?. Para este mecanismo de lesão, as mulheres são mais suscetíveis.

 

As 10 dicas para quem teve lesão no ligamento cruzado anterior do joelho

 

Pelo fato do LCA não cicatrizar, é de comum acordo entre a maioria dos autores no mundo de que tanto uma lesão total, quanto parcial, em pacientes ativos e que tenham queixas de falseio devem ser submetidos a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior para que possa restabelecer a estabilidade e função. 

 

Como se prevenir


- Realize preparo físico direcionado ao futebol 
- Invista no treino para ganho de agilidade neuromotora (pliometria) 
- Realize fortalecimento do CORE 
- Faça o reequilíbrio muscular tanto em academia, quanto pelo dinamômetro isocinético

 

Protusão discal da coluna vertebral


Apesar de estar ligada a um componente familiar, durante o esporte, a coluna sofre cargas excessivas nos discos intervertebrais, fazendo com que a longo prazo degenerem perdendo propriedades de proteínas e causando microfissuras no disco intervertebral. O disco funciona como um amortecedor entre as vértebras até em um estagio final, quando acaba se tornando uma Hérnia de Disco ou uma protusão discal.

Contribuem para a desidratação e perda de altura do disco hábitos que causem aumento de sua pressão, como: muito tempo sentado em posição de flexão lombar, tabagismo, obesidade e sedentarismo.

 

Nos esportes, a lesão pode ocorrer em lutas, tênis e levantamento de peso devido ao aumento da pressão abdominal e rotação da coluna, ou por micro-trauma de repetição no ciclismo, principalmente em atletas que negligenciam o ajuste do quadro ,altura do guidão e selim. 

 

Como se prevenir


- Fuja do sedentarismo
- Mantenha-se dentro de seu peso ideal
- Realize o fortalecimento do CORE direcionado ao esporte que pratica
- Não fume
- Evite permanecer muito tempo sentado. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatolgia (SBOT), o ideal é se levantar a cada 40 minutos 

 

Distensão muscular


Classicamente, durante o chute a uma bola ou durante um ?Sprint? na corrida, um grupo muscular se contrai vigorosamente objetivando força, enquanto outro grupo estica-se contra a resistência, objetivando modular o movimento (contração excêntrica). Neste momento, por não resistir a força do primeiro grupo (agonistas), os antagonistas sofrem tração excessiva e se rompem. Nos membros inferiores, os músculos mais acometidos são os posteriores de coxa (isquiotibiais), adutores da coxa e panturrilha.

 

Como se prevenir


- Não deixe de aquecer corretamente
- Faça a hidratação adequada
- Fortalecimento muscular
- Realize o reequilíbrio isocinético muscular 
- Realize preparo físico direcionado ao esporte que pratica

 

Fonte: EUATLETA

 

08/08/16

Meu joelho estala - o que pode ser?

O que é o estalo do joelho?

Tecnicamente falando, o estalido no joelho se deve a uma crepitação (ruído) provocada pelo atrito dapatela (antigamente conhecida como rótula) contra outros ossos da articulação do joelho. Na observação, o estalo corresponde a um som característico, ouvido pelo próprio paciente e pelas pessoas próximas e sentido como um encaixe de uma engrenagem defeituosa.

 

Quais são as causas do estalo do joelho?

O estalido no joelho pode não ser nada sério, mas também pode denunciar uma situação médica importante. Por isso, é preciso que um médico especialista em ortopedia investigue a situação dos ossos, tendões e ligamentos envolvidos nessa articulação. O joelho é a articulação do corpo que suporta a maior carga, seja pelo peso normal do corpo (imagine se o indivíduo é obeso!), seja quando o indivíduo tem que carregar muito peso.

 

Por isso, problemas nos joelhos são comuns e só conseguem melhorar se o indivíduo deixar de ser obeso ou parar de carregar peso. Com o passar do tempo, a sobrecarga sofrida agrava a situação daarticulação e quase certamente surgirão doenças articulares mais graves.

 

O estalo do joelho pode ter sua causa também em doenças reumáticas e degenerativas, como aartrose, ou ser devido a uma pancada forte que cause inflamação. Além disso, com a idade, acartilagem que se encontra na superfície da articulação pode sofrer um processo de desgaste e causar uma doença conhecida como condromalácia patelar. Outras causas podem ser a presença de um pedaço de cartilagem solto na articulação (geralmente um pedaço do menisco) e outras alterações na cartilagem.

 

Qual é o mecanismo fisiológico do estalo do joelho?

Uma das causas mais comuns dos estalos nos joelhos é a perda da cartilagem que envolve a patela. A função desse revestimento é permitir o deslizamento da patela no fêmur durante o movimento de flexão e extensão do joelho. Com o aparecimento de lesões na cartilagem, os ossos se atritam uns contra os outros.

 

A condromalácia patelar atinge em média 15 a 33% da população adulta e 21 a 45% dos adolescentes. No entanto, o tecido cartilaginoso é desprovido de terminações nervosas e a dor que acompanha os estalidos no joelho normalmente é causada pela sobrecarga ou lesão do ossosubcondral. Isso pode acontecer sempre que os joelhos sejam submetidos a uma carga superior à que deveriam aguentar.

 

Na artrose, há um desgaste da articulação, que pode acontecer devido a uma pancada, traumatismoou idade avançada. Um desalinhamento do corpo, mesmo que microscopicamente, também pode deixar os joelhos estalando, por um mecanismo de compensação.

 

Quais são as principais características clínicas do joelho que estala?

O estalo no joelho pode ser indicativo de algo simples ou de algo que inspire cuidados. É uma condição comum em atletas, mas também pode surgir nas pessoas em geral. Na maioria das vezes, não é indicativo de problemas graves, mas é necessário observar o surgimento de outros sintomasque podem indicar problemas mais sérios.

 

Na maioria das vezes, os estalos acontecem quando o indivíduo flexiona os joelhos: agacha, sobe escadas, corre ou simplesmente caminha. Se o joelho estala em virtude de uma condição mais grave, o paciente pode sentir dor ao flexionar os joelhos, edema leve na região e travamento do movimento.

 

Alguns sinais de gravidade são dor intensa ao apoiar o pé no chão, grande inchaço, dor intensa ao flexionar ou estender os joelhos, surgimento de deformidades nos membros inferiores, como fraturas, por exemplo, diminuição ou perda de sensibilidade na perna, sinais de inflamação ou infecção(vermelhidão, calor e sensibilidade ao toque).

 

Como o médico diagnostica a causa dos estalos no joelho?

Para diagnosticar as causas dos estalidos nos joelhos, o médico pode valer-se de manobras semióticas ortopédicas durante o exame físico e de exames de imagens como radiografia,ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética e, eventualmente, artroscopia. Em casos de infecções, o exame de sangue e a cultura do líquido sinovial podem ajudar a determinar o agente patógeno.

 

Como tratar o joelho que estala?

Se você sofreu uma queda, bateu os joelhos, sofreu uma entorse ou travou os joelhos, deve mantê-los em repouso, evitando qualquer movimento que cause dor. É importante que você deixe de pegar peso e aplique gelo para controlar o inchaço. Além disso, o gelo funciona como anti-inflamatório e é umanalgésico natural. Após a aplicação do gelo, use uma joelheira ou uma faixa de compressão e mantenha os joelhos elevados para reduzir o inchaço. Caso os sintomas não melhorem, procure um médico que provavelmente vai receitar-lhe analgésicos e anti-inflamatórios orais.

 

Quais são as complicações possíveis do joelho que estala?

Embora seja aparentemente comum, o estalar dos joelhos pode ser indicativo de complicações na área dessa articulação. Por isso, o médico deve sempre ser consultado.

 

Fonte: ONORTÃO

 

03/08/16

 

Lesões do ligamento cruzado anterior em mulheres 

 

Há mais de uma década os pesquisadores debatem os vários motivos porque as lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho estão ocorrendo mais frequentemente nas mulheres do que nos homens, desde razões anatômicas até diferenças hormonais entre os sexos.

Estudos recentes mostram que as atletas femininas que participam de alguns esportes como futebol ou basquete são de três a quatro vezes mais susceptíveis a lesões do LCA do que os homens. A maioria destas lesões está ocorrendo em mulheres entre as idades de 15 a 25 anos.

Muitos pesquisadores na área de ortopedia relataram os fatores mencionados abaixo para explicar o aumento das lesões do LCA entre a população de atletas femininas.

FATORES BIOMECÂNICOS. As mulheres tendem a utilizar muito mais a musculatura do quadríceps do que os homens, sendo um fator muito importante no aumento do risco das lesões do LCA.
Para que isto não ocorra as mulheres devem ser treinadas para utilizar mais a musculatura dos ísquio-tibiais (posteriores da coxa).
As mulheres também aterrisam depois de um salto utilizando o apoio de toda planta dos pés ao invés da ponta dos pés o que também leva a um aumento do risco para esta lesão.
O mais atual dos estudos mostra que as mulheres ao aterrisarem no solo realizam um valgismo dos joelhos (tendem a encostar um joelho no outro) ao invés de somente fletí-los. Diferença esta, em relação aos homens, que aumenta muito a tensão sobre o LCA.

INFLUÊNCIAS HORMONAIS. Os pesquisadores dizem que não deve haver nenhuma modificação ou restrição no treinamento durante o período menstrual. Eles também dizem que os hormônios femininos não aumentam as chances de uma lesão do LCA, porém mais estudos ainda devem ser concluídos.

FATORES EXTERNOS. As joelheiras não previnem as lesões do LCA, portanto seu uso está restrito a algumas situações que somente seu ortopedista pode determinar. O uso de calçados com solado mais aderente melhora a tração em determinadas atividades mas por outro lado pode aumentar o risco de lesão do LCA.

FATORES DE RISCO ANATÔMICO. Alguns pesquisadores sugerem mas ainda não existem estudos conclusivos em relação às diferenças de comprimento do LCA entre os sexos e também entre o tamanho do espaço intercondilar do fêmur (área interna do joelho que contém o LCA).

Por tudo isto o consenso geral é que para as mulheres deve ser desenvolvido um programa adequado de treinamento ensinando técnicas de aterrisagem, uso da musculatura dos ísquio-tibiais, calçados específicos para cada atividade e a correta postura dos membros inferiores.
Sempre converse com seu treinador e com seu médico ortopedista para que possam planejar seu treinamento da forma mais correta possível. 

 

Fonte: UOL

 

01/08/16

 

 

Dor na lateral do joelho: saiba como reconhecer, tratar e evitar a SABI

 

Extremamente comum entre praticantes de corridade rua, a síndrome do atrito da banda iliotibial(SABI) é uma frequente de dor lateral do joelho, considerada como esforço repetitivo e, geralmente, tratada com sucesso com uma abordagem conservadora. 

 

Fatores biomecânicos individuais como as dismetrias (diferença de comprimento dos membros inferiores), pisadas excessivamente pronadas, que causam rotação interna da tíbia, genu varum, ou ?joelhos de cowboys?, e encurtamento da fáscia lata (estrutura fibrosa que envolve a porção lateral da coxa), estão ligados à gênese da doença. Asfraquezas dos abdutores da coxa e dos glúteos médio e mínimo do quadril parecem também contribuir para o desenvolvimento da SABI. 

 

A frequência e intensidade do treino também influenciam. A SABI é, geralmente, observada em pessoas que exercem esportes vigorosamente. Tendo-se em mente o fato de que, toda vez que o indivíduo treina, ocorre lesão tecidual e que, no repouso, o organismo faz a reparação, sabe-se que o aumento de volume e intensidade do esporte, em geral, quando o indivíduo visa uma determinada prova, faz com que haja quebra do equilíbrio/reparo e a lesão se desenvolva.

 

POR QUE OCORRE? 

Durante a prática esportiva, quando o pé toca o solo, existe uma fase denominada pela biomecânica como ?momento varo?, no qual a superfície articular do joelho tende a abrir-se lateralmente, sendo contida pela estrutura denominada banda iliotibial. Isso ocorre entre 20° e 30° de flexão do joelho (média de 21°). Em indivíduos predisponentes, o atrito desta estrutura contra uma proeminência óssea do fêmur, denominada epicôndilo lateral, causa irritação e lesão. Estudos têm mostrado que a banda iliotibial torna-se, então, espessada, cronificando a doença. 

 

MEU JOELHO DÓI! 

A principal queixa inicial em pacientes com SABI é dor difusa ao longo do aspecto lateral do joelho. Estes pacientes, frequentemente, são incapazes de indicar um ponto específico de dor, mas, caracteristicamente, tendem a usar a palma da mão para indicar a dor ao longo de toda a face lateral do joelho. Com o tempo e a continuação da atividade, os sintomas progridem para um desconforto mais doloroso e puntiforme. Normalmente, a dor começa após a conclusão de uma corrida ou durante uma prova. No entanto, como a banda iliotibial torna-se cada vez mais irritada, os sintomas geralmente começam mais cedo, logo no inicio de um treino, passando a  ocorrer mesmo quando a pessoa está em repouso. Os pacientes costumam observar que a dor é agravada durante treinos prolongados, durante ?sprints? ou quando o indivíduo permanece sentado por longos períodos.

 

DIAGNÓSTICO 

No exame físico, nota-se sensibilidade à palpação lateral do joelho a aproximadamente 2cm acima da linha articular. Frequentemente é pior quando o paciente está com o joelho flexionado a 30°. Pode haver inchaço e pontos-gatilho no vasto lateral, glúteo médio, e bíceps femoral. 

 

Se o diagnóstico não foi conclusivo ou se outra patologia comum é suspeita, a ressonância nuclear magnética (RNM) pode auxiliar, fornecendo informações adicionais. Na imagem ao lado, a seta branca mostra acúmulo de líquido no epicôndilo femoral. Nos pacientes com SABI, a RNM mostra uma banda iliotibial espessada sobre o epicôndilo lateral do fêmur e, muitas vezes, detecta líquido em planos musculares profundos.

 

VOU TER QUE ABANDONAR O ESPORTE?

De jeito nenhum! O tratamento da SABI requer modificação provisória da atividade física, alongamentoe fortalecimento do membro afetado. O objetivo é minimizar o atrito da banda iliotibial sobre o côndilo femoral. O paciente deve ser sempre encaminhado para um fisioterapeuta capacitado.

 

A meta inicial do tratamento deve ser o alívio da inflamação através da crioterapia e com ajuda de medicação anti-inflamatória. Durante a fase inicial do tratamento, o paciente deve nadar para manter a performance cardiovascular. Se o inchaço ou dor persistirem por mais de três dias após o início do tratamento, uma injeção local corticosteroide deve ser considerada. 

 

Como a redução da inflamação, o paciente deve iniciar um regime de alongamento da banda iliotibial, bem como de rotadores do quadril e flexores do joelho e plantares do tornozelo. Assim que houver alívio da dor, um programa de reforço muscular deve ser iniciado. Treino da força deve ser uma parte integrante do tratamento de qualquer atleta. Especial ênfase deve ser colocada no músculo glúteo médio. Estefortalecimento, inicialmente realizado pelo fisioterapeuta, deve ter continuidade pelo treinador. Não só para o tratamento, mas também na prevenção da recidiva da lesão.  

 

A cirurgia raramente é indicada, mas o procedimento mais comum é a ressecção da porção posterior da banda iliotibial. Ou seja, retira-se uma pequena peça triangular ou elíptica da parte posterior da estrutura, cobrindo o epicôndilo lateral do fêmur.

 

Fonte: EU ATLETA

 

 

28/07/16

 

 

Artrite reumatoide: como identificar, prevenir e tratar

 

Aquela sensação de rigidez nas articulações ao acordar pela manhã pode ser sinal de uma doença crônica capaz de provocar muita dor e até afastar o indivíduo das suas atividades diárias. A artrite reumatoide é um problema que ocasiona a inflamação das articulações. Não é possível identificar sua causa, mas sabe-se que pacientes com a doença sofrem de uma desregulação do sistema imune. Ele começa a desenvolver células de defesa e anticorpos que agridem amembrana sinovial, que reveste as articulações.

 

Como Identificar

 

Como Prevenir

 

Como Tratar

 

Não há cura para a artrite reumatoide. Entretanto, os últimos 15 anos, houve uma revolução no manejo de drogas capazes de devolver a qualidade de vida ao paciente. O tratamento é feito à base de anti-inflamatórios, corticoides em doses baixas e fármacos antirreumáticos modificadores do curso da doença. Dependendo da fase do problema, o paciente pode ser orientado a fazer um trabalho de reabilitação com fisioterapia.

 

 

CONVIVENDO COM A DOENÇA

 

Pacientes que seguem o tratamento indicado pelo médico nas primeiras fases têm o que se chama de remissão ou baixa atividade da doença, e conseguem viver normalmente sem inflamações ou dores.

 

 

 

 

 

CONSEQUÊNCIAS

 

Se não for tratada, a artrite reumatoide pode acarretar na deformidade da região do corpo afetada. Também pode haver limitação e dificuldade  de movimentos, e até mesmo a perda deles. Quando não tratado, o problema também pode fazer com que a articulação seja totalmente perdida, o que só pode ser recuperado por meio de implante de uma prótese. Pacientes com artrite também estão mais predispostos a apresentar doenças cardiovasculares e infecções.

 

Fonte: VIDAZH

 

 

 

25/07/16

 

Pesquisa mostra que cartilagem não se regenera; prevenção é o melhor caminho

 

Uma vez lesionado, o tecido que reveste os ossos de adultos não se recupera, mesmo com intervenções médicas. A constatação feita por cientistas da Dinamarca reforça a importância dos cuidados com as articulações desde cedo

 

Usando datação por radiocarbono, pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, descobriram que a cartilagem humana raramente se regenera na vida adulta. O estudo, publicado na Science Translational Medicine desta semana, sugere que os tratamentos atuais para doenças da articulação são ineficientes, e que a prevenção é a melhor estratégia para combater as complicações que acometem 10% da população mundial e mais de 10 milhões de brasileiros, sobretudo as mulheres.

A técnica de datação de carbono-14 empregada pelo reumatologista Michael Kjaer mostra que a cartilagem é, essencialmente, um tecido permanente em adultos com ou sem diagnóstico de osteoartrite. ?O fato de não existir renovação explica por que é tão difícil curar ou recuperar a cartilagem?, diz Kjaer. ?A característica especial dela é que, uma vez lesionada, não há potencial de regeneração. Queríamos saber se existe um turnover muito lento no tecido que não pode ser influenciado ou então se esse tecido é fixo, imutável.?

Ortopedista do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, Julian Machado explica que turnover é o nome dado ao processo natural de renovação natural das células cartilaginosas, os condrócitos. ?Na prática clínica, havíamos observado que não há renovação da cartilagem. Existem muitos estudos buscando formas de fazer com que o tecido volte a funcionar. Alguns investigam células-tronco, outros, cultura de cartilagem. O trabalho desses cientistas bate de frente com tudo isso: eles dizem que não adianta procurar tratamentos, pois a cartilagem é um tecido impossível de regenerar?, explica o médico, que não participou do estudo.

A pesquisa de Kjaer usou o método do pulso de bomba, que explora o fato de que todos os organismos vivos incorporam, pela dieta, o carbono-14 da atmosfera (veja arte). Os níveis atmosféricos desse isótopo de carbono aumentaram na Guerra Fria, período em que bombas nucleares foram testadas. Estudos anteriores haviam apontado aumento na síntese de colágeno nos pacientes com osteoartrite, o que poderia representar a tentativa do tecido de se autorreparar. Mas Kjaer não detectou esse efeito após datar o carbono-14 em amostras de cartilagem de 23 voluntários nascidos entre 1935 e 1997, sendo que oito eram saudáveis e 15 tinham osteoartrite.

Basicamente, a técnica permitiu que a equipe descobrisse a idade dos tecidos e em que momento ocorreram as regenerações derradeiras nos participantes. Os últimos níveis de carbono-14 detectados nos pacientes datavam de quando tinham entre 8 e 13 anos de idade, o que sugere que eles não produziram novo colágeno após a adolescência. Kjaer acredita que os pesquisadores que o precederam analisaram medidas indiretas de turnover de colágeno nas articulações, o que explicaria os resultados divergentes. No entanto, segundo o estudo liderado por ele, nem mesmo as áreas mais lesionadas apresentam novas formações de colágeno.

 

Os achados explicam o sucesso limitado de transplantes de cartilagem e terapias com células-tronco para as doenças articulares, entre outras abordagens. Substâncias como glicosamina, condroitina e colágeno do tipo 2, por exemplo, podem até aliviar os sintomas. ?Mas seus benefícios não têm força de evidência médica e derivam apenas de observações clínicas. Não há comprovação de que eles funcionem realmente e, por enquanto, não há cura ou tratamento realmente eficiente para esses pacientes?, ressalta Julian Machado, que também é diretor científico da regional Distrito Federal da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Melhor prevenir


Diante disso, Kjaer acredita que a postura mais indicada é a prevenção. ?Se pudéssemos medir e detectar a quantidade de cartilagem, talvez, conseguíssemos intervir nos estágios iniciais para prevenir as lesões?, supõe o autor. Richard Loeser, da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, pensa o mesmo. ?É preciso cuidar de suas articulações enquanto se ainda é jovem?, diz o reumatologista, que também não participou do estudo. ?Depois de ter danos na cartilagem, não há mais chances de reparo.?

Julian Machado é mais otimista. ?Acredito que, um dia, conseguiremos fazer com que a cartilagem se regenere. Hoje, temos técnicas e métodos que formam uma cicatriz parecida com a cartilagem e protege o osso, o que já contribui para a qualidade de vida do paciente?, diz o médico de Brasília. Ele também é mais cauteloso em relação ao método utilizado na pesquisa de Kjaer e diz que os resultados não devem ser interpretados a ferro e fogo. ?Não há uma evidência médica, de fato, nesse trabalho. Há apenas uma observação apurada que nos desperta questionamentos sobre os tratamentos disponíveis?, justifica.

Enquanto não há tratamento que reverta definitivamente a osteoartrite, Machado recomenda atividades físicas, manutenção do peso e alimentação saudável como formas de evitar que a doença se instale. ?Os exercícios devem ser sem impacto porque eles geram desgaste demais para as juntas. Há ainda substâncias que nos ajudam a produzir proteínas que contribuem para a manter a cartilagem saudável e que podem ser ingeridas por suplementos. São estratégias que garantem um turnover equilibrado e estão ao nosso alcance?, detalha.

 

Fonte: UAI

 

21/07/16

 

Saiba como tratar a lesão de joelho comum no futebol e rúgbi

 

A lesão do ligamento colateral medial é comum nos esportes. Os atletas de esportes de contato direto, como o futebol ou o rúgbi, são mais propensos a terem. Os ligamentos colaterais são encontrados nas laterais do joelho. O ligamento medial colateral ou "dentro" (LCM) liga o fêmur à tíbia. O ligamento colateral lateral ou "fora" (LCL) conecta o fêmur ao osso menor na parte inferior da perna (fíbula). Os ligamentos colaterais controlam o movimento lateral e medial do seu joelho e previnem o movimento incomum.

 

 

A lesão deste ligamento classicamente ocorre quando o atleta joga o joelho bruscamente, com uma tendência de se abrir o joelho, movimento denominado ?valgizaçao?, ou recebe bruscamente o adversário em um movimento de ?fora para dentro?. A Lesão do LCM é classificada em escalas de gravidade:

 

Grau 1: O ligamento é levemente danificado em um entorse. É um estiramento leve.

Grau 2: Referido como uma ruptura parcial do ligamento.
Grau 3: Ruptura completa do ligamento, tornando a articulação do joelho instável.

 

Os sintomas

 

O principal sintoma é a dor na região interna do joelho. Em alguns casos, pode-se também notar inchaço sobre o local da lesão e, às vezes, hematoma visival nas duas primeiras semanas.

 

Durante o exame físico, o médico verifica todas as estruturas do seu joelho machucado e os compara com o seu joelho não lesionado. A maioria das lesões ligamentares pode ser diagnosticada com um exame físico completo.

 

Exames que podem ajudar o seu médico confirmar seu diagnóstico incluem:

 

Raios-X: Embora não vai mostrar qualquer prejuízo para seus ligamentos colaterais , raios-x pode mostrar se a lesão está associada com um osso quebrado.

Ressonância magnética (RM): Determina o ponto de onde o ligamento foi lesionado e ajuda a classificar a lesão.

 

Tratamento

 

Lesões do LCM raramente requerem cirurgia. Ao contrario do ligamento cruzado anterior, elas possuem excelente potencial de cicatrização. O tratamento basicamente incui:

 

Aplicaçao local de gelo: A maneira correta de gelo uma lesão é a utilização de gelo diretamente para a área lesada por 15 a 20 minutos.

 

Órtese: o seu joelho deve ser protegido contra a mesma força lateral que causou a lesão . Pode ser necessário alterar as suas atividades diárias para evitar movimentos arriscados. Para proteger ainda mais o seu joelho, pode ser dada muletas para mantê-lo sem colocar peso sobre a perna.

Fisioterapia: Envolve recursos analgésicos e que aceleram a cicatrização (ultrassom, laser, etc) e exercícios de fortalecimento

Infiltração: Reservada para os casos de dor persistente por mais de seis semanas. As vezes, mais de uma aplicaçao pode ser necessária.

Tratamento Cirúrgico

Reservada para a lesão grau III, principalmente para atletas do futebol, pois a instabilidade medial pode causar incomodo e impossibilitar o toque interno de bola.

Retorno aos esportes

 

Em lesões grau I e II, em geral ocorrem em seis a oito semanas. O principal parâmetro para o retorno é a melhoria da dor. O retorno deve ser gradual. Por exemplo, se você jogar futebol, a sua progressão funcional pode começar como uma corrida leve. Então você avançar para um sprint, e, eventualmente, a corrida completa para chutar a bola. Para atletas profissionais, em alguns casos, pode-se optar pelo uso de um ?brace? durante o retorno ao esporte.

 

Fonte: EU ATLETA

 

18/07/16

 

Atletas de final semana

 

Saiba como reduzir as chances de lesões e até morte

 

Em 19 de julho é comemorado o Dia Nacional do Futebol, o esporte mais praticado no país, inclusive pelos atletas de final de semana. Muitas pessoas que alegam não ter tempo de fazer exercícios durante a semana deixam o sábado e domingo para praticá-los, mas isso pode representar a aquisição futura de lesões, além de não melhorar o condicionamento físico. ?Para ter um efeito seguro e eficiente através dos exercícios, melhorando o condicionamento de forma adequada, é importante manter uma regularidade nos exercícios?, declarou o ortopedista Otávio Melo, especialista em joelho e medicina esportiva.

 

De acordo com o especialista, os homens adultos jovens formam o típico perfil dos atletas de final de semana, mas garante que a incidência de mulheres que praticam atividades apenas aos sábados e domingos também têm aumentado bastante nos últimos anos. ?A grande maioria dos homens nesse grupo de risco são os praticantes de futebol (peladeiros), enquanto as mulheres preferem realizar as provas de corridas de rua?, esclareceu.

 

Já os tipos de lesões que podem surgir são diversas, segundo o médico. Ele explica que isso irá depender do tipo de atividade praticada, intensidade e mecanismo. ?As lesões mais comuns são sem dúvida alguma as musculares, que podem ser desde simples estiramentos chegando até mesmo às rupturas. Há também as lesões articulares, como as que afetam a cartilagem, meniscos, e ligamentos?.

 

 

A importância de uma avaliação clínica

 

 

Por isso, o ortopedista alerta sobre a importância de passar uma avaliação clínica ortopédica para identificar através de questionário e exame físico, inúmeros fatores de risco, além de diagnosticar algumas ainda nas fases iniciais. ?Dessa forma, o paciente pode ser orientado sobre quais as atividades que são recomendadas ou contra-indicadas para seu biotipo e de acordo com o grau de condicionamento individualizado. É ainda durante essa avaliação que pode ser iniciado o tratamento preventivo para que não ocorram lesões no futuro que possam levar o paciente a ter que se afastar da atividade que tanto prazer lhe proporciona?, disse Otávio.

 

Além de uma avaliação ortopedia, o especialista ressalta que o paciente faça ainda o seu checkup com um médico cardiologista, fisioterapeuta e nutricionista esportivo. ?A falha no diagnóstico de doenças cardíacas como arritmias, hipertensão e angina, por exemplo, podem levá-lo a apresentar danos irreparáveis como um mal súbito, derrame ou infarto. Em casos de doenças mais graves não identificadas, o atleta de final de semana pode vir a falecer em decorrência de uma sobrecarga cardíaca ou respiratória súbita durante um grande esforço?.

 

 

Ele ainda lembra que correm riscos dessas lesões e até maus súbitos tanto os esportistas de fim de semana, como os atletas com excesso de treinamento. ?Por isso, a prática esporádica de esportes pode ser tão prejudicial à saúde quanto a vida sedentária. Esportistas que não tem os músculos preparados acabam no pronto socorro ou no consultório de um ortopedista?.

 

14/07/16

 

 

Pisar de forma errada pode comprometer a saúde do corpo e gerar muitas dores

 

Para muitas pessoas pode até parecer bobagem, mas pisar torto é algo muito sério e pode trazer sérias consequências ao organismo. É preciso ficar atento ao tipo de pisada para evitar incômodos, sendo que os principais pontos afetados são joelhos, quadril, articulações e coluna vertebral. Se a pessoa compra um sapato novo e, depois de utilizá-lo, percebe que um lado está mais desgastado do que o outro ou que o calçado está totalmente deformado, pode ser um sinal de alerta em relação à pisada. Pisar de forma errada ou torta pode comprometer toda a saúde do corpo e, consequentemente, gerar muitas dores.

 

De acordo com o fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRColuna), o corpo acaba realizando compensações que, muitas vezes, elevam a sobrecarga das articulações do joelho, quadril e principalmente da coluna, causando fortes dores. ?Antes de corrigir os tipos de pisada, é preciso saber se o indivíduo tem alguma dor ou incômodo nos pés, tornozelos ou joelhos. Em caso positivo, é fundamental realizar um teste de pisada, para que seja verificado algum desalinhamento no caminhar. Caso o erro na pisada justifique as dores, é essencial a correção para se evitarem graves transtornos. O diagnóstico do 'pé chato' inclui exame físico, no qual é avaliado o movimento do pisar e a forma mecânica do caminhar descalço e com sapato. É observada também a parte da frente e a de trás do pé, para verificar o padrão de gasto da sola do calçado. Além disso, caso o paciente sinta muitas dores, ele pode solicitar exames para integrar a avaliação?, explica o fisioterapeuta.

O ortopedista Wagner Vieira da Fonseca explica que há três tipos de pisadas: neutra, supinada e pronada. ?A pisada neutra é a ideal, na qual não há nenhum desvio excessivo para dentro ou para fora do apoio do pé. Normalmente, o arco (a curva da planta do pé) é de altura dentro de um padrão normal, nem muito elevada e nem muito baixa. Quando olhamos por trás, o calcanhar (osso calcâneo), o eixo do calcâneo e da perna são bem alinhados e o eixo mecânico (linha imaginária de distribuição de peso ou carga que deve passar no centro da cabeça do fêmur, no quadril, no centro do joelho, no centro do tornozelo e se alinha com o segundo dedo ? aquele ao lado do hálux ou dedão do pé ?, quando visto de frente é correto.?

 

Na supinada, os problemas podem ser instabilidade lateral dos tornozelos, lesão dos tendões fibulares e do tendão calcâneo, fascite plantar (esporão calcâneo), fraturas de estresse base V MTT (fratura espontânea do quinto metatarso), fricção da banda iliotibial (joelhos), associação com geno-varo (artrose e lesão meniscal medial). Na pronada, os problemas mais frequentes são fascite plantar, dor medial no joelho, dor lateral no quadril, lombalgia e varizes. Wagner alerta que é importante nunca usar tênis de pisada pronada quando se tem a supinada. ?Os tênis de corrida de pisada pronada jogam mais para fora o calcâneo e, frequentemente, causam lesões nos tendões laterais se utilizados na pisada supinada. Já o inverso não oferece tanto problema. Os tênis esportivos de pisada supinada são utilizados na pisada neutra ou supinada em sua maioria e, na realidade, o ideal é associar as palmilhas aos tênis.?

Wagner salienta que, na pisada pronada, normalmente, o pé é sem curva ou com curva baixa e, frequentemente, o calcâneo ou o calcanhar, quando visto por trás, cai para dentro (valgo do calcâneo). ?Nem sempre há o desgaste interno do sapato. Pode até ocorrer o desgaste na parte lateral do calçado pelo hábito de as pessoas baterem o calcanhar na face lateral ao dar o passo na fase que chamamos de choque do calcâneo. O eixo mecânico se desvia para fora. Muitas vezes, os joelhos são valgos (arqueados para dentro).?

Para corrigir, o ideal é, inicialmente, identificar o tipo de pisada. ?Existem tênis para corridas que vêm específicos para os tipos de pisadas. Um profissional da área de saúde, como um educador físico, fisioterapeuta ou ortopedista, pode orientar sobre o tipo de pisada. Mas, grosseiramente, avaliando-se o eixo mecânico e as variações da pisada, olhando-se de frente, com apoio, e por trás, pode-se identificar se os joelhos são valgos ou varos, se o quadril está desnivelado, se os calcâneos são para fora (varo) ou para dentro (valgo) e a altura do arco plantar. Baseado nisso, o ideal seria usar alguma palmilha se houver desvios, para prevenir dores nas caminhadas e esportes. Outro item a avaliar é se há encurtamento dos membros inferiores (discrepância no comprimento). Logicamente que alguns milímetros não são de se preocupar. O organismo adapta-se muito bem com pequenos desvios e é muito raro haver simetria exata no corpo humano?, ressalta Wagner.

TORÇÕES 
Wagner explica que crianças abaixo de 5 anos normalmente têm pés chatos e os fatores genéticos são os maiores predisponentes para que evoluam com estes. ?Muitas vezes, as crianças têm pés sem curvas e valgos até os 5 ou até por volta dos 10 anos. Então, se não há desvios importantes, essa faixa é uma boa idade para se fazer a avaliação. Se há alguma assimetria ou deformidade muito acentuada, pode-se avaliar antes, em qualquer idade. À medida que vão crescendo é que a curva do pé vai se definindo, bem como o eixo mecânico. Não há indicação para utilizar palmilhas em crianças muito novas?, esclarece o especialista.

?À medida que a criança cresce e vai se aproximando dos 10 anos, se tem pés pronados ou bastantes chatos é preciso avaliar se tem boa mobilidade ou se há alguma restrição de movimentos. Se houver restrição, pode ser alguma fusão parcial entre alguns ossos e que é cirúrgica. Frequentemente, essas crianças torcem o tornozelo, pois o pé é mais rígido e causa instabilidade. O pé flexível, se não deformado excessivamente, é passível de ser tratado só com o alinhamento do eixo mecânico. A dificuldade é para as meninas, que, quando crescem, não querem o pé todo desabado e sem curva. Com os meninos não há problema, pois homens só usam calçados fechados?, ressalta Wagner.

 

Fonte: UAI

 

11/07/16

 

 

Tendinite patelar: inflamação afeta o joelho devido ao esforço repetitivo

 

A tendinite patelar, conhecida na língua inglesa como Jumpers Knee (joelho do saltador) é uma condição que, apesar de aparentemente inofensiva, pode levar à grande incapacitação à prática esportiva. Blazina foi o primeiro autor a estudar a doença em 1973, descrevendo uma tendinopatia (doença do tendão) visto em atletas que praticavam salto a distância.

O joelho do saltador normalmente afeta a fixação do tendão patelar do polo inferior da patela devido ao mecanismo que ocorre durante a desaceleração no esporte. A incidência é maior nos homens. É uma das doenças do joelho mais comuns em atletas, ocorrendo em até 20% dos que praticam salto. Quanto ao lado acometido, homens e mulheres são igualmente afetados quando ocorre bilateralmente. Quando ela é unilateral, a relação é de dois para um. 

 

POR QUE A DOENÇA SE DESENVOLVE?


Acredita-se que a patologia seja causada por esforço repetitivo sobre o tendão patelar e do quadríceps, durante o salto. É uma lesão específica para atletas, principalmente aqueles que participam de esportes envolvidos na desaceleração, como basquete, vôlei, handebol e corrida de rua. É ocasionalmente encontrada em jogadores de futebol, e em casos raros, pode ser visto em esportes como musculação e ciclismo.

Fatores predisponentes incluem maior peso corporal, genu varo e geno valgo, um ângulo Q do joelho aumentado, patela alta, diferença no comprimento do membro, encurtamento das cadeias musculares, principalmente da posterior (isquiotibiais)

Fatores ligados ao treino incluem falta de preparo físico direcionado ao esporte, técnica inadequada e aumento súbito da intensidade e frequência do esporte (overtraining). No esporte, joelho é uma articulação, cujas funções são a de absorver a energia cinética gerada pelo contato dos membros inferiores ao solo e transmitir o movimento aos demais seguimentos do corpo. 

Isto se deve a dois mecanismos básicos: a chamada contração muscular excêntrica, onde a fibra muscular contrai e alonga-se resistindo ao movimento e aos graus de flexão.  Em uma corrida, por exemplo, a força de reação ao solo, que chega a ser duas vezes o peso do indivíduo, é absorvida pela flexão do joelho entre 50 e 60 graus e pela resistência do quadríceps, ou músculo anterior da coxa. 

O restante é dissipado pelo quadril e coluna vertebral. A doença ocorreria da perda deste equilíbrio. De uma certa maneira, o quadríceps deixaria de absorver toda a energia cinética e o tendão, sobrecarregado, sofreria micro-ruptura e degeneração.

 

O QUE SE SENTE?


Os pacientes relatam dor anterior do joelho, muitas vezes contínua. O início dos sintomas é insidioso. Normalmente, o envolvimento é infrapatelar ou perto do polo inferior. Dependendo da duração dos sintomas, o joelho do saltador podem ser classificados em uma a quatro fases:

* Fase 1 - dor apenas após a atividade, sem prejuízo funcional
* Fase 2 - dor durante e após a atividade, embora o paciente ainda é capaz de executar satisfatoriamente em seu esporte
* Fase 3 - prolongada durante e após a atividade, com a dificuldade crescente na realização de um nível satisfatório
* Fase 4 ? Ruptura completa do tendão exigindo reparação cirúrgica.

O exame físico pode revelar aos seguintes achados:

* Ponto de dor no polo inferior ou superior da patela, ou tuberosidade tibial
* Encurtamento dos isquiotibiais e quadríceps.
* estabilidade ligamentar normal do joelho.
* Derrame intra-articular do joelho (raro)

Tratamento

Na fase aguda, impreterivelmente, institui-se os programas de reabilitação, incluindo:

* Modificação Atividade: Diminuir as atividades que aumentam a pressão femoropatelar (por exemplo, pular, agachar). Possivelmente início suave atividades de carregamento excêntrico.
* Crioterapia: Aplicar gelo por 20-30 minutos, 4-6 vezes por dia, especialmente após a atividade. 
* Melhoria do alongamento: incluindo (1) os flexores do quadril e joelho (isquiotibiais, gastrocnêmio, iliopsoas, reto femoral, adutores), (2), extensores de quadril e joelho (quadríceps, glúteos), (3) da banda iliotibial, e ( 4) o retináculo patelar.
* Reforço muscular: Fortalecer usando cadeia cinética fechada e exercício excêntrico (ou seja, a perna única descidas agachamento).
* Avaliação isocinética: Detecção de possíveis desequilíbrios musculares através da analise do dinamômetro isocinético e tratamento dos mesmos.
* Treinamento proprioceptivo específico, pliometria e retorno programado e assistido ao esporte.

 

QUANDO SE OPERA?


Em geral, após falha do tratamento conservador, indica-se o cirúrgico. Os dois principais procedimentos incluem a perfuração do polo envolvido e o corte da área acometida do tendão.

O objetivo da perfuração é aumentar o suprimento vascular para a área afetada. Recentemente, com o chegada da artroscopia do joelho, é possível que seja realizada sem a incisão anterior clássica. O segundo procedimento envolve o corte longitudinal do tendão envolvido. O principal benefício deste procedimento é que ele permitiria retirada de todo o tendão doente, com posterior cicatrização da lesão.

Além da cirurgia, existem outros tratamentos? Embora ainda em estudo, autores relatam sucesso no tratamento da doença com:

* A terapia por ondas de choque (TOC): prevê um resultado comparável funcional em comparação com a cirurgia, de acordo com os pares e colegas. Nesta técnica, uma máquina emite pulsos semelhantes aos usados nas quebras de cálculos renais sobre o tendão doente. A partir daí, ocorreriam estímulos à cicatrização da lesão.

* Aplicação de plasma rico em plaquetas: O PRP é um novo procedimento, baseado numa ideia revolucionária: Injetar nas lesões dos atletas e pacientes em geral, uma concentração de células reparadoras do seu próprio sangue. Este concentrado que é principalmente de plaquetas (daí o nome: plasma rico em plaquetas) contém as substâncias que ajudam a reparar tecidos, os ?fatores de regeneração tecidual?, nossos fatores de cicatrização e crescimento celular. Logo, o tratamento, que era chamado ?fator de crescimento? (hoje renomeado por levar a entender e confundir com GH- hormônio de crescimento que é doping e proibido para utilização na melhora do desempenho em atletas) foi difundido para tantos usos e tratamentos como se fosse a saída para todas as lesões.

RETORNO AO ESPORTE


Retornar para o esporte deve ser baseada na capacidade de um atleta com segurança e habilidade executar atividades esportivas específicas.Quando os sintomas persistem apesar do tratamento conservador ou até mesmo tratamento cirúrgico, o atleta deve pesar os benefícios e as consequências de jogar com dor.

A complicação mais comum é a dor persistente durante o esporte. A mais temida é a ruptura espontânea do tendão, que em geral ocorre após uma contração abrupta do músculo quadríceps, levando a ascensão súbita da patela e incapacitação imediata. Esta condição leva à necessidade imediata de reparo cirúrgico.

A prevenção de sua ocorrência envolve fatores como:

* Avaliação do aparelho locomotor voltada à biomecânica do esporte.
* Preparação física para a prática esportiva desejada.
* Prática esportiva supervisionada por um profissional do esporte e, se possível também por um fisioterapeuta para que se evite erros no gesto esportivo ou overtraining.

 

Fonte: EU ATLETA

 

06/07/16

 

Joelhos bambos: exercícios e cuidados específicos ajudam a dar estabilidade

 

Uma das articulações mais exigidas do nosso corpo é o joelho. Seja nas atividades corriqueiras do dia a dia ou em algum exercício físico, ele presta um grande auxilio para que simples movimentos sejam realizados. Muito requisitados e, por vezes, sobrecarregados, o joelho se torna foco de dor, desencadeando alterações posturais que chegam até a coluna. 

 

Um dos problemas está na falta de estabilidade. Para que o joelho fique alinhado como os descritos na literatura médica, o quadríceps deve estar bem fortalecido, assim como o glúteo médio. A boa notícia é que alguns exercícios específicos para esses músculos são capazes de contornar o problema.

 

Cuidado com a hiperextensão

Não é raro encontrar pessoas com força normal, mas que não exibem contração do quadríceps na postura parada e têm o joelho hiperestendido. Na prática isso quer dizer que o joelho fica muito esticado e mantém a sua posição passivamente, ?travando? as estruturas localizadas na parte posterior da perna. 

 

Treine a contração do quadríceps

Fique em um pé só, no chão ou em uma superfície instável, como uma cama elástica ou bozu (uma espécie de meia bola usada para treinar o equilíbrio, a força e a flexibilidade). Pode parecer fácil, mas a aparência inofensiva do aparelho engana bem. Isso porque a maioria das pessoas ?trava? o joelho lá pra trás, deixando ele muito esticado. Assim não vale: destrave o joelho e coloque a mão na coxa, ela deve ficar contraída para que o exercício surta o efeito desejado.

 

Fique de olho no músculo glúteo médio

Para quem corre, a principal instabilidade do joelho acontece lateralmente. Ele apresenta uma inclinação para dentro chamada de valgo dinâmico. Entre as principais causas está a falha do músculo glúteo médio, que fica na lateral do quadril, e que tem por função manter a coxa alinhada na fase de apoio na corrida. Se sua ação está comprometida, a coxa ?cai para dentro?, padrão relacionado à algumas patologias como síndrome fêmur-patelar, síndrome da banda iliotibial e inflamação da pata de ganso. Neste caso, vale investir no fortalecimento do glúteo médio. A maneira mais fácil, porém eficiente, é deitar de lado e elevar a perna para cima, com uma caneleira. 

 

Dedique-se a exercícios dinâmicos

De nada vai adiantar seu glúteo médio estar forte mas ele não trabalhar corretamente durante a corrida. Para isso, é preciso estimulá-lo com exercícios mais dinâmicos. O afundo é um deles. Para executá-lo, coloque uma perna em frente à outra e dobre os dois joelhos, deslocando o corpo para baixo. Esse exercício é muito comum, mas executá-lo de forma errada também é. Por isso, atenção: o joelho da frente não pode apresentar inclinação para dentro. 

 

Ofereça outros estímulos

Às vezes o corpo precisa de estímulos mais simples e direcionados para entrar nos eixos. Assim, outro exercício simples e benéfico para o joelho é o salto à frente: dê um pequeno salto para frente, com um pé só, como se estivesse pulando uma poça de água. Faça isso em frente a um espelho e não deixe que o joelho se incline para dentro. Você vai perceber que para isso deve fazer força na lateral do quadril. 

 

Reforce o fortalecimento com outras ferramentas

Se somar a essas dicas musculação, exercícios funcionais e educativos elaborados, os resultados poderão ser ainda mais intensos. Experimente! 

 

Fonte: EU ATLETA

 

04/07/16

 

Pesquisa avalia equilíbrio e força muscular em mulheres com osteoporose no início da menopausa

 

Depois de testes com 126 mulheres entre 2009 e 2010, uma pesquisa avaliou se aquelas que estavam no período inicial da menopausa e tinham osteoporose lombar apresentavam menos equilíbrio ou força muscular na comparação com pessoas na mesma faixa etária (entre 55 a 65 anos) que não desenvolveram a doença. O resultado é que, no início da menopausa, as mulheres não têm alteração desses fatores, o que quer dizer que, se mantiverem o equilíbrio e a força, há menos risco de terem quedas ou fraturas no futuro.

O autor da pesquisa, Guilherme Carlos Brech, ortopedista das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, lembra que mulheres com osteoporose apresentam mais risco de quedas e fraturas. ?Mais exercícios no início da menopausa vão ajudar a fortalecer os músculos e estabelecer maior firmeza e força, com menos perda de equilíbrio e quedas. Em mulheres com osteoporose isso seria ainda pior?, disse.

De acordo com o médico, a análise partiu de um estudo no qual foram comparados dois grupos de 15 mulheres cada. Em um deles, as mulheres sofriam de osteoporose e no outro, não. Na análise principal, foram avaliadas 126 pacientes que viviam no período pós-menopausa, com idade entre 55 e 65 anos, atendidas no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) e no Instituto Central do Hospital das Clínicas.

As participantes da análise responderam a questionários sobre o nível de atividade física e foram submetidas a uma avaliação do equilíbrio postural, força muscular de joelho, nível de vitamina D, entre outros pontos.

Mesmo para mulheres com osteoporose, a prática de exercícios se aplica. ?Sabemos que em uma fase mais avançada da menopausa, as mulheres com osteoporose têm uma queda da força e do equilíbrio. Isso ainda não aparece no início da menopausa, então se for mantida uma rotina de exercícios desde o início dessa fase possivelmente no decorrer [da menopausa] não vão ter esse risco de queda aumentado?, explicou Brech.

O ortopedista ressaltou que outros estudos estão sendo feitos para aprofundar as questões de força muscular e equilíbrio associados à osteoporose. ?Queremos entender por que em uma fase tardia da menopausa elas têm essa perda de equilíbrio e força. Se é pela falta de atividade física ou por outro tipo de incapacidade, por medo de sair na rua e quebrar um osso.?

 

Fonte: SAÚDE PLENA

 

29/06/16

 

Lesões no joelho merecem cuidado

 

Atletas de qualquer esporte, seja corrida, futebol ou até musculação, devem ficar atentos à execução dos movimentos. Sempre é importante e indispensável alongamento e aquecimento antes de iniciar um treino. Experiente no assunto, doutor José Carlos apontou três tipos de lesões que são comuns entre pessoas que praticam modalidades diversas. São elas: ligamento cruzado (anterior e posterior), condromalácia patelar e lesões de menisco.

 

?Essas são lesões sofridas comumente e têm tratamentos com fisioterapia, cirurgia e até o repouso por algum período. O consumo de medicamentos anti­inflamatórios também faz parte da recuperação. Vai depender muito de cada caso. O joelho é bastante utilizado nos esportes e, por isso, se torna uma articulação vulnerável. Muitas vezes ele é forçado de forma errada e esses movimentos machucam em vários níveis?, observou o doutor.

 

É verdade que os problemas com o joelho também são ocasionados por outros fatores como postura ou trauma. Mas incidentes mais sérios são causados sim por conta de lesões envolvendo esportes. O joelho é uma das principais articulações do corpo humano. Ele é formado por três ossos. São eles: patela, fêmur e tíbia, que são interligados por estruturas de meniscos, tendões, ligamentos e músculos da coxa e panturrilha.

 

Ligamento cruzado (anterior e posterior)

 

O que é ? É o ligamento do mais lesionado na atividade física, juntamente com a ruptura do ligamento colateral medial. É bem frequente em atletas que jogam futebol, handebol ou outros esportes de muito contato físico e que exigem movimentos rotacionais. Acontece com a pessoa sofre uma entorse no joelho

 

Sintomas ? Quando uma pessoa rompe algum ligamento, o joelho fica desconexo, com movimentos falsos e a sensação que tem algo solto na articulação

 

Tratamento ? O doutor garante que se o atleta quiser voltar a jogar precisa realizar uma cirurgia. O procedimento vai colocar outro tendão no joelho e a recuperação dura aproximadamente seis meses

 

Condromalácia patelar

 

O que é ? Até hoje ninguém sabe como surgiu a lesão ou porque ele é ocasionada. O doutor José Carlos explicou que a condromalácia é o desgaste da cartilagem da patela e é bastante comum em corredores, tanto que seu nome popular é ?joelho de corredor?. Por outro lado, sabe­se que a lesão está relacionada à anatomia e fisiologia do atleta e, principalmente, à sobrecarga no joelho durante a atividade

 

Sintomas ? Dores durante a corrida, ao descer ou subir escadas e rampas, dor crônica no meio do joelho

 

Tratamento ? Dependendo do caso, a fisioterapia é necessária. Independente disso, é indispensável fazer musculação para fortalecer cartilagens e músculos para amortecer melhor o impacto das corridas. Não esquecer de alongar e aquecer

 

Lesões de menisco

 

O que é ? Acontece em qualquer faixa etária, principalmente em quem pratica alguma atividade com movimentos rotacionais com sobrecarga no joelho. A articulação é rodada com força de forma inesperada e com muito impacto. Também tem ligação com artrose, doença degenerativa que merece atenção extra

 

Sintomas ? O menisco é responsável pela absorção dos impactos do joelho. Quando há uma lesão, o joelho fica inchado e as dores são regulares, principalmente em movimentos como agachamento e ao cruzar as pernas

 

Tratamento ? Em casos mais graves a cirurgia se torna necessária. Mas na maioria dos casos a sutura do menisco já garante a recuperação, além de repouso e fisioterapia Além das lesões, o doutor José Carlos mencionou a doença de osgood­schlatter, que também aparece em crianças e adolescentes que costumam jogar bola

 

Osgood­-Schlatter

 

O que é ? a doença é também conhecida como osteocondrite do tubérculo anterior da fíbula e é caracterizada por uma inflamação na cartilagem de crescimento do joelho. É mais comum surgir caracterizada por uma inflamação na cartilagem de crescimento do joelho. É mais comum surgir em meninos que estão na infância ou adolescência, em plena em fase de desenvolvimento. Geralmente, eles praticam esportes, especialmente futebol

 

Sintomas ? O osgood­schlatter é diagnosticado após o uso excessivo da articulação do joelho. Quando se joga demais, se chuta demais, o desgaste resulta em dores e edema abaixo da patela

 

Tratamento ? Não é necessário fazer cirurgia. Algumas sessões de fisioterapia, paralisação das atividade se consumo de antiinflamatório.

 

Fonte: UOL

 

27/06/16

 

 

Diagnóstico precoce para artrite reumatoide ainda é desafio no Brasil

 

Receber aos 39 anos de idade, no auge da vida produtiva, o diagnóstico de uma doença crônica e progressiva, com alto potencial incapacitante, provoca um impacto profundo na vida dos pacientes. Essa é a idade média em que os brasileiros com artrite reumatoide têm sua enfermidade identificada, derrubando o mito de que a doença estaria relacionada unicamente aos idosos, conforme indica uma pesquisa com mais de 3 mil pacientes realizada pelo Instituto Nielsen no Brasil e em outros 12 países, a pedido da Pfizer.

 

Embora não exista cura para a artrite reumatoide, é possível manter a doença sob controle e evitar danos irreversíveis nas articulações se a doença for identificada em seus estágios iniciais, de modo que o paciente possa receber a medicação mais adequada. No Brasil, contudo, esse processo pode levar muitos anos, em um percurso que obriga o paciente a passar por vários médicos antes de obter uma resposta.

 

Por isso, é essencial alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, assunto que está entre os destaques da XXIII Jornada Cone Sul de Reumatologia. O evento, que será realizado entre hoje e domingo (dias 23 e 26), em Foz do Iguaçu (PR), também abordará os avanços e as novidades no tratamento. ?Quanto mais cedo a artrite reumatoide for diagnosticada, mais rapidamente o paciente poderá ser tratado, levando à diminuição da atividade da doença e proporcionando alívio da dor e melhora da qualidade de vida?, diz a reumatologista Rina Giorgi, diretora do Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público Estadual e integrante da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia. LimitaçõesEstima-se que a artrite reumatoide afete 2 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente à população de uma cidade como Belo Horizonte (MG). 

 

Trata-se de uma doença crônica e inflamatória, que compromete as articulações e pode causar rigidez, deformidade articular e desgaste ósseo, incapacitando os pacientes até mesmo para executar tarefas cotidianas, como escovar os dentes. Normalmente, a artrite reumatoide atinge inicialmente as articulações das mãos e dos punhos, nos dois lados do corpo, mas a evolução do quadro pode causar deformidades e desvios maiores, alcançando as articulações mais centrais ¬? como cotovelos, ombros, tornozelos, joelhos e quadris. Há, ainda, o risco de alterações na estrutura das articulações, com comprometimento dos ossos, cartilagens, tendões, ligamentos e músculos. Na pesquisa do Instituto Nielsen, o impacto das limitações físicas advindas com a doença é um elemento de destaque. 

A maioria dos brasileiros entrevistados (59%) afirma que teve de parar de desempenhar algumas atividades a partir do surgimento dos sintomas ? ante 47% da média global. Fragilizados e temerosos de sofrer quedas, os pacientes relatam ainda que preferem realizar ações rotineiras na companhia de outras pessoas. No Brasil, apenas 43% dos pacientes ouvidos disseram que conseguem executar seus afazeres sem a ajuda de ninguém. 

 

Vida profissional

 

Como o diagnóstico da artrite reumatoide ocorre principalmente em adultos jovens, no auge da vida produtiva, muito frequentemente o paciente passa por perdas profissionais importantes, como a necessidade de reduzir o número de horas trabalhadas e a aposentadoria precoce. Em relação às atividades laborais, as doenças reumáticas ocupam o 2º lugar entre as causas de afastamento do trabalho no País, de acordo com o Ministério da Previdência Social. Por isso, o impacto econômico relacionado à doença é importante tanto para a União como para o orçamento das famílias. Na pesquisa da Nielsen, 35% dos 324 brasileiros ouvidos disseram que a doença abalou sua vida profissional, obrigando 14% deles a se aposentar. Outros 17% pediram demissão, uma taxa superior à média global dos países envolvidos na pesquisa, que foi de 10%. Além disso, 16% tiveram de trocar de trabalho, porcentual também superior à média geral dos países, de 10%. A maioria dos pacientes (55%) reclama do estigma decorrente da doença, o que também acaba interferindo na vida profissional. Isso porque, segundo a pesquisa, o medo de sofrer discriminação desestimulou 19% dos entrevistados a procurar emprego. Outros 22% não buscam apoio emocional na família e 17% evitam se socializar com parentes e amigos. 

 

A pesquisa

 

O levantamento do Instituto Nielsen integra uma iniciativa internacional, chamada RA NarRAtive (Rheumatoid Arthritis), desenvolvida pela Pfizer em parceria com um painel global de médicos e organizações de pacientes. ?O objetivo desse projeto é identificar as dificuldades dos pacientes e conhecer melhor os impactos da doença na vida dessas pessoas?, afirma a líder médica da Unidade de Negócios de Produtos Inovadores da Pfizer, Marjori Dulcine. No total, foram ouvidas 3.649 pessoas, entre setembro de 2014 e janeiro de 2015. Além do Brasil, a pesquisa engloba Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália, França, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Turquia e Argentina. No País, 20% dos pacientes ouvidos relataram ter artrite reumatoide grave. O público feminino representou 67% dos entrevistados, dos quais 37% tinham entre 18 e 44 anos; 32% tinham entre 45 e 54 anos, 21% tinham entre 55 e 64 anos e 11% tinham 65 anos ou mais. Do universo pesquisado no Brasil, 67% de pessoas eram casadas ou viviam em união estável, 18% eram solteiros, 13% estavam separados ou divorciados e 4%, viúvos. 

 

Comorbidades

 

A presença de comorbidades é comum no paciente com artrite reumatoide. Na pesquisa, 26% dos brasileiros disseram ter outra doença inflamatória, 22% apresentavam distúrbios cardíacos e outros 22% eram diabéticos. Além disso, a enfermidade levou 44% dos brasileiros a desenvolver ansiedade e outros 33% a sofrer de depressão. Assim, só 43% do público pesquisado tem um estado de saúde considerado excelente ou bom. Tendo em vista a complexidade da doença, quase todos os pacientes do Brasil (95%) dizem ter alguma preocupação ligada à artrite reumatoide, principalmente quanto ao impacto sobre a qualidade de vida e à extensão dos danos provocados nas articulações. 

 

Tratamento

 

 

Os especialistas mais procurados pelos pacientes com artrite reumatoide no País são os reumatologistas (66%), seguidos dos ortopedistas (48%). São nesses profissionais que 64% dos brasileiros confiam para saber mais sobre o tratamento e receber conselhos. Outras fontes de informação são a internet (46%), o noticiário (43%), os amigos e familiares (42%) e os portadores da doença (32%). Uma queixa comum entre 60% dos pacientes entrevistados é a burocracia necessária para receber os medicamentos ? porcentagem que é de 41% na média global. Eles reclamam que o preenchimento da documentação toma mais tempo da consulta do que a própria conversa sobre o tratamento. De acordo com a pesquisa, a média anual de consultas médicas no Brasil é de 8,2 por paciente. Contudo, mais de 70% deles gostariam que esse número fosse ampliado. Os principais entraves para a marcação mais frequente de consultas são problemas na agenda dos médicos (57%), falta de cobertura do plano de saúde (34%) e o fato de o paciente morar longe do consultório (20%). Para se tratar, 64% dos portadores de artrite reumatoide usam algum tipo de medicação, 60% praticam exercícios físicos e 49% seguem uma dieta específica. Metade dos entrevistados toma um medicamento modificador do curso da doença reumática (DMARD), que controla o processo inflamatório característico da artrite reumatoide. Quase 60% dos pacientes definem o tratamento como bem-sucedido quando o inchaço e a inflamação nas articulações diminuem, mas 67% deles desejam dispor de mais opções de medicamentos. Além disso, sete em cada dez gostariam de mudar algo nos remédios existentes. As principais alterações desejadas se referem à eficácia no alívio dos sintomas (29%), ao número de eventos adversos (24%) e à frequência para tomar o medicamento (25%). 

 

Fonte: JORNALDOBRASIL

 

20/06/16

 

Seu joelho merece mais atenção!

 

PROBLEMAS À VISTA

 

As reclamações mais frequentes nos consultórios de Ortopedia tendem a começar assim: ?Estou com uma dorzinha no joelho, doutor?. Os diagnósticos que explicam o incômodo indicam inflamações, torções, deslocamentos e até rompimentos em uma das estruturas da região. Entenda algumas das complicações mais comuns:

 

 

INFLAMAÇÕES: são uma resposta natural que o corpo dá a qualquer tipo de agente agressivo, seja ele um organismo estranho ou o ataque representado pelo esforço repetitivo ou intenso, que exige demais da articulação. ?Na maioria das vezes, elas aparecem quando se faz um esforço grande sem, antes, dedicar-se ao preparo necessário?, explica o ortopedista Ricardo Cury.

A inflamação pode atingir apenas um tendão ? quando é chamada de tendinite ? ou pode se disseminar por toda a articulação, e então passa a ser chamada de artrite. Os sintomas mais frequentes são inchaços, dor e o aumento da temperatura local.

 

TORÇÕES E DESLOCAMENTOS: basta um trauma ? uma bola que bate com força no joelho durante uma prática esportiva, por exemplo ? para que algumas estruturas sejam lesionadas. Ligamentos, tendões e a cartilagem dos meniscos são normalmente as mais afetadas. O impacto é sentido imediatamente: a dor e o inchaço são os sintomas mais comuns. Dependendo da intensidade do trauma, pode haver, ainda, a ruptura dessas estruturas.

 

ESTIRAMENTO OU DISTENSÃO: também provocado por um trauma, começa quando ligamentos, tendões ou músculos esticam acima da sua capacidade normal, provocando um desequilíbrio na articulação e tendo como consequência uma dor local de moderada a muito intensa. Da mesma forma, dependendo do tipo de trauma, pode haver, ainda, a ruptura dessas estruturas.

RUPTURAS: além da dor, um sinal bastante comum da lesão é a sensação de que o joelho ?sai do lugar? quando em movimento, ou seja, que há um deslocamento estranho na estrutura interna. E não por acaso. Quando um ligamento, tendão ou uma das cartilagens se rompe, toda a articulação perde a estabilidade.

 

DESGASTES: um dos problemas mais sérios, quando se fala em joelhos, é o da perda da cartilagem que recobre toda a estrutura. ?Como é uma região que não tem circulação sanguínea própria, uma vez degenerada, não há como reconstruí-la. Todos os tratamentos utilizados são no sentido de aliviar os sintomas e impedir que o processo avance?, explica Sérgio Mainine. Como a cartilagem é a estrutura que reveste as extremidades do fêmur e da tíbia, ela ajuda a reduzir o atrito durante os movimentos. Com seu desgaste progressivo e natural, a estrutura pode apresentar pequenas fissuras. Os sintomas são dores locais e não raro é possível perceber certo rangido dos ossos nos movimentos de locomoção. Em nível avançado, o problema é chamado de artrose.


Para problemas de artrose leve a moderada, a visco-suplementação é uma das terapêuticas mais utilizadas. A técnica permite lubrificar a articulação, por meio de uma infiltração feita diretamente no local. O tratamento não é apenas preventivo. ?O composto utilizado, um derivado do ácido hialurônico, nutre a cartilagem e impede que o problema se agrave?, conta Mainine.

 

Quando optar pela cirurgia

 

Em casos mais extremos, de artroses severas, rompimentos de ligamentos e tendões, o procedimento cirúrgico é indicado na maioria dos casos. Mas mesmo essas intervenções, hoje, são muito mais simples. Minimamente invasivas, as artroscopias são as operações mais usadas. Elas permitem que a reabilitação dos tecidos lesionados, como ligamentos e meniscos, seja feita por meio de duas pequenas incisões. Isso reduz o tempo de recuperação e eleva a taxa de sucesso, pois o trauma é muito menor. A introdução de uma microcâmera em uma das incisões permite que o cirurgião acompanhe todo o procedimento por um monitor.

 

No caso dos joelhos, as intervenções cirúrgicas mais comuns têm o objetivo de retirar partes dos meniscos que já sofreram muito desgaste, suturar estruturas danificadas dessa cartilagem, substituir tendões e ligamentos rompidos. ?Normalmente, retiramos um tendão de outra parte do próprio joelho e recolocamos no lugar daquela estrutura danificada e que é essencial?, esclarece Ricardo Cury.

 

 

Quando as lesões estão muito avançadas, o último recurso é mesmo a prótese. ?Trata-se de uma estrutura que substitui a superfície do joelho, fazendo as vezes da cartilagem que protege tanto o fêmur quanto a tíbia dos atritos, e que conta ainda com ligas de aço e pastilhas, que imitam as estruturas naturais?, explica Victor Marques de Oliveira, ortopedista que faz parte dos grupos de Cirurgia do Joelho e Trauma Esportivo, da Santa Casa de São Paulo.

 

Fonte: REVISTA VIVA SAUDE

 

16/06/16

 

 

Prevenção da osteoporose precisa começar na infância

 

Os cuidados para prevenir a osteoporose devem ter início ainda na infância, recomenda o diretor de Relações Institucionais do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia (Sbot), Márcio Passini.

 

"O nosso esqueleto vai sendo trocado sistematicamente porque a gente vai crescendo", diz ele.

Segundo Passin, na infância, esse processo é mais rápido. Depois, na idade madura, pelo menos 6% do esqueleto é trocado por ano. Quando a pessoa faz uma atividade física, isso estimula o osso a ser mais forte.

 

O diretor lembra, entretanto, que esse processo não ocorre da noite para o dia e que é preciso um tempo para que o esqueleto se adapte à nova necessidade.

População está perdendo massa óssea

O exame chamado densitometria, surgido em 1992, passou a medir a densidade mineral óssea, isto é, a quantidade de cálcio. "Foi um divisor de águas, porque passou a permitir que as pessoas que estavam se tratando de osteoporose soubessem se estavam melhorando. Com isso, foi possível verificar quais medicamentos funcionavam bem."

 

Em 1994, vários países fizeram padrões para a densitometria de acordo com a sua população. Um estudo foi feito por médicos italianos com um conjunto de pessoas de 35 anos de idade para mostrar quais eram os padrões. Em 2004, repetiram o estudo, com uma população semelhante à anterior.

 

"E levaram um susto, porque viram que, em dez anos, a nova população tinha 10% menos massa óssea do que a população anterior. Dez por cento [em dez anos] significa 1% ao ano", ressalta Passini.

Hábitos da infância criam problemas na velhice

Segundo o ortopedista, a população idosa está evoluindo, mas a população osteoporótica cresce mais ainda. "Tem mais idoso com osteoporose do que tinha há dez ou 20 anos".

 

De acordo com ele, essa transformação está relacionada aos hábitos cultivados desde a infância e a juventude, conhecidos como hábitos deletérios. É o caso da criança que parou de tomar leite e passou a consumir mais refrigerante.

Passini disse que uma das preocupações, entretanto, está na adolescência, etapa em que a pessoa forma massa muscular que, ao se  desenvolver, força o osso a ter uma qualidade melhor.

 

O médico lembra que, antigamente, havia muitas fraturas em crianças, até os 12 anos de idade, e depois só fraturas por acidentes graves, porque o osso ia ficando cada vez mais forte.

 

De acordo com o especialista, hoje o quadro é outro. Ele destaca que os adolescentes pararam de competir em quadras esportivas e passaram a competir em jogos de computador.

 

Na população idosa, está havendo um crescimento de osteoporose em torno de 10%, estima Passini. "A gente vai ter, no futuro, praticamente todos os idosos osteoporóticos, o que poderá levar a uma situação de calamidade pública".

Apesar da expansão do tratamento da osteoporose, o número de fraturas osteoporóticas vem aumentando. A doença, frisou o médico, é desproporcional ao crescimento da população com mais idade.

 

Embora não haja números estatisticamente suficientes, Passini diz que, em função dos hábitos adquiridos a partir da infância, está aumentando a proporção de pessoas que têm osteoporose acima dos 50 anos.

 

"Não atingimos ainda o nível de desenvolvimento de populações mais idosas como existe no Japão. Mas a gente acredita que a nossa população osteoporótica vai crescer e  vai se igualar à de outras partes do mundo."

 

Fonte: UOL

 

13/06/16 

 

 

As artroses nos joelhos e seus efeitos condicionantes

 

Podem estar relacionadas com múltiplos fatores e as suas manifestações também podem variar, mas o seu sintoma dominante e bastante condicionante é mesmo a dor.

Caracterizadas por um desgaste das cartilagens, as artroses comprometem a mobilidade da articulação e as atividades diárias dos doentes. Cada vez mais frequentes, à medida que a esperança de vida vai aumentando e a idade avançando, a dor é o seu principal sintoma.

 

?As artroses, principalmente no joelho, estão relacionadas com múltiplos fatores, entre os quais se destacam as sobrecargas ao longo da vida e a idade e afetam principalmente as articulações de carga?, sendo mais frequentes a partir dos 50 anos, revela João Gamelas, coordenador da Unidade de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Lusíadas Lisboa, em comunicado.

 

João Gamelas salienta que ?para além da dor, a artrose tem um impacto significativo ao nível da mobilidade e funcionalidade, afetando a qualidade de vida destes doentes?.

 

Com relação ao tratamento da artrose do joelho, o médico esclarece que ?é parecido com o de outras articulações de carga, como a do quadril, mas com algumas particularidades devido à sua complexidade anatômica e funcional. Divide-se em quatro tipos de medidas terapêuticas: medidas não farmacológicas ou gerais, medidas farmacológicas, tratamentos locais e tratamento cirúrgico?.

 

Sendo que neste último tipo de tratamento, destaca-se ?para os casos mais graves e incapacitantes, a cirurgia artroplástica do joelho que consiste na colocação de uma prótese do joelho?. Uma terapêutica ?cada vez mais utilizada com resultados excelentes e duradouros?.

 

Fonte: NOTICIAS AO MINUTO

 

09/06/16  

 

Colágeno é fundamental para a saúde das articulações; alimentação é principal fonte

 

 

Proteger as articulações desde jovem é muito importante para chegar à idade adulta com vitalidade e disposição. Isso porque o desgaste neste mecanismo que permite a movimentação de todo o corpo (joelhos, tornozelos, mãos, pés, coluna, ombros, punhos, quadril, cotovelo e mandíbula) é lento e gradual, ficando mais evidente na velhice. Ao longo do tempo, a deficiência em alguma articulação pode trazer dificuldades para se sentar e levantar, escrever, mastigar e até andar.

 

Para mantê-las saudáveis é preciso uma substância já bem conhecida, mas sempre associada a questões estéticas de firmeza da pele e envelhecimento: o colágeno. Essa proteína é fundamental para o funcionamento adequado da cartilagem articular, tipo especial de tecido que reveste a extremidade de dois ossos justapostos, permitindo a execução dos movimentos do corpo. Sem as cartilagens articulares, um osso se chocaria com o outro e não seria possível se movimentar direito.

 

A cartilagem articular funciona como uma mola ou esponja, que cede água quando pressionada e volta a sua forma primitiva quando a pressão cessa. É o que permite ao joelho, por exemplo, aguentar o peso do corpo. Nesse sistema, o colágeno atua como uma malha de sustentação, retendo as demais substâncias existentes dentro da cartilagem.

 

"Nossa cartilagem articular é composta por 70% de água e o restante por células chamadas condrócitos, condroblastos e fibroblastos. Os fibroblastos sintetizam as proteínas de colágeno e elastina, formando arcos de sustentação que funcionam como molas e ajudam na absorção de impactos diretos sobre a cartilagem", explica Nádia Lucila Rocha Brito, nutricionista clínica e esportiva do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

 

O colágeno é a proteína mais abundante do organismo humano e apresenta-se em mais de dez tipos diferentes, com composições e funções distintas. "Ele fortalece os tecidos, promove elasticidade e dá resistência à pele, aos músculos, tendões, meniscos, ligamentos, veias, vasos e artérias, além de realizar a distribuição de fluídos em vasos sanguíneos e linfáticos. Portanto, sua função vai além da estética", aponta a especialista. O colágeno II é o tipo encontrado nas cartilagens articulares e produzido pelas células cartilaginosas.

 

Alimentação correta

 

A principal fonte de colágeno vem da alimentação. "Apesar de o colágeno ser produzido normalmente pelo organismo desde que nascemos, estudos mostram que a partir dos 30 anos o corpo sofre uma perda gradual da proteína, algo em torno de 1% ao ano", diz.

 

Por isso, é preciso incluir no cardápio com frequência alimentos de origem animal, como carnes vermelhas, frango, peixes e ovos, que são a principal fonte de colágeno. Já vegetais como soja, feijão, lentilha e grão de bico, apesar de não serem fontes diretas de colágeno, são fontes de proteínas que contribuem para a formação dessa sustância. "A recomendação de consumo diário de proteína para adultos, de acordo com o RDA (Recommended Dietary Allowance) e DRI (Dietary Reference Intakes) , dos EUA, é de 0,8 gramas por quilo de peso", conta a médica.

 

De acordo com uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) feita entre 2008 e 2010, a alimentação de 90% dos brasileiros deixa a desejar neste sentido: ela é rica em produtos calóricos e de baixo teor nutritivo. "Menos de 10% atinge as recomendações de consumo de frutas, legumes e verduras, que é de 400 gramas ao dia", aponta a nutricionista. Isso transforma a população brasileira em alvo fácil de doenças e desgastes nas articulações.

 

A atenção deve ser redobrada após os 50 anos. Segundo a nutricionista, nesta fase da vida o corpo passa a produzir, em média, apenas 35% do colágeno necessário para os órgãos de sustentação. Para as mulheres a situação é ainda mais delicada. A deficiência de estrogênio que ocorre entre 45 e 50 anos devido à menopausa ocasiona uma diminuição da quantidade de fibroblastos, as células responsáveis pela produção do colágeno. "Estima-se que com a menopausa haja uma perda média anual de 2% de colágeno", fala Rocha Brito.

 

Em todos os casos, prevenir é sempre o melhor caminho. E no caso das articulações, quanto antes, melhor. "É com uma alimentação equilibrada, prática de atividade física e a não exposição a fatores que causam riscos à saúde - como estresse, fumo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas - que conseguimos uma vida saudável e prolongada", afirma a especialista do HC.

 

Fonte: UOL

 

07/06/16 

 

                       As 10 dicas para quem teve lesão no ligamento cruzado anterior do joelho

 

ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho é uma lesão frequente nos esportes. A entorse é, disparadamente, o movimento que mais lesa estruturas intrínsecas do joelho. No futebol, esporte muito popular no Brasil, o trauma ocorre com o pé fixo ao solo, ou preso à perna do adversário, ocorrendo rotação anormal interna ou externa do fêmur em relação à tíbia. 

Pelo fato desta estrutura não cicatrizar, é de comum acordo entre a maioria dos cirurgiões de joelho no mundo de que tanto uma lesão total quanto parcial em pacientes ativos e que tenham queixas de falseio, que o indivíduo deve ser submetido a cirurgia de reconstrução para que possa restabelecer a estabilidade e função.

Seguem aqui 10 dicas para pessoas que sofreram a lesão:

1) Procure um bom profissional. 
Tanto a Sociedade Brasileira de ortopedia e traumatologia (SBOT), como a Sociedade Brasileira de cirurgia do joelho (SBCJ) disponibilizam na internet o rol de profissionais especialistas aprovados, portanto capazes de abordar melhor doenças do joelho. Verifique currículo do médico selecionado. Profissionais envolvidos em pesquisas, pós graduados e que façam parte de grupos de especialidade (ex: grupo de traumatologia do esporte da Santa casa de São Paulo) costumam aliar a ciência com experiência.

2) Com quem vou reabilitar?
Peça indicação de fisioterapeutas ao seu médico. Uma boa comunicação entre profissionais e estabelecimento de protocolos de reabilitação estão estatisticamente ligados a melhores resultados.

3) Fisioterapia só depois da cirurgia?
Verifique com seu médico a possibilidade de realizar fisioterapia pré-operatória. Caso não haja contra indicações como lesões meniscais bloqueando joelho ou lesões concomitantes a outros ligamentos, a fisioterapia pré-operatória mantém a musculatura trófica, melhora a dor e assegura um arco de movimento normal do joelho. 

4) Informe-se!
Discuta com seu médico a técnica e a seleção do enxerto a serem utilizadas na cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior. Tudo isso terá impacto no retorno ao esporte.

5) Não tenha pressa! 
A reabilitação do ligamento cruzado anterior leva seis meses, em média, e o retorno pleno ao esporte deve ser gradual, após melhoria do condicionamento físico e sob a supervisão de um bom treinador. Para esportes de contato como o futebol, por exemplo, pode-se levar de nove meses a um ano.

7) Água! 6) Não se assuste! 
Tanto antes da cirurgia quanto depois, a musculatura do membro afetado, principalmente a musculatura da coxa, sofrerá atrofia. A isso denominamos "inibição artrogênica do quadríceps". Em outra palavra, o grupo muscular fica inibido e, além de atrofiar, não responde completamente a estímulos voluntários de contração. Mas isso é totalmente revertido por uma fisioterapia bem feita.

Uma boa fisioterapia é sempre bem complementada pelo trabalho de hidroterapia na piscina, por exemplo.

8) Minha musculatura está equilibrada?
Verifique com seu médico a possibilidade de realizar avaliação isocinética, idealmente no terceiro e sexto mês pós-operatório, afim de se avaliar força, potência e resistência da musculatura e auxiliar no trabalho de grupos musculares que, por ventura, estejam fracos e desequilibrados.

9) Ajuda do professor!
O trabalho de fortalecimento iniciado pelo fisioterapeuta deve ser passado a um bom profissional da educação física, que entenda bem a lesão e que siga o protocolo iniciado sob proteção articular, mantendo sempre a comunicação entre os profissionais da saúde.

10) Retorne devagar!
É muito comum que haja ansiedade no retorno ao esporte. Cada modalidade esportiva tem seu tempo de volta, respeitando a biologia da integração do enxerto e da qualidade da reabilitação empregada. Picos de treino podem causar sobrecarga no joelho atrasando ainda mais o tão sonhado retorno às quadras, ruas, trilhas e aos gramados!

Fonte: EUATLETA

 

03/06/16 

 

Dor nos joelhos é uma das principais queixas masculinas 

 

Vamos ao check-list básico de saúde: cabeça, OK; ombro, OK; joelho, doendo; pé, OK. As dores que envolvem os joelhos estão entre as principais queixas, tanto masculinas quanto femininas. ?Isso acontece porque estes representam uma articulação considerada de carga, ou seja, sustenta todo o nosso peso. Além disso, toda a musculatura dos membros inferiores está ligada à articulação dos joelhos, recebendo grande impacto e sobrecarga nas mais diversas atividades?, afirma Moisés Cohen, professor titular e chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade Mundial de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Trauma Desportivo (ISAKOS).

Mas, então, por que esse problema está tão associado aos homens? Cássio Trevizani, ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), explica que, se considerarmos as principais causas de dores no joelho, pode-se afirmar que o incômodo é uma queixa mais frequente entre os homens pela alta taxa de participação deles em atividades de risco, como esportes com alto impacto com o solo, o que aumenta a chance de traumas ou degenerações de cartilagens ou de tendões.

Guerra dos sexos

É importante entender que não há diferença na estrutura anatômica do joelho de homens e mulheres. Porém, o alinhamento do membro inferior como um todo é diferente. ?O joelho das mulheres é em média cinco graus mais desviado para dentro e elas também têm mais flexibilidade?, conta Tomas Mosaner de Souza Moraes, ortopedista e médico do esporte membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Isso acontece pelo simples fato de a figura feminina se apresentar com o quadril mais largo. É importante lembrar, ainda, que a potência e a força musculares são diferentes entre os sexos.

Atletas de fim de semana

O ortopedista Fabiano Nunes Faria, do Hospital Beneficência Portuguesa (SP), diz que a musculatura da mulher é menos desenvolvida que a do homem, sendo esta primordial no bom funcionamento do joelho, tanto na prevenção de sobrecarga quanto no aumento da estabilidade do joelho.

Mas a grande questão que torna os homens mais suscetíveis é a falta de preparo ao praticar esporte ? os atletas de fim de semana estão no topo dessa lista. ?Os principais hábitos que causam essas dores são a prática irregular de atividades físicas, sem devidos preparos e orientação, o aumento abusivo da carga, visando ao ganho rápido de resultados, a prática de atividades com impacto e principalmente a obesidade?, reforça Cohen. Manter-se ativo fisicamente é essencial para a saúde, mas isso deve ser feito com o auxílio de especialistas.

Ouça mais seu corpo

As primeiras manifestações de que algo não vai bem são a dor persistente no joelho antes ou depois da atividade física, incômodo ao permanecer muito tempo sentado, ou descer ou subir escadas, sensação de que o joelho falha em algumas situações, perda da mobilidade da articulação, travamento, vermelhidão e inchaço.

?Mas independente da causa da dor, articular ou muscular, continuar praticando exercícios prejudica a situação?, alerta Trevizani. O ortopedista da Beneficência Portuguesa acrescenta que normalmente certo grau de dor pode ser observado no início da atividade, sem que isso realmente prejudique a articulação. Mas uma dor que não cede com o repouso, que aumenta como tempo, e é muito intensa durante todo exercício, é sinal de alerta.

E o ensinamento do dia é que não se deve negligenciar qualquer incômodo. O médico Trevizani alerta para alguns dos riscos que o joelho corre com o desgaste de cartilagem? camada de tecido liso que recobre os ossos dentro da articulação para facilitar o deslizamento. A longo prazo ele pode gerar artrose, desgaste de tendões pelo uso repetitivo de forma descoordenada ou sem musculatura preparada, quando não traumáticos. ?Em casos de traumas, destacamos entre as maiores complicações as lesões de ligamentos de tendões ou as fraturas dos ossos?, conclui o ortopedista. Por isso, prevenir é preciso.

Fonte: VIVASAUDE

 

 

 01/06/16 

 

                                                O que fazer para aliviar a dor no joelho 

 

A dor no joelho é um sintoma que pode surgir devido ao desgaste da articulação, ao excesso de peso ou às lesões esportivas que podem acontecer no jogo de futebol ou durante uma corrida, por exemplo.

Porém, quando a dor no joelho impede o caminhar ou piora ao longo do tempo, pode ser sinal de um problema mais grave, como rompimento dos ligamentos, osteoartrite ou cisto de Baker, que podem ser confirmados através de exames como o raio-x ou tomografia computadorizada.

No entanto, a dor no joelho, na maioria dos casos, não é grave e pode ser tratada em casa com a aplicação de gelo 2 vezes por dia, nos primeiros 3 dias a partir do início da dor. Além disso, a utilização de faixa elástica no joelho durante todo o dia ajuda a imobilizá-lo, diminuindo a dor enquanto se espera pela consulta.

Principais causas de dor no joelho

As 5 principais causas de dor no joelho são:

  1. Dor no joelho após corrida pode ser sinal de estiramento dos ligamentos ou tendinite, podendo surgir após exercícios de impacto, como caminhar, saltar ou pedalar;
  2. Dor no joelho no parte interna pode surgir devido a uma entorse do joelho, provocada por pancadas na lateral do joelho, causando inchaço no lado oposto ao do trauma;
  3. Dor na parte de trás do joelho pode ser suspeita de cisto de Baker, um pequeno inchaço que surge atrás do joelho e que provoca aumento da dor quando o paciente faz agachamento ou quando dobra o joelho;
  4. Dor no joelho em dias frios é mais comum em idosos e, geralmente, está relacionado com a existência de artrite na articulação, sendo que a dor é mais frequente durante os primeiros minutos da manhã.
  5. Dor na parte da frente do joelho: pode ser uma condromalácia patelar, devido a fraqueza dos músculos da parte da frente da coxa (quadríceps). Veja como pode ser feito seu tratamento clicando aqui. 

Se além da dor no joelho você nota que ele estala quando se movimenta, tenta subir ou descer escadas, veja o que pode estar causando este sintoma aqui. 

Tratamento alternativo para dor no joelho

Normalmente, a dor no joelho pode ser tratada com anti-inflamatórios receitados pelo ortopedista, como Diclofenaco ou Ibuprofeno, ou cirurgia para substituição de porções danificadas do joelho. Porém, pode ser adotado um tratamento alternativo para dor no joelho, especialmente por quem tem estômago sensível aos anti-inflamatórios e inclui:

O paciente com dor no joelho pode enriquecer a sua alimentação diária com alimentos com propriedades anti-inflamatórias, como gengibre, cúrcuma, salmão ou sementes de chia, que ajudam a complementar o tratamento e a prevenir dor em outras articulações. Além disso, deve-se evitar alimentos muito açucarados, pois agravam a inflamação em qualquer parte do corpo.

Outras formas naturais de aliviar a dor no joelho

Algumas dicas para aliviar a dor no joelho incluem evitar correr ou caminhar sempre que a dor no joelho estiver presente, não pegar em peso e sentar em cadeiras altas, para não forçar os joelhos ao levantar.

O tratamento alternativo para dor no joelho não deve substituir o tratamento indicado pelo médico, uma vez que pode piorar o problema que causou a dor no joelho.

Quando procurar um médico

É importante consultar o ortopedista ou um fisioterapeuta quando:

Nestes casos, o ortopedista pode pedir um exame de raio-x ou uma ressonância magnética para fazer o diagnóstico do problema e recomendar o tratamento adequado.

Fonte: TUASAUDE

 

 

27/05/16

 

 Seu joelho merece mais atenção!

 

Estrutura complexa

 

Ninguém precisa ser doutor em Biologia para imaginar que a função principal do joelho é auxiliar na movimentação das pernas, ajudando-as a resistirem ao peso do corpo. O que pouca gente conhece são os elementos que compõem essa articulação, a maior do nosso corpo. Estamos falando de ossos, músculos, cartilagem, ligamentos e tendões.

 

?Em outras partes do corpo, como no quadril, temos ossos que se encaixam perfeitamente. Como a área de contato entre eles é grande, a estabilidade da região é maior. Com o joelho, isso não acontece. Ele conecta o fêmur, a tíbia e a patela, que são estruturas ósseas muito diferentes. Já que não é possível encaixá-las perfeitamente, contamos com ligamentos, tendões e cartilagens, que não fazem outra coisa senão ajudar a manter a articulação unida, embora flexível o suficiente para garantir os movimentos?, explica Ricardo Cury, ortopedista do grupo de Cirurgia do Joelho e trauma esportivo da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e diretor do comitê de Cirurgia do Joelho da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).Não bastasse essa complexidade anatômica, o joelho tende a apresentar mais problemas com a passagem do tempo. O envelhecimento enfraquece os ossos e o líquido sinovial, que lubrifica a articulação, diminuindo sua viscosidade. Ligamentos e tendões ficam menos elásticos e mais suscetíveis a rompimentos. E tem mais: a cartilagem também vai se gastando e não há como reconstruí-la.

 

Nesse cenário, mesmo sem fazer nada, já correríamos o risco de sentir pelo menos uma dor incômoda no joelho de vez em quando. Mas nossos maus hábitos aceleram o processo de degeneração da articulação, e o que seria apenas um desconforto pode evoluir para uma lesão mais séria.

 

Soluções Possíveis

 

Embora as lesões que atingem os joelhos sejam variadas e frequentes (veja o quadro Problemas à vista), a boa notícia é que a maioria delas pode ser tratada ? e com sucesso. ?Os índices de cura giram em torno de 90%?, assegura o ortopedista Sérgio Mainine, professor da Faculdade de Medicina do ABC.

 

O avanço das tecnologias diagnósticas permite que exames complementares, como a ressonância magnética, sejam capazes de apontar com precisão o tipo de lesão que causa dor, inchaço ou dificuldade de locomoção. A partir desse retrato do problema, parte-se para a adoção da terapêutica mais adequada, dentro de um leque de possibilidades que vai desde a reabilitação por meio de exercícios até cirurgias delicadas e pouco invasivas.

 

Exercícios para reabilitação com o acompanhamento de um educador físico, no ambiente da academia, ou do fisioterapeuta, numa clínica especializada, continuam sendo indicados, em praticamente todos os casos de torções, estiramentos e inflamações. O objetivo principal é fortalecer e reequilibrar a musculatura, os ligamentos e os tendões que estabilizam a articulação, mantendo-a alinhada.

 

 

 

1.Fêmur 2.Líquido Sinovial 3.Meniscos 4.Patela 5.Bursa 6.Tíbia

 

 

Uma superestrutura foi montada, bem na metade das pernas, para ajudar a absorver o impacto do solo com os pés.

 

Os ossos que ali se conectam são revestidos por cartilagens em suas extremidades, que ajudam a reduzir o atrito durante os movimentos.

 

Entre o fêmur e a tíbia, duas cartilagens chamadas de meniscos funcionam como verdadeiros amortecedores, ajudando a distribuir o peso do corpo na articulação.

 

As bursas ? bolsas repletas de líquido ? fornecem proteção extra e os ligamentos laterais e posteriores reforçam a estabilidade da estrutura.

 

patela protege a parte da frente da articulação, que conta ainda com um tecido responsável por secretar líquido sinovial, justamente o que lubrifica a articulação.

 

Mas, acredite se quiser, nem todo esse exército de matérias-primas naturais é capaz de proteger o seu joelho dos estragos que uma simples caminhada com um calçado inadequado é capaz de provocar.

 

Por isso, para passar bem longe desses incômodos, não basta escolher bem o tênis. É preciso respeitar o prazo de validade do calçado. Abusar da máxima ?quanto mais velho, mais confortável? pode comprometer, da mesma forma, suas articulações. Com o desgaste, o calçado perde boa parte de suas funções amortecedoras.

 

 

 

FONTE: REVISTA VIVA SAÚDE

 

 

23/05/16

Dor no joelho pode ser condromalácia, um desgaste na cartilagem

Esse é um quadro comum nos praticantes de corrida

 

A dor no joelho resultante da condromalácia é uma das queixas mais frequentes no consultório médico ortopédico especializado em cirurgia do joelho. Condromalácia é um termo genérico que indica haver algum grau de dano à cartilagem do joelho.

 

As articulações do nosso corpo são revestidas por cartilagem hialina, um tecido com características únicas, capaz de dar forma e fazer com que os ossos deslizem em perfeita sincronia, uns sobre os outros. O tecido cartilaginoso funciona, portanto como um revestimento das superfícies ósseas do joelho, impedindo o atrito entre elas e também absorvendo o impacto que geramos quando nos movimentamos.

 

Qualquer dano a esta cartilagem pode causar dor, perda de movimento, aumento de volume por acúmulo de líquido dentro do joelho e, em casos mais severos, levar a um desgaste definitivo conhecido como osteoartrose do joelho.

 

O sintoma mais comum da condromalácia em sua fase inicial é a dor, principalmente em atividades como subir ou descer escadas e também a dor após o repouso, ao levantar-se após longo período sentado com os joelhos flexionados e que pode melhorar com o movimento.

 

Nas mulheres - A condromalácia acomete duas vezes mais mulheres do que homens, sendo mais frequente em adolescentes e adultos jovens. Com a crescente participação de todas as faixas etárias em diversos tipos de atividade esportiva, vemos, porém um aumento do índice desta patologia em pacientes já na vida adulta.

 

Acredita-se que a lesão da cartilagem articular pode ser causada por múltiplos fatores. Dentre os mais comuns destacamos o desequilíbrio muscular e a prática inadequada de atividades esportivas como corrida ou bicicleta, sem a regulagem correta do banco e pedais, e aulas de academia que envolvem saltos, aumentando a carga sobre os joelhos sem a devida preparação do aluno para estas atividades.

 

Outras causas para a condromalácia são doenças congênitas, displasias ou mau alinhamento dos joelhos, além de causas traumáticas como acidentes com entorses ou traumas diretos nos joelhos.

 

O melhor exame para diagnosticar e classificar o grau de lesão da cartilagem é sem dúvida a ressonância nuclear magnética.

 

 

                                                                          A imagem mostra a diferença entre uma cartilagem normal e uma desgastada. Foto: adaptação sobre bilderzwerg/ Fotolia

 

 

Tratamento - Por fim, existem muitas maneiras de tratar esta patologia tão comum nos dias de hoje. O uso do gelo associado ao repouso e anti-inflamatórios muitas vezes pode tornar o paciente assintomático, o que não exclui a necessidade de trabalhar o alongamento e o fortalecimento muscular dos membros inferiores, por vezes com sessões de fisioterapia.

 

A mudança dos hábitos esportivos também deve ser considerada, sendo indicada a prática de atividade física que não envolva impacto, como a natação. A infiltração do joelho afetado é um método a ser considerado, bem como a administração de medicamentos condroprotetores de uso oral por longos períodos de tempo.

 

A resposta ao tratamento conservador geralmente é boa, não sendo necessário na maioria das vezes o tratamento cirúrgico. No que diz respeito ao tratamento cirúrgico, a técnica mais comumente utilizada é a artroscopia do joelho, sendo possível a realização de diversos procedimentos de reparação da cartilagem lesada.

 

Cirurgia - Em alguns casos são necessárias cirurgias mais elaboradas para a correção do alinhamento da patela, melhorando assim o deslizamento da mesma sobre o fêmur e diminuindo o atrito e as instabilidades que podem levar à lesão da cartilagem articular.

 

Como prevenção, a perda do excesso de peso corporal é sempre recomendada, bem como a correta orientação da prática esportiva, evitando as mudanças bruscas nas intensidades dos exercícios e com atenção para o uso de calçados adequados ? tênis - para cada tipo de atividade praticada. Alongamento e fortalecimento muscular adequado dos membros inferiores são primordiais para uma prática esportiva saudável.

 

A prevenção da condromalácia pode prolongar a vida do seu joelho e promover uma qualidade de vida saudável e sem dor.

 

FONTE: WEBRUN

 

 

19/05/16

 

Detectar a artrite reumatoide de forma precoce é a única forma de evitar o avanço da  doença

 

Mas a realidade revela que ainda há um longo caminho até garantir esse direito: pesquisa feita com mais de 10 mil pacientes em 42 países mostra que o diagnóstico definitivo pode demorar até quatro anos

 

A enfermeira Priscila Torres percebeu que havia algo errado quando viu que não estava conseguindo fechar as tampinhas dos catéteres de medicamentos. Os dedos não obedeciam aos comandos. Os movimentos finos pareciam comprometidos. Depois de meses de investigação, veio o diagnóstico inicial: síndrome do túnel do carpo. Tudo pronto para a cirurgia, Priscila, com sua experiência profissional, desconfiou que o diagnóstico poderia estar errado. E estava. O que a enfermeira tinha era artrite reumatoide, uma doença autoimune crônica, em que o organismo ataca erroneamente as articulações sadias, causando dor, inchaço, rigidez e, com o passar do tempo, perda da função articular, fadiga e fraqueza geral.

A descoberta foi um choque para a jovem de 26 anos, mãe de um filho pequeno, dois empregos e muitos planos em mente. Priscila, porém, teve sorte. Conseguiu descobrir o que tinha em apenas seis meses. A média de tempo para se obter o diagnóstico de artrite reumatoide é de quatro anos, como revela recente pesquisa feita com 10.171 pacientes em 42 países, inclusive o Brasil. O resultado do estudo ?RA: Join the Fight? foi, recentemente, divulgado em Madri, onde ocorreu, em junho, um congresso mundial de reumatologia.

O professor adjunto de reumatologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Levy Roger, um dos membros do comitê global da pesquisa, tem um palpite para tamanha demora. Ao sentir os primeiros sintomas, geralmente dores articulares, a tendência do paciente é procurar um ortopedista. Com os remédios, as dores melhoram e os sintomas acabam mascarados, mas a doença não é tratada. ?Dificilmente, um reumatologista será procurado inicialmente. O reumatologista ainda não é conhecido e o número de especialistas é pequeno para a demanda?, diz o médico. Ele explica que há 25, 30 anos, tratar a artrite reumatoide por um ortopedista ou por um reumatologista até não fazia tanta diferença. ?Porque o que a gente tinha para oferecer não era muito diferente do que ortopedista sabia fazer. Hoje, não. O universo é diferente. O tratamento evoluiu.?

No início do ano, Eduardo Ramos, 50 anos, começou a sentir um incômodo no ombro, não conseguia sequer levantar o braço. Pensou se tratar de um problema ortopédico. Um dia, amanheceu com os joelhos inchados. Sem plano de saúde, passou por uma peregrinação até conseguir uma consulta na Rede Sarah. Em pouco tempo, todas as suas articulações tinham sido atacadas: dedos, pulsos, ombros, joelhos, cotovelos. Ele chegou a perder 24kg. No Sarah, os médicos começaram a investigar o caso e, depois de uma bateria de exames e de várias suspeitas descartadas, inclusive lúpus, fecharam o diagnóstico: artrite reumatoide. ?Não tinha a mínima ideia do que era aquilo. Achava que reumatismo era coisa de velho?, confessa.

A desinformação entre os pacientes e as famílias ainda é um problema. O resultado da pesquisa promovida pela Abbvie ? empresa baseada em pesquisa biofarmacêutica, formada em 2013 a partir da separação da Abbott ? aponta que, apesar de a maioria dos pacientes conhecer um volume de informações de alto a médio (74%), quase metade dos entrevistados (46%) não reconhece que são irreversíveis os danos causados pela doença nas articulações. ?Um dado assustador foi muitos pacientes acharem que uma erosão do osso é possível de ser revertida, e, uma vez que você tenha uma erosão, o dano é irreversível. É possível, porém, prevenir que ele tenha a primeira erosão?, exemplificou Roger.

O estudo aponta que os portadores de AR até sabem que o mal requer um controle contínuo (no Brasil, quatro em cinco pacientes), mas somente três em cinco compreendem a natureza degenerativa da doença e o fato de que ela pode afetar outras partes do corpo além das juntas.

A artrite reumatoide é uma doença sem causas conhecidas que afeta cerca de 1,5% da população mundial. Seu diagnóstico é clínico, mas, como alerta Levy Roger, se várias pessoas na família têm AR, é possível fazer um exame de sangue que mostra esse fator genético, um marcador que indica se você tem predisposição maior à doença. ?A pessoa que tem essa predisposição e, além disso, fuma, não faz exercício e é gorda, fatores que aumentam o risco, pode ter a doença mais cedo e mais agressivamente. Você consegue, com algumas medidas, diminuir as chances de o mal aparecer, mas nada é 100% prevenível.? 

Um tempo para se adaptar


Como causa dores muito fortes e, em alguns casos, deformidades, encontrar apoio em outras pessoas com a mesma doença tem sido uma saída para muitos. Priscila Torres buscou esse caminho. Logo depois do diagnóstico, ela começou a compartilhar seu sofrimento e suas vitórias em um blog pessoal. Sem perceber, acabou se transformando em uma ativista da causa. Hoje, com outras quatro mediadoras, mantém um site, o EncontrAR, e uma página no Facebook, que conta com 2.300 membros cadastrados. Mensalmente, promove ainda encontros presenciais em São Paulo, onde mora.

 

Aos 32 anos, Priscila está aposentada, não pretende mais exercer a profissão de enfermeira, mas planeja voltar ao mercado de trabalho. Cursa serviço social, faz aulas de inglês e está quase 24 horas por dia envolvida em brigar pelos direitos dos pacientes de AR. ?Nas redes sociais, as pessoas deixam os seus depoimentos e descobrem outras pessoas que passam pela mesma dificuldade. E isso é muito importante para a recuperação delas.?

De acordo com dados da pesquisa, 65% dos pacientes brasileiros participam de organização de portadores de AR ou grupos de apoio, incluindo os informais e as comunidades online, e nove em 10 aprenderam com a experiência de outros pacientes. Vanessa de Almeida Araújo, 33 anos, é uma delas. Diagnosticada com artrite reumatoide há três anos, quando tinha apenas 30, ela busca cumplicidade nas redes sociais. ?Só quem tem a mesma doença sabe exatamente pelo que passamos. Muitos pensam que a nossa dor é frescura?, diz a estudante, que se emociona ao lembrar de toda a via crúcis por que passou. Em 2010, Vanessa, casada e mãe de três filhos, teve uma febre muito alta, que a deixou de cama.

Inicialmente, a suspeita era de dengue, mas depois de 20 dias em estado gravíssimo, sem conseguir levantar nem sequer para ir ao banheiro, veio o diagnóstico: doença de Still (uma versão específica da artrite), que está adormecida, e artrite reumatoide. Tratamento iniciado, Vanessa conseguiu se recuperar, mas a partir dali sabia que a sua vida não seria a mesma. ?Acordo toda manhã totalmente entrevada. Nesta época fria, então, a situação é quase insuportável. Meu punho está muito debilitado e passei a ter problemas cardíacos.?

Apesar da situação, ela tenta tocar a vida da forma mais normal possível. Exercita-se diariamente, iniciou a faculdade de letras e sonha em voltar ao mercado de trabalho, mesmo admitindo que provavelmente não será fácil. Para tanto, conta com o apoio incondicional dos filhos de 12, 10 e 6 anos e, sobretudo, do marido. ?Ele se internou junto comigo?, relembra, emocionada.

O apoio familiar, segundo a pesquisa ?RA: Join the Fight?, é realmente fundamental na melhor qualidade de vida do paciente. Mais de três em cinco entrevistados acreditam que seria mais fácil conviver com a doença se seus entes queridos fossem mais solidários. O reumatologista Levy Roger não só concorda como ressalta que, em seu consultório, os familiares são tratados com a maior deferência. ?Eles são peças fundamentais no sucesso do tratamento.?

Outra questão que tem consequências diretas com o diagnóstico de artrite reumatoide é a profissional e, consequentemente, a financeira. Eduardo Ramos conhece bem essa realidade. Ele trabalha com a mulher, que é doceira, e, desde que caiu de cama, ficou impossibilitado de ajudar a esposa. ?Eu não consigo nem mais enrolar um brigadeiro?, conta. Resultado: tiveram que reduzir a produção, e a loja, um sonho antigo montado com muito esforço há menos de um ano, precisou ser fechada. Justamente em um momento em que as despesas com médico e remédio cresceram exponencialmente. ?Não tenho plano de saúde. Quando recebi o diagnóstico, em março, tentei agendar um reumatologista no HUB. Só tinha vaga para dali a seis meses. Tive que recorrer a um médico particular. As despesas só crescem.?

Dados da pesquisa apontam que, no Brasil, mais de um terço dos pacientes teve sua carreira ou força de trabalho incapacitada pela doença, e dois em cada cinco portadores de AR passaram a ter problemas financeiros. Eduardo, agora, pretende estudar para concurso público. ?Qualquer cargo, mesmo que não pague bem, está valendo. Quero ao menos garantir um plano de saúde para mim, minha mulher e meus três filhos.?

Planejar-se é preciso


Para os especialistas, manter uma diretriz de tratamento e, sobretudo, metas a serem atingidas, é fundamental para que o paciente de artrite reumatoide tenha uma boa qualidade de vida e o mais perto possível da normalidade. ?Os tratamentos são individualizados e as metas variam muito. Tenho um paciente, um senhor já de idade, que me disse que o seu maior sonho é ir sozinho à padaria da esquina?, exemplifica o reumatologista Levy Roger. Em compensação, ele conta, com orgulho, da paciente que, quando entrou em seu consultório, não conseguia segurar uma xícara de café e que, recentemente, lhe enviou uma foto no topo do Everest.

 

A pesquisa ?RA: Join the Fight? mostrou que é importante uma maior conscientização sobre os efeitos da progressão da doença: apenas 56% dos entrevistados em todo o mundo têm um plano de controle da artrite reumatoide. Dados do estudo revelaram ainda que, em comparação com os pacientes que não apresentam uma diretriz de tratamento, aqueles que contam com um plano de controle, compartilhado com o médico, têm duas vezes mais probabilidade de sentirem esperançosos (39% x 23%) e confiantes (31% x 16%) em relação à doença. ?Fiquei surpreso em ver que mais de quatro em cinco pacientes reconhecerem que a AR é uma doença grave, progressiva e destrutiva, mas somente 56% têm um plano de controle em andamento?, afirmou Peter Nash, professor associado da Universidade de Queensland, na Austrália, e um dos membros do comitê global da pesquisa.

Larissa Jansen, 36 anos, sempre teve essa diretriz em mente e nunca deixou de lutar para ter a melhor qualidade de vida possível. A servidora pública descobriu o problema reumatológico aos 7 anos de idade. Quando brincava no parquinho com os amigos, teve, de repente, uma febre muito alta, que a deixou de cama por dois meses. ?Quando digo que fiquei de cama, fiquei de cama mesmo, sem nem levantar para ir ao banheiro.? Na época, ela morava no Rio de Janeiro e foi diagnosticada com doença de Still. Ela também tem artrite reumatoide. Passou a infância indo para os Estados Unidos em busca de tratamento. 

Larissa não deixou que a doença, apesar da gravidade, afetasse sua vida. Além do tratamento médico, faz acompanhamento psicológico. Já escreveu livros sobre sua condição e, garante, não pretende parar de trabalhar, apesar de, por lei, ter direito à aposentadoria. ?Não gosto de pessoas que usam a doença para se fazer de vítima. Já fiz oito cirurgias, tenho uma série de deformidades, sou cardiopata e posso morrer em consequência das minhas doenças reumatológicas. Nem por isso vou me fazer de coitada e parar de trabalhar.? 

Levy Roger ressalta a importância da continuidade do tratamento individualizado, mesmo que aparentemente a doença esteja sob controle. ?O especialista precisa vê-lo a cada três, quatro meses, avaliar e até trocar o tratamento para uma nova alternativa se você não tiver respondendo ao atual. Mesmo que você esteja se sentindo a melhor pessoa do mundo, mesmo que você nem lembre de mim, daqui a três meses quero te ver, com o exame, para saber se você está bem. Eu tenho como avaliar com os exames se o tratamento está dando certo ou se tem uma coisa melhor. Esse é o tratamento mais moderno.? Segundo a pesquisa, 66% dos pacientes acreditam erroneamente que a ausência de dor significa que a AR está sob controle.  

Vivendo com AR


Entenda a doença

       

Muitas pessoas que vivem com artrite reumatoide têm dificuldades em desempenhar tarefas rotineiras, como abrir uma torneira.

 

FONTE: SAÚDE PLENA

 

 

 

17/05/16

Artroscopia: cirurgia é indicada para tratar lesões nas articulações

 

Comumente realizada no joelho e ombro, procedimento diagnostica e trata doenças

 

O que é?

 

A artroscopia é um procedimento cirúrgico que permite olhar para o interior de uma articulação em seu corpo usando um equipamento chamado "artroscópio". Este equipamento é uma haste do tamanho aproximado de um canudo com uma câmera na ponta. A artroscopia permite ao médico olhar diretamente para as estruturas de dentro da articulação, como os ligamentos (tecido resistente que liga um osso ao outro), a cartilagem (tecido liso que cobre as extremidades dos ossos nas articulações) e outras estruturas. Este procedimento pode ser usado tanto para diagnosticar, quanto para realizar o reparo de um problema articular. A artroscopia é mais comumente realizada no joelho e ombro. Também pode ser feita no quadril, tornozelo, cotovelo e punho.

 

Durante a artroscopia, o artroscópio é inserido na articulação por meio de um pequeno corte (incisão) na pele chamado de portal. O equipamento é munido de uma fonte de luz e uma câmara de vídeo em sua ponta. As imagens geradas da câmera são vistas em um monitor de vídeo. Os outros instrumentos cirúrgicos são inseridos na articulação por meio de novos portais. O procedimento é todo realizado com o cirurgião olhando para o monitor.

Ao contrário das cirurgias abertas, em que o médico precisa fazer um corte maior, a artroscopia geralmente é menos dolorosa e permite um tempo de recuperação mais rápido.

 

Indicações

A artroscopia é usada principalmente como método cirúrgico para reparar lesões intra-articulares. Dentre as indicações mais comuns estão os tratamentos: 

A artroscopia também, embora mais raramente, pode ser utilizada como método diagnóstico, uma vez que a articulação pode ser "explorada" por meio do uso do artroscópio na tentativa de se localizar uma lesão que não completamente elucidada ou que não foi diagnosticada após o exame físico e outros métodos diagnósticos como raios X, tomografia e ressonância magnética. 

 

Contraindicações

A artroscopia geralmente não será feita se:

 - Houver infecção ou ferida na pele próxima da articulação a ser operada; Houver distúrbio de sangramento grave. No entanto, em alguns casos, a artroscopia pode ser feita utilizando medicamentos coagulantes.

 

Como se preparar

O médico deverá ser informado se:

O médico deverá saber de quaisquer preocupações acerca da necessidade do procedimento, dos seus riscos, de como será feito ou que resultados irá trazer. Exames pré-operatórios serão realizados para a segurança do procedimento.

 

Se a artroscopia for no tornozelo, joelho ou quadril, o médico irá, provavelmente, recomendar o uso de muletas após o procedimento. Se for no ombro ou cotovelo, o uso de uma tipoia será receitado.

 

Qual médico realiza a cirurgia

A artroscopia é feita por um cirurgião ortopedista.

 

Como é feito

Será solicitada a remoção de qualquer joia e a necessidade de usar roupa hospitalar. Um sedativo deverá ser administrado pouco antes da artroscopia, para ajudar a relaxar o paciente. Os pelos da pele em torno da articulação a ser operada poderão ser raspados.

 

Um anestesista irá discutir a melhor abordagem anestésica para o procedimento. Mais frequentemente, a anestesia aplicada é a peridural ou raquidiana para o joelho e tornozelo ou a geral, para o ombro e quadril.  Independentemente do tipo de anestesia, o paciente, geralmente, dorme durante o procedimento devido a administração de medicações sedativos na veia. A frequência cardíaca, pressão arterial e respiração serão monitoradas pelo anestesista durante todo o procedimento. 

 

Dependendo da articulação que será operada, um torniquete será usado para restringir temporariamente o fluxo sanguíneo, de forma que não haja sangramento atrapalhando a visualização de todas as estruturas.  

 

Durante a artroscopia uma solução de irrigação (geralmente soro fisiológico) será usada para expandir o espaço articular e fornecer uma visão melhor de todo o conjunto. Um baixo fluxo constante de solução é normalmente utilizado durante o procedimento para limpar todos os detritos ou sangue, para que o especialista possa avaliar a sua articulação.

 

Uma vez que o artroscópio é inserido, o médico será capaz de ver dentro da articulação por meio de um monitor de vídeo. A equipe cirúrgica poderá dobrar, estender e reposicionar a articulação para vê-la de diferentes ângulos. 


Outras pequenas incisões serão feitas e outros instrumentos serão inseridos dependendo do procedimento a ser realizado. 

 

Duração do procedimento

A duração da artroscopia depende da articulação e do procedimento que é realizado. Pode demorar 15 minutos, como também pode levar mais de uma hora. 

 

Tempo de internação

A artroscopia pode ser feita ambulatorialmente, sem a necessidade de pernoitar no hospital, mas pode também pode necessitar de internação. Tudo depende da articulação que será operada, da anestesia que será usada e do procedimento que será realizado. 

Como é a recuperação do paciente

 

Após a artroscopia, podem ocorrer hematomas na pele ao redor da incisão. Isso é temporário e deve desaparecer dentro de duas semanas. O médico deverá saber sobre inchaços e possíveis sangramentos. 

 

Repouso da articulação pode ser necessário por alguns dias. Os pontos serão removidos entre sete e 14 dias. Gelo, elevação do órgão afetado e uma atadura de compressão podem ser usados para reduzir qualquer inchaço. Além disso, analgésicos serão prescritos para aliviar qualquer dor ou desconforto. Fisioterapia e exercícios serão recomendados dependendo do procedimento que foi realizado. O cirurgião deve informar o momento de retomar a atividade normal.

 

Complicações

As complicações após a artroscopia são infrequentes, porém sangramento dentro da articulação, rigidez, dor e infecção na articulação podem ocorrer, assim como a trombose venosa profunda, coágulos nas veias das pernas e coxas.

 

O médico deverá ser informado imediatamente se:

Gestantes podem fazer?

Não há contraindicação formal para a realização de artroscopia em gestantes, porém, normalmente, não existe urgência para o procedimento. Dessa forma, a cirurgia é postergada e realizada após a resolução da gravidez, na imensa maioria das vezes.

 

Regulamentação

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que constitui a referência básica para cobertura assistencial nos planos privados de assistência à saúde, adotou em 8 de janeiro de 2008 a resolução do artigo 10 da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, garantindo cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde privados para a artroscopia.

Além disso, o exame ou cirurgia de artroscopia também é um procedimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como conta na Tabela Unificada de Procedimentos, Medicamentos e Insumos Estratégicos do SUS referente ao grupo 4, disponível no site do Ministério da Saúde.

 

FONTE: MINHA VIDA

 

13/05/16

Menisco do joelho

 

 

O que é o menisco do joelho?

O menisco é uma estrutura fibrocartilaginea, de formato triangular, que se localiza no interior da articulação do joelho cobrindo a periferia dos pratos tibiais. A sua anatomia é especialmente adaptada para a função que desempenha: amortecer choques e transmitir cargas.

 

Meniscos

Os meniscos existem em diversos tipos de articulações. Especialmente nas de carga, ajudam a proteger a cartilagem articular do desgaste. Devido ao formato relativamente plano dos pratos tibiais e curvo dos côndilos femurais, os meniscos do joelho também contribuem para aumentar a congruência e estabilidade articular.

 

Menisco interno ou menisco medial

O menisco interno ou menisco medial é uma estrutura que se encontra bem fixa aos pratos tibiais. Por esse motivo, o corno posterior do menisco medial (ou interno) é o mais frequentemente lesado, especialmente em movimentos de rotação ou flexão forçada do joelho.

 

Menisco externo ou menisco lateral

O menisco externo ou menisco lateral, por seu lado, apresenta bastante mobilidade devido á inserção dos ligamentos menisco-femurais que retraem o corno posterior do menisco em caso de flexão, evitando assim a sua rotura.

 

Menisco discóide

O menisco discóide é uma variante anatómica do menisco. Este apresenta uma forma de disco cobrindo, por vezes, a totalidade do prato tibial. O menisco lateral discóide é o que surge mais frequentemente sendo por vezes diagnosticado logo na infância pois pode provocar sensação de ressalto ou bloqueio do joelho, obrigando o médico especialista de joelho a realizar uma artroscopia do joelho para o seu tratamento.

 

Rotura do menisco

A rotura do menisco ocorre muito frequentemente durante a prática desportiva, devido a entorses do joelho que originam movimentos de torção e consequente lesão meniscal. Como referido anteriormente a rotura do menisco medial é a mais frequente, pela menor mobilidade que esta estrutura apresenta quando comparado com o lateral.

 

Quer a rotura do menisco interno quer a do externo, podem assumir diversos padrões: radial, ?flap meniscal?, complexa, horizontal degenerativa, longitudinal ou mesmo ?menisco em asa de cesto?. Todas estas formas de rotura meniscal têm a sua forma própria de tratamento.

 

Lesão meniscal

A lesão do menisco ou lesão meniscal no desportista origina redução da performance e, em determinados desportos como o futebol, a paragens mais ou menos prolongadas da sua prática. É de salientar, por isso, a importância do atempado diagnóstico e tratamento de todas as lesões meniscais.

 

Rotura, lesão de menisco - sintomas

Na rotura ou lesão do menisco, os sinais e sintomas principais são a presença de dor no joelho, geralmente localizada na interlinha articular, acompanhada de derrame de instalação progressiva por inflamação da sinovial adjacente ao menisco. Na lesão do menisco interno ou externo em asa de cesto, os sintomas são por vezes muito incapacitantes, originando défice de extensão passiva do joelho, o chamado bloqueio do joelho.

 

Saiba, de seguida, como tratar a rotura do menisco.

 

Menisco do joelho - tratamento

Na lesão ou rotura do menisco, o tratamento deve ser orientado no sentido da preservação do mesmo. A meniscetomia por cirurgia aberta foi abandonada há anos, por ser muito radical na resseção e originar invariavelmente artrose do joelho após alguns anos.

 

Nas roturas do menisco da criança, existe a possibilidade de ocorrer cicatrização espontânea pelo que habitualmente se coloca uma ortótese do joelho imobilizadora e se aguarda algum tempo para reavaliação. O tratamento da rotura do menisco do joelho no adulto passa pela realização de uma artroscopia.

 

Cirurgia do menisco

A cirurgia do menisco faz-se com recurso a artroscopia, o que permite uma correta avaliação da lesão meniscal e decisão quanto à opção de tratamento a instituir.

 

A cirurgia do menisco pode ser feita através da remoção da zona danificada (meniscetomia) ou através da sua reparação (sutura meniscal). A operação ao menisco mais frequentemente efetuada é ameniscetomia parcial, pois ao contrário da meniscetomia total, esta permite preservar uma grande parte do menisco.

 

No entanto, quando se trata de uma lesão meniscal localizada na zona mais periférica do menisco, zona vermelha ou vascularizada - ?red tear?, existe potencial de cicatrização, pelo que geralmente optamos por efetuar a reparação ou sutura meniscal.

 

Meniscetomia vs sutura meniscal

As lesões da zona branca do menisco são tratadas por meniscetomia parcial. Esta é tecnicamente mais simples de efetuar e permite uma rápida recuperação. Em contrapartida, a sutura meniscal para o tratamento das lesões da zona vermelha é de mais difícil execução, obrigando depois a respeitar um tempo de cicatrização mais prolongado.

 

Em cirurgia do joelho, para tratamento de lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) e menisco simultaneamente, existe também toda a vantagem em fazer a reparação meniscal no mesmo tempo, pois as taxas de cicatrização meniscal são mais altas do que quando efetuada isoladamente (pela libertação intra-operatória de grandes quantidades de factores de crescimento).

 

Cirurgia do menisco - pós operatório

Os riscos de complicações no pós operatório da cirurgia do menisco são geralmente pequenos e pouco frequentes quando esta é efetuada por via artroscópica. No entanto, mesmo em cirurgia mini-invasiva, podem ocorrer casos de infeção, derrame ou trombose venosa profunda, em taxas muito baixas e minimizadas pelas medidas profiláticas habitualmente instituídas pelo seu médico ortopedista.

 

Cirurgia do menisco - recuperação

Na cirurgia do menisco a recuperação é habitualmente rápida. A meniscetomia parcial artroscópica pode ser efetuada em regime ambulatório e permite ao doente deambular imediatamente sem necessidade de apoios externos da marcha. A retoma desportiva ocorre geralmente às 3-4 semanas.

 

Quando na cirurgia do menisco é efetuada sutura meniscal, o tempo de recuperação alonga-se um pouco mais. Habitualmente é autorizado apoio parcial com 2 canadianas durante as primeiras 4 semanas. Durante este período aconselhamos a não fazer uma flexão do joelho operado, superior a 90º. Agachamentos devem ser evitados até aos 3 meses, data em que previsivelmente poderá voltar à prática desportiva.

 

Cirurgia do menisco - fisioterapia

A fisioterapia após a realização da artroscopia permite uma recuperação mais rápida e retoma da atividade desportiva habitualmente sem grandes limitações. Baseia-se em terapêuticas anti-inflamatórias na fase inicial, seguidas de reforço muscular e treino propriocetivo obrigatórios. A fase de atletização deverá incluir exercícios específicos para melhoria da performance adaptados a cada modalidade desportiva.

 

Cirurgia de menisco - preço

Na cirurgia de menisco, o preço da artroscopia pode variar de acordo com o tipo de intervenção efetuada, ou seja, se é realizada meniscetomia e esta é total ou parcial, se é realizada sutura meniscal, etc. O valor pode também variar se o doente possui algum acordo ou convenção e condições associadas.

 

 

Só o médico ortopedista poderá determinar quanto custa a operação, mediante uma análise minuciosa na consulta. 

 

 

FONTE: SAÚDE BEM ESTAR

 

 

 

09/05/16

Dor nos joelhos: você tem? O que deve ser feito?

 

O que é dor nos joelhos?

 

A dor nos joelhos é uma queixa muito comum. Ela não é uma enfermidade, mas umsintomaque pode ocorrer em várias doenças. Algumas são dediagnósticofácil, mas outras são muito difíceis de serem diagnosticadas. Ela pode ser pouco intensa e passageira ou tão forte que requeira intervenção médica imediata e, em alguns casos, pode impedir a pessoa de continuar andando. Conforme o caso, um ou ambos os joelhos podem ser afetados e eles podem ou não se apresentarem inchados. As dores nos joelhos podem acontecer igualmente em homens e mulheres, mas os tipos delesõeslocais costumam ser diferentes. Nos homens, são mais frequentes aslesõesdevidas a atividades de mais explosão e movimentos bruscos, como o futebol, por exemplo; nas mulheres elas costumam ser mais relacionadas a problemas nofêmurou napatela(antigamente conhecida como rótula, é um pequeno osso do joelho). Quanto às doenças sistêmicas que podem afetar os joelhos, os dois sexos podem ser afetados igualmente.

 

Quais são as causas da dor nos joelhos?

 

Os joelhos são a maior e uma das mais complexasarticulaçõesdocorpo humano. As causas de dores nesses órgãos podem ser traumáticas e não traumáticas. As traumáticas em geral afetam osmeniscosou osligamentos; as não traumáticas acometem aarticulaçãocomo um todo. Muitas vezes os joelhos doem em razão de uso excessivo deles, de preparo físico inadequado para uma determinada atividade física ou de condições e doenças que os atinja diretamente ou que repercutam sobre eles. Entre as inumeráveis enfermidades que podem ser causa de dor nos joelhos, estão:

Quais exames o médico pedirá nos casos de dor nos joelhos?

 

A avaliação das dores no joelho depende também de uma detida avaliação clínica, mas alguns exames complementares são essenciais. Aqui nos referiremos especificamente aos exames diretamente relacionados ao joelho. Caso o médico suspeite de alguma doença sistêmica ele pedirá também os exames adequados para avaliá-la. Os exames mais frequentemente pedidos são: radiografia,artroscopia,ressonância magnéticado joelho e cultura de líquido articular, quando for o caso.

 

Casos especiais de dor nos joelhos

 

Lesões dos meniscos ou ligamentos constituem casos especiais de dor no joelho por serem muito comuns nos que praticam atividades físicas, especialmente em desportistas.

 

Os meniscos são estruturas cartilaginosas, que ficam dentro da articulação do joelhoe fazem o acolchoamento entre ofêmure atíbia, diminuindo o impacto entre esses ossos. São dois em cada joelho:meniscomedial emeniscolateral. Quando se rompem, em geral, em razão de um movimento abrupto da perna, ocorrem dor intensa,inchaçodaarticulaçãoe sensação de falseio daarticulação. O tratamento dependerá da extensão dalesão, mas é comum que haja necessidade de cirurgia. Algumas vezes aslesõesdosmeniscospodem serdegenerativase nesses casos o tratamento deve ser fisioterápico.

 

Os vários ligamentos existentes na articulação do joelho visam garantir um perfeito encaixe dos ossos e estruturas adjacentes e permitir a adequada movimentação deles. Oligamentoanterior é o que mais comumente sofrelesões. Ele é o responsável pela estabilidade do joelho e sua ausência causa instabilidade ao órgão. O tratamento das lesões dos ligamentos do joelho pode ser conservador, mas é comum que o médico opte pela intervenção cirúrgica, com o objetivo de melhorar ossintomas, restabelecer a estabilidade, permitir o retorno às atividades normais e prevenir aartrosedo joelho.

 

Como aliviar a dor nos joelhos?

 

O mais importante é corrigir ou tratar a condição causal, mas algumas dicas de ordem geral podem ajudar:

 

FONTE: ABC.MED

  

 

 05/05/16

 

Diagnóstico precoce pode evitar problemas provocados pela artrite reumatoide

Estima-se que dois milhões de brasileiros são afetados por essa doença crônica que causa dor, inchaço e rigidez nas articulações

 

 

Dor, inchaço e rigidez nas articulações. Atenção aos sintomas clássicos da artrite reumatoide (AR), porque apenas o diagnóstico precoce pode evitar as deformidades dessa doença crônica e inflamatória que compromete as articulações e pode causar problemas articulares e desgaste ósseo, incapacitando os pacientes de executar tarefas simples. E não é uma doença de idosos, um dos mitos relacionados à artrite reumatoide. A idade média em que os brasileiros recebem o diagnóstico da doença progressiva é aos 39 anos, auge da vida produtiva. Segundo Rina Giorgi, diretora do Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, epidemiologicamente, antes dos 50 anos a doença atinge três mulheres para cada homem.

Nos últimos anos, a abordagem da artrite reumatoide passou por uma revolução. Essa se deve não só à chegada de medicamentos, mas também a uma mudança de estratégia. A tendência é o chamado treat to target, em que o alvo é a remissão da doença, já que ainda não existe cura. ?E para isso o grande problema não é remédio, esse está na rede pública. O problema é o acesso ao médico para o diagnóstico. Mas ele custa a chegar ao reumatologista e, até lá, fica passando por vários médicos?, lamenta Rina. Ainda é muito comum que a população, em caso de dor, procure o ortopedista, sendo que as dores músculo-esqueléticas, relacionadas aos músculos e articulações podem ser da área de atuação da reumatologia.

Pesquisa da Pfizer em 13 países, incluindo o Brasil, em que foram ouvidos 3.649 pacientes pelo Instituto Nielsen no Brasil, revela que mesmo para os já diagnosticados é um desafio obter informações corretas sobre a doença. O levantamento faz parte de uma iniciativa internacional, chamada de RA NarRAtive (Rheumatoid Arthritis), parceria de um painel global de médicos e organizações de pacientes.

Os dados, divulgados às vésperas do Dia Mundial da Conscientização da Artrite Reumatoide, celebrado amanhã, 12 de outubro, alertam sobre as consequências do diagnóstico e adesão ao tratamento tardios. ?Quanto mais cedo for diagnosticado, mais rapidamente o paciente poderá ser tratado, diminuindo a atividade da doença, prevenindo danos irreversíveis, aliviando a dor e melhorando sua qualidade de vida?, explica Rina Giorgi.

O público feminino representou 67% dos entrevistados, dos quais 37% tinham entre 18 e 44 anos; 32% tinham entre 45 e 54 anos; 21%, entre 55 e 64 anos; e 11%, 65 anos ou mais. Vinte por cento dos pacientes brasileiros relataram ter AR grave. Tendo em vista a complexidade da doença, 95% relataram alguma preocupação ligada à patologia, principalmente quanto ao impacto sobre a qualidade de vida e à extensão dos danos provocados nas articulações. A maioria dos pacientes (55%) reclama do estigma decorrente da doença, que também acaba interferindo na vida profissional. Isso porque, segundo a pesquisa, o medo de sofrer discriminação desestimulou 19% a procurar emprego. Outros 22% não buscam apoio emocional na família e 17% evitam se socializar com parentes e amigos.



TRATAMENTO 

 

Um dos aspectos avaliados na pesquisa foi a adesão ao tratamento. Quase 60% dos pacientes o definem como bem-sucedido quando o inchaço e a inflamação nas articulações diminuem. Setenta e nove por cento gostariam de tomar menos remédios e 67% desejam dispor de mais opções. Além disso, sete em cada 10 desejam mudar algo nos remédios existentes. As principais alterações se referem à eficácia no alívio dos sintomas (29%), ao número de eventos adversos (24%) e à frequência para tomar o medicamento (25%). Segundo Rina Giorgi, há hoje quatro classes de medicamentos para artrite reumatoide, as chamadas drogas modificadoras do curso da doença reumática, também conhecidas como DMARD, que controlam o processo inflamatório. Essas podem ser sintéticas, sintéticas alvo-específicas, biológicas e biossimilares.

As drogas alvo-específicas orais são uma classe nova. O citrato de tofacitinibe está disponível no Brasil há poucos meses. Administrado por via oral, o medicamento tem um mecanismo inovador, inibindo uma proteína importante nos processos inflamatórios característicos da enfermidade. Além disso, é o primeiro tratamento oral, não biológico, do tipo DMARD. A droga é indicada para pacientes adultos com AR de moderada a grave que tiveram intolerância ou não responderam de forma adequada às terapias realizadas com outros DMARDs, sintéticos ou biológicos. Hoje, estima-se que pelo menos 30% dos pacientes com AR estejam nessa condição.

Segundo Lícia Mota, presidente do Comitê de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), do Serviço de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), o tratamento deve começar nos primeiros meses ou mesmo semanas de manifestação da doença para que seja possível prevenir as sequelas, depois irreversíveis. ?Se o paciente chegasse ao reumatologista precocemente, conseguiríamos fazer o diagnóstico e logo tratar, mas ele muitas vezes automedica a dor e o inchaço nas juntas com corticoides e anti-inflamatórios. Ele não muda o curso de evolução da doença, a dor nem passa, e ele perde a janela de oportunidade que é iniciar o tratamento em até 12 semanas?, lamenta. A maior parte das deformidades vem exatamente nos primeiros anos da doença.


Onde ocorre


Definição

A AR é uma doença autoimune, multifatorial e sistêmica. Há uma predisposição genética envolvida, alguns genes relacionados já foram identificados, e pessoas doentes na família têm uma chance maior de também desenvolver. O evento biológico específico que dá início à disfunção ainda é desconhecido.

Como ocorre

O processo de inflamação causado pela artrite reumatoide decorre de uma disfunção do sistema imunológico, que passa a atacar as articulações dos pacientes. Há também um agente desencadeador no ambiente. Vírus e bactérias, estresse e tabagismo são alguns deles. Evitar o fumo é, inclusive, a única medida preventiva conhecida. Fatores hormonais também estão relacionados, motivo pelo qual a doença é bem mais comum em mulheres. As causas ainda não estão bem esclarecidas, mas a principal manifestação da doença é a sinovite, uma inflamação da membrana sinovial que envolve as articulações. Mas a AR pode acometer também pele, olho, pulmão, rim.

Consequências


O tratamento é feito À base de:


Em alguns casos:

 

FONTE: SAÚDE PLENA

 

 

28/04/16

Vida longa aos joelhos


Ninguém está imune aos males nessa articulação. Os traumas ocorrem em homens, mulheres, jovens e idosos, sedentários e atletas. Entenda quais são as melhores estratégias para poupá-los nas situações cotidianas

 

Como prevenir e tratar

 
Os esportes repetitivos, de alto impacto e de alto contato são os que mais prejudicam os joelhos pois exigem muita força. Para fortalecer essas articulações, a natação e a bicicleta são as atividades mais indicadas, uma vez que são mais suaves.

 

As lesões que são mais comuns nos homens ...


A lesão no menisco costuma ser as mais comum quando o assunto é atividade física. Entenda como ela acontece:

 

... e nas mulheres


A articulação femoropatelar, também chamada de condromalácea, é uma condição que afeta mais o sexo feminino.

 

O diagnóstico começa na interpretação da história que o paciente conta sobre a dor e os sintomas relacionados ao quadro junto com o exame físico, que é muito importante para definir qual ou quais componentes da articulação estão envolvidos na lesão. "Quando se suspeita de patologias reumatológicas, é importante examinar não só o joelho afetado, como também as demais articulações, pois o envolvimento pode ser do corpo todo", explica Fernanda. Mas, de maneira geral, o diagnóstico é feito pelo ortopedista mediante manobras para testar a estabilidade do joelho, podendo ser auxiliado por exames de imagem como radiografias e ressonâncias magnéticas.

 

Embora muita gente tema as cirurgias no joelho por acreditar que elas sejam incapacitantes, Barbosa afirma que "na verdade isso é um mito, pois atualmente há diversas técnicas com excelentes resultados. A tecnologia e o avanço da ciência fizeram com que os riscos diminuíssem quase a 0%". Barbosa concorda e afirma que "o preparo físico e muscular é importantíssimo, tanto para atletas como não atletas. Alongar, caminhar, fazer teste ergométrico periodicamente e manter o peso, através de uma alimentação balanceada, são alguns dos procedimentos que devem fazer parte da rotina de todos. É a melhor forma de manter uma vida saudável e livre de lesões".

 

O ortopedista e reumatologista são especialistas que cuidam do aparelho locomotor. Se a lesão é traumática, a melhor indicação é procurar um ortopedista. As demais dores de joelho, que surgiram sem relação aparente com um trauma específico, podem ser investigadas por qualquer um dos dois profissionais. Vale ressaltar que, se a dor aparece em mais de uma articulação e vem acompanhada de algum outro sintoma geral como febre, fadiga ou dor muscular, há uma chance de ser uma doença reumatológica. Nesse caso, é melhor já procurar um reumatologista.

 

FONTE: REVISTA VIVA SAÚDE

 

 

25/04/16

Saiba o que é síndrome da plica sinovial

Causada por uma inflamação na membrana que envolve a articulação do joelho, a plica sinovial é uma das causas de dores no joelho dos corredores

 

Pouco conhecida entre os corredores, a síndrome da plica sinovial pode ser uma das muitas complicações que podem causar dores no joelho. O problema é decorrência de uma dobra ou excesso de membrana que envolve a articulação da região e que, por conta do esforço repetitivo, pode vir a inflamar.

 

O nome da síndrome faz referência à articulação do joelho, chamada sinovial, que é revestida por uma membrana responsável por lubrificar a articulação e reduzir o atrito. Já a plica (ou dobra) é um resquício embrionário, uma vez que essa sobra de membrana deveria ser absorvida pelo organismo durante a formação do feto.

 

Apesar de quase todas as pessoas terem essa ?sobra? de membrana, apenas poucas delas desenvolvem a síndrome. De acordo com Marcio Ferreira, ortopedista do Hcor, esse excesso da membrana pode ocorres em três regiões da articulação do joelho: suprapatelar (acima da patela), mediopatelar (na parte medial do joelho) e infrapatelar (abaixo da patela). ?Esse resquício não traz consequência alguma em duas dessas áreas, porém, quando é na parte medial, ele pode gerar algum problema?, explica.

 

Segundo o especialista, mesmo tendo a plica nessa região do joelho, a pessoa pode chegar a nunca sentir dor. ?O que vai determinar isso é a espessura e a quantidade de membrana extra que ela tem. Além disso, a prática de atividades repetitivas, como a corrida, que exige muito da articulação do joelho, podem vir a inflamar ou atrofiar essa membrana?.

 

O tratamento, contudo, é simples. Em um primeiro momento, é preciso de repouso e anti-inflamatório. Passada esta fase, é preciso investir no alongamento dos músculos posteriores de coxa e do ligamento retinacular, que fica nas laterais da patela; e também no fortalecimento de quadríceps. O gerente técnico corporativo da Cia Athletica, Cacá Ferreira, explica a importância dessa segunda etapa do tratamento e indica alguns exercícios.

 

Exercícios de Alongamento


São indicados porque o encurtamento da musculatura do quadríceps (anterior da coxa) e dos músculos isquiotibiais (posterior da coxa) aumenta consideravelmente a pressão na articulação femuro-patelar, mantendo assim o pinçamento desta plica. ?A recomendação é fazer de 3 a 4 séries dos exercícios pelo menos três vezes na semana?.

 

Exercícios de fortalecimento

 

No início, recomenda-se fazer esses exercícios de forma isométrica, buscando o equilíbrio entre a musculatura anterior e posterior da coxa; depois, estes devem ser executados de forma dinâmica, porém sendo realizado nos últimos 30 graus de amplitude, já que nesta angulação evita que a plica seja pinçada. ?Os movimentos isométricos devem ter de 30 a 60 segundos de duração, e os dinâmicos repetidos de 12 a 20 vezes. Ambos devem ser executados de 2 a 3 séries, por três vezes na semana?.

 

FONTE: 02PORMINUTO

 

 

 

 

19/04/16

 

Como tratar as dores no joelho da melhor forma

Antes de recorrer a uma cirurgia, um especialista garante que é possível tratar as dores no joelho de maneira menos agressiva.

 

As dores no joelho são uma das queixas mais comuns ouvidas nos consultórios pelos médicos ortopedistas. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 15 milhões de brasileiros sofrem com dores no joelho, costas e ombros. No mundo, ela é a quarta enfermidade que mais reduz a qualidade de vida, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

O ortopedista Otávio Melo, especialista em tratamentos do joelho, explica que essas dores podem surgir devido a problemas ligados a outras partes do corpo. ?As dores nos joelhos têm diversas causas, sendo que elas podem variam de acordo com a idade e o grau de atividade de cada pessoa. Por isso, um especialista deve ser consultado, sempre que surgir uma dor que o anule de fazer qualquer atividade física, desde a mais simples até a prática de esporte, por exemplo. Assim, o médico poderá avaliar qual o melhor tipo de tratamento?.

 

Ele conta que muitos brasileiros imaginam e têm como primeira opção a cirurgia, como forma de tratamento da dor, mas ele garante é possível solucionar esse problema de maneira menos agressiva. ?A ideia de que as doenças do joelho devem sempre ser operadas está cada dia mais ultrapassado. No caso de dores nos joelhos, a medicina avança no sentido de que os resultados de tratamentos conservadores possam ser tão bons quanto ou até melhores que os cirúrgicos, na maioria dos pacientes?, disse.

 

Se não forem devidamente tratadas, o médico ressalta que as doenças do joelho podem agravar, ao ponto de não ser mais possível realizar um tratamento apenas por meio de exercícios e medicamentos e tornando-se necessária a realização de cirurgias e colocação de próteses no joelho.

 

Prevenção

 

Para aumentar a resistência dos músculos que cercam o joelho e reduzir a sobrecarga, o especialista recomenda a prática de exercícios adequadas de acordo com o biótipo de cada pessoa, como a hidroginástica, caminhada, pilates e musculação, desde que seja realizada corretamente e com previa orientação médica. Ainda de acordo com ele, evitar fatores de risco como o sobrepeso, obesidade e sedentarismo são algumas das medidas preventivas que podem evitar as dores nos joelhos.

 

 

 

 

18/04/16

Pesquisa usa células-tronco para regenerar articulações

Estudo tem potencial para aposentar, no futuro, as próteses sintéticas tradicionais em milhares de pacientes com artrose

 

Uma experiência inédita realizada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) que pode transformar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para o desgaste das articulações entre os ossos foi apresentado no Congresso Mundial de Ortopedia, na China, e agora entra na segunda fase. A pesquisa do cirurgião ortopedista Eduardo Branco, do Into, tem potencial para aposentar, no futuro, as próteses sintéticas tradicionais utilizadas em milhares de pacientes com artrose.

 

O médico investiga um tipo específico de célula-tronco no líquido que reveste as articulações do corpo, como as do joelho, quadril e ombro. É o líquido sinovial. Seu objetivo é que, estimuladas com células-tronco, as articulações do corpo possam se regenerar sem a necessidade de colocação de próteses sintéticas, como ocorre hoje, convencionalmente.

 

?Uma característica das células-tronco é que elas são capazes de formar novas células a partir de uma célula inicial. No caso das células do líquido sinovial, o que verificamos em laboratório é que o maior potencial delas é de formar cartilagens?, observa o pesquisador, que apresentou na China os resultados da primeira fase de estudos, a fase laboratorial. Na sequência, começa a investigar as vias que diferenciam as células-tronco em cartilagens.

 

Eduardo Branco ressalta que as experiências em pessoas com artrose poderão ocorrer dentro de cinco a 10 anos. ?É um caminho um pouco mais longo até para garantir a segurança do paciente. Um cenário é trabalhar em laboratório, onde consigo manipular essas células em um ambiente totalmente controlado. Quando coloco em um organismo vivo, a resposta é muito mais complexa?, ressalta.

 

O pesquisador esclarece que o envelhecimento da população brasileira, assim como a mundial, é um dos fatores de risco para o maior desenvolvimento de artroses. Hoje, 20% da população brasileira têm mais de 60 anos.

 

?A gente está vivendo mais, está danificando mais esse tecido das articulações e está a mais tempo exposto ao que faz a nossa articulação degenerar. Isso nos preocupa em saúde pública, tanto na questão da qualidade de vida quando na questão do custo para o SUS?, acrescenta.

Revelação de talentos

 

Eduardo Branco foi selecionado pela Sociedade Internacional de Ortopedia e Traumatologia, juntamente com outros quatro brasileiros até 40 anos de idade, para uma bolsa de estudos no Congresso Mundial de Ortopedia, ocorrido no último mês, e para a apresentação de sua experiência com células-tronco. A pesquisa é inteiramente desenvolvida no SUS.

 

O Into é um complexo que extrapola a atuação assistencial. Neste mês, a instituição formou seus primeiros mestres. O curso de Mestrado Profissional em Ciências Aplicadas ao Sistema Musculoesquelético do Into, aprovado pelo Ministério da Educação, capacita há dois anos profissionais das áreas biológicas e da saúde para o diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes com doenças do sistema locomotor.

 

FONTE: PORTAL BRASIL

 

 

 

 

17/04/16 - Resumos de artigos recebidos na semana de 10 a 17/04/2016

Hidratação após esportes

Água profunda do mar x água de montanha x isotônicos

Trabalho sugere que atletas que ingerem água profunda do oceano atingem grau de hidratação mais rapidamente. (veja o artigo)

 

 

 

 

 

14/04/16

Saúde dos meniscos ? Como evitar cirurgia

Descubra as causas das lesões nos meniscos e as melhores formas de tratamento

 

Os meniscos são duas estruturas cartilaginosas que ficam dentro do joelho, localizadas entre a tíbia e o fêmur. Têm formato triangular, superfície lisa e funcionam como um uma espécie de ?amortecedor?, evitando que o fêmur ?escorregue? para fora do joelho.

 

Além disso, absorver impactos, contribuir para estabilidade articular dos joelhos, auxiliar na lubrificação, proteger a cartilagem e melhorar o movimento são algumas das importantes funções dos meniscos.

 

Cada joelho possui dois meniscos, (medial e lateral) divididos em três partes: corno anterior, corpo e corno posterior. São resistentes e elásticos justamente para ajudar no amortecimento da articulação e mantê-la estável.

 

Por que dói?

 

Os meniscos não inflamam. Lesionados, eles ficam soltos dentro da articulação, batendo no osso ou nos músculo, o que causa forte dor. Os sintomas de lesão na região são: dor no joelho, edema, sensação de falseio, dificuldades para apoiar o pé no chão, limitação para flexo-extensão e, nas lesões mais graves, bloqueio da articulação e impedimento de se movimentar.

 

Tipos de lesão

 

O mecanismo de lesão mais comum nos meniscos se dá por meio de trauma indireto, entorse do joelho (sem contato direto), ou por traumatismo direto. O menisco também pode sofrer ao longo do tempo por sobrecarga, instabilidades não tratadas, artrose ou por outro processo degenerativo e romper-se sem causa aparente.

 

Cada caso deve ser analisado individualmente, pois existem lesões estáveis e instáveis. O ideal é o paciente ter sempre em mãos além da radiografia, a ressonância nuclear magnética e o mais importante: pedir para a clínica de radiologia gravar o exame em um CD, pois assim o médico pode avaliar com muito mais precisão se a lesão necessita ou não de tratamento cirúrgico.

 

Tratamento

 

A fisioterapia é sempre a primeira opção na hora de escolher um tratamento para lesão nos meniscos, mas pode não resolver totalmente o problema. Apenas estabiliza o joelho para que a dor diminua ou cesse. Esse tratamento será focado na região do joelho e no fortalecimento de quadril e coxas, além de corrigir a mecânica do movimento.

 

Segundo especialistas, se após 10 sessões de fisioterapia (em média) não houver melhora na dor e da lesão nos meniscos, recomenda-se a operação.

 

FONTE: PRÓLOGO

 

 

11/04/16

Falta de vitamina D também endurece os ossos

 

Pesquisadores descobriram que a carência do composto deixa as estruturas porosas por fora e mais mineralizadas por dentro. A combinação aumenta os riscos de fraturas e pode causar a osteoporose.

 

 

 

A falta de vitamina D no organismo é um fator que aumenta exponencialmente o risco de fraturas ósseas. A explicação mais conhecida para esse problema envolve o agravamento da porosidade dos ossos e a consequente diminuição da densidade deles, uma vez que, sem o composto, não há uma absorção correta do cálcio. Mas não é só isso. Essa camada de tecido ósseo não mineralizado leva a uma segunda condição de risco: a formação de ?ilhas? de tecido altamente mineralizado e envelhecido. A descoberta feita por pesquisadores da Alemanha surpreende os cientistas por mostrar que um processo exatamente oposto ao até então conhecido também coloca em risco a saúde de quem tem deficiência da chamada vitamina do sol.

A explicação para esse efeito está exatamente na densa superfície óssea não mineralizada formada a partir da deficiência. Segundo Michael Amling, um dos autores da pesquisa e professor do Departamento de Osteologia e Biomecânica do Centro Médico Universitário de Hamburg-Eppendorf, na Alemanha, os ossos são continuamente remodelados pela ação orquestrada do tecido ósseo. A remodelação funciona como a reforma das paredes envelhecidas de uma casa. Pedreiros especializados, no caso as células chamadas osteoclastos, utilizam enzimas e ácido clorídrico para remover a área desgastada. Outra equipe, os osteoblastos, deposita o material novo, recuperando a ?parede?. A remodelação dura de cinco a 10 dias e deixa o ambiente pronto para a mineralização óssea.

 

Por meio desse processo, um esqueleto humano está completamente renovado a cada sete anos. ?Assim, estamos protegidos de fraturas por insuficiência. No entanto, se o osso é coberto por osteoide, ele não pode ser removido, já que as únicas células capazes de destruí-lo, os osteoclastos, não conseguem fazer esse trabalho.? O impedimento acontece porque a camada de tecido ósseo não mineralizado está muito densa devido à falta de vitamina D, atrapalhando que as células de remoção se liguem à superfície. ?Assim, o osso abaixo do osteoide envelhece mais ao longo dos tempos e fica mais frágil.?



Barreira de colágeno


O estudo, divulgado hoje na revista Science Translational Medicine, contou com a participação de 30 indivíduos, sendo que metade deles tinha deficiência de vitamina D. Os resultados foram possíveis pelo uso de uma tecnologia capaz de medir o desenvolvimento de fissuras ósseas em tempo real e a resistência do tecido a essas fissuras. A avaliação também mostrou que as ?ilhas? de osso altamente mineralizado estavam cercadas por uma barreira de colágeno ? outro obstáculo para a remodelação óssea e para o suprimento de cálcio.

Segundo o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense Paulo Roberto Gonçalves de Souza, há algum tempo se sabe que a vitamina D é um fator importante para a mineralização do tecido osteoide ? a base colágena óssea. O tecido ósseo jovem é formado por tecido colágeno, que oferece a elasticidade, e tecido mineralizado, que confere a rigidez. ?A pesquisa mostra que a vitamina D é importante não só para a mineralização do osso, mas para a manutenção do tecido colágeno, cuidando da estrutura como um todo. Essa constatação é importante porque mostra que a vitamina D age para harmonizar mineral e colágeno?, descreve.

Ainda assim, Souza não acredita que a pesquisa alemã cause um impacto clínico imediato no tratamento de doenças como a osteoporose. O estudo viria como mais uma confirmação de quão imprescindível a vitamina D é ao organismo. ?Ela é indispensável para a formação do tecido ósseo na infância, pois previne o raquitismo; na juventude, para evitar a osteomalácea; e na idade avançada, tentando manter a estrutura óssea o mais próximo possível da normalidade.? O ortopedista alerta ainda que, embora as vitaminas sejam de uso popular, elas também são medicamentos e devem ser prescritas por médicos.

Segundo o professor, a saúde óssea não está dissociada do organismo como um todo, e o cálcio, as vitaminas, o fósforo, a fosfatase alcalina e os hormônios devem ser dosados. Ao especialista competiria analisar esses fatores e administrá-los conforme as necessidades fisiológicas de cada paciente. O pesquisador alemão Amling acrescenta ainda que normalizar a vitamina D é um importante marco para a mineralização e a renovação do osso. ?Assim, a vitamina D é um pré-requisito do osso saudável e, sem níveis normais de vitamina D, não há nenhum benefício provocado por qualquer medicação baseada em remodelação para os ossos.? Segundo os especialistas, a melhor fonte dessa vitamina ainda é a luz solar.

 

FONTE: SAÚDE PLENA

 

 

10/04/16

Seleção de artigos : novidades científicas recebidas na semana de 3 a 10/04/2016:

Utilização de células-tronco derivadas de adipócitos injetadas após microfraturas na cartilagem do joelho. Sem evidência de melhora. http://www.thekneejournal.com/article/S0968-0160(15)00269-0/

 

Serie de 6 pacientes com artrose avançada (grau IV) submetidos a artroscopia; receberam 6 injeções intrarticulares de glicose a 12.5% mensalmente e apresentaram melhora da cartilagem articular quando analisada biópsia de em nova artroscopia ao final do tratamento. http://www.pmrjournal.org/article/S1934-1482(16)30054-5/

 

Avaliação da força muscular, performance física e atividade física como fatores preditores de realização de artroplastia (prótese de joelho) em pacientes acompanhados durante 30 anos. Evidência de que o aumento da força na musculatura extensora é critério de proteção para a realização do procedimento. http://www.oarsijournal.com/article/S1063-4584(16)30014-0/

 

Meta-análise comparando aplicação de corticóide x produtos de sangue autólogo em epicondilite lateral do cotovelo. Corticóides reduzem mais a dor no curto período, enquanto os efeitos de derivados sanguíneos teriam efeitos mais duradores, porém estudos de maior qualidade ainda são necessários para respaldar seu uso. http://www.pmrjournal.org/article/S1934-1482(16)00158-1/

 

Avanços nas técnicas de terapia celular, genética e de engenharia de tecidos, aplicadas à cicatrização de lesões dos meniscos. http://www.oarsijournal.com/article/S1063-4584(16)30011-5/abstract

 

07/04/16

Idade, traumas, genética e obesidade podem gerar artrose

 

 

Mas existem vários graus de desgaste da articulação e muitas vezes estão ligadas ao tipo de atividade que a pessoa exerce, a fatores genéticos, à obesidade, traumas, doenças pré-existentes - tumorais ou reumáticas - e deformidades. Em muitos casos não é possível determinar uma causa para o desgaste progressivo da articulação, chamamos ela então de idiopática - sem uma causa conhecida.

 

Sabe-se que por algum destes motivos já citados, ocorre uma falha na produção do colágeno e das proteoglicanas, substâncias presentes na cartilagem - tecido que reveste a articulação - e o enfraquecimento desta cartilagem entra num ciclo vicioso, onde o desgaste leva a mais desgaste e assim por diante.

 

Geralmente o primeiro sintoma da artrose é a dor, que se manifesta após o repouso logo pela manhã ao acordar, e com o tempo torna-se mais intensa e frequente. Muitas vezes a artrose está presente nos exames de imagem como raio X, tomografia ou ressonância, e não se manifesta clinicamente, sendo o paciente assintomático. Tendo em vista que a artrose é um quadro insidioso (que se instala devagar e piorando progressivamente, muitas vezes o nosso organismo consegue compensar este desgaste de forma que temos a artrose, mas não a sentimos).

 

Quanto maior o desgaste da articulação vemos nos exames de imagem estes mecanismos de compensação, como o desenvolvimento de esporões ósseos nas bordas da articulação - chamados osteófitos - e achatamento das superfícies ósseas articulares. Se fizermos um exame mais detalhado é possível observar que a cartilagem articular pode apresentar danos, ficando irregular e muitas vezes atingindo o osso abaixo desta cartilagem, fazendo com que o deslizamento ósseo fique dificultado e comprometido entre as partes acometidas.

 

Acredita-se que na maioria dos casos a artrose seja decorrente do processo normal do envelhecimento, ocorrendo de forma generalizada em mais articulações do nosso corpo. É claro que as articulações que suportam carga, como joelho, quadril e tornozelo acabam por se manifestarem mais precocemente e com mais dor do que o resto do corpo. A coluna é frequentemente afetada sendo a dor o sintoma mais frequente.

 

Tratamento

 

O tratamento da artrose dos joelhos vem sendo descrito ao longo de muitas décadas na história da ortopedia. Dependendo do grau de desgaste, podemos optar por um tratamento medicamentoso, além de analgésicos que podem ser tomados de forma contínua.

 

As infiltrações, com corticoides, PRP - plasma rico em plaquetas (assim que autorizado seu uso pela ANVISA e CFM), ou ainda a viscossuplementação (aplicação de , também podem ser feitas no consultório médico, nos casos em que optamos por um tratamento conservador, ou seja, não cirúrgico.

 

No que se refere ao tratamento cirúrgico, várias opções podem ser avaliadas. Em casos de desgastes que acometem apenas uma parte do joelho, com deformidades que chamamos de joelho em varo ou em valgo, podemos optar pelas osteotomias. Esta técnica consiste em desviar o eixo de carga - por onde passa o peso - do nosso corpo para uma área saudável do joelho. Quando bem indicada, a osteotomia é uma boa opção, pois preserva a articulação do joelho e elimina os sintomas dolorosos, fazendo com que o paciente retome a sua qualidade de vida.

 

Em casos mais graves, onde todos os tratamentos mencionados não se encaixam, pode-se optar pela artroplastia total do joelho. Este tratamento cirúrgico consiste na retirada de toda a articulação desgastada e substituição desta articulação por uma prótese total de joelho.

 

A prótese total de joelho foi utilizada pela primeira vez em 1968 e desde então muitos estudos foram realizados para a melhoria da técnica e dos materiais utilizados na sua confecção. A indicação para este procedimento também se baseia muito mais no grau de dor e incapacidade do paciente do que na idade, embora por se tratar de uma prótese haja a preferência por deixar este método de tratamento para pacientes mais velhos, visto que a prótese também sofre desgaste com o tempo e pode precisar ser trocada ou revisada em cinco ou dez anos após a cirurgia.

 

A artroplastia total do joelho ainda é um método de excelência para o tratamento das artroses graves do joelho, com excelentes resultados. Os pacientes submetidos a este método de tratamento evoluem em sua maioria sem dor, e conseguem retomar suas atividades com ótima qualidade de vida.

 

FONTE: WEBRUN

 

 

17/03/2016

Antes de iniciar atividade física regular é fundamental consultar um médico

 

Uma correta prática de exercícios físicos regulares começa no consultório médico. Antes de chegar à academia, quadras de esporte, pistas de corrida, etc. é muito importante que se faça uma avaliação clínica geral para, aí sim, começar uma atividade física. Somente um médico poderá orientar e resguardar a saúde do atleta, indicando, por exemplo, seus limites físicos. ?As pessoas acham que basta se inscrever numa academia, por exemplo, e começar a fazer ginástica. Antes de começar os exercícios regulares, é preciso ir ao médico, para uma avaliação clínica. Alguns exames serão feitos e os resultados ajudam na orientação e prescrição de exercícios quanto à carga de esforço, frequência semanal de treinamento, objetivos e, principalmente, os cuidados com lesões do esporte relacionadas com uma sobrecarga excessiva?, explica João Marcelo Amorim, ortopedista e especialista em medicina do esporte do CREB ? Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

 

O Dr. João Marcelo Amorim esclarece que a avaliação deve ser feita por todos, seja a pessoa um sedentário que está iniciando seu programa de atividades física, seja um frequentador esporádico de quadras de esporte ou mesmo um atleta que compete em qualquer modalidade. ?Uma avaliação de saúde completa, feita por um médico do Esporte, mostrará à pessoa o seu limite para treinar e mesmo competir?, explica ele.
A avaliação clínica, explica o médico do CREB, irá analisar o histórico esportivo, a saúde geral e o uso de medicamentos que a pessoa faz. ?Também fazemos uma investigação de lesões esportivas anteriores para uma orientação eficaz e personalizada?, acrescenta ele.

 

Entre outros exames, o médico fará uma ampla avaliação da postura, identificando possíveis desvios e alterações, irá avaliar a força muscular e flexibilidade, para identificar limitações de movimentos que possam comprometer o programa de exercícios, e medirá o índice de massa corporal, para identificar a possibilidade de sobrepeso ou obesidade. ?Também fazemos um exame para avaliar as medidas de tronco e abdome e se há diferença de tamanho entre os membros. A medida da circunferência abdominal pode indicar o risco para doenças metabólicas e cardiovasculares. Membros com circunferências diferentes ? por exemplo, coxas ? podem indicar uma menor massa muscular e necessidade de fortalecimento localizado?, explica o Dr. João Marcelo Amorim.

 

Na consulta também é feita uma avaliação nutricional, teste cardiopulmonar (que avalia a capacidade cardiopulmonar e auxilia o médico a determinar a faixa de batimentos cardíacos em que o exercício será mais saudável), densitometria de corpo total (uma análise precisa e detalhada da composição corporal do paciente) e exames laboratoriais, como hemograma completo, glicemia, ácido úrico e outros. Segundo o ortopedista, as avaliações devem ser feitas pelo menos uma vez ao ano. ?Atletas que competem devem fazer avaliações a cada seis meses. O importante é que a pessoa não deixe de consultar um médico, pois é a sua qualidade de vida que está em jogo?, finaliza ele.

 

Fonte: CREB

 

 

 

07/03/2016

Retorno do Congresso da AAOS

 

Após uma semana muito proveitosa nos EUA, retornamos ao trabalho com muitas novidades. Principalmente no tratamento de lesões de menisco e cartilagem. Também há avanços importantes na reabilitação de pós-operatório de ligamento cruzado e para o diagnóstico prevenção e tratamento da osteoporose.

Continue acessando o site, pois aos poucos serão postadas todas as informações quentinhas aqui no nosso Blog.

 

 

03/03/2016

 

Entenda as causas e saiba como tratar a Artrose

Uma nova substância promete ser capaz de controlar a artrose, já que os antiinflamatórios e analgésicos não conseguem tratar a doença, agindo apenas nos sintomas.

 

 

A artrose é um desgaste articular causado por uma inflamação na cartilagem. Ela pode ser classificada em dois tipos: primária e secundária. ?A primária ocorre em maior número nos idosos e é causada por doenças, como a diabetes. Já a secundária surge decorrente de fraturas?, explica o Dr. Otávio Melo.

 

 Muitas vezes a causa da doença é de origem genética. Mas, a casos que estão ligados ao envelhecimento e a movimentos repetitivos ou incorretos. Por ser de fator genético, há quem apresente a doença mais precocemente.

 

Uma das causas mais comuns de inatividade no trabalho após os 50 anos é justamente a artrose. A dificuldade em realizar movimentos e o desconforto na região afetada pode coibir o indivíduo de trabalhar e até mesmo praticar atividades corriqueiras.

 

 A artrose é um problema partilhado, que chega a atingir cerca de 10% da população mundial. A doença gera dores nas articulações, principalmente mãos, joelhos e coluna, e agride especialmente mulheres entre 40 e 50 anos.

 

 

Sintomas

 

No início a artrose pode não apresentar sintomas, sendo vista somente através de radiografias. Os principais sintomas são a dor, a rigidez, a limitação dos movimentos, inchaço na articulação e, em fases mais avançadas, as deformações. A dor caracteriza-se pelo fato de agravarem ao longo do dia, com os movimentos e com os esforços, e melhorarem quando o paciente repousa. ?A artrose, geralmente, não causa dor, mas quando isto acontece, devemos tratá-la da melhor maneira possível?, completa o Dr. Otávio Melo.

 

Tratamento

 

A substância Ranelato de Estrôncio utilizada para tratar osteoporose, se mostrou benéfica também no controle da artrose. Pesquisa realizada por um consórcio de médicos internacionais ? entre eles profissionais do Reino Unido, da Bélgica e da França ? constatou que 1.371 pacientes que utilizaram a substância tiveram redução de 27% da lesão causada pela inflamação da cartilagem. De acordo com Dr. Otávio, os resultados são animadores para pacientes com acometimento leve da doença e, principalmente, os que têm os joelhos comprometidos.

 

Os antiinflamatórios e os analgésicos, por exemplo, não conseguem tratar a doença, eles agem apenas nos sintomas. ?Já o Ranelato de Estrôncio retarda o processo degenerativo e nos casos iniciais da artrose, a doença pode ser prevenida. Além de diminuir consideravelmente a dor e aperfeiçoar sua capacidade de movimentar?, ressaltar Dr. Otávio.

 

O Ranelato de Estrôncio é a primeira substância atuante nos osteoblasto, célula responsável pela formação dos ossos, e nos osteoclasto, importante na reabsorção óssea (remoção do osso antigo). As duas células atuam em conjunto, conservando a totalidade do esqueleto humano.

  

 

28/02/2016 - Congresso da AAOS

 

O Dr. Otávio Melo apresentará essa semana um trabalho científico ? na forma de tema livre oral ? no maior evento mundial de ortopedia, o Congresso Anual da ACADEMIA AMERICANA DE ORTOPEDIA (AAOS). Nesse evento, os melhores ortopedistas de todos os países do planeta se reúnem para discutir e compartilhar experiências que permitem melhorar o tratamento de seus pacientes. Além de aprender o que há de mais moderno para oferecer a seus pacientes, o Dr. Otávio contribuirá com de suas pesquisas expondo os resultados para os outros médicos participantes do evento.

 

 

 https://youtu.be/F173R_x7nas

27/02/2016 - 3o Shockwave Day Biocenter Buritis

 

Mais um sucesso no Biocenter Buritis no sábado, 27/02/2016.

Vários pacientes beneficiados pelas ondas de choque terapêuticas.

Com apoio da BTL promovemos mais um "Shockwave Day" onde 12 pacientes em tratamento em nossa clínica realizaram o tratamento com ondas de choque.

Pesquisa realizada com todos demonstrou que numa escala de 0 a 10, a dor média entes e após a aplicação reduziu-se de 6 para 3, ou seja, foi 50% menor com apenas 1 aplicação.

Foram realizados tratamentos em punho, joelho, ombro, cotovelo e pé, de dores crônicas como tendinites, bursites e dores musculares.

Todos os 12 (100%) dos pacientes responderam que fariam a aplicação novamente e que indicariam o tratamento a familiares, amigos e conhecidos.

Oferecer os tratamentos mais modernos para aliviar os sintomas que prejudicam a qualidade de vida dos pacientes: Essa é a nossa missão.

Obrigado a todos que participaram !!!

 

 

Quer saber mais ? Acesse http://www.otaviomelo.com.br/index.php?q=ondas-de-choque

24/02/2016 - CURELY CHEGA AO BRASIL

O Curely já é uma febre na Europa e Estados Unidos, trata-se de um aplicativo para celular, disponível para sistemas Android e iOs, no qual o usuário pode tirar dúvidas online, por email ou chat com médicos certificados pelos órgãos oficiais.

Não se trata de uma consulta online, mas de um serviço educacional no qual - ao invés de levar sua pergunta ao "Dr. Google" ou obter informações de saúde com leigos - pode-se aprofundar seus conhecimentos sobre os mais diversos problemas de saúde com profissionais capacitados e habilitados para prestar essas informações, ou seja, médicos especialistas.

Na era da informação, serviços como iFood, Uber, WhatsApp permitem ter acesso imediato a serviços de qualidade de maneira imediata, e na palma da sua mão.

Então, se você se interessou pelo assunto, e deseja ter um médico particular no seu bolso, para esclarecer eventuais dúvidas na hora que for mais conveniente ou interessante para você, vai adorar essa novidade.

Quem já não passou pelo constrangimento de tentar enviar uma mensagem para seu médico e ficar horas ou dias esperando resposta, talvez por que ele simplesmente não está disponível para responder naquele instante?  

No Curely isso não acontece, pois os profissionais disponibilizam parte de seu tempo exatamente para atender a esse tipo de demanda.

Se você ainda não utilizou o Curely, não perca tempo, instale já o aplicativo, disponível no LINK.

11/02/16

10 coisas que você precisa saber

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre o Colesterol

Embora muitas pessoas achem o colesterol uma substância maléfica, ele é primordial para o funcionamento do corpo humano. Para isso, no entanto, seus níveis devem estar sempre controlados. Confira, abaixo, 10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Colesterol:

  1. O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) encontrado naturalmente em nosso organismo. Ele é fundamental para o funcionamento normal do organismo, sendo o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo. Ele está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração.
  2. O corpo humano utiliza o colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Cerca de 70% do colesterol é fabricado pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.
  3. Existem dois tipos de colesterol. O HDL é chamado de ?colesterol bom? pois forma uma classe de lipoproteínas que ajuda a carregar o colesterol do ateroma dentro da artérias, e transportá-lo de volta ao fígado para ser excretado. Já o LDL, chamado de ?colesterol ruim?, transporta o colesterol de células que mais produzem do que usam, para as células que mais necessitam. É considerado ruim pela relação que existente do alto índice de LDL com doenças cardíacas.
  4. Quando em excesso (hipercolesterolemia), o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com arteriosclerose. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina (dor no peito) e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais, pode provocar acidente vascular cerebral (derrame).
  5. Manter uma vida saudável, praticando exercícios físicos e evitando comer alimentos gordurosos ajuda a evitar o alto colesterol. Parar de fumar também é uma atitude que ajuda a neste controle.
  6. Gema de ovo, bacon ou toucinho, carne de frango com pele, torresmo, manteiga, creme de leite e nata, frituras, salsicha, salame e lingüiça e carnes de animais são os principais alimentos que contém uma significativa quantidade de colesterol.
  7. O aumento no nível de colesterol no sangue não costuma ter sintomas. Em casos excepcionais, aparecem os chamados xantomas, que são sinais decorrentes do acúmulo do colesterol na pele. Quando o aumento do colesterol atinge níveis muito altos, pode haver um aumento no fígado, no baço e sintomas de pancreatite. 
  8. As taxas de colesterol apontadas em exames se referem à soma do bom colesterol (HDL) com o mau colesterol (LDL). Essa taxa é considerada boa quando está abaixo de 200, suspeita quando está entre 201 e 239 e elevada quando está acima de 240;
  9. Há três causas para a alteração do colesterol. A primeira é o fator genético, quando o indivíduo possui genes que determinam essa alteração. A segunda é a alimentação. Quem ingere alimentos gordurosos, com alto índice de colesterol, têm mais chances de sofrer com taxas altas. A última possível causa são doenças, como hipotireoidismo, diabetes e doenças nos rins.
  10. Para fazer uma dieta visando o controle do colesterol, prefira leite e iogurte desnatados, queijo branco fresco, ricota, "cottage", queijos "light?, peixes, aves sem pele, carnes magras, inhame, macarrão, pães, bolachas de água e de água e sal, evitando sempre gordura em excesso. O tratamento das alterações do colesterol deve ser mantido por toda a vida. Tanto os cuidados com a alimentação e exercícios, como o uso de medicamentos, deverão ser empregados por tempo indeterminado.

 

 

 

Fonte: http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-colesterol/

 

           21/01/16

 

 

                   Plasma Rico em Plaquetas : Conselho Federal de Medicina determina o uso experimental

 

 O tratamento de doenças musculoesqueléticas com o uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) foi definido como prática experimental pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O Plenário da autarquia aprovou a Resolução 2.128/2015, que restringe o uso do PRP à experimentação clínica, dentro dos protocolos do sistema de Comitês de Ética e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/CONEP). De acordo com a norma, a atividade de pesquisa deve ?ser conduzida em instituições devidamente habilitadas e que atendam às normas do Ministério da Saúde para o manuseio e uso de sangue e hemoderivados no país?, diz a resolução.

       A técnica de uso do Plasma Rico em Plaquetas tem sido usada na medicina esportiva como ?alternativa para acelerar a regeneração de tecidos lesionados, tais como músculos, tendões, ligamentos e articulações?, explica a norma. O documento orienta que o uso clínico do PRP seja considerado como tratamento promissor, mas ainda experimental. De acordo com o coordenador da Câmara Técnica de Hematologia e Hemoterapia, Luís Henrique Mascarenhas, a intenção é possibilitar a realização de pesquisas para produzir dados científicos concretos que permitam a liberação do uso da técnica no Brasil com segurança.

       Mascarenhas ressalta que ainda é necessário definir ?as indicações clínicas para seu uso, número de infusões, além dos critérios de seleção dos pacientes quanto a outros aspectos, como o risco de contaminação do produto por bactérias já presentes na circulação do doador, entre outros?.

       A preocupação do Conselho é garantir que o procedimento não traga riscos. ?Existe toda uma preocupação com a segurança no preparo para que não haja possibilidade de se passar uma doença transmissível através desse componente ou de causar alguma reação inesperada num paciente se ele for mal preparado ou mal acondicionado?, alega o especialista em Hematologia e Hemoterapia - Luís Henrique Mascarenhas.

A Resolução CFM 2.128/2015 está disponível no portal do Conselho pelo link http://goo.gl/NvKS63

 

 

 

 

 

13/1/2016

Lubricina : A influência na eficácia da injeção de ácido hialurônico

Muitas pessoas questionam porque algumas pessoas melhoram os sintomas da osteoartrose com
a aplicação de Ácido Hialurônico no joelho enquanto outras não apresentam resultados.....

Injeções de ácido hialurônico (HA) são um tratamento comum da dor na osteoartrite do joelho, uma condição que afeta 27 milhões de americanos de acordo com os Centers for Disease Control and Prevention. As injeções substituem o HA natural que está esgotado nas articulações, o qual pode causar dor e rigidez devido à falta de lubrificação entre os ossos movendo-se uns contra os outros.

Existem oito diferentes produtos de HA vendidos nos Estados Unidos, com vendas anuais que se aproximam de US$ 1 bilhão. E enquanto todos estes produtos são aprovados pela FDA, estudos produziram resultados mistos em relação a sua eficácia, levando pesquisadores e médicos a questionar como o HA, na verdade, funciona no corpo.

 

Um grupo de pesquisa liderado por Lawrence Bonassar, professor de engenharia biomédica e o estudante de pós-graduação Edward Bonnevie, descobriu que outra molécula, lubricina, ajuda a fixar HA em superfície de tecido, que, por sua vez, ajuda a mover a cartilagem em um regime de baixa fricção. "A implicação deste achado é que a eficácia do tratamento de HA poderia depender de quanta lubricina há na articulação, no momento da injeção, o que poderia explicar por que os ensaios clínicos de HA têm resultados variáveis e também pode sugerir novas formulações de HA que podem ser ainda mais eficaz na clínica," disse Bonassar.

 

O estudo, publicado em 24 de novembro na revista PLOS ONE, examinou como várias formulações de HA lubrificaram a cartilagem e encontraram que todas elas funcionavam por um mecanismo similar, "um que é muito semelhante a como um carro se desloca numa estrada molhada", disse Bonassar. Essencialmente, as soluções viscosas de HA formam filmes pressurizados que reduzem o coeficiente de atrito da cartilagem, especialmente em altas velocidades de deslocamento. "Por muitos anos, as pessoas duvidaram em relação a que esse mecanismo possa acontecer na cartilagem, porque o tecido é flexível e poroso. Neste artigo, vamos mostrar definitivamente que a cartilagem pode mover-se para este domínio da baixa fricção na presença de soluções altamente viscosas de HA", disse Bonassar.

 

Cientistas da Fidia Farmaceutici S.p.A. coautores do estudo utilizaram os resultados para criar um novo derivado de HA natural. Este novo derivado de HA, conhecido como HYADD®4, foi aprovado pela FDA para uso clínico nos Estados Unidos e será comercializado sob o nome Hymovis®, começando em março.

 

"Estamos orgulhosos de ter contribuído para esta importante descoberta. Esta pesquisa é um resultado do foco e compromisso a longo prazo da Fidia com a pesquisa e desenvolvimento de HA. Com Hymovis®, agora temos uma nova geração de ácido hialurônico com maior elasticidade, viscosidade e tempo de residência na articulação", disse Dr. Cynthia Secchieri, diretora de pesquisa e desenvolvimento na Fidia Farmaceutici S.p.A.

 

Referências:

Edward D. Bonnevie et al, Elastoviscous Transitions of Articular Cartilage Reveal a Mechanism of Synergy between Lubricin and Hyaluronic Acid. PLOS ONE, 2015; 10 (11): e0143415 DOI: 10.1371/journal.pone.0143415

 

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06/01/2016

 

Conheça as principais lesões causadas por acidentes de trânsito e saiba como evitá-las

 

Médico ortopedista explica como prevenir as principais lesões que são causadas e a maneira correta de socorrer as vítimas em caso de acidentes, durante o período de férias.

 

Somente no Estado de Minas Gerais 86 pessoas morreram durante as festas de final de ano nas rodovias mineiras, segundo balanço divulgado pelas polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar Rodoviária. Nas estradas sob responsabilidade da PRF, nos dois feriados prolongados, foram registradas 56 mortes em 730 acidentes, sendo 245 sem vítimas e 485 com pessoas vitimadas. As colisões frontais foram as que mais resultaram em mortes, segundo a PRF. Entretanto a maioria dessas mortes são consideradas evitáveis, por medidas de conscientização da população, educação para o trânsito e políticas públicas de prevenção de acidentes.

O médico ortopedista Otávio Melo, acredita que muitas pessoas ainda não acreditam na eficácia do cinto de segurança. Ele explica que o objetivo do cinto é manter o passageiro na posição, no banco, impedindo que seja arremessado à frente ou para os lados, quando o carro para bruscamente no caso de uma colisão, ou mesmo no caso de um capotamento. ?A sobrevivência para o motorista ou passageiro diminui significativamente à medida que a velocidade aumenta. Se o veículo para suavemente, o motorista ou passageiro também param suavemente, mas se o veículo para bruscamente, caso não estejam presos ao cinto de segurança, serão mantidos em movimento até encontrarem um obstáculo, que pode ser o painel, o para-brisa, a janela, ou até mesmo o lado de fora do veículo. A ejeção para fora do veículo é um dos critérios de gravidade no atendimento dos acidentados, e um dos principais motivos de óbito no local do acidente?.

 

Outra medida muito importante que ele ressalta é o uso dos assentos e cadeirinhas para as crianças. Segundo o especialista, o melhor lugar para a instalação da cadeirinha é no assento do meio do banco traseiro, para diminuir o risco de um impacto no caso de acidentes. ?Sempre que possível, reserve esse lugar para a criança mais nova. Não adianta ter a cadeirinha e não prender a criança da maneira correta. O cinto da cadeirinha precisa ser colocado de forma que apenas um dedo caiba entre o cinto e o corpo da criança, ou seja, o cinto precisa ficar justo. Uma forma de saber se ele está bem colocado é quando não é possível "pinçar" o tecido do cinto usando os dedos polegar e indicador. O motivo disso é que, se o cinto estiver folgado, além de a criança poder se soltar, no caso de acidente haverá um forte impacto do corpo dela com o cinto, o que já é suficiente para provocar lesões graves?. 

 

Já no caso dos motociclistas, o médico garante que o uso do capacete é de grande importância, já que as seqüelas neurológicas permanentes e as mortes de motociclistas na maioria dos acidentes graves, é motivada por lesões na cabeça. ?Seu uso é capaz de evitar danos ao cérebro, face e vias aéreas, que são as lesões que matam mais rapidamente quando graves. O risco de morrer em um acidente grave de motocicleta é 20 vezes maior do que num automóvel. Esse número sobe para 60 vezes se a pessoa não estiver usando o capacete, item obrigatório pela ­legislação brasileira?.

 

De acordo com o ortopedista, as lesões leves geralmente não causam maiores transtornos, porém as mais graves podem acarretar diversos prejuízos à saúde da vítima. ?As causas mais frequentes de invalidez permanente, somando 25,6%, são a perda anatômica ou funcional completa de um membro inferior (perna). Cerca de 40% das vítimas de acidentes de trânsito apresentam mais de uma lesão. A maioria dos pacientes são homens e com idade na faixa de 20 a 40 anos e muitos deles permanecem por semanas, meses ou até anos em programas de reabilitação e fisioterapia, com perdas salariais e até mesmo do emprego, gerando custos não-previstos para o sistema de previdência, o que comprova a importância econômica e social do problema?, disse Otávio.

 

Ainda segundo o especialista, as regiões do corpo mais atingidas em casos de acidentes de transporte são os membros inferiores e superiores, seguidas pela cabeça e pescoço. ?Conhecidas como traumatismo crânio-encefálico (TCE), ocupam o primeiro lugar no que se refere à gravidade à mortalidade. Em segundo lugar em gravidade e terceiro lugar em incidência, estão as lesões do tórax, segmentos de alto risco para o paciente, uma vez que engloba órgãos como o coração e pulmão. As lesões mais frequentemente encontradas são as fraturas de costelas, contusão pulmonar, hemotórax (hemorragia interna) ou pneumotórax (que é o vazamento do ar levando ao fechamento dos pulmões)?.

 

Como socorrer uma vítima em caso de acidente de trânsito

A ação mais importante ao socorrer uma vítima em caso de um acidente de trânsito é manter a calma, garante o médico. ?Agir de maneira intempestiva pode até mesmo piorar a situação. Veja inicialmente se você tem algum ferimento mais sério, depois avalie as pessoas ao seu redor. Se não estiver envolvido faça uma breve análise da situação, entenda o que está acontecendo antes de agir. Depois se preocupe em garantir a segurança de todos e peça socorro em seguida. Ligue imediatamente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU, pelo número 192, presente na maioria das cidades; ou para algum órgão de segurança pública, como as Polícias Militar e Rodoviária, Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros, nas localidades não atendidas pelo SAMU 192. Em caso de acidente em rodovias com cobrança de pedágio, há serviços próprios de ambulância e resgate capazes de atender em menor tempo do que o SAMU de cidades distantes.

Além desses cuidados, algumas atitudes devem ser evitadas para não agravar o estado de saúde das vítimas.

 

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